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terça-feira, 26 de maio de 2009

Lucros na Banca...

Apesar da tão afamada “crise”, parece que há instituições que se dão bem com ela. Segundo informou o Banco Comercial Português (BCP), que é o maior banco privado português, os seus lucros foram de 106,7 milhões de euros, só no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a um aumento de 625% relativamente ao ano passado.
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Começo a pensar se o excessivo lucro da banca privada, que só serve os seus administradores e accionistas, não estará directamente ligado com a “crise” e com a própria descapitalização das famílias portuguesas!?
Se quando um banco privado tem lucro, os seus accionistas ficam com ele, porque razão o Estado tem de suportar os custos quando algum tem prejuízos, mais ainda quando, alegadamente, essa situação surge por incompetência e até por processos fraudulentos?
Sinceramente, não entendo
in Blog Konversas

domingo, 15 de março de 2009

Lucros imensos em plena crise...

O desemprego, o corte nos salários e a imposição de silêncios e medos nos locais de trabalho são as "soluções" que o capitalismo selvagem, através do poder político, aponta aos trabalhadores e ao país para "ultrapassar a crise". Confirma-se que a crise não é para todos, enquanto cresce a indignação e se impõe a necessidade de optar por outras soluções políticas.
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Como é possível a Galp ter quase 500 milhões de lucros, (e a EDP 1100), e milhares de micro e pequenas empresas continuarem a ver o crédito "por um canudo" ou terem de pagar um imposto (por conta) de resultados que não têm? Lucros daqueles não são de geração espontânea, só são possíveis porque o Governo se recusa a intervir do lado das famílias e das pequenas empresas, protegendo descaradamente os grupos económicos e financeiros mesmo que a economia e o país estejam na bancarrota. E não nos venham - o PS e toda a Direita - com o estafado argumento do mercado e da regulação, pois bem sabemos para que serve e ao lado de quem estão (vejam-se os casos das fraudes no BPN, no BPP e também no BCP).
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Quando o preço do crude disparava, a Galp subia os preços dos combustíveis mais depressa e mais acima do que o faziam os países europeus; agora, enquanto o crude baixa para níveis quase históricos, a Galp demora eternidades a descer, mantendo os seus preços no top ten europeu.
Há anos pagamos exorbitâncias pela electricidade e o gás, autêntico garrote da tão apregoada competitividade das empresas nacionais. Mas isso não impediu que a EDP, em plena crise, tivesse tido a desfaçatez de aumentar 5% os preços, agravando de forma insustentável a factura energética de milhares de empresas, a situação dos desempregados e dos portugueses que sobrevivem com pensões de miséria ou salários indignos.
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A passividade do Governo é escandalosa. O verbo agir, que Sócrates tanto usa, serve para anunciar mundos e fundos, mas serve sobretudo para nos distrair e deixar intocável o essencial.
Honório Novo
in JN

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Lucros e Prejuizos...

Privatizar lucros e estatizar prejuízos!
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Anda por aí muita gente interessada em fazer crer que o terramoto financeiro surgiu por causa da ganância de alguns gestores ou devido à violação de normas guardiãs do sistema capitalista. Nada disso.
O que se está a viver é o corolário inevitável de anos de economia de casino, do triunfo ideológico do neoliberalismo selvagem, o fim de mais um ciclo de especulação desenfreada, de desvalorização e destruição da economia real, de busca do máximo lucro sempre à custa de maiores níveis de exploração (seja nos salários e pensões, na mobilidade e flexibilidade laborais, ou na degradação de serviços públicos e de direitos duramente conquistados).
Os responsáveis partidários que sempre teceram loas ao "desenvolvimento das forças do mercado", que o endeusaram e lhe criaram os mecanismos e instrumentos para arrastarem poupanças e pensões para o "casino" ou concederem crédito fácil à custa de ordenados e empregos futuros, esses responsáveis - os "barrosos", os "portas", os "silvas" e os "sócrates" - andam agora a imitar Pilatos, a sacudir a água do capote da sua quota-parte de responsabilidades pelo buraco financeiro e pela miséria, o desespero e desemprego que consigo arrasta.
Particularmente irresponsável tem sido a postura do Governo (para além do recente dislate que levou Sócrates a dizer que o "PS não jogava as pensões na Bolsa", escondendo que 20% das reformas está já hoje em acções, talvez na "roleta americana").
Durante meses, o Governo jurou que nada havia a temer, a banca estava firme, a economia nacional tinha adquirido uma robustez que a colocava a coberto da crise.
Hoje, percebe-se que tais profissões de fé, pretensamente para manter a confiança, caem pela base face à realidade de uma estagnação indesmentível e de um desemprego que ainda vai crescer mais (mesmo com a engenharia estatística governamental).
A pior das irresponsabilidades é a de governantes que pretendem dar uma falsa imagem da situação do seu país.
Honorio Novo
in JN