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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Federico García Lorca...foi Poeta e Dramaturgo Espanhol...

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.
Biografia
Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madri, onde ficou amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali e publicou seus primeiros poemas.
Grande parte dos seus primeiros trabalhos se baseiam em temas relativos à Andaluzia (Impressões e Paisagens, 1918), à música e ao folclore regionais (Poemas do Canto Fundo, 1921-1922) e aos ciganos (Romancero Gitano, 1928)
Concluído o curso, foi para os Estados Unidos da América e para Cuba, período de seus poemas surrealistas, manifestando seu desprezo pelo modus vivendi estadunidense.
Expressou seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas chocantes imagens de Poeta em Nova Iorque, publicado em 1940.Voltando à Espanha, criou um grupo de teatro chamado La Barraca.
Não ocultava suas idéias socialistas e, com fortes tendências homossexuais, foi certamente um dos alvos mais visados pelo conservadorismo espanhol que, sob forte influência católica, ensaiava a tomada do poder, dando início a uma das mais sangrentas guerras fratricidas do século XX.Intimidado, Lorca retornou para Granada, na Andaluzia, na esperança de encontrar um refúgio.
Ali, porém, teve sua prisão determinada por um deputado católico, sob o argumento (que tornou-se célebre) de que ele seria "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver".
Assim, num dia de agosto de 1936, sem julgamento, o grande poeta foi executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade .
A caneta se calava, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial
Assim como muitos artistas - e a obra Guernica, de Pablo Picasso -, durante o longo regime ditatorial do Generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.
Com o fim do regime, e a volta do país à democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de CervantesLorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX. Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista.
Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia.
As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) asseguraram sua posição como grande dramaturgo.
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O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA
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Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
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O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
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Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
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Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Juan Ramón Jiménez...foi um Poeta Modernista Espanhol e Prémio Nobel de Literatura...

Juan Ramón Jiménez Mantecón (Moguer, 23 de dezembro de 1881 — San Juan, 29 de maio de 1958) foi um poeta espanhol.
Biografia
Em 1983 Juan Ramón foi como aluno interno para o colégio de jesuítas do porto de Santa Maria (C´dis), onde fez os estudos secundários até 1896. Aí escreveu os primeiros versos.
No Outono de 1896 foi para Sevilha estudar Direito, por vontade paterna, e pintura, por gosto próprio. Começou a ler os poetas espanhóis mais famosos da época: Gustavo Adolfo Bécquer, Rosalía de Castro, Curros Enríquez, e românticos franceses e alemães.
De regresso a Moguer, em 1899, correspondeu-se com Salvador Rueda - poeta introdutor do modernismo em Espanha - e Francisco Villaespesa, que abriu a Jun Ramón as portas da vida literária da capital, onde o modernismo começava a triunfar.
Deslocou-se para a Madrid em Abril de 1900, ocorrendo pouco tempo depois a morte repentina do seu pai, que lhe causou um traumatismo para toda a vida: o pavor da morte súbita e o consequente desejo de ter sempre próximo de si um médico.
No princípio de 1905 voltou para Moguer, dominado por implacável neurose, em busca de repouso e ternura familiar.Em 1913 conheceu Zenobia Camprubí Aymar, mulher graciosa, culta, de espírito sensível e apaixonada pelo poeta e pela sua obra, com quem casou em 1916.
O amor e o casamento tornam-se então motivos para um dos melhores livros de Juan Ramón, Diario de un poeta recién casado.
Depois de sucessivas viagens e hospitalizações por motivo das frequentes depressões nervosas do poeta, Juan Ramón e Zenobia mudam-se para Porto Rico.
O poeta ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1956, morreu a 29 de Maio de 1958.
Escrever sobre Juan Ramón Jímenez obriga a falar de modernismo: a sua poesia foi, no começo, influenciada pelo movimento e fez depois evoluir o modernismo espanhol.
Assim iniciada, a poesia de Juan Ramón começou por obedecer às leis deste amplo movimento: um esteticismo de raiz romântica, predominantemente sentimental, em que o eu é quase sempre o centro do poema, com os seus lamentos, uma visão idílica da natureza, uma sensualidade difusa, paisagens que são reflexo do seu espírito inquieto e por vezes mórbido, da consciência que lhe revela a transitoriedade humana, o abismo da beleza inatingível indiferente a essa transitoriedade.
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Poema
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Eu não voltarei. E a noite
morna, serena, calada,
adormecerá tudo, sob
sua lua solitária.
Meu corpo estará ausente,
e pela janela alta
entrará a brisa fresca
a perguntar por minha alma.
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Ignoro se alguém me aguarda
de ausência tão prolongada,
ou beija a minha lembrança
entre carícias e lágrimas.
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Mas haverá estrelas, flores
e suspiros e esperanças,
e amor nas alamedas,
sob a sombra das ramagens.
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E tocará esse piano
como nesta noite plácida,
não havendo quem o escute,
a pensar, nesta varanda.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Camilo José Cela...Foi Escritor Espanhol e Prémio Nobel de Literatura...

Camilo José Cela Trulock (Padrón, 11 de Maio de 1916 — Madrid, 17 de Janeiro de 2002) foi um escritor espanhol e membro da Real Academia Espanhola desde 1957 até a sua morte. Ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1989.
Biografia
Começou o curso de Medicina na Universidade Complutense e assistiu a algumas aulas de Filosofia e Letras na Universidade de Madrid.
Lutou na Guerra Civil, integrado no exército nacionalista de Franco, até que foi ferido por uma granada errante, tendo aí terminado a sua vida militar.
Uma vez finda a guerra, dedicou-se ao jornalismo e ocupou vários empregos de carácter essencialmente burocrático, entre os quais o de censurador, que mais tarde o faria ser bastante criticado.Em 1944 casou com Rosario Conde Picavea, com quem teve um filho, Camilo José Cela Conde, nascido em 1946.
No meio de um panorama caracterizado pela abundância de romances de escassa capacidade renovadora, em 1942 se produz um acontecimento de singular importância literária: a publicação de A família de Pascual Duarte (uma dura história ambientada num pequeno povoado: reflecte o mundo popular e campesino e a seres primitivos, de instintos primários e grandes paixões, onde destacam o ódio e a violência). Escrita com uma prosa brutal e crua, foi todo um acontecimento e deu lugar mesmo a uma corrente, conhecida como «Tremendismo».
Em 1943, Pavilhão de repouso, sucessão de monólogos dos tuberculosos de um sanatório, aprofunda a linha existencialista, que em A família de Pascoal Duarte se tinha manifestado na caracterização da vida como algo absurdo.
Em 1948, Viagem a Alcarria descrevia, ainda que sem excessiva crueza, um mundo rural atrasado e marginalizado, semelhante ao de A família de Pascual Duarte.
A colméia, a obra mais importante de Cela, inaugura o realismo social dos anos cinquenta. Seria editado em 1951 em Buenos Aires, já que a censura tinha proibido sua publicação na Espanha por causa de suas passagens eróticas.
Sempre inquieto e desejoso de procurar novos caminhos narrativos, sua seguinte novela, Mrs. Caldwell fala com seu filho (1953), afasta-se do realismo para mergulhar na mente de uma louca que dialoga com seu filho morto.
Depois de um longo parêntese, em 1969 publica São Camilo 1936, novela experimental que, mediante um único monólogo interior, oferece uma descrição surrealista do primeiro dia da guerra civil num bordel de Madri.
Entre suas últimas novelas destacam Mazurca para dois mortos (1983), ambientada na Galiza, e Cristo contra Arizona (1994), que continua sua linha experimentalista.
Sua última obra publicada é Madeira de lei, e tem como argumento a vida dos pescadores da Costa da Morte.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Militares espanhóis da UMD em Lisboa

Estes nossos camaradas espanhóis comemoraram o 35º aniversário do 25 de Abril connosco


sábado, 25 de abril de 2009

Comemorar Abril com camaradas espanhóis

Os militares da organização clandestina anti-franquista Unión Militar Democrática (UMD), que foi criada no Verão de 1974, estão em Portugal para assinalar o 25 de Abril. O tenente-coronel José Ignacio Dominguez Martin-Sanchez foi um dos militares da UMD e à Agência Lusa referiu que a visita «pretende simbolizar a união que sempre existiu entre o MFA (Movimento das Forças Armadas) e a Unión Militar Democrática».
Para o militar espanhol, este regresso assinala a importância do 25 de Abril para Portugal, mas também para todo o mundo, sobretudo para Espanha. «O 25 de Abril teve uma importância transcendental para Espanha, não só para as Forças Armadas, mas também no movimento político em geral», afirmou o tenente-coronel. Ignacio Dominguez Martin-Sanchez acrescenta ainda que o 25 de Abril facilitou a mudança política em Espanha e afirma que «se não tivesse existido o 25 de Abril, provavelmente não existiria a UMD. Deu impulso à oposição contra o regime de Franco», realça.
Nesta visita a Portugal, vão estar ainda o coronel Luis Otero Fernandez, o coronel José Fortes Bouzan e o tenente-coronel Capitão Fernando Reilein, membros da UMD presos em Julho de 1975. Os militares vão estar sexta-feira e sábado em Portugal para visitar alguns dos locais mais emblemáticos da «Revolução dos Cravos».
In Portugal Diário

Histórias ainda por contar

Durante o jantar comemorativo do 35º aniversário do 25 de Abril, realizado ontem no antigo Quartel da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, a convite da respectiva Câmara Municipal, tive o prazer e emoção de reencontrar José Ignacio Dominguez que, em breves palavras, vos apresentarei pessoalmente.
No período em que me refugiei em Argel, entre 30 de Janeiro e Junho de 1976, e antes de obter em França o estatuto de refugiado político, conheci e convivi com o então Capitão Piloto-Aviador da Força Aérea Espanhola, José Ignacio Dominguez - que ali se encontrava na mesma situação - e era, à data, o porta-voz da União Militar Democrática [Espanhola].
Recordo com emoção que, para iludir o tempo feito de espera, jogávamos intermináveis partidas de xadrês ocupando a mente no campo de batalha comum em que cada um de nós, à sua maneira, procurava contribuir para a Liberdade e a instauração da Democracia na Península Ibérica, último e anacrónico baluarte das ditaduras fascistas na Europa que haviam sobrevivido à Segunda Guerra Mundial.



José Ignacio Dominguez e Álvaro Fernandes



Certificado de Refugiado político de Álvaro Fernandes
obtido em França após abandonar a clandestinidade em Argel


A 25 de Abril de 1974, os então capitães Nuno Santa Clara Gomes e Álvaro Fernandes, integrados num Centro de Apoio e Ligação (CAL 1) ao Posto de Comando do MFA, acabaram por ser chamados para a Pontinha e serviram de oficiais de ligação do Posto de Comando com as tropas que desenvolveram operações na região da grande Lisboa.
O CAL 1 funcionou - com indispensável ligação rádio ao Posto de Comando através de um emissor-receptor Racal TR 28 - em Campo de Ourique, na casa do Major Domingues Arruda (já falecido), e era constituído também pelos seguintes capitães: Nuno Pinto Soares, António Rosado da Luz, José Rosário Simões e Pedrosa Afonso.
O reencontro de ontem foi tanto mais emocionante quanto o Nuno Santa Clara Gomes era um dos oficiais destacados pela Associação 25 de Abril para acompanhar os nossos camaradas espanhóis.
Resta, para já, acrescentar que os Oficiais da antiga Union Militar Democrática criaram em Espanha uma associação que ontem assinou um protocolo de cooperação com a A25A.



Coronel Nuno Santa Clara Gomes, Tenente-Coronel Álvaro Fernandes e Tenente-Coronel (na Reforma) e Comandante da Ibéria, José Ignacio Dominguez

Texto de Álvaro Fernandes e fotos de Maria José S. C. Fernandes

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Miguel de Cervantes...Escritor Espanhol...autor da obra Don Quixote de la Mancha...

Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 29 de Setembro de 1547 — Madrid, 23 de Abril de 1616), romancista, dramaturgo e poeta espanhol.
Autor da mais importante obra em castelhano, Don Quixote de La Mancha.
Filho de um cirurgião cujo nome era Rodrigo e de Leonor de Cortinas, supõe-se que Miguel de Cervantes nasceu em
Alcalá de Henares.
O dia exato do seu nascimento é desconhecido, ainda que é provável que tenha nascido a 29 de Setembro, data em que se celebra a festa do arcanjo San Miguel, pela tradição de receber o nome do santoral. Miguel de Cervantes foi batizado em Alcalá de Henares (Espanha) a 9 de Outubro de 1547 na paróquia de Santa María la Mayor.
Em 1569 foge para Itália depois de um confuso incidente (feriu em duelo Antonio Sigura), tendo publicado já quatro poesias de valor. Sua participação na batalha de Lepanto, no ano 1571, deixa-lhe inutilizada a mão esquerda que lhe vale o apelido de o manco de Lepanto.
Em 1575, durante seu regresso de Nápoles a Espanha é apresado por corsários de Argel, então parte do Império Otomano. Permanece em Argel até 1580, ano em que é liberado depois de pagar seu resgate.
De volta a Espanha se casa com Catalina de Salazar em
1584, vivendo algum tempo em Esquivias, povoado de La Mancha de onde era sua esposa, e se dedica ao teatro. Publica em 1585 A Galatea o seu primeiro livro de ficção, no novo estilo elegante da novela pastoral.
Com a ajuda de um pequeno círculo de amigos, que incluía Luíz Gálvez de Montalvo, o livro deu a conhecer Cervantes a um público sofisticado.
A partir de
1587 viaja pela Andaluzia como comissário de provisões da Invencível Armada, estabelecendo-se em Sevilha. Posteriormente trabalha como cobrador de impostos. Encarcerado em 1597 depois da quebra do banco onde depositava a arrecadação, "engendra" Dom Quixote de La Mancha, segundo o prólogo a esta obra, sem que se saiba se este termo quer dizer que começou a escrevê-lo na prisão, ou simplesmente que se lhe ocorreu a idéia ou o plano geral ali.
Finalmente, em 1605 publica a primeira parte de sua principal obra: O engenhoso fidalgo dom Quixote de La Mancha. A segunda parte não aparece até 1615: O engenhoso cavaleiro dom Quixote de La Mancha. Num ano antes aparece publicada uma falsa continuação de Alonso Fernández de Avellaneda.
Entre as duas partes de Dom Quixote, aparecem as Novelas exemplares (
1613), um conjunto de doze narrações breves, bem como Viagem de Parnaso (1614). Em 1615 publica Oito comédias e oito entremezes novos nunca antes representados, mas seu drama mais popular hoje, A Numancia, além de O trato de Argel , ficou inédito até o tardio século XVIII.
Miguel de Cervantes morreu em 1616, parecendo ter alcançado uma serenidade final de espírito.
Um ano depois de sua morte aparece a novela Os trabalhos de Persiles e Sigismunda.
A única peça teatral trágica a sobreviver de Cervantes é O cerco de Numancia, na qual é encenada a resistência desesperada da população desta cidade íbera contra as forças romanas que querem conquistá-la.
Já o volume Oito comédias e oito entremezes nunca antes representados traz um excelente exemplo do humor cervantino, com seu pleno domínio das convenções da época; curioso notar as diferenças de tratamento existentes entre a novela exemplar O ciumento de Extremadura e o entremez O velho ciumento, que apresentam basicamente a mesma história - a do marido que, para evitar ser traído, tranca a mulher em casa e proíbe-lhe qualquer contato com o mundo externo: Cervantes sacrifica, na peça, boa parte da sutileza da novela para produzir um efeito cômico mais imediato.

sábado, 18 de abril de 2009

Juntos contra a construção de Refinaria na Estremadura Espanhola (Balboa)


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To: Presidente do Parlamento Europeu, ao Presidente da Assembleia da República Portuguesa e ao Presidente do Parlamento Espanhol

Presidente do Parlamento Europeu, ao Presidente da Assembleia da República Portuguesa e ao Presidente do Parlamento Espanhol

Em finais de 2004 foi anunciado pelo Presidente da Junta de Extremadura (Espanha) a intenção de construir uma refinaria de petróleo nos municípios estremenhos de Villafranca de los Barros, Los Santos de Maimona e Fuente del Maestre, situados entre as comarcas de Tierra de Barros e Zafra-Río Bodión. Este projecto leva-nos a um desenvolvimento retrógrado e contaminante, que afectará profundamente todo o sudoeste da Península Ibérica, incluindo a Extremadura, Andaluzia, Alentejo e Algarve, danificando a qualidade ambiental e obstruindo o desenvolvimento sustentável destas regiões.

Levantam-se muitas questões:
Porque uma refinaria no interior do país (a 200km do mar)?
Porque não se respeitam os critérios internacionais de desenvolvimento sustentável?
Porque se pretende apostar num recurso não renovável?
Porque não apostar em energias que cumpram as metas do protocolo de Quioto?

Somos contra a construção desta refinaria porque:
Diminuirá a qualidade do ar devido à emissão de gases de efeito de estufa causadores das alterações climáticas;
Vai contra uma política energética europeia de maior aposta nas energias renováveis e na eficiência energética em detrimento do uso de combustíveis fósseis;
As emissões atmosféricas associadas a outros poluentes serão muito relevantes, com efeitos na saúde pública e nos ecossistemas, contribuindo para problemas como a acidificação, a produção de ozono troposférico e ainda a emissão de partículas;
Tendo localização prevista na bacia hidrográfica do Guadiana, afectará a qualidade da água, com reflexos negativos nos aquíferos e no solo;
O derrame acidental e não controlado de hidrocarbonetos, com origem na refinaria ou no troço do oleoduto na bacia do Guadiana, poderá originar graves consequências no fornecimento de água à população;
Serão inevitáveis os impactes sobre a importante actividade agrícola na zona, a paisagem e os ecossistemas circundantes, para além dos valores de património histórico e cultural como a “Via de la Plata”, caminho de Santiago;
A viabilidade económica das explorações agrícolas do Alentejo e da Extremadura que apostam na qualidade dos produtos e na certificação biológica poderá ficar comprometida;
Afectação de espécies e habitats protegidos nomeadamente da rede natura 2000, zonas de protecção especial e comunitária que visam proteger espécies e habitats.

Por tudo isto, solicitamos que não se autorize a construção da Refinaria Balboa na Extremadura Espanhola.

Os abaixo assinados.
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Grupos Parlamentarios Europeos, Portugueses e Españoles

A finales del 2004 fue anunciado por el Presidente da Junta de Extremadura (España) la intención de construir uma refinería de petróleo en los municípios extremeños de Villafranca de los Barros, Los Santos de Maimona y la Fuente del Maestre, situados entre las comarcas de Tierra de Barros y Zafra-Río Bodión. Este proyecto nos trae un desarrollo retrógrado y contaminante, que afectará en profundidad a todo el sudoeste de la Península Ibérica, incluyendo Extremadura, Andalucía, el Alentejo, y el Algarve, dañando la calidad ambiental y obstruyendo la sostenibilidad de estas regiones.
Se nos presentan muchas cuestiones:
¿Por qué uma refinería en el interior de la península (a 200 km del mar)?
¿Por qué no se respetan los criterios internacionales de sostenibilidad?
¿Por qué se pretende apostar por un recurso no renovable?
¿Por qué no invertir en energías que cumplan los objetivos del protocolo de Kioto?

Estamos contra la construcción de esta refinería porque:
Disminuirá la calidad del aire debido a las emisiones de gases de efecto invernadero, causantes de las alteraciones climáticas;
Va en contra de la política energética europea, que apuesta por las energías renovables y la eficiencia energética en detrimento del uso de combusibles fósiles;
Las emisiones atmosféricas asociadas con otros contaminantes tendrán efectos muy importantes en la salud pública y en los ecosistemas, contribuyendo a la acidificación del medio, a la producción de ozono troposférico y además a la emisión de partículas;
Su localización prevista, en la cuenca hidrográfica del Guadiana, afectará a la calidad de sus aguas, con reflejos negativos en los acuíferos y en el suelo;
El derrame accidental y no controlado de hidrocarburos, ya sea en la refinería o en el oleoduto, podrá originar graves consecuencias en el abastecimento de agua a la población;
Serán inevitables los impactos sobre la importante actividad agrícola de la zona, sobre el paisaje y los ecosistemas circundantes, además de afectar los valores del patrimonio histórico y cultural de la Vía de la Plata – Camino de Santiago;
La viabilidad económica de las explotaciones agrícolas del Alentejo y de Extremadura que apuestan por la calidad de los productos y por la certificación biológica podrá quedar comprometida;
Se verán afectadas especies y hábitats protegidos por la legislación comunitaria, como varias Zonas de Protección Especial y Lugares de Importancia Comunitaria, todos ellos parte de la Red Natura 2000.

Por todo ello solicito que no se autorice la construcción de la Refineria Balboa en Extremadura.

Os abajo firmantes
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Miguel Sacadura Cabral Portas 5030691 miguel.portas-assistant@europarl.europa.eu

Alda Maria G Pereira Macedo 2989620 alda.macedo@be.parlamento.pt

Marisa Isabel dos Santos Matias 10771054 marisa@ces.uc.pt

Luís Manuel Domingos Pedras 7209385 lewistones@hotmail.com

José Maria Salgueiro Moura 5522591 josemariamoura@gmail.com

Paulo José Rosa Cardoso 7062051 paulojrcardoso@net.sapo.pt

Sincerely,

The Undersigned

View Current Signatures

domingo, 12 de abril de 2009

Ontem: Morreu a escritora espanhola Corín Tellado...

A escritora Corín Tellado, a autora mais lida em espanhol depois de Miguel de Cervantes, morreu ontem aos 82 anos em Gijón, informaram fontes de centro de saúde onde estava internada.
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De seu verdadeiro nome Maria del Socorro Tellado Lopez, Corín Tellado publicou mais de 4.000 novelas românticas ao longo da carreira de quase 56 anos, das quais vendeu 400 milhões de exemplares, o que lhe valeu estar inscrita no livro Guinesss desde 1994.
A popular escritora nasceu na localidade de Viavélez, nas Astúrias, a 25 de Abril de 1926, e terá morrido provavelmente de ataque cerebral ou cardíaco quando estava a levantar-se, segundo as primeiras indicações.
Uma das filhas disse que nos últimos meses a mãe se encontrava "bastante esgotada", pelo que tinha sido submetia quinta-feira a um exame neurológico.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), era a escritora mais lida em espanhol depois do celebrado autor de "Dom Quixote", Miguel de Cervantes.
Muitos dos seus títulos foram publicados em Portugal, nomeadamente pela Agência Portuguesa de Revistas, extinta em 1987, que os tornou conhecidos tanto em pequeno formato como no de fotonovela.
Os seus relatos, de forte carga sentimental com sugestões de erotismo, são considerados precursores das actuais telenovelas.
Embora fosse muito popular entre as leitoras, a sua "literatura cor de rosa" era criticada como género literário menor.
A essas críticas, respondia francamente que escrevia "para entreter o leitor" e que não tinha de se envergonhar por isso.
Entre as suas novelas mais representativas figuram títulos como "O teu passado condena-me", "Consola-te comigo", "O Ídolo", "Não me culpes a mim", "Esqueceste-me no outro dia", "Bendito engano", "Não esquecerei a tua traição", "Confundi a tua cobardia", "Não te enganes a ti mesma" ou "Meu querido fanfarrão".
Apesar do seu delicado estado de saúde, que desde 1995 a obrigava a submeter-se a três sessões de diálise por semana, Corín Tellado continuou a publicar até ao final da vida, embora já não escrevesse e tivesse passado a ditar.
A prolífica autora terminou na quarta-feira passada o seu último título, por encomenda da revista "Variedades", com que colaborava há muitos anos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Semana Santa em Espanha...

Semana Santa é uma das celebrações mais profundas e arraigadas que acontecem na Espanha, com séculos de história e tradição, na que se relembra a paixão e morte de Jesus Cristo.
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Com a entrada da primavera, chega a Semana Santa, uma das festividades mais autênticas, emotivas e com mais séculos de história que se celebram em Espanha.
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A grande maioria das ruas das cidades e das vilas se convertem em cenários de fervor e devoção religiosa, onde se misturam a dor e o recolhimento ao recordar a morte de Cristo, com a música, a arte, o colorido e a magia das procissões, desfiles solenes nos quais numerosas pessoas acompanham as imagens religiosas.
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Também e á semelhança do natal, é uma festa de família. Emigrantes vêem de todas as partes do mundo, para viver a Semana Santa com os seus e a sua Hermandade.
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Esta festividade, enraizada no imaginário popular desde muitos séculos, está vinculada a arte. O demonstram, por exemplo, as numerosas imagens religiosas, ícones entalhados com realismo e maestria por escultores como Juan de Juni, Pedro Berruguete ou Gil de Siloé. Estas obras excepcionais da arte religiosa espanhola, muitas delas com mais de cinco séculos de antiguidade, saem às ruas para serem contempladas por milhares de pessoas, que as admiram com devoção e respeito.
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Sinta o silêncio e a austeridade da Semana Santa castelhana leonesa, nas procissões de León, Zamora, Salamanca e Valladolid, cheias de sobriedade e somente quebradas pelo som das trombetas e tambores quando da passagem das figuras religiosas. Experimente momentos tão intensos como os de Cartagena, com milhares de pessoas cantando ao final de cada cortejo em honra à Virgem.
Vibre com os clarins que acompanham os passos da procissão pelas ruas de Cuenca; desfrute do colorido e da alegria das milhares de folhas de palmeiras que se agitam no desfile de Elche; ou participe das multitudinárias procissões andaluzas, muito especialmente as que se celebram em Malaga e, sobre tudo, em Sevilha, uma cidade que vive de uma forma muito especial esses dias de fervor religioso.
Legionários transportando o Cristo da Boa Morte
A Legião Espanhola também participa na Semana Santa, em especial em Málaga, onde são eles que "tratam", "acomodam" e acompanham também na procissão o Santíssimo Cristo da Boa Morte...
Desfilando cantando, com o seu passo caracteristico, de porte bem marcial, são vitoriados e acarinhados pelo povo.


segunda-feira, 2 de março de 2009

De Espanha...Bons Ventos...

Em Espanha, a crise chegou também ao empreendedor sector da corrupção. Os jornais dão todos os dias notícias da detenção de políticos e empresários e até essa honorável instituição que é a banca perdeu a confiança dos corruptos.
Fundos e "offshores" começam a sentir dificuldade em lavar mais branco e resta aos autarcas espanhóis e promotores de urbanizações em reservas agrícolas e zonas protegidas o único lugar onde as tecnologias policiais não alcançam: o tradicional colchão.
Mas uma notícia do "El Mundo" de ontem não é tranquilizadora. A Guardia Civil apanhou 160 000 euros no colchão do presidente da Câmara de Alcaucín, em Málaga, e levou-o preso com mais 12 autarcas e empreiteiros.
A falta de sofisticação dos espanhóis é surpreendente.
Almofadas e colchões penais como a não criminalização do enriquecimento ilícito e a tímida criminalização de tudo o que é crime de colarinho branco, e processuais penais como as proibições de prova, são a melhor garantia do sono tranquilo do dinheiro sujo.
Em Portugal nenhum corrupto ficará, como o pobre "alcalde" de Alcaucín, sem as "economias de uma vida".
Manuel António Pina
in JN
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Quando começaremos a seguir o bom exemplo dos "nuestros hermanos"???...
Tudo o que é corrupto...DENTRO...sejam "boa gente" ou políticos...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Plácido Domingo...Cantor Lírico Espanhol...

José Plácido Domingo Embil (Madrid, 21 de janeiro de 1941) é um tenor e maestro espanhol.
Bastante famoso por ter integrado juntamente com
Luciano Pavarotti e José Carreras o grupo dos Três Tenores, já atuou também como diretor geral da Ópera Nacional de Washington e na Ópera de Los Angeles.
Índice
1 Vida e carreira
2 De baritone a tenor dramático
-2.1 Outras conquistas
-2.2 Filmes
3 Prêmios e distinções honrosas
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Plácido Domingo canta " Granada "

sábado, 17 de janeiro de 2009

Camilo José Cela...Foi um Escritor Espanhol e Prémio Nobel de Literatura...

Camilo José Cela Trulock (Padrón, 11 de Maio de 1916 — Madrid, 17 de Janeiro de 2002) foi um influente escritor espanhol e membro da Real Academia Espanhola desde 1957 até a sua morte. Ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1989.
Índice
1 Biografia
2 Obra
-2.1 Narrativa
-2.2 Poesia
3 Ligações externas
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Catorce Versos en El Cumpleaños de Una Mujer
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Cuando mi corazón empezó a nadar en el caudaloso río de la alegría de
las más limpias herraduras de agua
Y descubrí que en el alma de la mujer subyacen cinco estaciones de grácilsilueta
Oí silbar al ruiseñor del camposanto de la aldea y ahuyenté de mi piel los malos
pensamientos
Aparté de mí los torvos presagios de la debilidad la enfermedad el hambre
la guerra la miseria y los vacíos de la conciencia.
Empecé a oler tímidamente el gimnástico aire de la belleza que duerme contigo
Y volé tan alto que perdí de vista el aire de los invernaderos el agua quieta
de las acequias y el fuego purificador también la arcillosa y
pedregosa tierra que piso y en la que seré olvidado por tu mano
Te amo lleno de esperanza
Tu vida es aún muy breve para acariciar la esperanza
Y hoy cumples años quizá excesivos
Hoy cumples mil años
Quisiera bailar en un local cerrado con la muerte coronada de esmeraldas
y rubíes yo coronado de musgo y alfileres
Para proclamar en el reino de las más solitarias ballenas
Mi dulce sueño con estas sobrecogidas palabras
Pregono en voz alta el espanto que me produce la felicidad.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Combustiveis em Portugal e Espanha...

O presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis, Augusto Cymbron, critica o ritmo da descida dos preços pelas petrolíferas mas alerta para a diferença fiscal entre os dois países: no ISP, seis cêntimos no gasóleo e 20 cêntimos na gasolina; no IVA, quatro pontos percentuais. "O Governo tem de harmonizar os impostos com Espanha", afirma.
Em Espanha, há bombas de combustível que já vendem gasolina e gasóleo abaixo de um euro e as que ainda não o fazem estão a aproximar-se desse patamar.
in JN

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lorca foi assassinado pelo fascismo


Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Frederico Garcia Lorca

Federico García Lorca (Fuente Vaqueros, 5 de junho de 1898 — Granada, 19 de agosto de 1936) foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da Guerra Civil Espanhola.

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