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sábado, 20 de junho de 2009

Coisas de África...

Estava um membro de uma tribo africana super furioso, levava a sua mulher por um braço e esta segurava dois de seus filhotes no outro braço.
Chegou ao pé do missionário e pergunta-lhe:
"Não acha estranho todos meus dez filho serem preto e só este ultimo ser branco! Isto porque o senhõ é o único branco numa extensão de 10km!!
"O missionário responde-lhe:
"Meu filho,isso é um dos mistérios de Deus! Olhe para aqueles cabritinhos... São todos brancos menos aquele ali, tá vendo aquele pretinho?"
O outro responde-lhe:
"Senhõ padre, eu esqueço que meu filho é branco e o senhõ esquece que o cabritinho é preto!"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia 25 de Maio...Dia de África...

No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África".
Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores.Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana.
Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação da África, e diversos eventos serão realizados esta semana para marcar a data.
África é o segundo continente mais populoso e mais extenso, depois da Ásia.
Dos 42 países que a constituem, em 5 fala-se português - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique eS. Tomé e Príncipe.
Todos os anos, o Dia da África constitui a ocasião acordada para:
- medir os progressos realizados na África,
- avaliar as suas dificuldades
- reflectir sobre as enormes potencialidades do continente
Todavia, uma grande parte de África, especialmente a sul do Saara, continua a sofrer os trágicos efeitos de conflitos violentos, da pobreza extrema e da doença.
No Darfour, os ataques e o deslocamento da população continuam e pelo menos 2,6 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência.
Num número demasiado elevado de países, a pobreza e o enorme fardo da doença, em particular a forte prevalência do HIV/AIDS (VIH/SIDA), estão a infligir um sofrimento generalizado e a anular os progressos duramente conseguidos no domínio do desenvolvimento, fazendo com que a África fique para trás em relação às outras regiões em desenvolvimento no que diz respeito à realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Sorrisos de esperança

A data, agora comemorada como o Dia de África, serve para manter vivos os ideais que levaram à criação, em Adis Abeba, Etiopia, da Organização da Unidade Africana (OUA), um marco na continuação do processo de autodeterminação dos africanos, iniciado após a II Guerra Mundial, com acções dos movimentos de libertação nacionais surgidos no continente.
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Pensamento surpreendente!!!
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(Escrito por uma criança africana)
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Quando eu nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego Sol, fico Preto
Quando sinto frio, continuo Preto
Quando estou assustado, também fico Preto.
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei preto!
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E você, homem Branco,
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Quando nasce, você é Rosa;
Quando cresce, você é Branco;
Quando você pega Sol, FICA Vermelho;
Quando sente frio, você FICA roxo;
Quando você se assusta FICA Amarelo
Quando está doente, FICA Verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento.
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E você vem me chamar de Homem de Cor??!!
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Rui Mingas: "Monagambé"

terça-feira, 28 de abril de 2009

ELEIÇÕES NA ÁFRICA DO SUL

Jacob Zuma, o Presidente eleito, ensaia para o seu novo papel como Presidente da África do Sul.
Jacob Zuma diz, enquanto agarra com numa mão uma mulher representante da oposição e com a outra mão um jornalista: "Olha quem veio visitar-me...!"
Um acessor do ANC diz: "O protocolo normal diz para os sacudir à mão", (trocadilho com "shake hands with them" - apertar-lhes a mão).
(Publicado em The Economist)

domingo, 29 de março de 2009

Conservação das memórias da guerra colonial

Corpos de militares em 101 locais da Guiné

por Manuel Carlos Freire

A Liga dos Combatentes (LC) identificou, na Guiné-Bissau, 101 locais e localidades onde estão enterrados 623 militares, portugueses ou de origem guineense, mortos durante a guerra colonial.

A informação foi recolhida no âmbito do projecto “Conservação das Memórias”, criado e desenvolvido pela LC com o objectivo de localizar, identificar, recolher e transferir os restos mortais dos militares portugueses mortos durante a guerra nos antigos territórios ultramarinos de Angola, Moçambique e Guiné.

O processo da Guiné é o mais avançado, iniciando-se hoje, no cemitério de Gabu, os trabalhos de campo para recolha das ossadas de 17 soldados (ver caixa) oriundos da então Metrópole que ali foram enterrados e vão ser transferidos – depois de se saber, através de amostras de ADN, que nomes correspondem a que ossadas – para o cemitério de Bissau.

A equipa portuguesa é formada por oito elementos, divididos em duas componentes: uma militar, chefiada pelo coronel Sebastião Goulão, e uma científica, coordenada pela antropóloga Eugénia Cunha.

Recorde-se que as duas missões anteriores se realizaram em Guidaje (Março de 2008) e Farim (Dezembro do mesmo ano), ambas coordenadas também por Eugénia Cunha.

In DN

O grande impulsionador e primeiro responsável pela coordenação deste projecto nos antigos teatros de operações da Guiné, Angola e Moçambique foi o Major-General Carlos Manuel Costa Lopes Camilo, recentemente falecido.

sábado, 28 de março de 2009

Retornados, O Adeus a África, de António Trabulo

No auditório do Hospital dos Capuchos, a 27 de Março de 2009

CUMPRIU-SE O MAR
E O IMPÉRIO SE DESFEZ

A História magoa. A independência das colónias forçou meio milhão de portugueses a regressar a Lisboa.
Quem vinha, trazia amargura na bagagem e teve de se adaptar a uma terra que, em muitos casos, não conhecia.
Este romance fala de retornados.
Foi escrito a pensar em homens e mulheres que ainda revisitam África nos sonhos



O Autor

António Trabulo nasceu em Almendra (Foz Côa) em 1943.
Fez a instrução primária e secundária em Sá da Bandeira (Angola) estudou Medicina em Coimbra.
É Neurocirurgião.
Publicou:
Mulemba, Contos de África - 2003
No tempo do caparandanda - 2004
O Diário de Salazar - 2004
Eu, Camilo - 2006
Os Colonos - 2007
A Última Profecia - 2007

A mesa que apresentou a obra

O Autor, sua filha Cláudia Trabulo, o Director do Hospital dos Capuchos, Dr. Gomes da Silva e o Engenheiro Segadães Tavares, que apresentou este romance


Dr. Gomes da Silva, no uso da palavra


Engenheiro Segadães Tavares apresentando este romance


Parte da assistência

Nota: editado por "Editorial Cristo Negro", Europress, Lisboa 2009
ISBN: 978-989-96136-0-7
Depósito Legal: 290329/09

sexta-feira, 20 de março de 2009

Bento XVI e a Sida em Áfirca



De um prezado Camarada de Armas, e Amigo desde que estivemos na Frente Leste de 1970 em Angola e, depois, em muitas e variadas ocasiões (nem sempre de acordo) - mas que até me visitou quando recentemente estive internado no Hospital Militar -, tive o prazer de receber um email a propósito do postal publicado em O Cacimbo, sob o título:
Um Papa mais do que controverso
Em que em suma, exprimiu estas opiniões:

“Divulgas umas coisas muito giras.
Mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter.
1.ª - Deixa o Papa em paz! Ele fala para os católicos. É um problema de disciplina religiosa, só aplicável nos crentes que aceitam a jurisdição do Papa. Como acho que não és desse rebanho, não é nada contigo - passa adiante!
2.ª - O preservativo não deixa passar líquidos. Mas, como é poroso, deixa passar humores (do dicionário, qualquer fluido contido num corpo organizado, produto mórbido e líquido de um corpo orgânico, humidade) que podem transportar células e, consequentemente, espermatozóides ou vírus. Logo - já foi denunciado por cientistas - o preservativo não é 100% seguro. Por isso, mesmo no plano científico, o alerta do Papa não é assim tão descabido...”


Por enquanto, limitei-me a responder aquilo a que directamente me disse respeito.
Se O Cacimbo fosse um blogue unipessoal e, ou os postais publicados a respeito das AFIRMAÇÕES PÚBLICAS do Papa Bento XVI se limitassem a ser uma opinião pessoal minha… talvez não sentisse necessidade de publicar este postal.

Mas é claro que não! Já muita gente e até Estados se pronunciaram, Tenho-me limitado a dar conhecimento do que Bento XVI propaga aos quatro ventos e a exprimir o que penso acerca disso. Além disso, limito-me a ser administrador deste blogue que, felizmente, também pertence a outros autores.

Para melhor elucidação – e com integral respeito pelo anonimato desse meu Amigo, e assumpção da minha identidade - sinto-me obrigado a publicar a nossa troca de impressões. Faço-o para que os outros autores, e os nossos leitores, saibam que há quem discorde... mas não usa a faculdade de o exprimir livremente a sua opinião. Será por medo da censura que por aí já vai andando? Não sei. Só quem discorda mas não tem coragem de o fazer publicamente saberá com que linhas se cose. Aqui fica a minha resposta:

“Como sabes, O Cacimbo permite todo o tipo de comentários sem qualquer filtro ou censura.
Já que é essa a tua opinião, preferia que a publicasses naquilo que tu consideras “coisas muito giras” e mais: “mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter”.
Não sei se devo considerar isso um aviso “amigo” - de quem sabe que já andam a pau com a liberdade de expressão que o ordenamento jurídico e constitucional ainda me garante, e pretendem impedir-me que a utilize, ou uma ameaça (e cito) “mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter” (sic).

Bem.
Na primeira hipótese, cá estarei para responder a quem ache – e já te deves ter apercebido que abundam por aí os “achistas” (normalmente muito bem pagos) a fazer propaganda e ameaçar quem divulga a sua opinião, isto é: a pensar pela sua cabeça, a dizer o que pensa e a pensar (n)o que diz. Conhece-mo-nos suficientemente bem para tu saberes que nunca abdiquei, não abdico nem abdicarei de cumprir e exercer os meus direitos de cidadania.
Aproveito – em nome da nossa velha amizade, com os altos e baixos a que nenhum de nós é alheio – para te pedir que repares no seguinte:
- O Papa não é um ignoto cidadão que palra para revistas cor-de-rosa ou tablóides; é o Chefe da Igreja Católica; é também o Chefe de Estado do Vaticano
- Tudo o que diz – excepto a missa que reza para os católicos – é ouvido, interfere e diz respeito a todo o mundo;
- Portanto, cabe a todo e qualquer cidadão consciente ouvir e pronunciar-se livremente acerca das opiniões PÚBLICAS E DIFUNDIDAS MUNDIALMENTE por que Papa seja, incluindo este Bento XVI.

Respeito a tua discordância, com uma diferença, acho que tens todo o direito de te “meteres” naquilo que por bem entenderes, desde que não o faças anónima e cobardemente.
Do que de ti conheço, estou certo que serás capaz de publicar a tua discordância no blogue O Cacimbo.

Uma abraço amigo

Álvaro Fernandes”

quarta-feira, 18 de março de 2009

Bento XVI, a Sida e o preservativo

UM PAPA PROTECTOR DOS VIRUS

Bento XVI declarou no início da sua viagem a África que a distribuição de preservativos não só não resolve os problemas do HIV como os aumenta. Ele quer proteger quem? Ou simplesmente não quer que os virus abortem?

Publicado por João Tunes às 16:48
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1 comentário:
De Anónimo a 17 de Março de 2009 às 17:06
Já não é a 1ª vez, que a Igreja promove a morte, não é portanto, lamentavelmente nenhuma admiração
In blogue Água Lisa

quinta-feira, 12 de março de 2009

Tiro no pé


Moçambique: emprego só com situação militar regularizada

O parlamento moçambicano aprovou hoje uma nova lei do serviço militar, que veda o emprego a pessoas em «situação militar não regularizada», incluindo no sector privado, e retira direitos, como a obtenção da carta de condução.
In Portugal Digital

Que conste, Moçambique não teme ataques de qualquer vizinho ou nova guerra civil como a que devastou o país durante décadas, entre a Frelimo e a Renamo.
Quando tudo indica(va) que este país tinha compreendido que a guerra não resolve os problemas - e só os complica - estranha-se esta 'militarização' da sociedade civil.
Trata-se de um evidente TIRO NO PÉ.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A tragédia da Guiné. e o reinado da droga


“Guiné: já há suspeitos da morte de Tagmé

O chefe da comissão militar que assumiu o controlo das Forças Armadas da Guiné Bissau, Zamora Induta, revelou a existência de suspeitos da autoria do atentado à bomba que matou o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié. Zamora Induta, citado pela Lusa, considera que «revelar nomes de suspeitos é especulação. Convém guardarmos este segredo e esperarmos a conclusão dos inquéritos».

Pode ler-se no “Portugal Diário”

E quando é que a Interpol vai para o terreno deter os traficantes de droga que já tomaram conta da Guiné-Bissau e são responsáveis por mais esta tragédia?

Ou muito me engano, ou enquanto os narcotraficantes que agem livremente em Bissau não forem neutralizados, a Guiné-Bissau não será um Estado viável, como os guineenses pretendem e merecem.

Ainda há dúvidas acerca dos responsáveis pelo atentado ao CEMGA, que provocou “a represália” que culminou no assassinato de Nino Vieira?

Ainda há dúvidas de quem partiu a decapitação do Poder de Estado na Guiné-Bissau? Desde que houve conhecimento do que em Bissau se passou, “O Cacimbo” foi de opinião que o narcotráfico já é um “estado dentro do Estado”…

O Cacimbo tem acompanhado estes trágicos acontecimentos com a devida atenção, por exemplo:

COMUNICADO DO MIL SOBRE A SITUAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU

E, antes disso:

Gato escondido com rabo de fora

Como, desde o início das notícias:

Nino Vieira assassinado

E também:

Reacção da CPLP à situação na Guiné-Bissau

Mantemos a opinião – já manifestada nos textos e comentários acima indicados – que:

“A instabilidade política e a violência têm sido uma constante naquele país, onde existem oito etnias e diversos credos religiosos.
Nos últimos anos, a Guiné-Bissau tornou-se uma placa giratória do tráfico de droga, o que veio acrescentar mais problemas graves aos que já existiam.
Tudo isto criou condições que faziam prever os acontecimentos desta madrugada em Bissau.
Acresce que o sobre-dimensionado exército guineense tem relações estreitas - que já vêm da luta pela independência - com os militares da vizinha Guiné Conakry e, neste país, reina actualmente uma junta militar.”

terça-feira, 3 de março de 2009

Gato escondido com rabo de fora


Guiné-Bissau: Não houve golpe de Estado, garante vice-CEMA


O vice-chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) da Guiné-Bissau, Zamora Induta, disse hoje que «não houve golpe de Estado», sublinhando que o ataque contra o general Tagmé Na Waié se «alastrou» ao Presidente guineense.

Zamora Induta falava aos jornalistas no final de um encontro com o Governo guineense.

«Nós viemos reafirmar ao Governo que isto não é um golpe de Estado», disse o vice-chefe de Estado-Maior da Armada.

«Simplesmente aconteceu este atentado relativamente ao chefe de Estado-Maior General e, na ausência de chefe, criámos uma comissão que está a gerir as forças armadas», explicou.

«Infelizmente este acidente alastrou ao caso do Presidente da República», afirmou Zamora Induta.

«Infelizmente nestas situações acontecem coisas que ninguém deseja (...) e houve um grupo de pessoas armadas que acabaram por se dirigir à residência do senhor Presidente da República», acrescentou.

«Felizmente está tudo estancado neste momento, está tudo calmo, controlado, não há mais sinais de resistência», afirmou, sublinhando que o encontro serviu também para os militares reafirmarem ao Governo o respeito escrupuloso pela constituição do país e instituições democraticamente eleitas.

Questionado sobre quem está por detrás dos ataques, Zamora Induta disse que se está a «investigar».

Questionado sobre se o grupo que detonou a bomba que vitimou domingo o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas foi o mesmo que atacou o Presidente, Zamora Induta disse que não há informações nenhumas.

«Há peritos na matéria» a trabalhar nas investigações, disse, reiterando que a situação está sob controlo.

Diário Digital / Lusa

As declarações deste sr. são suficientemente esclarecedoras para se começar a perceber quem comandou o golpe de Estado em Bissau e já controla o poder de um governo transformado em direcção-geral, ou melhor:
em capataz do patrão.
É triste, dramático e trágico que tal continue acontecendo em tantos países por este mundo fora.
Deixe-mo-nos de paternalismos ridículos e enfrentemos, de uma vez por todas, a realidade.
Sem tirar uma vírgula ao que a propósito da Guiné-Bissau hoje escrevi neste blogue, acrescento o seguinte:
É conhecido o método como Nino Vieira "combatia" os seus adversários políticos... eliminando-os de forma mais ou menos clara ou discreta, conforme houvesse necessidade, ou não, de proceder a eleições "livres" com o beneplácito dos chamados observadores internacionais. Também ninguém duvida que os tais adversários sempre procederam e procedem da mesma forma. Como agora se provou.
Mas será somente em África que tal acontece? Todos sabemos que não, e exemplos não faltam. Escuso-me a dar um, para evitar esquecer todos os que caberiam na longa lista de ditadores e criminosos que abundam e ocupam o poder, até em países que a civilizada União Europeia e Estados Unidos consideram seus aliados.

Posto isto, afigura-se-me - sem receio de me enganar - que, além da luta pelo poder, provocada pelas tais 8 etnias e várias religiões que existem na Guiné-Bissau, do papel preponderante que o exército guineense (herdeiro da guerrilha) sempre teve e mantém proponho-vos a seguinte reflexão:
- Nino Vieira já não controlava o exército. A prova disso está na sua guarda pessoal, constituída por 400 homens (designados, sintomaticamente "Aguentas");
- Pelo que aconteceu - e principalmente pelas declarações do vice Zamora Induta - parece ser ele a comandar os 5 mil efectivos do seu exército; e, assim sendo, a mandar no país, e a ter comandado os ataques que vitimaram o Chefe do Estado Maior e o Presidente, com intervalo de escassas horas.
- Resta saber ao serviço de quem!?

Na medida em que a Guiné-Bissau se transformou num país instável, sem rei nem roque, que os cartéis internacionais da droga transformaram em placa giratória para "abastecimento do mercado europeu"; sou de opinião que convinha encarar os últimos acontecimentos como um caso de polícia.
Assim sendo, a chamada comunidade internacional deve aprofundar a análise dessa hipótese e, só depois, decidir o método de intervenção e as forças convenientes e necessárias para colocar no terreno.
Dessa forma, talvez se consiga ajudar o povo guineense e estabilizar o país.
Por enquanto ainda não vi ninguém a raciocinar nestes termos.
Os lamentos e condolências pertencem ao domínio da hipocrisia 'diplomática'.
A efectiva resolução dos problemas que afecta a vida da população da Guiné-Bissau: NÃO!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Nino Vieira assassinado


O Presidente da Guiné Bissau, «Nino» Vieira, morreu esta madrugada na sequência de um ataque contra a sua residência, informou fonte da Presidência guineense, citada pela Lusa.

A mesma fonte referiu ter visto o corpo de «Nino» Vieira, que se encontra na sua residência, junto de familiares.

Veja aqui o vídeo

A casa do chefe de Estado guineense foi atacada na madrugada desta segunda-feira por militares das Forças Armadas, poucas horas após o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, ter morrido num atentado à bomba.

Militares obedientes «ao poder político»

A notícia da morte foi avançada pela agência France Press que citava fonte do Ministério das Relações Exteriores.

Militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau atacaram na madrugada desta segunda-feira a residência do Presidente guineense.

Guiné Bissau: situação no país é «grave»

Junto à casa do chefe de Estado podem ver-se grandes movimentações com militares a retirarem os bens do Presidente da sua residência oficial.

Entretanto, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, confirmou a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineense, general Tagmé Na Waie.

O CEMGFA guineense morreu hoje vítima de um atentado à bomba contra as instalações do quartel-general do Estado-Maior, em Bissau.

O edifício do quartel-general ficou parcialmente destruído dada a potência da explosão, que ocorreu cerca das 19:00 locais (mesma hora em Lisboa).

O corpo do general Tagmé Na Waié foi recuperado dos escombros e transportado para as instalações da Força Aérea, em Bissalanca, perto do aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

O ministro da Defesa não adiantou outras informações sobre a morte do general, remetendo mais esclarecimentos para segunda-feira depois da reunião de emergência convocada pelo governo para as 09:00 locais.

O Governo português está a acompanhar «de perto» a situação provocada pelo atentado à bomba que provocou a morte do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, disse fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

In Portugal Diário

As televisões e estações de rádio portuguesas estão a dar grande cobertura a estas trágicas notícias vindas de Bissau.
Recorde-se que Nino Vieira esteve refugiado em Portugal durante 6 anos, após um golpe de Estado que pretendeu derruba-lo, tendo na altura sido protegido pela embaixada portuguesa naquele país que o evacuou para Portugal.
Nino Vieira havia regressado à Guiné-Bissau para concorrer às últimas eleições presidenciais, que ganhou.
Há escassos meses, a sua residência foi atacada - no intuito de o assassinarem - mas Nino e a sua família conseguiram sobreviver ao assalto.
Além de Luís Amado, ministro dos negócios estrangeiros português, também o Presidente Cavaco Silva condenou eses acontecimentos e apelou ao restabelecimento da ordem constiucional naquele país da CPLP.