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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Júlio Dinis...Foi um Escritor e Médico Português...

Joaquim Guilherme Gomes Coelho(Júlio Dinis) (Porto, 14 de Novembro de 1839 – Porto, 12 de Setembro de 1871) foi um médico e escritor português.
Biografia
Licenciou-se em
Medicina na Escola Médica do Porto, onde também foi professor, mas foi principalmente à literatura que dedicou a maior parte da sua curta vida.
Utilizou vários pseudónimos, sendo Júlio Dinis o principal e o que o tornou mais conhecido.
É por muitos considerado como um escritor de transição entre o fim do Romantismo e o princípio do Realismo. Embora tenha escrito poesia e teatro, notabilizou-se principalmente como romancista.
Sofria de
tuberculose, e devido a essa doença foi viver para zonas rurais como a Madeira e Ovar, onde tomou conhecimento da vida das gentes do campo, principal tema da sua obra, onde demonstrava uma grande preocupação pela descrição realista das aldeias e das pessoas, assim como dos seus problemas sociais.
Sobre a sua passagem pela zona rural de Ovar existe muita controvérsia, pois estudiosos (Dra. Maria José Ramos e outros) indicam que a sua estadia terá sido em
Grijó, que pertence a Vila Nova de Gaia, o que se coaduna em termos geográficos com as diversas referências implícitas nas suas várias obras, especialmente em A Morgadinha dos Canaviais e As Pupilas do Senhor Reitor. Nesta vila de Grijó encontram-se várias placas alusivas à sua vida nesta terra, nomeadamente na Quinta do Mosteiro e na Quinta da Fábrica, no lugar do Loureiro.
Morreu em 1871, com 31 anos vítima da tuberculose, tal como sua mãe e os seus dois irmãos.
Júlio teve seus primeiros textos publicados em O Grinaldo e em O Jornal do Comercio.
Obra
As Pupilas do Senhor Reitor (1867)
A Morgadinha dos Canaviais (1868)
Uma Família Inglesa (1868)
Serões da Província (1870)
Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871)
Poesias (1873)
Inéditos e Dispersos (1910)
Teatro Inédito (1946-1947)

Poema

És bela, sim, quando, corando, foges

Dum beijo perseguida

Ou quando cedes com mais pejo ainda

Mas na luta vencida

És bela, sim, quando, banhada em lágrimas

Soltas mimosas queixas

Ou quando, comovida por meus prantos

Já ameigar-te deixas

És bela, sim, à luz do sol-nascente

Regando tuas flores

Ou com os olhos no ocaso e o pensamento

No país dos amores

És bela sempre e o mesmo fogo acendes

No coração do poeta

És bela sempre, ó linda flor do prado

Ó mimosa violeta (concha)

domingo, 26 de outubro de 2008

José Cardoso Pires...Foi um Escritor Português...10º aniversário da sua morte...

José Cardoso Pires
José Cardoso Pires, (2 de Outubro de 1925 — 26 de Outubro de 1998). Escritor português. Nasceu em São João do Peso, Vila de Rei, onde viveu até ir para Lisboa) com os seus pais.
Passou grande parte da sua infância e adolescência na capital, onde frequentou o Liceu Camões e foi aluno de Rómulo de Carvalho. Mais tarde ingressou no curso de Matemáticas Superiores na Faculdade de Ciências de Lisboa, que não chegou a concluir.
A sua experiência da vida boémia, da rua e da noite, resultou num conhecimento que transpõe para alguns dos seus textos.
Foi oficial da Marinha Mercante (embora por pouco tempo), e realizou esporadicamente trabalhos como jornalista e redactor de publicidade até se dedicar definitivamente à escrita. Foi colaborador de várias publicações entre as quais a revista "Almanaque", "Diário de Lisboa", "Gazeta Musical e de Todas as Artes" e revista "Afinidades".
O seu trajecto pessoal e a sua carreira de escritor são marcados pela inquietação e pela deambulação. Não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista.
A característica mais evidente da sua não muito vasta obra (são ao todo dezoito os seus livros publicados em quase cinquenta anos de vida literária) é o facto de cada livro seu inaugurar e completar um ciclo de criação literária.
Nenhuma das suas obras se tornou uma fórmula que viesse a repetir, apesar de ser possível reconhecer linhas de evolução da sua escrita literária.
O autor de Delfim, Balada da Praia dos Cães ou Alexandra Alpha, entre outros, foi sepultado em 1998 no
Cemitério dos Prazeres em Lisboa

sábado, 13 de setembro de 2008

Aquilino Ribeiro...Foi um dos maiores escritores da Língua Portuguesa...123º Aniversário do seu nascimento...

Aquilino Ribeiro (1885-1963)
.Aquilino Gomes Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885 em Carregal de Tabosa, Beira Alta.
Aos dez anos, vai, junto com os pais, para Soutosa, onde faz a instrução primária.
Com a intenção de tornar-se padre vai, para Lamego e, em seguida, para Viseu, onde passa a frequentar o seminário.
Em 1906, devido à falta de vocação, abandona a vida religiosa e parte para Lisboa, onde passa a ter, por causa do seu activismo político, uma vida muito tumultuada. Em 1907, devido à explosão de dinamite, que guardava no seu quarto, onde morrem dois carbonários (membros de qualquer sociedade secreta e revolucionária), é preso, mas consegue fugir e exilar-se.
Entre 1908 e 1914, passa a dividir sua residência entre Paris e Berlim. Durante o período vivido em Paris frequenta o Sorbonne (Centro francês de estudos superiores).
Em 1914, com a eclosão da I Grande Guerra, regressa a Portugal e começa a lecionar no Liceu Camões. Ainda nesse período une-se ao grupo que formaria a "Seara Nova".
Em 1918 publica "A Vida Sinuosa", seu primeiro romance, que é dedicado à memória de Joaquim Francisco Ribeiro, seu pai.
Em 1919, começa a trabalhar, a convite de Raul Proença, na Biblioteca Nacional, onde permanece até 1927, quando sofre novas perseguições por envolver-se em revoltas contra a ditadura militar.
Exila-se, por duas vezes (1927 e1928) em Paris, onde se casa pela segunda vez, sua primeira mulher falecera.
A partir de 1935 sua produção literária intensifica-se e Aquilino publica várias obras. Dentre elas está "Quando os Lobos Uivam" (1959), que, além de ser apreendida pela censura, custou-lhe um processo em tribunal.
Em 1963, durante as comemorações do 50° aniversário do seu primeiro livro, Aquilino Ribeiro adoece, vindo a falecer no dia 27 de Maio de 1963.
Aquilino Ribeiro foi um homem marcado por personalidade inquieta. No entanto isso não o impediu de produzir uma vasta obra literária, caracterizada pela riqueza de estilo e por um regionalismo apegado ao campo a sua gente.
Essa inclinação à vida rural não significa que o poeta se tenha limitado a isso. Sua obra também é caracterizada por uma ironia benévola perante aos vícios humanos mais comuns e por uma crítica violenta ao fanatismo ideológico e a opressão política.
Aquilino foi, sem dúvida um dos maiores escritores da Língua Portuguesa.
Obras mais importantes:
A Via Sinuosa - 1918; Terras do Demo - 1919; O Malhadinhas - 1920; Estrada de Santiago - 1922; Andam Faunos pelo Bosque - 1926; Romance da Raposa - 1929; Batalha Sem Fim - 1931; As Três Mulheres de Sansão - 1932; Volfrâmio - 1944; Constantino de Bragança - 1947; O Homem da Nave - 1951; Abóboras no Telhado - 1955; A Grande Casa de Romarigães - 1957;
Quando os lobos uivam - 1959;