sábado, 30 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Números falsos ou o descaramento de Sócrates...
A notícia de que 15 mil registos de desempregados terão sido temporariamente apagados das listas do Instituto do Emprego e Formação Profissional é grave. É grave porque evidencia duas verdades que se vinham já intuindo:.
(1) os números do desemprego atingem patamares muito mais significativos do que aqueles que o PM admite e (2) o governo PS, sem pejo nenhum, no que diz respeito ao maior problema que o país enfrenta, mente descaradamente aos portugueses.
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O facto de os números do desemprego estarem subavaliados pelo governo PS não se trata, em si, de uma novidade. Aparte do facto de do cruzamento de dados entre o IEFP e o INE brotarem frequentes discrepâncias, sabemos que nenhuma contabilidade efectiva do número de desempregados pode ser feita sem que sejam incluídos os desempregados de longa duração, aqueles que já não têm acesso a subsídio de desemprego nem a subsídio social de desemprego.
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Outros indicadores são também úteis na avaliação da dimensão do assunto: o aumento exponencial, durante os últimos meses, do número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, que são já mais de 350 mil, demonstra-nos que os homens e as mulheres em situação de pobreza e desamparo, sem trabalho, é cada vez maior.
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O país sabe, porque, como diz o outro, só não vê quem não quer, que o drama do desemprego ultrapassa em muito os cerca de 495 mil que Sócrates reconhece. O país não se surpreende, quando, tendo sido tornado publico que o caso dos 15 mil não se tratou de um acontecimento isolado, mas sim de uma prática sistemática de manipulação de dados apadrinhada pelo governo, se vê, claramente vista, mais uma mentira flagrante do PS de Sócrates.
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Sócrates mente porque não quer admitir que não tem soluções. Não tem soluções para a questão do desemprego nem para a profundidade que a crise social tem vindo assumir. Não tem respostas porque não tem coragem. Não tem coragem de mudar de rumo.
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Enquanto a lógica de Sócrates for a da precarização das condições laborais, da privatizações dos serviços públicos, do concubinato com os interesses parasitários dos grandes banqueiros e da alta finança, o objectivo e a função da esquerda progressista será o da construção de uma maioria social e de uma alternativa programática, credível e de confiança, assente nos pressupostos da justiça económica e da justiça social.
Enquanto houver Sócrates o voto à esquerda será não apenas útil, mas também necessário.
Natasha Nunes
in Esquerda.Net
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A mentira de Dias Loureiro...
O Expresso colocou em 'manchete' há três meses que Dias Loureiro tinha mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito. Agora, veio ele dizer que não mentiu, apenas se esqueceu. Acreditaremos?.
Conheço Dias Loureiro, acho-o um homem muito simpático e encantador. Quero crer que o que fez terá sido sem consciência de estar a prejudicar alguém. Mas estas considerações pessoais não vêm propriamente ao caso.O que vem ao caso é o facto de Dias Loureiro ter afirmado que nunca mentiu à Comissão Parlamentar de Inquérito.
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Como se sabe, afirmámos que ele mentiu numa manchete do Expresso, no dia 14 de Fevereiro. Não o fizemos de ânimo leve; discutimos demoradamente se teríamos provas suficientes para o escrever e acabámos por optar por esse título, uma vez que as provas eram concludentes.Na primeira audição, Dias Loureiro disse que nunca tinha ouvido falar de um Fundo (o Excellence Assets Fund) de que há documentos por ele assinados e referiu que tinha participado remotamente num negócio de que afinal foi figura central. Não se tratou de um lapso de memória. Foi uma negação absoluta.
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Loureiro começou por contar que teve apenas uma participação muito ténue num negócio ruinoso em Porto Rico: "Quanto ao negócio em si não tive nada a ver com ele" - disse. Mas esta semana, três meses depois de o Expresso ter feito referência aos documentos que o envolvem, o conselheiro de Estado reformulou totalmente a sua participação. Desta vez, confirmou o que já era óbvio e estava provado: que teve intervenção no início do negócio e que participou no seu desfecho. Quanto ao resto, diz agora que assinou de cruz.
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Por isso, quando Dias Loureiro se afirma indignado com as acusações de ter mentido, devia ter um pouco mais de humildade.Na verdade, ele mentiu.Nos dicionários, mentir é ser falso, é enganar, faltar à verdade, e isso Dias Loureiro fê-lo - sem qualquer dúvida, confirmado pelo próprio.Pode argumentar que o fez inadvertidamente, sem consciência, por mero esquecimento. Mas - e Deus me perdoe se estou errado - mesmo disso eu duvido.A menos que Loureiro tenha ido da primeira vez à Comissão como quem vai para uma esplanada beber café, sem se ter preparado, o que seria deveras surpreendente. Sem ter feito, nos dias anteriores, um esforço para se recordar dos factos.
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A menos, também, que se acredite que ele assina de cruz papéis que valem cerca de 70 milhões de dólares. Por amor de Deus! Mas alguém crê que um homem com a sua preparação chega a este cúmulo de irresponsabilidade? Eu não!Lamento profundamente escrever estas linhas. Não me agrada acusar ninguém.
E até gosto de Dias Loureiro, mas gosto muito mais da verdade!
Henrique Monteiro
in Expresso
terça-feira, 31 de março de 2009
Sócrates mente...Desemprego e Estágios...
É preciso denunciar....
Veja a peça da propaganda de Sócrates
a ser desmontada.
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Foi no "Nós Por Cá" da SIC...
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Veja o Vídeo e Divulgue...É Preciso que Portugal saiba...
sábado, 28 de março de 2009
Banha-da-cobra...
O Primeiro-Ministro descobriu um novo desígnio nacional: "Se querem dar um contributo ao país, para haver mais emprego, por favor instalem painéis solares em casa", apelou. Perante o galopar do desemprego e da pobreza, é esta a solução do governo: começar a casa pelo telhado. Aliás, para Sócrates, o bom português adquire Magalhães e painéis solares. Patriota usa dispositivos comparticipados pelo Estado. Porém, esse computador, apresentado como o primeiro luso, emprega tecnologia estrangeira. E nem a língua respeita. Os painéis, dizem os especialistas, são um embuste porque consomem mais energia eléctrica que solar. Gato por lebre, portanto.
Entretanto, falham políticas estruturadas de energia. Este Governo nunca irá sequer debater, por exemplo, a canalização das mais-valias desse sector estratégico para o investimento público, transformando-o num instrumento de política económica, social e até ambiental.
Joana Amaral Dias
quarta-feira, 4 de março de 2009
Poema da Mentira...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
HAJA VERGONHA
É óbvio que o que caracteriza um político profissional é a qualidade inimitável para dizer uma coisa e fazer o seu oposto. Ou a inversa, pois para um político não há diferença entre uma e outra. É uma “qualidade” que (alguns?) praticam com tanto zelo, com tanta ligeireza e tão repetidamente que parece quererem convencer-nos que se trata de uma virtude, pois continuam com a mesma cara como se as palavras contradição, vergonha e decência não existissem..
Isto vem a propósito das palavras proferidas pelo primeiro a apelar à “ética democrática” e considerar que “há um combate decisivo a travar pela decência na vida democrática”, e outras de teor semelhante.
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Penso que tais afirmações lhe ficam muito mal e só o diminuem, pois põem a nu as suas (dele) contradições e a vergonha que ele deveria ter.
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Este primeiro, que se tem especializado em trafulhices nos mais variados domínios, entre a mentira óbvia (Orçamento de 2009, estudo da “OCDE”) e as nebulosas mal esclarecidas (licenciatura, projectos de engenharia civil, etc.), vem falar em “ética” e "decência". Este primeiro não percebe que, para a maioria dos portugueses, ele é a última pessoa que pode invocar tais preceitos. Até onde vai o descaramento desta personagem? Aliás, o descaramento é, em si mesmo, um sinal da falta de ética e de decência.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Verdade e mentira...
Finalmente os governantes do sítio bateram no fundo e começaram a tentar falar verdade aos indígenas. Custou, mas a realidade crua e nua dos números a isso os obrigou.É triste que assim seja. Que só depois de muitas mentiras e de muita poeira atirada para os olhos das pessoas os discursos oficiais comecem a ter alguma coisa a ver com a miserável situação económica do sítio.
E também é muito significativo que a mentira possa ser premiada e a verdade condenada na praça pública por muitos imbecis que andam por aí à solta a defender as suas sinecuras e mordomias.
Os factos falam por si. A economia lusa afundou-se 2 por cento no último trimestre de 2008 e estagnou no conjunto do ano. Muito bem.
No dia 14 de Novembro do ano passado, quando o crescimento no terceiro trimestre foi nulo, Manuel Pinho, ministro da Economia, afirmou que estes brilhantes números mostravam que a economia do sítio estava a resistir à crise e realçava o facto de muitos outros países já estarem em recessão.
É evidente que esta mentira oficial não se limita a Manuel Pinho, um homem muito dado a afirmações bombásticas que a realidade não tardava a atirar para as profundezas do ridículo.
O seu colega Teixeira dos Santos, das Finanças, só muito recentemente reconheceu que andava às cegas no meio da tormenta, sem GPS, e que as nuvens eram tantas que nem as estrelas o salvavam.
Acontece que esta mentira oficial não é um exclusivo destes dois senhores. Faz parte de uma certa forma de estar e de fazer política neste sítio miserável, pobre, deprimido, manhoso e cada vez mais mal frequentado.
É por isso que não deixa de ser irónico que muitos mentirosos andem agora assanhados com a amnésia de Dias Loureiro sobre o BPN. É por isso que tresandam a hipocrisia as críticas e os ataques desenfreados dos mentirosos do costume à política de verdade da líder do PSD.
É por isso que não deixa de ser sintomático o incómodo de muita gente, dentro e fora do maior partido da Oposição, mesmo no seio do todo-poderoso PS, com as repetidas afirmações de Manuela Ferreira Leite sobre a verdade na política e a sua recusa em alinhar nos tristes e obscenos espectáculos de marketing.
Numa altura em que o sítio está rapidamente a caminho de bater no fundo, o que faz falta é falar verdade e apontar o dedo às muitas sereias que engordaram e enriqueceram nesta triste democracia da treta à custa de muita mentira, de muita miséria e de muita corrupção.
Moral e material.
António Ribeiro Ferreira
in CM
sábado, 24 de janeiro de 2009
Contar mentiras...
O sítio está a viver momentos únicos, inimagináveis há bem pouco tempo. Não, não se trata da crise económica e financeira que abala a vida de milhares de famílias e de empresas. Não, não são os dramas silenciosos de milhares de indígenas que, de um momento para o outro, ficaram mais pobres.Não, não são as tragédias que afectam pessoas que nunca souberam o que era a pobreza e que hoje correm, envergonhadas, para as sopas distribuídas por diversas organizações nas noites das grandes cidades. Não, não são famílias inteiras que almoçam e jantam em restaurantes sociais em boa hora criados por algumas câmaras municipais.
No meio de tanto drama escondido, o que é fantástico neste sítio manhoso, hipócrita, pobre, pequenino e cada vez mais mal frequentado é a impunidade dos mentirosos, a desfaçatez e o descaramento de quem anda a tentar enganar os indígenas sobre o presente e principalmente sobre o futuro. E neste filme miserável ninguém sai limpo.
Em Outubro do ano passado, o Governo do senhor presidente do Conselho entregou na Assembleia da República um Orçamento de ficção, mentiroso e cor-de-rosa.
Dois meses depois, já com o sítio a caminho da recessão, com o desemprego a aumentar e a pobreza a disparar, a maioria socialista aprovou o documento, com os votos contra dos restantes deputados que, desta maneira, deram aval a uma das maiores mentiras da Democracia.
No final de Dezembro, o próprio Presidente da República, apesar de ter pedido uns misteriosos esclarecimentos ao Governo, promulgou a mentira.
E, agora, os mesmos mentirosos vêm apresentar um Orçamento dito suplementar ou rectificativo com mais mentiras. Para o senhor ministro das Finanças o sítio vai ter um crescimento negativo de 0,8, o desemprego será de 8,5 por cento e o défice de 3,9 por cento do PIB. Previsões extraordinárias, previsões mentirosas. Ao orçamento de mentira veio juntar-se outra mentira suplementar.
A revista ‘The Economist’ fala num crescimento negativo de 2 por cento e de um défice de 4,5 por cento do PIB este ano e prevê um crescimento negativo de 0,1 e um défice de 4,8 em 2010. É evidente que a mentira suplementar vai ter os votos favoráveis do PS e a oposição da Oposição. Mas ninguém se livra de ser conivente com mais uma enorme mentira.
A verdade, de ontem, de hoje e de amanhã, é que somos pequeninos na economia, na espinha, na coragem e na verdade. Somos grandes na miséria, na impunidade e no descaramento.
António Ribeiro Ferreira
in CM
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Os Pseudo-Bons Alunos Também Mentem...
Agora está a passar-se o mesmo com o Governo de José Sócrates.
Mas Sócrates não perdoa. E nos Conselhos de Ministros, quando faz o balanço dos sites, ministro a ministro, não poupa os que ainda não cumpriram o objectivo. Mas como os euros escasseiam, Sócrates pôs em prática o ‘Plano B’ para Portugal não ter má nota.
in CM
quarta-feira, 28 de maio de 2008
MENTIROSO COMPULSIVO
O presidente George W. Bush e o seu gabinete emitiram centenas de afirmações falsas sobre a ameaça do Iraque para a segurança dos Estados Unidos após os atentados de 11 de Setembro, segundo um estudo divulgado esta terça-feira pelo Centro para a Integridade Pública.
Segundo o Globo, o texto afirma que no total houve 935 afirmações falsas de Bush e de membros de seu gabinete nos dois anos após os atentados de 11 de Setembro de 2001.
Bush quer confrontar Irão «antes que seja tarde»
Rice disse a Bush: «Cala a boca»
Bush foi o autor de 259 dessas declarações, 231 sobre as supostas armas de destruição massiva e 28 sobre os denunciados vínculos do Iraque com a Al-Qaeda, diz o estudo.
Estas declarações «foram parte de uma campanha orquestrada que galvanizou a opinião pública e levou o país a uma guerra com justificações decididamente falsas», indicou o relatório.
Antes da intervenção militar para derrubar o governo do presidente Saddam Hussein em Março de 2003, o governo Bush afirmou que o líder iraquiano estava envolvido com o terrorismo e desenvolvia armas de destruição massiva.
As armas nunca foram encontradas e as investigações posteriores indicaram que não existia essa cumplicidade de Saddam Hussein com o terrorismo.
«Agora não existe nenhuma dúvida de que o Iraque não tinha armas de destruição massiva ou contactos importantes com a Al-Qaeda», manifestaram Charles Lewis e Mark Reading Smith, membros do fundo num prólogo do estudo.
Segundo o estudo, além do governante americano, fizeram declarações falsas o vice-presidente, Dick Cheney, a conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice (actual secretária de Estado), o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld, e o ex-secretário de Estado Colin Powell.


