
Cheira-me a Sócrates americano
Não sei bem porquê, é uma daquelas frases que usamos antes de exprimirmos uma convicção.
Portanto, não sei bem porquê, mas julgo que Barak Obama, caso venha a ser eleito presidente dos Estados Unidos, não corresponderá às expectativas que os europeus nele depositam.
Efectivamente, ele veio à Europa dizer aquilo que os europeus queriam ouvir mas, no fundo, nada prometeu nem garantiu. Contudo, foi ovacionado triunfalmente em Berlim, e recebido ao mais alto nível em Paris e Londres, como se de um governante confiável se tratasse, e não do mero candidato simpático e bem apessoado que ainda é.
Mas também foi a Tel-Aviv garantir o seu apoio incondicional a Israel no conflito do Médio Oriente, o que nada de bom augura.
Além disso, declarou que o Afeganistão necessita de mais tropas, e tenciona retirar do Iraque “de forma responsável”…
Barak Obama não desconhece que a economia norte-americana depende do complexo militar-industrial que há décadas a alimenta. Até à data, não pronunciou uma frase a demarcar-se dela, nem das guerras que necessariamente provoca para sua própria sobrevivência.
Pelo que tem dito mas também pelo que tem omitido, não sei bem porquê mas parece-me que Barak Obama será uma decepção parecida com José Sócrates.
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