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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Em Davos , ninguém dá nada



Segundo as agências noticiosas que mantêm a capacidade de informar a Humanidade das decisões que sobre todos nós são tomadas, a última reunião dos senhores do mundo, terminou em águas de bacalhau.
Quero com isto dizer aquilo que já todos sabemos:
afinal, em Davos, ninguém decidiu nada.
Ou melhor:
decidiram todos manter tudo na mesma.
Isto é:
deixar o sistema apodrecer até que a maré suba e a água bata tanto no mexilhão e… lhe continue a acontecer o mesmo que, ninguém ignora e… afinal fica na memória dos que sobrevivem. Eventualmente, com homenagens e “mea culpa” dos responsáveis que ora fazem o que todos deles fizeram sempre ao longo da História. É que, tal como sempre, quem manda, julga ser eterno e imortal, estes continuam acreditando nisso.
Sem pensarem que, sem ele saber, o feitiço vira-se contra o feiticeiro.
Como já ando nesta vida há muito tempo, penso e acredito que nada terminará como dantes.
Desta vez, os senhores do sistema já vão sendo denunciados pública e mundialmente. E não vale a pena tentarem matar o mensageiro, porque isso já não depende do “arauto”.
Aqui, ali, por todo o lado, ninguém consegue evitar que a Humanidade vá tomando conhecimento das razões que assistem a esta discrepância entre os valores constantes da Carta dos Direitos Humanos, da ONU, do Direito Internacional, da Justiça – no mais genuíno e abrangente conhecimento que dele temos – e, no fundo, do direito a que toda a Humanidade tem de viver em Paz, Justiça e Democracia e,
o permanente, flagrante, sistemático, sobranceiro e arrogante desprezo que, os miseráveis detentores do poder (que ainda julgam ter) continuam a exercer.

Álvaro Fernandes
2 de Fevereiro de 2009

quinta-feira, 10 de julho de 2008



O que é que custa quase 4600 € o litro e nem é para beber?

Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO?

Veja!
Já nos acostumámos aos roubos, é o que é...
Há não muito tempo, as impressoras eram caras e barulhentas.
Com as impressoras a jacto de tinta, o mercado doméstico mudou, pois
fomos seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade dessas novas
impressoras.
Aí veio a grande golpada dos fabricantes: oferecer impressoras cada
vez mais baratas, e fazer tinteiros cada vez mais caros.
Uma HP DJ3845 vendida nas principais lojas por 70 € vem com um
conjunto de tinteiros.
A reposição dos dois tinteiros (10 ml o preto e 8 ml o de cor), fica à
volta de 45 €.
Nos modelos mais baratos, o conjunto de tinteiros pode custar mais do
que a própria impressora.
Olhe o absurdo:
Pode acontecer que valha mais trocar a impressora do que fazer a
reposição dos tinteiros!

Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de
tinta (mantendo o preço).
As impressoras HP1410 e 3920 que usam os tinteiros HP 21 e 22, vêm
agora com tinteiros só com 5 (cinco) ml de tinta!

Um Cartucho HP, com uns míseros 10ml de tinta custa 19 €.
Isto dá 1.9 € por mililitro.
Só para comparação, Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa por
mililitro 0.43 € .
A Lexmark vende um tinteiro para a linha de impressoras X, o tinteiro
26, com 5,5 ml de tinta de cor por 25 €.
Fazendo as contas: 1000ml / 5.5ml = 181 tinteiros x 25 € = 4525 €

4525 € por um litro de tinta !

Com este valor podemos comprar aproximadamente:
- 300gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 45 impressoras que utilizam este tinteiro;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB.

Ou seja, um assalto!
Está indignado? Então repasse este e-mail!

Recebido por email

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Especulação


Sardinha sobe 17 vezes de preço entre a lota e o prato

MARIANA CORREIA DE BARROS *

Peixe. O trajecto do pescado desde a primeira venda até ao consumo final foi testado pelo DN bolsa. As variações de preço das espécies mais comuns são mesmo surpreendentes

Preço do polvo varia mais de sete vezes no mesmo percurso

Entre o valor que é pago na lota e o prato do restaurante, a sardinha aumentam de preço mais de 17 vezes. E se da lota à peixaria um pargo só encarece 12%, já quando chega ao hipermercado já subiu 58%. À mesa do restaurante são 198% a mais do que na primeira venda. Pescada 12 vezes mais cara do que o que é pago ao pescador é outro exemplo. E por aí adiante.

Desde que é capturado até às mesas de cada um, o peixe anda de banca em banca fazendo um percurso que à partida parece simples, mas que acaba por sair caro aos bolsos do consumidor. Um quilo de robalos, por exemplo, pode custar cerca de 13 euros na lota e o preço a pagar por apenas um peixe num restaurante subir até aos 40 euros. Os preços variam de zona para zona, dependendo do afastamento em relação à costa, da origem do pescado ou da qualidade dos restaurantes. Apenas uma certeza permanece inalterada: há um caminho a pagar... aos intermediários.

Portugal é o terceiro maior consumidor de peixe do mundo, ficando apenas atrás do Japão e da Islândia. Por ano, cada português consome em média 59 kg de peixe, face a uma média europeia que ronda os 20 kg por pessoa. Os últimos dados apontam para uma descarga de cerca de 168 mil toneladas por ano nos portos nacionais. A pesca nacional destina-se não só à alimentação como também à exportação. Porém, os valores de consumo dos portugueses são elevados, implicando por isso uma grande quota de importação - cerca de dois terços do peixe consumido, o que acaba por encarecer o preço de venda. Nestes dias de paralisação é provável que a quota tenha sido maior. Ontem foi o primeiro dia de peixe fresco de origem nacional desde sábado passado.

A hora de saída dos pescadores para o mar é variável. Depende da técnica que utilizam, da espécie que capturam e do estado do mar, ventos e marés. Por isso, o desembarque na lota é feito de acordo com os intervalos de tempo em que as embarcações saem para o mar e regressam carregadas.

Suponhamos a pesca do polvo, feita segundo a arte das redes fixas. O barco sai na maioria das vezes durante a noite - os polvos fogem quando vêm a luz do dia - para descarregar os alcatruzes e volta para a trazer o molusco para o cais. Cada embarcação traz as suas próprias caixas, onde deposita o resultado da sua pesca e que são em seguida arrumadas na lota.

Uma, duas ou três vezes por dia, a horas fixas, é feita a chamada 'primeira venda', na lota do peixe fresco. O polvo, nas caixas, passa pelo tapete rolante, pára na balança automática, onde são inseridos os seus dados num painel electrónico, e colocado à vista dos compradores. Inicia-se a venda. Os preços são apresentados no painel, em contagem decrescente, até alguém interromper a contagem, para comprar o peixe. A venda do polvo começa normalmente nos seis euros o quilo e é comprado a uma média de 4,05 euros. Na bancada estão compradores para mercados locais, para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), restaurantes, certos compradores internacionais e fornecedores de grandes superfícies e hotéis. O necessário para fazer parte da bancada de compra é ser empresário em nome individual e ter uma autorização paga na lota.

Depois de transportado para os diversos destinos, o peixe começa a aumentar o preço. Nos mercados iremos encontrar, por exemplo, o quilo de polvo a uma média de oito euros. Há também uma grande percentagem de peixe que segue para conservação, nomeadamente através do gelo, sendo depois vendido, por norma, em postas. Grande parte do abastecimento de peixe que encontramos nestas superfícies, nalgumas peixarias e mercados locais é feito no MARL. Por isso é comum que ao comprar polvo nos hipermercados se encontre os preços a nove ou dez euros.

No MARL, a maioria do peixe comercializado é proveniente de Portugal. Porém, há também pescado com origem em Espanha, no Norte e na Costa Ocidental de África, na América Central e do Sul. A verdade é que em nenhum mercado as tabelas de preço são fixas, vigora sempre a lei da oferta e da procura, E o MARL não é excepção, cada entidade presente comercializa o peixe ao preço desejado.

Feitas as contas e analisados os trajectos, sabemos que para trás ficaram ganhos para os pescadores, os mercadores e a própria superfície comercial. No caso do polvo, em termos de preço médio, por uma dose de cerca de 250g paga-se 7,50 euros, o que representa uma variação de 640% face à lota.

*in DN

O significado dos logotipos






quarta-feira, 4 de junho de 2008

A socragalp


A Autoridade da Concorrência explica, no relatório da sua investigação à formação dos preços dos combustíveis, encomendado pelo Governo, para onde vai o dinheiro que os portugueses pagam de cada vez que abastecem o depósito do seu carro.

As maiores fatias, como era já de esperar vão para o Estado, sob a forma de imposto, e para a Galp, à saída da refinaria.

Tomando como referência o preço de um litro de gasolina nos 1,38 euros, cerca de 43 cêntimos (31%) ficam com a Galp à saída da refinaria, dois cêntimos são para pagar a logística de transporte e armazenamento, 11 cêntimos ficam com os retalhistas (o que perfaz cerca de 10%) e os restantes 82 cêntimos (quase 60%) vão para os cofres públicos, sob a forma de imposto.

Já no caso do gasóleo, a 1,22 euros por litro, a refinação fica com 52 cêntimos (42,6%), a logística com dois cêntimos, os retalhistas com 11 (cerca de 10% no conjunto) e o Estado cobra 57 cêntimos de imposto (46,7%).

Galp cobra tanto como outras refinarias

Apesar de parecer muito aquilo com que cada elemento da cadeia fica, há que lembrar que esses valores não são apenas lucro, já que têm de servir para pagar os custos que cada um tem. No caso da refinação, o presidente da Autoridade da Concorrência, que esteve esta manhã na Assembleia da República a apresentar as conclusões da sua investigação, garante que os preços praticados pela Galp à saída da refinaria estão «muito próximos dos praticados a nível internacional».

«No preço de venda ao público da gasolina, 41% é custo e no preço de venda ao público do gasóleo 52% é custo», explicou Manuel Sebastião.

Olhando para os preços antes de serem aplicados os impostos, à saída da refinaria correspondem 77% no caso do gasóleo e 80% no caso da gasolina, na logística ficam 3,5% e 3%, respectivamente, e no retalho os restantes 20% e 17%, respectivamente.

Bombas dos hipers vendem mais barato porque abdicam de parte da margem

É assim fácil de explicar como é que as bombas de combustíveis que se situam junto dos hipermercados conseguem praticar preços mais baixos: «esse desconto sai da margem de retalho, que é de cerca de 11 cêntimos. Essas gasolineiras conseguem um desconto de cinco cêntimos, nalguns casos até mais, porque abdicam de parte da sua margem. Utilizam a margem que podem para vender mais barato», explicou o presidente da Autoridade.

In Portugal Diário

domingo, 1 de junho de 2008

VALE MAIS TARDE DO QUE NUNCA

Alegre defende nacionalizações se for preciso

A esquerda "colonizada pelo neoliberalismo", ao nível das ideias e da linguagem, precisa de "libertar-se" dessa companhia disse, ontem, Manuel Alegre. O ex-candidato à Presidência da República, que participava num debate no Porto, defendeu também, se for caso disso, a renacionalização de sectores estratégicos da economia portuguesa.

O debate promovido pela corrente "Opinião Socialista" do PS/ Porto tinha como tema "Nova Esquerda e desigualdade: que políticas?" Manuel Alegre não fugiu à pergunta e aproveitou para criticar a política seguida pelo Governo. O deputado socialista tem mesmo dúvidas se as desigualdades diminuíram durante a governação de José Sócrates.

"Não há provas de que haja menos pobreza do que em 2004", referiu. O ano de 2004 é a data do estudo recentemente divulgado sobre os índices de desigualdade em Portugal. No debate parlamentar, quinta-feira, o primeiro-ministro garantia que as desigualdades e a pobreza não estavam a aumentar. Ontem, Manuel Alegre afirmou que "não há indicadores a demostrar que a situação é hoje melhor". Mas "também não podemos provar que é pior, não sabemos se é melhor ou pior".

Para Alegre, a esquerda só combaterá de forma eficaz as desigualdades se se libertar das ideais e da linguagem do neoliberalismo que a "colonizou" nos últimos anos. O ca- pitalismo, disse, não é a etapa última da História. "Há muita gente a viver mal em Portugal, em dificuldade, e a classe média está a empobrecer. É preciso encontra soluções" para a crise "deste modelo de sociedade". O grande de combate da esquerda nos dias que correm, segundo Alegre, é saber se é possível ou não outra lógica na economia.

Durante o debate - que contou ainda com a participação de André Freire e Adão e Silva -, o deputado defendeu o direito do Estado a "renacionalizar" algumas empresas estratégicas. "Pode haver situações em que sejam necessárias nacionalizações para a própria sobrevivência da democracia". É uma hipótese, sublinhou, que "a esquerda tem de ter coragem de encarar".

Não é proibido, nem o Tratado de Roma impede, o Estado de voltar a renacionalizar empresas, disse o ex-candidato à Presidência da República, que terça-feira participa numa festa-comício com o Bloco Esquerda e renovadores comunistas. "Quero é um Estado que saia da clandestinidade e assuma as suas responsabilidades de combater as desigualdades".

O deputado socialista mostrou-se muito crítico em relação à forma com o Governo do seu partido está também a actuar na área da educação . "Não pode governar para as estatísticas", disse, e, por outro lado, "desconsiderando os professores, não será possível qualquer reforma".

A tendência para "diabolizar o que é público e divinizar o que é privado" - ser funcionário público em Portugal "é um acto de resistência" - de igual modo mereceu comentário negativo de Manuel Alegre.

In DN

NÃO SE ESQUEÇAM



quarta-feira, 28 de maio de 2008

E POR QUE NÃO?

Por que não nacionalizar a Galp?

Jornal de Notícias - 26 de Maio de 2008

Texto de Mário Crespo

Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia.

Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente:

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos:

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã.

Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses.

Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água?

Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.

Os números dos lucros revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos:

«Exxon bate recorde de lucros»

«Nova Iorque (CNNMoney.com) – a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado – ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»

BASTA!







Blogues apelam a boicote a marcas de gasolina
.
Diversos blogues lançaram uma campanha para o boicote à Galp, à BP e à Repsol.
Com este objectivo foram criados mesmo dois novos blogues o boicote.pt.vu e o boicote estas marcas.
O site mais gasolina informa sobre postos e preços, os mais caros e os mais baratos. Este site tem também um blogue: blog.maisgasolina.com

ADIRA TAMBÉM...POR TODOS...

O MONSTRO ATACA DE NOVO


A Galp e a Repsol procederam a um novo aumento nos preços dos combustíveis às 00:00 horas desta quarta-feira, noticia a TSF. A Galp elevou os preços em 0,7 cêntimos, passando o litro de gasolina a custar 1,501 euros e o de gasóleo 1,426 euros.

domingo, 25 de maio de 2008

MANDEM O MINISTRO AO EXORCISTA

Afinal a culpa da subida do preço dos combustíveis é do … demónio.

Ficámos todos muito mais descansados com as esclarecidas palavras do Ministro Manuel Pinho, segundo o qual “não há nenhuma explicação racional para [a subida d]o preço do barril”, por isso, Portugal «tem de se livrar do demónio». E tem lógica. Não é o preço do dólar, nem a especulação, nem a instabilidade em alguns países produtores, nem o imposto sobre os combustíveis...
Aliás, o inferno deve ser um dos maiores consumidores mundiais de petróleo pois, só há uma maneira de manter o fogo do inferno na sua cálida temperatura e, ninguém está a imaginar um inferno aquecido a energias renováveis, pois não?
Chamem o exorcista!!
http://franciscotrindade.blogspot.com/

Recebido por email

sábado, 24 de maio de 2008

ESTA FOTO EXPLICA A CAUSA

MINISTRO DAS FINANÇAS NÃO BAIXA IMPOSTO DOS COMBUSTÍVEIS
POR TER AUTO-REABASTECIMENTO

DEPENDE DE TODOS NÓS

ACABARMOS COM A LADROEIRA


quinta-feira, 22 de maio de 2008

O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS VOLTOU A SUBIR À MEIA-NOITE

SE ESTÁ VENDO OVELHAS,
VÊ BEM


POIS ISTO É O ESTADO
A QUE CHEGARAM
OS PORTUGUESES

quarta-feira, 21 de maio de 2008

VÃO ROUBAR PARA A ESTRADA!


O presidente executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, afirmou hoje que os impostos representam 59 por cento do preço da gasolina e 47 por cento do gasóleo, durante a apresentação dos resultados da petrolífera.

“Estou do lado dos cidadãos, por isso, como cidadão e como operador do sector, gostava que fosse reduzida a carga fiscal na gasolina e no gasóleo”, afirmou o responsável, durante a conferência de apresentação das contas do primeiro trimestre.

No entanto, Ferreira de Oliveira sublinhou que “é ao Governo que cabe fixar o valor dos impostos” e que a Galp não levou a cabo qualquer iniciativa junto do Executivo sobre esta questão.

Ferreira de Oliveira defendeu-se das acusações de especulação em relação aos preços dos combustíveis que têm sido dirigidas ao sector, salientando que a empresa pratica preços em linha com os do mercado internacional.

“Somos apenas tomadores de preços e praticamos os preços definidos nos mercados internacionais”, salientou o gestor, acrescentando que sente uma “enorme tristeza pela especulação que tem procurado confundir os clientes da Galp, por parte de pessoas mal informadas”.

“Não podemos alhear-nos da economia em que estamos inseridos e das condições da economia internacional”, afirmou o gestor, esclarecendo que “ninguém mais que o sector petrolífero deseja preços que estimulem o consumo”.

O presidente da Galp Energia considera que “não existe nenhuma razão fundamental estrutural para que os preços se mantenham nos actuais níveis”.

“Estamos à espera que o mundo se reencontre, que os preços baixem e que os nossos clientes deixem de ser penalizados”, concluiu.

Diário Digital / Lusa


sexta-feira, 16 de maio de 2008

BASTA! VAMOS PARA A GREVE, JÁ!

O noticiário das rádios e televisões das 20 horas de hoje, acaba de anunciar mais um aumento de preços da gasolina e gasóleo a partir da meia-noite.

Até o presidente do Automóvel Clube de Portugal já apelou a um boicote à Galp.

Também o presidente da ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis) tem dado entrevistas, considerando que estes aumentos especulativos são um escândalo.

Este ano, os aumentos sucessivos já se contam por dezoito e passaram agora a ser diários.

Por isso, tem início a uma greve do consumo de produtos petrolíferos, hoje a partir das zero horas, contra a cartelização implícita ou explícita dos preços da gasolina e gasóleo... não comprem nas bombas da GALP e enviem esta informação por e-mail a amigos e conhecidos... protestem de forma a que lhes doa (nos bolsos, claro...)!

A cadeia de supermercados Intermarché baixou os preços da gasolina e do gasóleo em 12 cêntimos, mais uma razão para não os comprar nas bombas da GALP. Se as bombas dos supermercados Intermarché podem baixar os outros também devem poder... Os carteis lixam-nos... lixemos os carteis!

terça-feira, 13 de maio de 2008

LADRÕES À SOLTA


Os preços dos combustíveis deverão sofrer o 15º aumento do ano à meia-noite, subindo 3 cêntimos na gasolina e no gasóleo, segundo números divulgados pela Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis (Anarec) que considera nova subida «escandalosa».

Segundo o presidente da Anarec, Augusto Cymbron, o preço do gasóleo passará dos actuais 1,339 euros para os 1,369 euros e a gasolina sem chumbo 95 passa dos 1,449 euros, para os 1,479 euros.

De acordo com a agência «Lusa», o responsável considera assim «escandaloso» que as gasolineiras insistam em aumentar o preço dos combustíveis, numa «especulação pura» do mercado, remetendo para o lucro reportado no primeiro trimestre pelas principais empresas do sector.

«Olha-se por exemplo para o resultado da BP no 1º trimestre, que obteve um lucro 63 por cento superior ao de igual trimestre do ano passado, e percebe-se. Como é que podem continuar a argumentar que os aumentos do combustível são motivados pela alta do petróleo?», questionou.

«Não sabemos onde e quando isto vai parar»

Augusto Cymbron lembra ainda, a propósito, que o Ministério da Economia e da Inovação anunciou que pediu à Autoridade da Concorrência para que analise, com urgência, a formação do preço de combustíveis em Portugal, de forma a garantir que este reflicta os custos de produção.

«É escandaloso que as subidas continuem a este ritmo, não sabemos como e quando isto vai parar», concluiu o presidente da Anarec.