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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dia de Cabo Verde celebrado com «amizade e admiração»

José Sócrates e José Maria das Neves assinalaram juntos os 34 anos de independência do país

José Sócrates e José Maria das Neves, primeiros-ministros de Portugal e Cabo Verde, assinalaram este domingo a «amizade e admiração» entre os dois povos. A celebração foi feita na residência oficial do primeiro-ministro, onde comemoraram os os 34 anos da independência daquele país.

O primeiro-ministro cabo-verdiano manifestou «emoção e orgulho» por poder comemorar o dia em Portugal, que considerou a «terceira ilha» de Cabo Verde.

«Sou um dos portugueses mais cabo-verdianos, tenho uma grande paixão e uma grande admiração pelo povo cabo-verdiano», afirmou José Maria das Neves, que considera que Cabo Verde «é hoje um país possível» graças à redução do desemprego e ao aumento do rendimento médio.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano esta construção só foi possível graças «à grande amizade» com os portugueses e também à cooperação de Portugal na área económica e política.

Sócrates agradece à comunidade cabo-verdiana

José Sócrates destacou que Portugal «é o principal parceiro económico de Cabo Verde», garantindo que a «relação está em franco desenvolvimento».

O primeiro-ministro português agradeceu à comunidade cabo-verdiana, afirmando que esta «tem feito muito pelo desenvolvimento de Portugal», realçando a sua «grande paixão e admiração» pelo povo cabo-verdiano.

Sócrates aproveitou para realçar os «laços de profunda amizade» entre os dois países e considerou que graças ao estatuto especial de Cabo Verde na União Europeia, «ganha Cabo Verde mas também a Europa, por ter uma ponte com África».
In Portugal Diário

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O estado da Nação (ilustrado)

No final do Séc. XIX

«O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não existe nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos vão abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Todo o viver espiritual, intelectual, parado. O tédio invadiu as almas. A mocidade arrasta-se, envelhecida, das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce... O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. A renda diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. (...)»

Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre (1890-91)

Em 2009





Com Sócrates no país das maravilhas

de vitória em vitória, até à derrota final

sábado, 20 de junho de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...Uma em cinco crianças em Portugal é pobre...

Portugal ocupa o 21.º lugar, entre 29 países europeus, relativamente ao bem-estar infantil. Em termos de Educação somos mesmo a terceira pior nação.
.
Os apoios apenas conseguem eliminar 5% da pobreza infantil que era de 21% em 2006.

terça-feira, 16 de junho de 2009

GOSTAVA QUE O SÃO NUNO VISSE AGORA ESTE PAÍS !...

A minha vida está a tornar-se uma seca. A nível pessoal estou sem motivações, sem desafios. Preguiçoso. Desanimado.
A nível social, a descrença é total.
Os problemas avolumam-se todos os dias, o Governo anuncia medidas irrelevantes ou ao lado dos problemas. Só remates ao lado ou passes para trás. É angustiante, ouvi-los falar da crise e perceber que eles sabem tanto sair dela como eu saberia sair de uma favela do Rio.
Ando cansado.
Nem sequer me apetece escrever, em tempos idos tinha prazer nisto, agora já não. Todo este desemprego, toda esta angústia de milhares de pessoas acaba por se infiltrar em nós, não é ?
Este senhor que veio da Beira Interior para o PS conseguiu aquilo que Salazar e Caetano nunca conseguiram : cheguei à conclusão que este meu país está moribundo, sem condições de recuperação, sem dignidade nem honra nem glória.
Nunca seremos um país “decente”, razoavelmente bem gerido e habitado por pessoas educadas e sensatas. Nunca. As sondagens indicam que muitos dos portugueses ainda vão votar Sócrates... Desisto. Enquanto tanta gente achar que Sócrates é bom para o País, eu recuso-me a ser português.
Hoje percebo muito bem Saramago.
Foi para isto que o agora São Nuno venceu os castelhanos, em Aljubarrota ? Azar do caraças !
Vou suspender a minha nacionalidade. Tal como o Almada Negreiros dizia do Dantas, se Sócrates é português, então eu quero ser espanhol !
Pim !
in Blog Pensar por escrito

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Então não é uma maravilha?

As verdadeiras 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo

“Mais maravilhas? Mas isso não está já a cheirar mal?”, pergunta o cidadão comum, esclarecido e de gosto refinado, enquanto limpa a cavidade nasal com o indicador e emborca mais uma imperial. Com efeito, assim é. Desde que mentes brilhantes internacionais decidiram promover a eleição das novas 7 maravilhas do mundo por voto telefónico (se tivéssemos mais uns milhões de habitantes, até lá conseguíamos enfiar o Centro Comercial Colombo), houve mentes igualmente brilhantes, mas de formação nacional, a decidir capitalizar a euforia que não chegou a existir, promovendo a eleição simultânea de outras tantas maravilhas de Portugal. O mesmo brilhantismo precisou de dois anos para engendrar nova iniciativa: as 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo. Rebuscado? Por comparação com as 7 maravilhas de origem mundial em Portugal (que virão a seguir) é até bastante simples e evidente. Mas há algo que não está bem. Olhando a lista de 27 “maravilhas” em votação, verficamos que, das 27, 11 são igrejas, conventos, santuários, mosteiros, basílicas e catedrais, dez são fortes e fortalezas e 5 são centros históricos de cidades coloniais, acrescentando-se ainda a Ilha de Moçambique. Espera-se que isto impressione? A Ilha de Moçambique impressiona realmente e muitos desconhecerão que o poderio dos portugueses das Descobertas lhes permitia erguer ilhas sobre o oceano, mas o resto não. O que diz esta lista da presença histórica portuguesa no mundo? Diz que os nossos antepassados, que nos habituámos a ver como heróicos, faziam duas coisas: rezavam e batiam nas pessoas. Possivelmente, em simultâneo ou com uma relação de causa-efeito. Nos intervalos das rezas e da violência, refugiavam-se em recantos urbanos construídos para recordar a terrinha e com a preocupação de serem “centros”. Para periferia já bastava a pátria distante. Existem realmente maravilhas de origem portuguesa no mundo, mas não são estas. Estas são apenas postais bonitos ou amontoados de pedras mal amanhados que algum historiador decidiu forçar a organização a incluir na lista para conferir rigor à coisa. Não revelam nada do que é ser português e são apenas paredes. As maravilhas portuguesas no mundo que verdadeiramente interessam e que verdadeiramente revelam a nossa essência mais profunda são estas:

1 - A escravatura moderna




É verdade. Foram os portugueses a ressuscitar para a modernidade europeia um hábito desagradável há muito caído em desuso. Não contentes em negociar com nativos das novas terras africanas o marfim, o ouro e a especiaria, os nossos decidiram que seria ainda mais proveitoso se pudessem vender também os próprios parceiros de negócio. Também é verdade que fomos um dos primeiros países a abolir o tráfego humano, mas apenas depois de muitos séculos de lucro e de multidões transportadas contra sua vontade no porão de navios. É um pouco como ouvir um assassino em série com dezenas de vítimas no cadastro proclamar a santidade da vida humana. O argumento não perde validade por isso, mas fica sempre aquele travo amargo na boca e fica por exteriorizar um “mas que grande lata”.

2 - O emigrante


Portugal não é a única nação de emigrantes, mas os nossos emigrantes são especiais. Não se limitam a deixar o país em busca de melhores condições de vida, criando toda uma filosofia à sua volta. O emigrante português não deseja regressar a casa em permanêcia. Pode voltar, eventualmente, mas apenas por motivos de força maior. A sua maior ambição é fazer visitas passageiras, sobretudo no Verão ou durante quadras festivas, para, em primeiro lugar, partilhar com os conterrâneos que ficaram que o seu país de acolhimento é mil vezes superior a Portugal em qualquer aspecto e, depois, para matar saudades de entes queridos, de preferência ao volante de um Mercedes alugado em segredo e com palavras de afecto entrecortadas pelos termos estrangeiros que vão conseguindo pronunciar com maior ou menor improviso. Concluído o ritual, o emigrante regressa ao país onde reside e, aí, o seu patriotismo torna-se absoluto e alimenta um amor cego a Portugal que não tolera a mínima crítica. Contraditório? Não, senhor. Genuíno!

3 - O político penetra


Num país desprovido há séculos de qualquer relevância geopolítica ou económica, não admira que os políticos sintam um especial prazer pelo convívio com os seus congéneres de estados menos dependentes de êxitos futebolísticos, queda de pontes ou desaparecimento de crianças estrangeiras para serem referidos na CNN. E é vê-los a entregarem-se de alma e corpo a manifestações efusivas de júbilo por serem dignos de segundos de atenção ou de um abraço de Sarkozy, Merkel ou Zapatero, mesmo que estes, muitas vezes, não os reconheçam, sabendo apenas tratar-se de alguém de um daqueles países confusos do Sul da Europa. Vê-se o orgulho inflado de serem recebidos por um Berlusconi ou de receberem um postal natalício de um Obama. Nota-se até que nem nas muitas vezes em que os seus apertos de mão ficam suspensos no ar sem correspondência, ou quando um governante demasiado ocupado lhes volta a cara para se dirigir a quem realmente interessa, isso os magoa. Porque sabem que estão ali, no centro de tudo. Mesmo que seja só para fazer número.

4 - O novo conceito de pontualidade


Quem em Portugal nunca calculou mentalmente qual a hora mais adequada para comparecer a um encontro marcado para as “quatro e picos” ou “por volta das onze”? E quem em Portugal nunca concluiu que a hora mais adequada seria às 17:10 (para o encontro das “quatro e picos”) e às 11:47 (para o encontro “por volta das onze”). Depois, tenta-se explicar a um europeu à séria como funciona, habitualmente como justificação para um atraso de três quartos de hora, e não há quem entenda. Porque nós temos um dom especial e único. É essa a razão.

5 - O subsidiado profissional


Quem acreditar que os subsídios ou ajudas económicas se destinam a dar impulsos iniciais ou ajudas passageiras, não passou tempo suficiente embrenhado na realidade portuguesa. O afamado espírito de iniciativa português, alicerçado por uma longa cultura de esmolas, cunhas e caridadezinhas consegue pegar numa situação de último recurso que, para muitos, seria motivo de algum embaraço, transformando-a numa forma de vida plena realização pessoal.

6 - O desenrascanço
Recentemente louvada internacionalmente como uma das palavras que mais falta fazem à língua inglesa, a instituição portuguesa do desenrascanço não tem apenas as conotações positivas que lhe foram reconhecidas. O seu lado negro, assombrado por obras concluídas vinte segundos antes da sua abertura ao público e por pedidos a um grande amigo/familiar querido para facilitar um qualquer processo burocrático, é bem conhecido e serve de contrapeso perfeito aos aspectos positivos da improvisação e da capacidade para superar dificuldades à MacGyver.

7 - Os fenómenos de popularidade instantânea



No resto do mundo, para que algo seja popular, há todo um processo a seguir. Primeiro vem o lançamento, seguindo-se a divulgação, depois a aceitação e, por último, a consagração. Em Portugal, apesar do que se disse acima acerca da pontualidade, há pelo menos uma coisa em que não gostamos de perder tempo. E, por isso, passamos directamente do lançamento à consagração. Mas não de forma linear. Muitas vezes, a consagração dá-se antes do lançamento, sendo inúmeros os casos de discos que já são de platina à saida da editora, de livros que já são best-seller antes de os primeiros exemplares chegarem às livrarias ou de iniciativas mediáticas arbitrárias que já têm longos pergaminhos na sua primeira edição. Para muitos, isto poderá não fazer qualquer sentido, mas os portugueses facilmente abdicam do juízo próprio se houver alguma alma caridosa a disponibilizar-se para nos explicar aquilo que apreciamos e aquilo que queremos. Facilita-nos a vida e nós somos gente que não aprecia complicações.
http://inepcia.com/

posted by Francisco Trindade @ 12:38 links to this post

Bocas de quem sabe do que fala

«O primeiro-ministro

está num momento difícil»

Luís Amado admite que pediu para sair do MNE mas que «seria inaceitável virar as costas a um amigo num momento destes»

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admite que «o primeiro-ministro está num momento difícil da sua carreira» e o país também.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

E vai um


Dias Loureiro pede demissão

do Conselho de Estado

Envolvimento no caso BPN ditou afastamento

Manuel Dias Loureiro não resistiu à pressão e pediu a demissão do Conselho de Estado. O ex-administrador da SLN terá renunciado numa audiência com Cavaco Silva, que teve lugar ao início da tarde, no Palácio de Belém.

Segundo o jornal «Sol» também foi pedida uma audiência ao Procurador-Geral da República. A Procuradoria-Geral da República já reagiu já reagiu e ao tvi24.pt disse desconhecer qualquer pedido de Dias Loureiro para ser ouvido no âmbito do caso BPN e acrescenta que este «não anunciou nem tinha que anunciar» ao Ministério Público a decisão de se demitir do Conselho de Estado.


O Bloco de Esquerda também reagiu à demissão do ex-ministro de Cavaco Silva. Miguel Portas, um dos que defensores da saída de Dias Loureiro do Conselho de Estado, soltou um «Finalmente!», quando foi confrontado com o abandono. Leia aqui toda a reacção.

Já Paulo Rangel considerou que a decisão de Dias Loureiro revela «sentido de Estado e respeito pela instituição do Estado português». Leia aqui toda a reacção.

In Portugal Diário

Espera-se que, finalmente, a Justiça tenha pernas para andar. Estou certo que o velho adágio "zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades" vai dar pano para mangas, até porque as oito horas de permanência de Oliveira e Costa na comissão de inquérito da Assembleia da República também foi um bem encenado exercício de vingança, servida a frio.

Recusando responder à maioria das perguntas concretas dos deputados - e, portanto, em nada contribuindo para a descoberta da verdade - disparou em todas as direcções, escolhendo como alvo principal quem mais o tinha comprometido, isto é, Dias Loureiro.

Acresce que a vasta documentação entregue por Nuno Melo, contém indícios fortes, quando não mesmo provas, de algumas das inúmeras fraudes cometidas pela administração do BPN, e nela surgem com frequência as assinaturas de Dias Loureiro e Oliveira e Costa.

Depois de apurar as responsabilidades individuais de todos e cada um dos membros da administração e da gerência, importa saber aonde estão os milhares de milhões de euros do buraco financeiro apurado e quem os meteu ao bolso.

Este processo constitui uma magnífica oportunidade para a Justiça portuguesa recuperar do descrédito em que caiu.

Álvaro Fernandes

Portugal, Lusofonia e Europa

Enquanto movimento cultural e cívico, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO não apoiou, nem tinha que apoiar, nenhuma das listas que se apresentaram às eleições europeias, que decorrerão no dia 7 de Junho.

Nem por isso, porém, o MIL deixou de acompanhar a campanha eleitoral, na expectativa de que alguma dessas listas defendesse uma visão de Portugal e do Mundo próxima daquela que resulta da nossa Declaração de Princípios e Objectivos.

Sem surpresa, isso não aconteceu. Como já se tornou manifesto nos vários debates que decorreram, nenhuma das listas equaciona a integração de Portugal no espaço europeu em articulação com a nossa integração no espaço lusófono, como seria desejável. Mesmo aqueles que se assumem como mais reticentes à integração de Portugal no espaço europeu, não tomam tal posição em prol de uma maior integração no espaço lusófono, pelo aprofundamento, a todos os níveis, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Não sendo contra a integração de Portugal no espaço europeu, o MIL é assumidamente a favor de uma maior integração de Portugal no espaço lusófono, sendo, a nosso ver, a partir desta que aquela se deve equacionar. No mundo que sairá da crise global que atravessamos, o papel de Portugal na Europa será tanto mais forte quanto mais estreitos forem os laços com os demais países da CPLP. É nos momentos de crise, como o que vivemos, que mais importa ter em consideração, ao escolhermos os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, qual é a visão estratégica para o país em que cada um dos candidatos faz assentar o seu programa.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Secção Portuguesa

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.


--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

Recebido por email

terça-feira, 26 de maio de 2009

Urge defender e lutar pela cidadania

A petição que se encontra online em:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

é o primeiro passo que explica as razões do descontentamento à Assembleia da República.

Também neste blogue já foi publicado:

Basta de partidocracia.

Após a eleição dos “deputados” europeus – nas inevitáveis listas elaboradas pelos aparelhos partidários – e sem criar os habituais tabus – convidarei os nossos leitores a exigirem o seguinte:

- que os deputados à Assembleia da República sejam eleitos em círculo uninominal, isto é: que cada eleitor vote no nome do deputado que pretende eleger, e não na lista (que desconhece) e em que se limita a pôr uma cruzinha no símbolo do partido. Assim, as listas devem conter os nomes de todos os candidatos e cada eleitor vota no candidato em que confia, e não no símbolo do partido que aparece no boletim de voto.

- que seja permitido, à semelhança das candidaturas à Presidência da República e às Autarquias, que se possam candidatar cidadãos sem dependerem de listas propostas pelos partidos.

Só assim conseguiremos devolver a soberania aos cidadãos.

Enquanto não o conseguirmos, a Democracia é uma ilusão.

Vivemos em partidocracia e isso interessa a todos os partidos. Nunca serão eles a fazer a indispensável revisão constitucional e da lei eleitoral.

Só um amplo “MOVIMENTO DE DESCONTENTAMENTO” – subscrevendo a petição :

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2009N37

seguida do voto em branco nas próximas eleições, conseguirá obrigar a partidocracia a devolver a soberania devida aos cidadão e só aos cidadãos.