Estava um membro de uma tribo africana super furioso, levava a sua mulher por um braço e esta segurava dois de seus filhotes no outro braço. Chegou ao pé do missionário e pergunta-lhe: "Não acha estranho todos meus dez filho serem preto e só este ultimo ser branco! Isto porque o senhõ é o único branco numa extensão de 10km!! "O missionário responde-lhe: "Meu filho,isso é um dos mistérios de Deus! Olhe para aqueles cabritinhos... São todos brancos menos aquele ali, tá vendo aquele pretinho?" O outro responde-lhe: "Senhõ padre, eu esqueço que meu filho é branco e o senhõ esquece que o cabritinho é preto!"
No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, "partilha da África".
Os termos mudaram ao longo do tempo, mas os africanos viam suas riquezas naturais e humanas sendo roubadas por povos que se consideravam superiores.Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a OUA (Organização da Unidade Africana), hoje a União Africana.
Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação da África, e diversos eventos serão realizados esta semana para marcar a data.
África é o segundo continente mais populoso e mais extenso, depois da Ásia.
Dos 42 países que a constituem, em 5 fala-se português - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique eS. Tomé e Príncipe.
Todos os anos, o Dia da África constitui a ocasião acordada para:
- medir os progressos realizados na África,
- avaliar as suas dificuldades
- reflectir sobre as enormes potencialidades do continente
Todavia, uma grande parte de África, especialmente a sul do Saara, continua a sofrer os trágicos efeitos de conflitos violentos, da pobreza extrema e da doença.
No Darfour, os ataques e o deslocamento da população continuam e pelo menos 2,6 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência.
Num número demasiado elevado de países, a pobreza e o enorme fardo da doença, em particular a forte prevalência do HIV/AIDS (VIH/SIDA), estão a infligir um sofrimento generalizado e a anular os progressos duramente conseguidos no domínio do desenvolvimento, fazendo com que a África fique para trás em relação às outras regiões em desenvolvimento no que diz respeito à realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Sorrisos de esperança
A data, agora comemorada como o Dia de África, serve para manter vivos os ideais que levaram à criação, em Adis Abeba, Etiopia, da Organização da Unidade Africana (OUA), um marco na continuação do processo de autodeterminação dos africanos, iniciado após a II Guerra Mundial, com acções dos movimentos de libertação nacionais surgidos no continente.
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Pensamento surpreendente!!! . (Escrito por uma criança africana) .
Quando eu nasci, era Preto; Quando cresci, era Preto; Quando pego Sol, fico Preto Quando sinto frio, continuo Preto Quando estou assustado, também fico Preto. Quando estou doente, Preto; E, quando eu morrer, continuarei preto! . E você, homem Branco, . Quando nasce, você é Rosa; Quando cresce, você é Branco; Quando você pega Sol, FICA Vermelho; Quando sente frio, você FICA roxo; Quando você se assusta FICA Amarelo Quando está doente, FICA Verde; Quando você morrer, você ficará cinzento. . E você vem me chamar de Homem de Cor??!! . Rui Mingas: "Monagambé"
A Liga dos Combatentes (LC) identificou, na Guiné-Bissau, 101 locais e localidades onde estão enterrados 623 militares, portugueses ou de origem guineense, mortos durante a guerra colonial.
A informação foi recolhida no âmbito do projecto “Conservação das Memórias”, criado e desenvolvido pela LC com o objectivo de localizar, identificar, recolher e transferir os restos mortais dos militares portugueses mortos durante a guerra nos antigos territórios ultramarinos de Angola, Moçambique e Guiné.
O processo da Guiné é o mais avançado, iniciando-se hoje, no cemitério de Gabu, os trabalhos de campo para recolha das ossadas de 17 soldados (ver caixa) oriundos da então Metrópole que ali foram enterrados e vão ser transferidos – depois de se saber, através de amostras de ADN, que nomes correspondem a que ossadas – para o cemitério de Bissau.
A equipa portuguesa é formada por oito elementos, divididos em duas componentes: uma militar, chefiada pelo coronel Sebastião Goulão, e uma científica, coordenada pela antropóloga Eugénia Cunha.
Recorde-se que as duas missões anteriores se realizaram em Guidaje (Março de 2008) e Farim (Dezembro do mesmo ano), ambas coordenadas também por Eugénia Cunha.
In DN
O grande impulsionador e primeiro responsável pela coordenação deste projecto nos antigos teatros de operações da Guiné, Angola e Moçambique foi o Major-General Carlos Manuel Costa Lopes Camilo, recentemente falecido.
No auditório do Hospital dos Capuchos, a 27 de Março de 2009
CUMPRIU-SE O MAR E O IMPÉRIO SE DESFEZ
A História magoa. A independência das colónias forçou meio milhão de portugueses a regressar a Lisboa. Quem vinha, trazia amargura na bagagem e teve de se adaptar a uma terra que, em muitos casos, não conhecia. Este romance fala de retornados. Foi escrito a pensar em homens e mulheres que ainda revisitam África nos sonhos
O Autor
António Trabulo nasceu em Almendra (Foz Côa) em 1943. Fez a instrução primária e secundária em Sá da Bandeira (Angola) estudou Medicina em Coimbra. É Neurocirurgião. Publicou: Mulemba, Contos de África - 2003 No tempo do caparandanda - 2004 O Diário de Salazar - 2004 Eu, Camilo - 2006 Os Colonos - 2007 A Última Profecia - 2007
A mesa que apresentou a obra
O Autor, sua filha Cláudia Trabulo, o Director do Hospital dos Capuchos, Dr. Gomes da Silva e o Engenheiro Segadães Tavares, que apresentou este romance
Dr. Gomes da Silva, no uso da palavra
Engenheiro Segadães Tavares apresentando este romance
De um prezado Camarada de Armas, e Amigo desde que estivemos na Frente Leste de 1970 em Angola e, depois, em muitas e variadas ocasiões (nem sempre de acordo) - mas que até me visitou quando recentemente estive internado no Hospital Militar -, tive o prazer de receber um email a propósito do postal publicado em O Cacimbo, sob o título: Um Papa mais do que controverso Em que em suma, exprimiu estas opiniões:
“Divulgas umas coisas muito giras. Mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter. 1.ª - Deixa o Papa em paz! Ele fala para os católicos. É um problema de disciplina religiosa, só aplicável nos crentes que aceitam a jurisdição do Papa. Como acho que não és desse rebanho, não é nada contigo - passa adiante! 2.ª - O preservativo não deixa passar líquidos. Mas, como é poroso, deixa passar humores (do dicionário, qualquer fluido contido num corpo organizado, produto mórbido e líquido de um corpo orgânico, humidade) que podem transportar células e, consequentemente, espermatozóides ou vírus. Logo - já foi denunciado por cientistas - o preservativo não é 100% seguro. Por isso, mesmo no plano científico, o alerta do Papa não é assim tão descabido...”
Por enquanto, limitei-me a responder aquilo a que directamente me disse respeito. Se O Cacimbo fosse um blogue unipessoal e, ou os postais publicados a respeito das AFIRMAÇÕES PÚBLICAS do Papa Bento XVI se limitassem a ser uma opinião pessoal minha… talvez não sentisse necessidade de publicar este postal.
Mas é claro que não! Já muita gente e até Estados se pronunciaram, Tenho-me limitado a dar conhecimento do que Bento XVI propaga aos quatro ventos e a exprimir o que penso acerca disso. Além disso, limito-me a ser administrador deste blogue que, felizmente, também pertence a outros autores.
Para melhor elucidação – e com integral respeito pelo anonimato desse meu Amigo, e assumpção da minha identidade - sinto-me obrigado a publicar a nossa troca de impressões. Faço-o para que os outros autores, e os nossos leitores, saibam que há quem discorde... mas não usa a faculdade de o exprimir livremente a sua opinião. Será por medo da censura que por aí já vai andando? Não sei. Só quem discorda mas não tem coragem de o fazer publicamente saberá com que linhas se cose. Aqui fica a minha resposta:
“Como sabes, O Cacimbo permite todo o tipo de comentários sem qualquer filtro ou censura. Já que é essa a tua opinião, preferia que a publicasses naquilo que tu consideras “coisas muito giras” e mais: “mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter”. Não sei se devo considerar isso um aviso “amigo” - de quem sabe que já andam a pau com a liberdade de expressão que o ordenamento jurídico e constitucional ainda me garante, e pretendem impedir-me que a utilize, ou uma ameaça (e cito) “mas às vezes metes-te noutras em que não te deves meter” (sic).
Bem. Na primeira hipótese, cá estarei para responder a quem ache – e já te deves ter apercebido que abundam por aí os “achistas” (normalmente muito bem pagos) a fazer propaganda e ameaçar quem divulga a sua opinião, isto é: a pensar pela sua cabeça, a dizer o que pensa e a pensar (n)o que diz. Conhece-mo-nos suficientemente bem para tu saberes que nunca abdiquei, não abdico nem abdicarei de cumprir e exercer os meus direitos de cidadania. Aproveito – em nome da nossa velha amizade, com os altos e baixos a que nenhum de nós é alheio – para te pedir que repares no seguinte: - O Papa não é um ignoto cidadão que palra para revistas cor-de-rosa ou tablóides; é o Chefe da Igreja Católica; é também o Chefe de Estado do Vaticano - Tudo o que diz – excepto a missa que reza para os católicos – é ouvido, interfere e diz respeito a todo o mundo; - Portanto, cabe a todo e qualquer cidadão consciente ouvir e pronunciar-se livremente acerca das opiniões PÚBLICAS E DIFUNDIDAS MUNDIALMENTE por que Papa seja, incluindo este Bento XVI.
Respeito a tua discordância, com uma diferença, acho que tens todo o direito de te “meteres” naquilo que por bem entenderes, desde que não o faças anónima e cobardemente. Do que de ti conheço, estou certo que serás capaz de publicar a tua discordância no blogue O Cacimbo.
Bento XVI declarou no início da sua viagem a África que a distribuição de preservativos não só não resolve os problemas do HIV como os aumenta. Ele quer proteger quem? Ou simplesmente não quer que os virus abortem?
Moçambique: emprego só com situação militar regularizada
O parlamento moçambicano aprovou hoje uma nova lei do serviço militar, que veda o emprego a pessoas em «situação militar não regularizada», incluindo no sector privado, e retira direitos, como a obtenção da carta de condução. In Portugal Digital
Que conste, Moçambique não teme ataques de qualquer vizinho ou nova guerra civil como a que devastou o país durante décadas, entre a Frelimo e a Renamo. Quando tudo indica(va) que este país tinha compreendido que a guerra não resolve os problemas - e só os complica - estranha-se esta 'militarização' da sociedade civil. Trata-se de um evidente TIRO NO PÉ.
O chefe da comissão militar que assumiu o controlo das Forças Armadas da Guiné Bissau, Zamora Induta, revelou a existência de suspeitos da autoria do atentado à bomba que matou o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié. Zamora Induta, citado pela Lusa, considera que «revelar nomes de suspeitos é especulação. Convém guardarmos este segredo e esperarmos a conclusão dos inquéritos».
Pode ler-se no “Portugal Diário”
E quando é que a Interpol vai para o terreno deter os traficantes de droga que já tomaram conta da Guiné-Bissau e são responsáveis por mais esta tragédia?
Ou muito me engano, ou enquanto os narcotraficantes que agem livremente em Bissau não forem neutralizados, a Guiné-Bissau não será um Estado viável, como os guineenses pretendem e merecem.
Ainda há dúvidas acerca dos responsáveis pelo atentado ao CEMGA, que provocou “a represália” que culminou no assassinato de Nino Vieira?
Ainda há dúvidas de quem partiu a decapitação do Poder de Estado na Guiné-Bissau? Desde que houve conhecimento do que em Bissau se passou, “O Cacimbo” foi de opinião que o narcotráfico já é um “estado dentro do Estado”…
O Cacimbo tem acompanhado estes trágicos acontecimentos com a devida atenção, por exemplo:
Mantemos a opinião – já manifestada nos textos e comentários acima indicados – que:
“A instabilidade política e a violência têm sido uma constante naquele país, onde existem oito etnias e diversos credos religiosos. Nos últimos anos, a Guiné-Bissau tornou-se uma placa giratória do tráfico de droga, o que veio acrescentar mais problemas graves aos que já existiam. Tudo isto criou condições que faziam prever os acontecimentos desta madrugada em Bissau. Acresce que o sobre-dimensionado exército guineense tem relações estreitas - que já vêm da luta pela independência - com os militares da vizinha Guiné Conakry e, neste país, reina actualmente uma junta militar.”
Guiné-Bissau: Não houve golpe de Estado, garante vice-CEMA
O vice-chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) da Guiné-Bissau, Zamora Induta, disse hoje que «não houve golpe de Estado», sublinhando que o ataque contra o general Tagmé Na Waié se «alastrou» ao Presidente guineense.
Zamora Induta falava aos jornalistas no final de um encontro com o Governo guineense.
«Nós viemos reafirmar ao Governo que isto não é um golpe de Estado», disse o vice-chefe de Estado-Maior da Armada.
«Simplesmente aconteceu este atentado relativamente ao chefe de Estado-Maior General e, na ausência de chefe, criámos uma comissão que está a gerir as forças armadas», explicou.
«Infelizmente este acidente alastrou ao caso do Presidente da República», afirmou Zamora Induta.
«Infelizmente nestas situações acontecem coisas que ninguém deseja (...) e houve um grupo de pessoas armadas que acabaram por se dirigir à residência do senhor Presidente da República», acrescentou.
«Felizmente está tudo estancado neste momento, está tudo calmo, controlado, não há mais sinais de resistência», afirmou, sublinhando que o encontro serviu também para os militares reafirmarem ao Governo o respeito escrupuloso pela constituição do país e instituições democraticamente eleitas.
Questionado sobre quem está por detrás dos ataques, Zamora Induta disse que se está a «investigar».
Questionado sobre se o grupo que detonou a bomba que vitimou domingo o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas foi o mesmo que atacou o Presidente, Zamora Induta disse que não há informações nenhumas.
«Há peritos na matéria» a trabalhar nas investigações, disse, reiterando que a situação está sob controlo.
Diário Digital / Lusa
As declarações deste sr. são suficientemente esclarecedoras para se começar a perceber quem comandou o golpe de Estado em Bissau e já controla o poder de um governo transformado em direcção-geral, ou melhor: em capataz do patrão. É triste, dramático e trágico que tal continue acontecendo em tantos países por este mundo fora. Deixe-mo-nos de paternalismos ridículos e enfrentemos, de uma vez por todas, a realidade. Sem tirar uma vírgula ao que a propósito da Guiné-Bissau hoje escrevi neste blogue, acrescento o seguinte: É conhecido o método como Nino Vieira "combatia" os seus adversários políticos... eliminando-os de forma mais ou menos clara ou discreta, conforme houvesse necessidade, ou não, de proceder a eleições "livres" com o beneplácito dos chamados observadores internacionais. Também ninguém duvida que os tais adversários sempre procederam e procedem da mesma forma. Como agora se provou. Mas será somente em África que tal acontece? Todos sabemos que não, e exemplos não faltam. Escuso-me a dar um, para evitar esquecer todos os que caberiam na longa lista de ditadores e criminosos que abundam e ocupam o poder, até em países que a civilizada União Europeia e Estados Unidos consideram seus aliados.
Posto isto, afigura-se-me - sem receio de me enganar - que, além da luta pelo poder, provocada pelas tais 8 etnias e várias religiões que existem na Guiné-Bissau, do papel preponderante que o exército guineense (herdeiro da guerrilha) sempre teve e mantém proponho-vos a seguinte reflexão: - Nino Vieira já não controlava o exército. A prova disso está na sua guarda pessoal, constituída por 400 homens (designados, sintomaticamente "Aguentas"); - Pelo que aconteceu - e principalmente pelas declarações do vice Zamora Induta - parece ser ele a comandar os 5 mil efectivos do seu exército; e, assim sendo, a mandar no país, e a ter comandado os ataques que vitimaram o Chefe do Estado Maior e o Presidente, com intervalo de escassas horas. - Resta saber ao serviço de quem!?
Na medida em que a Guiné-Bissau se transformou num país instável, sem rei nem roque, que os cartéis internacionais da droga transformaram em placa giratória para "abastecimento do mercado europeu"; sou de opinião que convinha encarar os últimos acontecimentos como um caso de polícia. Assim sendo, a chamada comunidade internacional deve aprofundar a análise dessa hipótese e, só depois, decidir o método de intervenção e as forças convenientes e necessárias para colocar no terreno. Dessa forma, talvez se consiga ajudar o povo guineense e estabilizar o país. Por enquanto ainda não vi ninguém a raciocinar nestes termos. Os lamentos e condolências pertencem ao domínio da hipocrisia 'diplomática'. A efectiva resolução dos problemas que afecta a vida da população da Guiné-Bissau: NÃO!
O Presidente da Guiné Bissau, «Nino» Vieira, morreu esta madrugada na sequência de um ataque contra a sua residência, informou fonte da Presidência guineense, citada pela Lusa.
A mesma fonte referiu ter visto o corpo de «Nino» Vieira, que se encontra na sua residência, junto de familiares.
A casa do chefe de Estado guineense foi atacada na madrugada desta segunda-feira por militares das Forças Armadas, poucas horas após o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, ter morrido num atentado à bomba.
Junto à casa do chefe de Estado podem ver-se grandes movimentações com militares a retirarem os bens do Presidente da sua residência oficial.
Entretanto, o ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Artur Silva, confirmou a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineense, general Tagmé Na Waie.
O CEMGFA guineense morreu hoje vítima de um atentado à bomba contra as instalações do quartel-general do Estado-Maior, em Bissau.
O edifício do quartel-general ficou parcialmente destruído dada a potência da explosão, que ocorreu cerca das 19:00 locais (mesma hora em Lisboa).
O corpo do general Tagmé Na Waié foi recuperado dos escombros e transportado para as instalações da Força Aérea, em Bissalanca, perto do aeroporto internacional Osvaldo Vieira.
O ministro da Defesa não adiantou outras informações sobre a morte do general, remetendo mais esclarecimentos para segunda-feira depois da reunião de emergência convocada pelo governo para as 09:00 locais.
O Governo português está a acompanhar «de perto» a situação provocada pelo atentado à bomba que provocou a morte do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, disse fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
In Portugal Diário
As televisões e estações de rádio portuguesas estão a dar grande cobertura a estas trágicas notícias vindas de Bissau. Recorde-se que Nino Vieira esteve refugiado em Portugal durante 6 anos, após um golpe de Estado que pretendeu derruba-lo, tendo na altura sido protegido pela embaixada portuguesa naquele país que o evacuou para Portugal. Nino Vieira havia regressado à Guiné-Bissau para concorrer às últimas eleições presidenciais, que ganhou. Há escassos meses, a sua residência foi atacada - no intuito de o assassinarem - mas Nino e a sua família conseguiram sobreviver ao assalto. Além de Luís Amado, ministro dos negócios estrangeiros português, também o Presidente Cavaco Silva condenou eses acontecimentos e apelou ao restabelecimento da ordem constiucional naquele país da CPLP.