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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Alfredo Marceneiro...Foi Fadista...27 anos de saudade...

Alfredo Rodrigues Duarte (25 de Fevereiro de 1891, Lisboa — 26 de Junho de 1982, Lisboa) mais conhecido como Alfredo Marceneiro devido a sua profissão, foi um fadista Português que marcou uma época, detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género da canção em Portugal.
Biografia
Alfredo Marceneiro nasceu na freguesia de Santa Isabel em Lisboa, e foi-lhe posto o nome de baptismo de Alfredo Rodrigues Duarte.Era filho de uma família muito humilde. Com a morte do pai teve que deixar a escola primária. Começou então a trabalhar como aprendiz de encadernador para ajudar o sustento da sua mãe e irmãos.
Desde pequeno, sentia grande atracção para a
arte de representar e para a música. Junto com amigos começou a dar os primeiros passos cantando o fado em locais populares começando a ser solicitado pela facilidade que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão.
Alfredo Marceneiro era um rapaz vaidoso. Andava sempre tão bem vestido que ganhou a alcunha de Alfredo Lulu. Era, também, muito namoradeiro. Apaixonou-se por várias raparigas, chegando a ter filhos com duas delas. As aventuras terminaram quando conheceu Judite, amor que durou até à sua morte e com o qual teve três filhos.
Em
1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
Nos anos 30, Alfredo Marceneiro trabalhou nos estaleiros da
CUF, onde fazia móveis para navios. Dividia o seu tempo entre as canções e o trabalho. A sua presença nas festas organizadas pelos operários era sempre motivo de alegria.
Em
3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em
1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinha, de autoria do jornalista e poeta
Silva Tavares.
Faleceu no dia
26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia
10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
Alfredo Marceneiro - Cabelo branco é saudade

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Maria da Fé...50 anos de Fé no fado...

Celebra 50 anos de carreira a 25 e 26 nos coliseus de Lisboa e Porto, mas a sua vida são as casas de fado. No Porto nasceu Maria da Conceição e Lisboa baptizou-a Maria da Fé. Tinha 18 anos, hoje tem 64. Prometeu cantar até que a voz lhe doa. Mas só dói o fado
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Maria da Fé - Cantarei até que a voz me doa

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Carminho...Uma nova Voz no Fado...

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Ri-se com o desplante de uma garota de 24 anos. Mas ouçam-na cantar: voz tremenda, pura força da natureza, voz adulta, funda, não parece ter a idade que tem.
Como é que uma garota pode ter tanto fado?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vicente da Câmara...Fadista...faz hoje 81 anos...

Vicente da Câmara (Lisboa, 7 de Maio de 1928) é um fadista português, sobrinho de Maria Teresa de Noronha.
Biografia
Vicente nasceu em berço aristocrata, filho de D. João da Câmara, notável radialista e locutor da rádio portuguesa, e cresce sob influência de uma educação marcadamente ligada ao fado, em particular da sua tia Maria Teresa de Noronha e de D. João do Carmo de Noronha, seu tio-avô.
É portanto naturalmente que entra nos meandros do fado, e tendo ganho um concurso, abre as portas da Emissora Nacional com 20 anos, em 1948. Dois anos mais tarde assina o primeiro contrato discográfico com a editora Valentim de Carvalho e, a partir daí, grava êxitos como Fado das Caldas e Varina.
Progressista do fado castiço, o mais tradicional de Lisboa, era dado ao improviso e destacou-se pela sua voz timbrada, naturalidade com que interpreta as suas músicas e utilização de melismas, raridade no fado.
Durante uma entrevista, insurge-se contra as convenções políticas e afirma ser o fado uma música pobre, e que é na pobreza que reside a riqueza, grandeza, liberdade e valor.
Afincadamente contra os mais conservadores que apenas recriavam os clássicos, ficou para a posteridade o seu maior sucesso, A moda das tranças pretas, que constituiu entre os outros fados do seu repertório, um ex-líbris do fado castiço.
Segundo a história, tê-lo-á composto 1955 e 1956 num quarto de hotel em Santarém. Em 1967 surge o contrato com a Rádio Triunfo.
Na década de 1980, já com algumas digressões internacionais na carreira, as atenções do oriente prenderam-se no fado, e tal entre uma vaga de fadistas como Amália Rodrigues, Maria Amélia Proença e outros, fez digressões no Extremo Oriente.
Em 1989 assinala o quadragésimo aniversário da sua carreira no Cinema Tivoli.
Pai do também fadista José da Câmara, é um dos poucos fadistas restantes da geração do fado aristocrata. Em 2007 o seu trabalho ficou imortalizado no filme Fados, de Carlos Saura.
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A moda das tranças pretas

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Balada das Mãos Ausentes

[Alma Lusa - 11.02.2009]


Letra: João Dias

Música: Raul Ferrão (Fado Alcântara)
Intérprete: Beatriz da Conceição* (in "Fado Capital", Ovação, 1994-1996)

Outra versão: Ricardo Ribeiro (in CD "Ricardo Ribeiro", col. Fado Antologia, CNM, 2004)


Este poema quisera que fosse grito

Para lá do infinito, além do tempo

Que o próprio vento o levasse em seu rumor

Como mensagem de amor, este poema;

Que minha voz fosse a voz da própria terra

Ecoando de serra em serra gritos de paz

Gestos de pão sagrados são, gestos de amor

Por cada um nasce uma flor em cada mão

Semideuses conquistam a Lua

Outros planetas, todo o Universo

E na Terra, tu criança nua

Que triste vegetas sem pão e sem berço

E às mãos que trocaram arados

E gestos sagrados de redes e remos

Por gestos de morte blasfemo

Gritarei no meu fado: o herói está errado

Quisera ser a força do mar revolto

Neste grito que ora solto em alta voz

E que este canto fosse a voz de todos vós

O pranto do vosso pranto, quisera ser;

Para dizer: mão sublimes, mãos ausentes

Na distância das sementes, voltem à terra

Ela vos quer de novo no seio sagrado

Pois há lamentos de prado na voz da terra

Semideuses conquistam a lua

Outros planetas, todo o Universo

E na terra, tu criança nua

Que triste vegetas sem pão e sem berço

E às mãos que trocaram arados

E gestos sagrados de redes e remos

Por gestos de morte blasfemo

Gritarei no meu fado: o herói está errado

E às mãos que trocaram arados

E gestos sagrados de redes e remos

Por gestos de morte blasfemo

Gritarei no meu fado: o herói está errado

*

URL: http://www.macua.org/biografias/beatrizdaconceicao.html

http://lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/50718.html

http://www.myspace.com/beatrizdaconceicao

http://jorgesilva.bloguedemusica.com/r264/Beatriz-da-Conceicao/

http://cotonete.clix.pt/quiosque/artistas/musicas.aspx?id=276

[Alma Lusa - 12.02.2009]