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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Vasco Lourenço, "do Interior da Revolução", entrevistado por Manuela Cruzeiro

A sede da Associação 25 de Abril foi demasiado pequena para acolher todos os que quiseram assistir à apresentação do livro que resultou da extensa entrevista de Manuela Cruzeiro a Vasco Lourenço.
Por estas páginas passa, em discurso directo e na primeira pessoa, muito do que foi o 25 de Abril, contado por um dos que nele, antes, durante e depois, tiveram um papel de excepcional e determinante relevo: Vasco Lourenço que, sem desistir dos ideais de Abril é, desde a sua fundação, há 25 anos, o Presidente da Direcção da Associação 25 de Abril.




A mesa que apresentou esta obra, da esquerda para a direita: Vasco Lourenço, Pedro Pezarat Correia, Aprígio Ramalho (Secretário-Geral da A25A) dando as boas-vindas a todos e Manuela Cruzeiro, a autora da entrevista



Coronel Vasco Lourenço


Drª Manuela Cruzeiro, autora de entrevista a Vasco Lourenço
e que, no Centro de Documentação de Universidade de Coimbra
tem recolhido a memória oral de vários "capitães de Abril"
No prefácio deste livro, escreve ela:
"A obra que agora se traz a público estava de alguma forma há muito anunciada, dado o lugar de relevo que Vasco Lourenço ocupa na galeria dos heróis de Abril. Na verdade, ela preenche finalmente um vazio no conjunto já vasto e muito variado dos testemunhos que, ao longo destes trinta e cinco anos, foram surgindo por parte de figuras de igual destaque ao do meu entrevistado, ou de outras cujo protagonismo, por menos visível que seja, não deixa de ser imprescindível para o conhecimento do complexo e multifacetado processo que entre 74 e 76 mudou radicalmente a vida deste país."


Major-General Pezarat Correia apresentando uma obra cujos factos relatados, também ele conheceu e viveu , enquanto protagonista destacado


Gabriela Lourenço, filha de Vasco Lourenço, com o Vicente ao colo

A dedicatória que Vasco Lourenço faz nas primeiras páginas desta obra, começa assim:
"Meu querido Vicente:
Este é um livro com dois autores: a entrevistadora, Manuela Cruzeiro e o entrevistado, o teu avô Vasco.
Pela minha participação, sinto que posso dedicá-lo a alguém.
E é a ti, querido Vicente, que dedico a narrativa de parte da história da minha vida.
Para não ficares sozinho, permite que te junte duas pessoas que são também as mais que tudo para mim: a tua mãe Gabriela e a tua avó Adélia que me proporcionou o dia mais feliz da minha vida ao dar-me uma filha.
Ao leres este livro, tomarás conhecimento de parte da luta do teu avô por uma sociedade melhor."

Fotografias e reportagem de Álvaro Fernandes



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Histórias de Abril contadas em Santarém


Uma delas é a do cabo enfermeiro Guilherme, que foi para Lisboa, sem saber que ia para a revolução

Na altura cabo enfermeiro, Guilherme rumou a Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974 sem saber que partia para uma Revolução. Como dormia na enfermaria, ninguém o chamou para a parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, onde o então capitão Salgueiro Maia explicou aos seus homens a missão que tinham pela frente e quis saber quem estava com o Movimento que queria derrubar o regime.

«Não fui voluntário como os outros mas não estou nada arrependido. Tenho muito orgulho em ter participado no 25 de Abril», confessou Guilherme na «Conversa de Abril» que a Comissão para as Comemorações Populares do 25 de Abril promoveu quarta-feira à noite, em Santarém.

Na mesa, para uma conversa no Fórum Actor Mário Viegas que não reuniu mais de uma trintena de pessoas, estiveram outros sete militares na altura da Revolução, todos residentes ou naturais do concelho de Santarém.

De acordo com a Agência Lusa, por este encontro passaram relatos da história recente do país que o agora coronel na reserva Joaquim Bernardo receia que se percam com o tempo, tal como toda a documentação, nomeadamente fotográfica, que retrata esse período na cidade, nomeadamente a recepção a Salgueiro Maia, no regresso de Lisboa, e a «adesão de Santarém ao 25 de Abril, que foi comovente».

«Mágoa» e «tristeza»

Joaquim Bernardo teve uma intervenção activa na criação das comissões administrativas provisórias que ficaram à frente de alguns municípios do distrito, um processo «bastante caloroso» e participado, marcado por alguns episódios, como o da comissão de Coruche, onde a população «agiu como um todo» e foi surpreendido com a inclusão de um elemento do Partido Popular Monárquico na lista.

«Foi uma época muito rica», afirmou, não escondendo o desalento por considerar que Santarém perdeu a «voz activa», demonstrada com a saída da Escola Prática de Cavalaria (EPC) da cidade.

A «mágoa» e «tristeza» pela saída da EPC de Santarém foram unânimes entre os participantes no debate.

«Como militar e como cidadão não vejo nenhuma razão estratégica nem táctica» para a mudança para o quartel de Abrantes - no seu entender, sem condições para receber a cavalaria, ao contrário do que aconteceria se a opção tivesse sido o Campo Militar de Santa Margarida -, «além da perda da parte histórica e do orgulho de Santarém de ter participado numa mudança de regime», disse o agora coronel na reserva Garcia Correia.

Garcia Correia fez parte do «nicho» que deu origem ao Movimento das Forças Armadas em Angola - a primeira reunião foi em sua casa, em Luanda -, chegando à EPC em Janeiro de 1974.

Ambulâncias a abrir caminho

Leonel Martinho do Rosário era major de engenharia e foi na frente de guerra, em Mueda (Moçambique), que percebeu «que o 25 de Abril tinha que acontecer». Quando na noite de 24 de Abril recebeu as instruções manuscritas para rumar com o seu batalhão, a partir de Santa Margarida, para o Porto Alto, para proteger as antenas do Rádio Clube Português (RCP), a sua preocupação foi encontrar forma de passar pelo forte contingente da Guarda Nacional Republicana estacionado em Alpiarça, na altura um bastião de resistência ao regime.

«Não podíamos arriscar ficar retidos», pelo que a solução foi «colocar uma ambulância à frente da coluna e outra atrás, com os alarmes e todos os sinais de aflição» ligados, contou.

A «conversa», que durou cerca de três horas, contou ainda com os testemunhos de José Valbom - então 1º cabo no batalhão de Caçadores 5, com a missão de proteger as instalações do RCP -, Vicente Batalha - que estava na Zona Militar Leste de Angola - e o sargento-mecânico Santos Gomes.

Alcunhado de «Passarinho», Santos Gomes, hoje com 74 anos, entrou para a EPC em 1956, ainda em Torres Novas, orgulhando-se de ter sido o único mecânico que «conhecia todo o tipo de material», que arranjava «com alicate e arame», um engenho que se revelou muitas vezes essencial nas frentes de guerra, de onde confessou ter vindo «abalado».

In Portugal Diário

terça-feira, 17 de março de 2009

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aconteceu há 250 anos


O Processo dos Távoras refere-se a um escândalo político português do século XVIII. Os acontecimentos foram desencadeados pela tentativa de assassinato do Rei D. José I em 1758, e culminaram na execução pública de toda a família Távora e dos seus parentes próximos em 1759. Alguns historiadores interpretam o assunto como uma tentativa do primeiro-ministro Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) de limitar os poderes crescentes de famílias da alta nobreza.

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

HOJE É O DIA DA INFANTARIA PORTUGUESA


A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela.

A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis.


A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.

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sábado, 12 de julho de 2008

São Tomé e Príncipe é independente há 33 anos



São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Usurpou a coroa há 180 anos


A 11 de Julho de 1828, D. Miguel, de tendência absolutista, é aclamado Rei de Portugal, dando origem a um conflito imediato com o seu irmão D. Pedro, de tendência liberal, que pugnava pela ascensão ao trono de sua filha D. Maria.

Dom Miguel I de Bragança (Queluz, 26 de Outubro de 1802 - Karlsruhe, estado de Baden-Württemberg, Alemanha, 14 de Novembro de 1866), de seu nome completo Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon, foi o terceiro filho do rei Dom João VI de Portugal e irmão mais novo do Imperador D. Pedro I do Brasil (ou D. Pedro IV de Portugal).

Foi rei de Portugal entre 1828 e 1834, cobrindo o período da Guerra Civil Portuguesa (1831-1834), embora, segundo os pedristas, tenha sido um usurpador do título monárquico de sua sobrinha D. Maria da Glória. Por seu turno, os miguelistas contrapunham que D. Pedro I do Brasil se tornara estrangeiro e perdera o direito à Coroa Portuguesa e a designar um seu sucessor (no caso, sua filha, Dona Maria da Glória) desde o momento em que traíra Portugal, declarando a independência do Brasil e tornando-se Imperador desse novo país. D. Miguel seria assim o legítimo sucessor de D. João VI, vindo a ser legitimado pelas Cortes, em 1828, em conformidade com a Lei tradicional vigente antes e após a revolta liberal de 1820.

Assim, para os pedristas, D. Miguel passou à história como o Absolutista ou o Usurpador (por alegadamente ter arrebatado o trono da sua sobrinha), enquanto os miguelistas lhe atribuem o cognome de o Tradicionalista (por ter sido aclamado em Cortes, no respeito da Tradição legal portuguesa).

Antes de ascender ao trono - uma vez que o segundo filho de D. João VI, o Infante Antônio Francisco de Assis de Bragança e Bourbon, Príncipe da Beira falecera na infância - D. Miguel usou os títulos destinados aos secundogénitos de Senhor do Infantado e Duque de Beja; foi ainda feito pelo seu pai Conde de Samora Correia, na sequência da Vilafrancada; após o período do seu reinado efectivo, já no exílio, usou o título de Duque de Bragança, com os demais subsidiários (marquês de Vila Viçosa, conde de Arraiolos, de Barcelos, de Neiva e de Ourém).

D. Miguel era um homem de ideais católicos e tradicionalistas, os quais defendia com frontalidade. Era pouco popular entre a burguesia, mais aberta à influência do ideário liberal, mas gozava de grande popularidade entre o povo, que, caído na miséria após as guerras contra Espanha e França, via num rei forte a figura de um salvador. A isto acresce que era a Igreja quem muitas vezes matava a fome do elevadíssimo número de mendigos e deserdados de mais de 30 anos de guerras, pelo que a inimizade dos liberais face a esta instituição terá levado a que o povo se colocasse ainda mais do lado miguelista.

D. Miguel era também um admirador do chanceler Metternich da Áustria, embora afirmasse não ser adepto de uma monarquia absoluta mas apenas pretender libertar Portugal das influências estrangeiras, principalmente das ideias da Maçonaria, que considerava nefastas.

Na década de 1820, D. Miguel liderou um movimento militar contra as forças parlamentares - a Vilafrancada - de que vem a resultar a dissolução das Câmaras e o restabelecimento do poder régio absoluto (independente) de seu pai, D. João VI, que nomeou seu filho "Generalíssimo e chefe do Exército". A reacção dos parlamentaristas organizou-se e projectou destronar o rei e restabelecer a Constituição de 1822, ao que D. Miguel respondeu com o que veio a ficar conhecido pela Abrilada. Em 30 de Abril de 1824, D. Miguel tenta travar a conspiração convocando as tropas de todos os quartéis de Lisboa. O corpo diplomático, contudo, intervém levando D. João VI para bordo do navio de guerra inglês HMS Windsor Castle, onde pressionam o rei a demitir D. Miguel do comando do Exército e a ordenar o seu exílio [1].

Dois anos depois, quando o rei D. João VI é assassinado, D. Miguel estava ainda exilado na corte de Viena de Áustria. Morto o rei D. João VI, a regência de D. Isabel Maria, em Lisboa, considerou que o imperador do Brasil, D. Pedro, seria o herdeiro do trono de Portugal. No Brasil, o imperador D. Pedro é chamado a assumir o trono português, mas este abdica em favor de sua filha mais nova, D. Maria da Glória (depois D. Maria II) e outorga uma Carta Constitucional ao reino de Portugal.

Para poder voltar a Portugal, D. Miguel aceita então ficar noivo da sobrinha, D. Maria da Glória e, para poder ser nomeado Regente na menoridade desta, jura a Carta Constitucional de 1826 perante a corte austríaca, com "reserva de todos os seus direitos" e a expressa determinação de esta ser previamente aceite pelos Três estados do reino, conforme seu decreto de outorga[2]. À sua chegada a Lisboa D. Miguel repete, nos mesmos termos, o juramento de fidelidade à Carta e da rainha, sua prometida mulher. Pouco depois, porém, convoca a reunião dos Três estados em Cortes para decidir a sucessão no trono de Portugal.

Em 23 de Junho de 1828, é proclamado Rei pelas Cortes Gerais do Reino, que anulam a vigência da Carta Constitucional e repõem as Leis constitucionais tradicionais. Foi reconhecido pelo Vaticano, Espanha e Estados Unidos da América, ficando as restantes potências na expectativa, aceitando porém tratar com o seu governo enquanto entidade que "de facto" exercia o poder político sobre a quase totalidade do território nacional.

A não aceitação da decisão das Cortes Gerais pelo seu irmão D. Pedro e pelos liberais desencadeou a Guerra Civil Portuguesa (1831-1834) entre miguelistas e pedristas.

D. Miguel tentou o reconhecimento internacional para seu regime, tendo até 1830 a simpatia da França e da Inglaterra. Porém, naquele ano, grandes mudanças ocorrem na conjuntura europeia: na França uma rebelião colocara no trono Luís Felipe em lugar de Carlos X; no Reino Unido, caíra o governo do duque de Wellington , antes que fosse concedido o reconhecimento a D. Miguel como monarca. A acção diplomática de Metternich, cujo soberano era sogro de D. Pedro, e pretendia que a sua neta, Habsburgo por sua mãe, estivesse no trono de Lisboa, começou também a desenvolver-se contra D. Miguel.

Em 1831, o imperador D. Pedro abdica do trono do Brasil em favor do filho, Pedro II, e parte para a Europa em busca de apoios para a causa de sua filha. Após obter armas e dinheiro, por intermédio de Juan Álvarez Mendizábal [1], reúne em Inglaterra uma força de aproximadamente sete mil soldados britânicos, regressando a Portugal para liderar em pessoa o partido liberal, na guerra contra os miguelistas. Toma o arquipélago dos Açores, de onde lança ataques navais a Portugal.

Na primavera de 1834, a guerra civil vai entrar em fase decisiva. Em 22 de Abril, pelo tratado de Londres, a Inglaterra e a França decidem pôr fim ao reinado de D. Miguel em Portugal e às pretensões de Carlos María Isidro de Borbón em Espanha. Enquanto o almirante Napier desembarca tropas na Figueira da Foz, avançando por Leiria, Ourém e Torres Novas, o general espanhol José Ramón Rodil y Campillo entra em Portugal através da Beira e Alto Alentejo com uma expedição de 15 mil homens em apoio do partido de D. Pedro e de sua filha D. Maria da Glória. Na batalha de Asseiceira, as forças militares portuguesas são derrotadas pela conjugação das forças estrangeiras aliadas às forças do duque da Terceira, sendo o rei D. Miguel forçado a abdicar em favor de D. Maria II através da Concessão de Évoramonte (26 de Maio de 1834). Parte para o exílio, em Julho do mesmo ano, tendo pernoitado pela última vez em solo português na vila alentejana de Alvalade. Já ao largo da Baía de Cascais, ao embarcar para o exílio, D. Miguel denuncia a Concessão, afirmando que também esta fora firmada sob coacção. Ao fazê-lo, perde voluntariamente o direito à pensão vitalícia que Portugal ficara obrigado a pagar-lhe nos termos daquele acordo, não lhe restando, a partir de então, qualquer fortuna pessoal, visto que já mandara entregar as suas jóias ao irmão, como contribuição para o esforço de reconstrução do País após a guerra. Passou pois a viver da boa-vontade do Papa e dos seus partidários. A oferta do seu tesouro pessoal para ajudar na reconstrução de Portugal suscitou a D. Pedro IV o comentário: "Isto são mesmo coisas do mano Miguel".

Em 26 de Novembro de 1836, D. Miguel nomeou simbolicamente o chamado "Remexido", líder de um grupo de guerrilheiros e ex-soldados do Algarve e do Alentejo, Governador do Reino do Algarve e Comandante em Chefe Interino de Todas as Tropas Realistas, Regulares e Irregulares do Exército de Operações do Sul, talvez pela fidelidade deste, que manteve a acesa resistência miguelista do território do Algarve até ao norte do Alentejo durante mais de quatro anos após a Concessão.

D. Miguel viveu o resto de sua vida na Alemanha, onde se casou com a Princesa Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, que lhe deu seis filhas e um filho, Miguel, Duque de Bragança.

D. Miguel I jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, para onde foi transladado juntamente com sua mulher D. Adelaide.

Os dois ramos só se reconciliaram quase um século mais tarde, quando o rei D. Manuel II, não tendo tido filhos, reconheceu os descendentes de D. Miguel como seus sucessores. Entretanto, nesse meio tempo, Portugal já se tornara uma república, em 1910.

O actual pretendente ao trono português, D. Duarte Pio, Duque de Bragança, é bisneto de D. Miguel I, por legítima varonia.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Vasco da Gama zarpou a 8 de Julho

Vasco da Gama (Sines, 1469 — Cochim, Índia, 24 de Dezembro de 1524) foi um navegador e explorador português.

A 8 de Julho de 1497, zarpou do rio Tejo em demanda da Índia, com cento e cinquenta homens entre marinheiros, soldados e religiosos, distribuídos por quatro pequenas embarcações

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sábado, 5 de julho de 2008

Cabo Verde é independente há 33 anos




As ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses em Maio de 1460, sem indícios de presença humana anterior. Santiago foi a ilha mais favorável para a ocupação e assim o povoamento começa ali em 1462.

Dada a sua posição estratégica, nas rotas que ligavam entre si a Europa, a África e o Brasil, as ilhas serviram de entreposto comercial e de aprovisionamento, com particular destaque no tráfego de escravos. Cedo, o arquipélago tornou-se num centro de concentração e dispersão de homens, plantas e animais.

Com a abolição do comércio de escravos e a constante deterioração das condições climáticas, Cabo Verde entrou em decadência e passou a viver com base numa economia pobre, de subsistência.

Europeus livres e escravos da costa africana fundiram-se num só povo, o caboverdiano, com uma forma de estar e viver muito própria e o crioulo emergiu como idioma da comunidade maioritariamente mestiça.

Em 1956, Amílcar Cabral criou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), lutando contra o colonialismo e iniciando uma marcha para a independência. A 19 de Dezembro de 1974 foi assinado um acordo entre o PAIGC e Portugal, instaurando-se um governo de transição em Cabo Verde. Este mesmo Governo preparou as eleições para uma Assembleia Nacional Popular que em 5 de Julho de 1975 proclamou a independência.
A demarcação cultural em relação a Portugal e a divulgação de ideias nacionalistas conduziram à independência do arquipélago em Julho de 1975.(In Site oficial do Governo de Cabo Verde)

Cabo Verde é um país africano, arquipélago de origem vulcânica, constituído por dez ilhas. Está localizado no Oceano Atlântico, a 640 km a oeste de Dacar, Senegal. Outros vizinhos são a Mauritânia, a Gâmbia e a Guiné-Bissau, ou seja, todos na faixa costeira ocidental da África que vai do Cabo Branco às ilhas Bijagós. Curiosamente, o Cabo Verde que dá nome ao país não se situa nele, mas a centenas de quilómetros a oeste, no Senegal.

Foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes ao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Foi colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975.

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