Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Biografia de Francisco Martins Rodrigues


21 de Abril

Lançamento de

História de uma Vida

de Francisco Martins Rodrigues,

no 1º aniversário da sua morte

18 h, Museu da República, Rua Alberto de Sousa, nº 10 A, ao Rego

1600-002 Lisboa

Vamos também passar um filme com imagens dele, ler pequenos extractos do livro, exibir uma

exposição bio-iconográfica, vender livros Dinossauro e a Política Operária, e convidar meia dúzia

de assistentes a falar sobre o Chico. Gostaríamos de contar com a tua presença.

EDIÇÕES DINOSSAURO

História de uma Vida

Francisco Martins Rodrigues

136 páginas - PVP: 13,65 euros

ISBN: 978-972-8165-52-9

Francisco Martins Rodrigues (FMR) nunca compôs uma autobiografia.

O seu

Os Anos do Silêncio, livro publicado pelas edições Dinossauro em

2008, eram um projecto ainda sob forma de notas e registo de recordações,

para ser completado quando houvesse tempo. Foi esse tempo que lhe

faltou.

Assim, compusemos uma "autobiografia" a partir de respostas de FMR

a várias entrevistas. Esta montagem de relatos na primeira pessoa foi

possível a partir de depoimentos seus ao longo dos últimos dez anos,

que de certo modo reconstituem os passos mais importantes da sua vida.

Acompanhados de comentários e reflexões pessoais sobre os temas

políticos que o preocuparam ao longo desse trajecto, são transcrições

fiéis e literais do que ele disse, sem nenhum acrescento de outros autores.

Por isso lhe demos a autoria sem partilhas.



Recebido por email

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Está tudo explicado


Com eleições no horizonte, a vida de José Sócrates é traçada numa biografia autorizada pelo próprio.

Do que já transpirou, O Cacimbo seleccionou estas pérolas:

Promessas, e mais promessas…

“Tomei consciência que o tabaco me estava a fazer mal e a minha vida tinha mudado tanto, nessa altura, que decidi também deixar de fumar. Ninguém acreditava. As minhas secretárias não acreditavam mas estive este tempo todo sem fumar. Estive cinco anos sem fumar.”

Pois, isso em terra, claro. Mas quando levantou voo para a Venezuela… é sabido a fumarada que provocou no avião. Será que só fuma a bordo?

To be or not to be engenheiro, eis a questão

“Aos vinte e um anos eu tinha tirado o sétimo ano, tinha estado quatro anos em Engenharia, também não queria muito ser engenheiro, mas era melhor ser engenheiro do que não ser.”

É claro que daí não viria grande mal ao mundo; mas quando se terá lembrado que era melhor ser primeiro-ministro do que não ser?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

RECORDAR SALGUEIRO MAIA, QUE FALECEU FAZ HOJE 16 ANOS



A 4 de Abril de 1992, morre, em Santarém, o tenente-coronel Salgueiro Maia, um dos principais capitães intervenientes na Revolução do 25 de Abril de 1974. Comandou a coluna que saiu de Santarém em direcção a Lisboa, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o quartel do Carmo, onde se havia refugiado Marcelo Caetano.
Salgueiro Maia, como se tornou conhecido, foi um dos distintos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos, que marcou o final da ditadura. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a escola primária em São Torcato, Coruche, mudando-se mais tarde para Tomar, vindo a concluír o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria. Licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas e em Ciências Etnológicas e Antropológicas.
Em Outubro de 1964, ingressa na Academia Militar, em Lisboa e, dois anos depois, apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, e parte para o Norte de Moçambique, em plena Guerra Colonial, cuja participação lhe valeu a promoção a Capitão, já em 1970. A Julho do ano seguinte, embarca para a Guiné, só regressando a Portugal em 1973, onde seria colocado na EPC.
Por esta altura iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do «Levantamento das Caldas», foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcello Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcello Caetano ao avião que o transportaria para o exílio.
A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santa Margarida. Em 1984 regressa à EPC.
Em 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1992, a título póstumo, o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e em 2007 a Medalha de Ouro de Santarém.
Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma doença cancerígena que, apesar das intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em 1991, o vitimaria a 4 de Abril de 1992.
Frases e momentos para a História...
Madrugada de 25 de Abril de 74, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:
"Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui."
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas da forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente.Depois seguíram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.