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domingo, 12 de abril de 2009

A primeira «gafe» de Obama?

Os meios de comunicação social mais conservadores dos EUA estão a atacar Barack Obama devido a uma vénia do presidente ao rei da Arábia Saudita, durante a cimeira do G20 em Londres, refere o 20 minutos.

Argumentam que é um gesto de humilhação perante Abdallah, um líder «que não respeita os direitos humanos».

Por outro lado, vários analistas políticos do mundo árabe têm efectuado vários elogios a esta vénia de Obama, considerando que o norte-americano demonstrou respeito por um rei que tem motivado o diálogo entre as várias religiões.

A Casa Branca negou a reverência de Obama: «Não foi uma vénia. Ele cumprimentou o rei com ambas as mãos, mas é mais alto que o rei».

VEJA O VÍDEO:


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Boca skin...


A raça lusitana


A "Raça Lusitana" é criada principalmente na coudelaria de Alter.

Se não era essa a raça a que se referia Cavaco, então estaria a referir-se à raça humana o que não vinha a propósito...

Se não era nem uma nem outra coisa, Cavaco Silva também não teve um "lapsus linguae" nem cometeu uma "gaffe". Ele sabe que cientificamente apenas há uma raça na humanidade; ele sabe que "a raça" como distinção foi um instrumento do colonialismo, do appartheid, do fascismo, do nazismo e do KKK.

Portanto, sabendo tudo isso - não é suposto que não saiba; nem admissível - ele invocou a raça (não foi apenas a designação do dia, ele disse:"hoje tenho que sublinhar acima de tudo a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades") para puxar pelo pessoal, pelos portugueses em mó de baixo, atribuindo-lhes um factor "original"(de origem), "genético" que lhes assegura uma diferenciação positiva em relação a outros. Como fizeram o Salazar e o Caetano. Era bom "saber" o que diz disto a ONU, a UE e não apenas a opinião publicada por cá pelos gestores oficiosos do fenómeno político.

Cavaco abriu mais uma frente explícita (até agora era implícita, excepto nos neo-nazis) na discriminação e no ataque aos imigrantes.

Foi importante o Bloco ter reagido como o fez. Mas como se viu, a desculpabilização do PR foi o tom geral.

As consequências poderão ser bastante graves se não se for até ao fundo no ataque à "gaffe" presidencial. O Governo tem de se pronunciar e a AR também. O ferro malha-se enquanto está quente e devemos pôr a nossa malta da política, da cultura e da ciência a não deixar que fique uma réstea de minimização da questão.

Saúde e dinheiro pró gasóleo

MT

Recebido por email

terça-feira, 10 de junho de 2008

A gaffe do homem do leme...


10 de Junho. Viana do Castelo é a sede oficial das comemorações do Dia de Portugal. As festas começaram ontem e o Presidente, já na cidade, cometeu a gaffe de chamar ao feriado "dia da raça" o nome que se usava no antigo regime

Só Bloco deu ênfase à gaffe do Presidente

A "diáspora portuguesa" esteve ontem no centro do primeiro dia das comemorações do 10 de Junho, com o Presidente da República a enaltecer o "imenso capital social e humano", do País, com "uma história feita de determinação e engenho". Cavaco Silva exortou o País a atrair e acarinhar os portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro e que pretendam regressar, como factor de desenvolvimento para Portugal.

Mas foi em declarações aos jornalistas, que Cavaco protagonizou uma gaffe. O Presidente da República usou a expressão "dia da raça", - que era o nome oficial do 10 de Junho até ao 25 de Abril de 1974 - para se escusar a comentar a paralisação dos camionistas, garantindo, ainda assim, que está a acompanhar a situação. "Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas", afirmou o chefe do Estado, perante a insistência dos jornalistas.

"A acompanhar sim, mas não a fazer comentários no dia de hoje", referiu. Declarações que mereceram entretanto fortes críticas do Bloco de Esquerda. Numa nota enviada à comunicação social, o BE manifestou "perplexidade" com a expressão usada por Cavaco - uma " terminologia racista e segregadora do Estado Novo". Para os bloquistas, perante "estas polémicas declarações", o Presidente da República tem agora o "dever, perante todos os portugueses, de esclarecer o que entende ser o espírito do 10 de Junho".

In DN