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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiro ao alvo


Os Títulos jornalísticos da crise

As previsões «não podiam ser mais negativas», diz Cavaco

Governo admite rever previsões económicas

Recessão vai ter consequências graves no desemprego

Recessão agravada: «Não podia ser de outra forma»

Bagão Félix prevê recessão «bastante gravosa»

Pesquisa pela palavra «crise» cresce 1000%

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Estado de coma...

Os números ontem divulgados pelo INE são muito piores que o esperado. Já toda a gente antecipava que os dados do INE declarassem a recessão mas a dimensão da crise atingiu limites tão gigantescos que será mais adequado falar-se de depressão.
As previsões do Governo também ficam muito mal na fotografia, e não é por Manuel Pinho ter decretado, em tempos, o fim da crise.
Em Outubro já a economia estava constipada, por causa do choque financeiro, e o Governo ainda apostava num crescimento para 2009. Só em Janeiro é que fez uma revisão em baixa, a reconhecer que a economia talvez estivesse constipada, mas agora sabe-se que nessa altura a doença da economia já tinha a dimensão de uma pneumonia.
A percepção que se tem é a de que os primeiros 45 dias deste ano têm sido muito mais devastadores que os últimos 90 dias de 2008.
A economia já está em coma. E com o arrefecimento na Europa e Estados Unidos, aliado às pressões proteccionistas, as exportações nacionais são prejudicadas. Portugal vai ficar ainda mais pobre.
A questão é saber quanto – e pior é, tragicamente, possível.
Armando Esteves Pereira
in CM