
«Sócrates é um rapaz da província
que subiu à custa da esperteza»
Maria Filomena Mónica em entrevista ao jornal «i»
Ó tia, e a menina como foi?...
Esta poalha colada à pele, já asfixia

Freeport: polícia britânica estará condicionada
Britânicos acreditam que este caso tornou mais difícil o combate à corrupção na Europa
O envolvimento do primeiro-ministro português no caso Freeport está a paralisar a acção da polícia britânica, segundo o Times Online.
Os britânicos acreditam mesmo que este caso decapitou o Eurojust e tornou mais difícil o combate à corrupção na Europa.
Exemplo disso é a falta de colaboração das autoridades britânicas, já que a TVI sabe que estas se têm negado, repetidamente e alegando várias desculpas, a fornecer às autoridades portugueses informações sobre fluxos financeiros do Freeport para offshores.
Recorde-se que o Serious Fraud Office, responsável pela investigação em Inglaterra, não é hierarquicamente independente, antes responde ao governo de Gordon Brown, o «colega» de José Sócrates na Internacional Socialista.
In Portugal Diário
José Sócrates está a passar um Verão escaldante, frito em lume brando…


«Com duas ou três semanas assim Sócrates arrisca-se a perder»
Marcelo Rebelo de Sousa fala de uma semana terrível para o primeiro-ministro
Marcelo Rebelo de Sousa considera que a última semana foi «terrível» para José Sócrates. No seu espaço habitual de comentário da RTP, considerou que o primeiro-ministro pode mesmo vir a perder as eleições de 27 de Setembro.
«Esta semana foi horrível. Se houver duas ou três destas semanas, ele corre mesmo o risco de perder as eleições porque houve sempre coisas mal contadas. Esta foi a primeira mal contada. Primeiro, o número de arguidos no caso Freeport tem subido aceleradamente e cercando politicamente o primeiro-ministro. Pessoalmente não, mas o facto é que presidente e vice-presidente do instituto, que dependiam dele, foram constituídos arguidos. Para além disso, o Ministro da Agricultura disse uma coisa e dez minutos depois o primeiro-ministro disse outra», frisou, a propósito de José Manuel Marques, director da Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Rebelo de Sousa falou, ainda, do caso do negócio da PT para a compra da TVI e a intervenção de Cavaco Silva: «Não se calou nos investimentos públicos e do endividamento, não se calou no caso da TVI e, portanto, em vários casos não se tem calado e objectivamente acontece que a sua posição é desfavorável a Sócrates e portanto favorável a Ferreira Leite, o que entala o Governo, porque o Presidente tem muita influência. Em guerras com o Governo quem ganha sempre é o Presidente».
In Portugal Diário
por António Barreto
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder.
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas ?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral, "ofereceu-se, vendeu-se" e reformou-se !
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível.
Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.
Recebido por email
Percebe-se que Sócrates entrou em desnorte.
Um manto de silêncio caiu sobre os resultados das europeias.
Segundo o correspondente da Rádio Pinguim, o clima político na Sócralândia está cada vez mais instável. Diz ele que, hoje, a direita – excluindo o PS pinocrático que também pertence a essa ala política – apresentou uma moção de censura ao governo. Chumbada pela tal maioria que ninguém sabe aonde e a quem pertence. A esquerda, como não quer meter-se em caldeiradas, absteve-se.
Rádio Pinguim chamou a atenção para um facto indesmentível e notório, da última vez em que os eleitores da Sócralândia foram chamados às urnas: o Pinócrates levou um cabaz cheio de negas. Já ninguém acredita nele nem nos capatazes da Justiça, Educação, Finanças, Agricultura, Segurança Interna, Defesa, Obras Públicas, Segurança Social, Economia, etc.
O mais interessante e sintomático é que as negas foram distribuídas equitativamente pela esquerda, o centro e a direita. E resta-nos tirar uma conclusão: se ganharam o centro, a direita e esquerda, e só perdeu o PS do Pinócrates, em que área política se situa a criatura?
Tanto quanto e se vai tornando claro, à medida que abre a boca, na zona de onde nunca saiu: o seu umbigo. E continuando a fazer as habilidades circenses do costume. De “animal feroz” com capatazes a confessarem que gostam de malhar, prometeu que se ia travestir em modesto, humilde e “jamé” arrogante. Mas sem perder tempo, anuncia que”vai manter o rumo”. E nisso acredito! O facto é que a criatura nunca teve algo parecido com rumo.
Governou durante quatro anos ao sabor dos ditames do capital financeiro e do grande patronato. Para isso, desacreditou a Justiça, abocanhou a Educação e o Serviço Nacional de Saúde, saudou o tal tratado de Lisboa com um “porreiro pá” e obrigou o Vital ventríloquo a apoiar a reeleição do mordomo da cimeira criminosa das Lages, na presidência da comissão europeia.
Tudo, tudo, sempre tudo, à custa de impostos escandalosos pagos por quem sustentava este país: a classe média e as pequenas e médias empresas. Daí as inevitáveis consequências: mais de dois milhões de novos pobres e a falência diária das empresas que garantiam o sustento de quem trabalha, com o inevitável aumento desenfreado do desemprego.
Mas o mais fantástico de tudo isto é que a tal criatura – segundo consta nos mentideros bem informados – prepara-se para fazer uma “remodelação” governamental…
Não há dúvidas de que, depois do passado dia 7 de Junho, o Pinócrates mudou. Cada vez que abre a boca, cresce-lhe o nariz. Podem deitar fora as caricaturas porque o original tem um nariz imbatível.
Compreendam que vá passar uns dias mais a Sul, junto dos leões marinhos e aonde não chega a Rádio Pinguim. Não sei quanto tempo por lá ficarei. Mas será o necessário e suficiente para me livrar da fronha do Pinócrates.
Entretanto, passem bem e desliguem a rádio e televisão. Talvez vos faça bem.
Adeus, e até ao meu hipotético regresso.

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queiroz