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segunda-feira, 22 de junho de 2009

A imagem das injustiças!...

Com sentido mediático o CDS produziu e realizou mais uma das suas operações de marketing, travestida agora em moção de censura ao Governo.
Pouco interessava a Portas que várias "moções" tivessem já sido apresentadas, desde as dos professores aos enfermeiros, das dos trabalhadores da Qimonda às dos profissionais das forças de segurança - para só falar nas mais recentes, onde nem sequer me lembro de o ter visto em gesto de solidariedade. Menos lhe interessarão por certo as próximas "moções " que o mesmo rumo político já anunciado por José Sócrates levará seguramente às ruas deste país…
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Não interessava a Portas que a sua moção apontasse as injustiças que permitem cargas fiscais impossíveis sobre quem trabalha enquanto se perdoa a quem continua a fugir ou a pagar bem menos do que pode; ou que passasse de raspão sobre os excluídos, a pobreza, as reformas e salários de miséria, silenciasse os abusos do lay-off e a imensa precarização existente em Portugal na sequência de um Código Laboral inventado pelo seu amigo Bagão Félix e agora refinado pelo PS.
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Para além de ter conseguido levar o PSD a reboque, Portas não queria lá muito que o Governo caísse com a sua moção de censura. Creio até que se tal pudesse suceder, se apressaria a meter rapidamente a moção na gaveta. Na verdade, todos, Portas incluído, aguardam a censura que o país poderá voltar a dar ao PS em Setembro.
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Entre o ruído da moção de censura sobressaiu a nova postura de Sócrates. Começámos a semana com o Governo a mudar o porta-voz (caindo Vitalino Canas, o patrono das empresas de trabalho temporário); soubemos, depois, que o PS contratara um novo profissional de Comunicação Social, isto é, que Sócrates mudara de treinador…
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Mas será que o PS julga que os portugueses são estúpidos? O novo estilo Sócrates é verdadeiramente assustador e mostra o desnorte nas hostes do PS. É que não há imagem nem propaganda que possam esconder as injustiças e as políticas de desastre…
Honório Novo
in JN

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cartas da Patagónia III

Segundo o correspondente da Rádio Pinguim, o clima político na Sócralândia está cada vez mais instável. Diz ele que, hoje, a direita – excluindo o PS pinocrático que também pertence a essa ala política – apresentou uma moção de censura ao governo. Chumbada pela tal maioria que ninguém sabe aonde e a quem pertence. A esquerda, como não quer meter-se em caldeiradas, absteve-se.

Rádio Pinguim chamou a atenção para um facto indesmentível e notório, da última vez em que os eleitores da Sócralândia foram chamados às urnas: o Pinócrates levou um cabaz cheio de negas. Já ninguém acredita nele nem nos capatazes da Justiça, Educação, Finanças, Agricultura, Segurança Interna, Defesa, Obras Públicas, Segurança Social, Economia, etc.

O mais interessante e sintomático é que as negas foram distribuídas equitativamente pela esquerda, o centro e a direita. E resta-nos tirar uma conclusão: se ganharam o centro, a direita e esquerda, e só perdeu o PS do Pinócrates, em que área política se situa a criatura?

Tanto quanto e se vai tornando claro, à medida que abre a boca, na zona de onde nunca saiu: o seu umbigo. E continuando a fazer as habilidades circenses do costume. De “animal feroz” com capatazes a confessarem que gostam de malhar, prometeu que se ia travestir em modesto, humilde e “jamé” arrogante. Mas sem perder tempo, anuncia que”vai manter o rumo”. E nisso acredito! O facto é que a criatura nunca teve algo parecido com rumo.

Governou durante quatro anos ao sabor dos ditames do capital financeiro e do grande patronato. Para isso, desacreditou a Justiça, abocanhou a Educação e o Serviço Nacional de Saúde, saudou o tal tratado de Lisboa com um “porreiro pá” e obrigou o Vital ventríloquo a apoiar a reeleição do mordomo da cimeira criminosa das Lages, na presidência da comissão europeia.

Tudo, tudo, sempre tudo, à custa de impostos escandalosos pagos por quem sustentava este país: a classe média e as pequenas e médias empresas. Daí as inevitáveis consequências: mais de dois milhões de novos pobres e a falência diária das empresas que garantiam o sustento de quem trabalha, com o inevitável aumento desenfreado do desemprego.

Mas o mais fantástico de tudo isto é que a tal criatura – segundo consta nos mentideros bem informados – prepara-se para fazer uma “remodelação” governamental…

Não há dúvidas de que, depois do passado dia 7 de Junho, o Pinócrates mudou. Cada vez que abre a boca, cresce-lhe o nariz. Podem deitar fora as caricaturas porque o original tem um nariz imbatível.

Compreendam que vá passar uns dias mais a Sul, junto dos leões marinhos e aonde não chega a Rádio Pinguim. Não sei quanto tempo por lá ficarei. Mas será o necessário e suficiente para me livrar da fronha do Pinócrates.

Entretanto, passem bem e desliguem a rádio e televisão. Talvez vos faça bem.

Adeus, e até ao meu hipotético regresso.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Depois das moções, virão as monções



No mesmo dia em que se manifestaram em Lisboa mais de 200 mil trabalhadores contra o novo código do trabalho, pela terceira vez, nesta legislatura, José Sócrates sofreu no parlamento outra moção de censura.

Como reagiu? Aos costumes disse nada. Ou seja: que dali não sai, dali ninguém o tira.

Claro que a moção foi rejeitada com os votos suicidas da bancada do PS.

Agora vêm as férias de Verão – e o respectivo subsídio para quem ainda o receber – mas lá para Outubro… prevejo ruas inundadas como nunca se viu neste país. A fazer esquecer o Verão quente de 1975, e mais parecidas com uma monção do que as moções de censura a que o governo tem resistido.