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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ígor Stravinski...foi um Compositor, pianista e maestro russo...

Ígor Fiódorovitch Stravinski, (Oranienbaum, 17 de Junho de 1882 – Nova York, 6 de Abril de 1971) foi um compositor, pianista e maestro russo, considerado por muitos um dos compositores mais importantes e influentes do século XX. Foi o arquétipo do russo cosmopolitano, escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do século. Além do reconhecimento que obteve pelas suas composições, ficou ainda famoso como pianista e maestro, estando nessa condição muitas vezes na estreias das suas obras.
A carreira de compositor de Stravinsky foi notável pela sua diversidade estilística. Inicialmente adquiriu fama internacional com três
ballets encomendados pelo empresário Sergei Diaghilev e executados pelos Ballets Russes de Diaghilev: L'Oiseau de feu ("O Pássaro de Fogo") (1910), Petrushka (1911/1947), e Le Sacre du printemps ("A Sagração da Primavera") (1913).
A Sagração, cuja estreia provocou um motim, transformou o modo de pensamento dos compositores posteriores acerca da estrutura rítmica, e foi largamente responsável pela reputação duradoura de Stravinsky enquanto revolucionário musical, forçando as fronteiras do design musical.
Após esta fase inicial russa, Stravinsky virou-se para o
neoclassicismo na década de 1920. As obras deste período tendem a utilizar as formas musicais tradicionais (concerto grosso, fuga, sinfonia), frequentemente disfarçadas com um veio de emoção intensa sob uma aparência superficial de distanciamento ou austeridade, muitas vezes prestando tributo à música de mestres anteriores, como J. S. Bach e Tchaikovsky.
Nos anos 50 adoptou os procedimentos do
serialismo, utilizando as novas técnicas ao longo dos seus últimos vinte anos. As composições de Stravinsky deste período têm pontos em comum com toda a sua produção anterior: energia rítmica, a construção de ideias melódicas desenvolvidas a partir de algumas células de duas ou três notas, e clareza de forma, instrumentação e expressão vocal.
Também publicou vários livros ao logo da sua carreira, quase sempre com a ajuda de um colaborador, por vezes não nomeado.

Na sua autobiografia de 1936, Chronicles of My Life, escrita com a ajuda de Walter Nouvel, Stravinsky incluiu a sua famosa declaração de que a "música é, pela sua própria natureza, essencialmente impotente para expressar seja o que for."
Com Alexis Roland-Manuel e Pierre Souvtchinsky escreveu as suas Charles Eliot Norton Lectures (Harvard University,1939–40 ), que foram feitas em francês e mais tarde coligidas sob o título Poétique musicale em 1942 (traduzidas para inglÊs em 1947 como Poetics of Music).
Muitas entrevistas nas quais o compositor conversou com Robert Craft foram publicadas como Conversations with Igor Stravinsky. Colaboraram ainda em mais cinco volumes adicionais durante a década seguinte.
Índice
1 Biografia
-1.1 Rússia
-1.2 Suiça
-1.3 Estados Unidos
2 Obra
3 Gravações
4 Notas
5 Referências
6 Bibliografia
.
Igor Stravinsky conducts final of Firebird

domingo, 31 de maio de 2009

Boris Pasternak...Foi um Escritor e Poeta Russo...Prémio Nobel de Literatura...

Boris Leonidovitch Pasternak (Moscou, 10 de fevereiro de 1890 — Peredelkino, 31 de maio de 1960) foi um poeta e romancista russo.
Biografia
Filho de um professor de pintura e de uma pianista, teve uma juventude em uma atmosfera cosmopolita. Estudou
Filosofia na Alemanha e retornou a Moscou em 1914, ano em que publicou sua primeira coleção de poesias.
Durante a
Primeira Guerra Mundial ele ensina e trabalha em uma usina química dos Urais, o que lhe deu matéria para a sua famosa saga Doctor Zhivago anos mais tarde.
Pasternak caiu em desgraça com as autoridades soviéticas durante os
anos 1930; acusado de subjetivismo, ele conseguiu, no entanto, não ser enviado a um Gulag.
Foi-lhe atribuído o
Prêmio Nobel de Literatura em 1958, mas ele não foi autorizado a recebê-lo por razões políticas.
Na
Rússia é mais conhecido como poeta do que romancista, em virtude que o livro Dr. Jivago não fez muito sucesso na antiga União Soviética por motivos políticos.
Sobre "Doutor Jivago"
Em 1958, Boris Pasternak publicou seu mais conhecido trabalho no mundo ocidental: o romance Doctor Zhivago (no português, Doutor Jivago).
O livro não pôde ser publicado na então União Soviética, devido às críticas feitas ao regime comunista na obra.
Os originais do livro foram contrabandeados para fora da "Cortina de Ferro" e editados na Itália, tornando-se rapidamente em um verdadeiro best-seller, fazendo de Pasternak vencedor do Prêmio Nobel de Literatura.
Entretanto, pelo fato de ser um livro proibido pelo governo de Moscou, Pasternak foi impedido de receber o Nobel e acabou sendo obrigado a devolver a honraria.
A proibição da publicação de Dr. Jivago dentro da União Soviética vigorou até 1989, quando a política de abertura de Mikhail Gorbatchev, então líder da URSS, liberou a publicação da obra. Somente neste ano, os russos puderam conhecer a saga de Jivago.
Em 1965, Doutor Jivago ganhou uma adaptação para o cinema, com Omar Shariff, no papel principal. O filme ficou famoso também por sua grande trilha sonora, Theme´s Lara. Entretanto, Pasternak não viveu para ver seu livro adaptado para as telas. Ele morreu em 1960.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Andrei Sakharov...foi um Físico e Defensor dos Direitos Humano Russo...Prémio Nobel da Paz...

Andrei Dmitrievich Sakharov (Moscou, 21 de Maio de 1921 — Moscou, 14 de Dezembro de 1989) foi um físico nuclear da extinta União Soviética.
Recebeu o
Prêmio Nobel da Paz em 1975 pela defesa dos direitos humanos na União Soviética.
Filho de um professor de
física e de uma pianista. Frequentou a Universidade de Moscovo a partir de 1938. Estudou os raios cósmicos.
Desempenhou com Igor Kurchatov um papel de primeiro plano na preparação da primeira bomba de hidrogênio, que foi desenvolvida na União Soviética e cujos primeiros ensaios se realizaram em 1953.
Este feito valeu-lhe a entrada na Academia das Ciências da União Soviética no mesmo ano; todavia, não tardou a pedir a limitação dos armamentos nucleares.
Sakharov propôs a ideia de gravidade induzida como teoria alternativa à da gravitação quântica.
Em
1965 reclamou a desestalinização efectiva do país e do partido; a sua obra "A Liberdade Intelectual na URSS e a Coexistência Pacífica", publicada no estrangeiro em 1967, deu-lhe um lugar destacado na oposição ao regime.
Tal como Aleksandr Solzhenitsyn, a quem apoiou sem esconder o seu desacordo com o romantismo místico do escritor, denunciou os gulags, os internamentos arbitrários e outras violações da Constituição Soviética e dos Direitos Humanos.
Casa com a activista dos direitos humanos
Yelena Bonner em 1972.
Galardoado com o
Prémio Nobel da Paz em 1975, não foi autorizado a ir receber a sua distinção em Oslo. Com residência fixa a partir de 1980, só conseguiu a liberdade de movimentos após a chegada ao poder de Mikhail Gorbachev e a implementação da perestroika e da glasnost, apesar da pressão da opinião pública internacional e de uma greve de fome em 1984.
Na sequência da revisão constitucional de 1989 o académico foi candidato ao Congresso, obteve a investidura da Academia das ciências, mau grado uma forte obstrução processual, e chegou a deputado.
Morreu em 14 de Dezembro de 1989 por enfarte do miocárdio.
Em sua memória a
União Europeia instituiu o Prémio Sakharov para destacar pessoas que lutam pela defesa dos direitos humanos e liberdade de expressão. Este prémio é atribuído desde 1988.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dostoiévski...dos maiores escritores russos e fundador do Existencialismo...

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski (Moscovo, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881), ocasionalmente grafado como Dostoievsky, foi um dos maiores escritores da literatura russa.
É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por Notas do Subterrâneo, descrito por Walter Kaufmann como a "melhor proposta para existencialismo já escrita."
A obra dostoievskiana explora a autodestruição, a
humilhação e o assassinato, além da analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de idéias", pela retratação filosófica e atemporal dessas situações.
O modernismo literário e várias escolas da teologia e psicologia foram influenciadas por suas idéias.
Dostoiévski, aos 17 anos, teve uma grande crise de epilepsia após saber que seu pai havia sido assassinado pelos próprios colonos, e deixou o exército cinco anos depois para dedicar-se integralmente à actividade literária.
Dostoiévski passou a afastar-se das armas, mas acabou envolvendo-se em conspirações revolucionárias, das quais passou pela prisão e pela condenação de morte, embora a pena tenha sido comutada.
Alguns autores acreditam que essas dificuldades pessoais auxiliariam Fiódor a se estabelecer como um dos maiores romancistas do mundo, mas de fato seu reconhecimento definitivo como "escritor universal" veio somente depois dos anos 1860, com a publicação de seus grandes romances:
O Idiota e Crime e Castigo, este publicado em 1866, considerado por muitos como uma das obras mais famosas da literatura mundial.
Seu último romance, Os Irmãos Karamazov, foi considerado por Sigmund Freud como o melhor romance já escrito.
Índice
1 Biografia

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pelos vistos a Rússia não come e cala...

Rússia
.
Em Fevereiro passado, quando o Kosovo declarou unilateralmente a sua independência, o Ocidente democrático estalou de gozo e aplaudiu o gesto.
A Guerra Fria terminou em 1991; mas a mentalidade que definiu o período continua a correr nas veias dos nossos democratas. Que o mesmo é dizer: para eles, tudo o que é mau para a Rússia é necessariamente bom para o Ocidente.
Lembro que, à época, Cavaco Silva, um dos raros portugueses que ainda não vive no reino da fantasia, mostrou preocupação com a insanidade kosovar. Mas, perante os festejos de Washington e Bruxelas, até um céptico come e cala.
Infelizmente para os democratas, a Rússia não come nem cala. Aceitar a independência do Kosovo significava, para começar, que Moscovo estaria disposto a abandonar um aliado tradicional como a Sérvia. Mas significava, sobretudo e acima de tudo, que a Rússia aceitaria de bom grado o estatuto de inferioridade que o Ocidente lhe reservava em recorrentes confrontos diplomáticos e geoestratégicos.
Seis meses depois, começa a ser claro que o Ocidente jamais devia ter tratado da questão kosovar com tamanha cegueira. Como jamais devia ter prosseguido a sua política de humilhação à Rússia, prometendo a antigas repúblicas soviéticas (como a Ucrânia ou a Geórgia) insensatas adesões à União Europeia e à NATO.
Quando os tanques russos invadem a Ossétia do Sul e pulverizam os nativos com particular brutalidade, eles não estão apenas a defender cidadãos russos, como o Kremlin alega. Estão a enviar um recado a Washington e a Bruxelas para que parem com o cerco.
Escusado será dizer que Washington e Bruxelas não têm qualquer legitimidade para falar contra a Rússia. Pior: a guerra em curso tem as impressões digitais do Ocidente em cada bala e cada cadáver.
Primeiro, porque ninguém gosta de ser cercado. E, depois, porque o precedente kosovar abriu uma caixa que não se volta a fechar: aceitar a independência do Kosovo mas recusar iguais pretensões à Ossétia ou à Abkházia será um exercício de comédia. Grotesca.
João Pereira Coutinho
in Expresso

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Uma análise sobre a guerra na Geórgia

Morte e destruição na Ossétia e na Geórgia

Os negócios da Rússia e dos EUA


O conflito entre a Rússia e a Geórgia faz lembrar, de certa forma, os tempos da “guerra fria”. Até as reacções das diferentes correntes políticas, alinhamentos político/ideológicos e linhas editoriais deram um cheirinho a um tempo que já passou. Parece que se sentem órfãos desses tempos que já não voltam.

Mas esta crise vem confirmar a marcha sem freio da arbitrariedade que, sob a égide e a imposição da superpotência imperial, os EUA, parece querer apoderar-se das relações internacionais.

Algumas apreciações parecem consensuais. Que a aventura partiu da Geórgia, tentando, a destempo, assumir o controlo sobre territórios seus à luz do direito internacional, e que depois a Rússia respondeu rápida e duramente. Verificaram-se atrocidades de parte a parte. Todos os especialistas concordam que o controle sobre o petróleo e o gás assumem papel chave. Afinal os mesmos motivos para outros conflitos em curso. A

dependência da Europa dos combustíveis russos talvez explique melhor as posições de alguns países – procurando uma mediação rápida.

De facto os tempos são outros, não são os da guerra fria. Têm circunstâncias e factores novos.

Temos assistido a um forte desenvolvimento do capitalismo privado na Rússia, bem apoiado pelo Estado, assumindo um papel crescente no mercado internacional. Várias empresas de origem russa conquistam mercados internacionais, apostam na compra de outras empresas e sobem no ranking da economia globalizada. Recorda-se, só a título de exemplo, que a Gazprom é só a maior empresa exportadora de gás do mundo, e é detida pelo Estado russo. Crescendo cerca de 7% ao ano a Rússia passou os tempos da depressão de Boris Yeltsin e com Putin e Medvedev quer dar sinais de afirmação mundial. Por isso é, também, um dos maiores produtores e exportadores de armas do mundo.

As tentações de expansão da NATO e da política belicista norte-americana, avançando sobre a “zona de influência” russa, enquadram também os recentes acontecimentos. Mas potência que se preze não gosta de ser ver cercada e por isso a Rússia resolveu intervir preventivamente contra a Geórgia, visando a Ucrânia e outros. O anúncio de que a Polónia decidiu autorizar a instalação de um escudo antimíssil norte-americano

só vem contribuir para aumentar mais as tensões.

A iniciativa georgiana poderá até ter sido um planeado “picar do touro” a ver como ele reagia. Se o touro “se ficasse” talvez houvesse condições para avançar com novas medidas, como a entrada da Geórgia na NATO.

Confirmando-se essa especulação, Saakachvili terá sido o glutão transformado em “inocente útil”.

A Rússia quis mostrar ao mundo o seu poder bélico; às críticas dos EUA argumenta com o Afeganistão, o Iraque… O “touro” investiu duro pois queria marcar o seu território. A Rússia não só interveio na Óssetia como passou para lá da fronteira, bombardeou a cidade de Gori, centrais de comunicações, ocupou vias estratégicas de comunicação e portos do Mar Negro, violando o direito internacional, assumindo uma atitude arrogante contrária a qualquer caminho para a paz. Nisso mostrou ser capaz do mesmo que os EUA.

Desta guerra local poderá até haver desenvolvimentos que passem por um negócio EUA - Rússia para um reconhecimento comum da independência do Kosovo, da Óssetia e da Abkházia. O negócio costuma andar de mãos dadas com as armas. Recorde-se que a Rússia tinha avisado que a independência do Kosovo criava um precedente internacional.

E o que diz a esquerda? A esquerda não pode ter vacilações em condenar esta guerra. Esta é uma guerra injusta subordinada aos jogos das potências no xadrez capitalista. A esquerda não é por um nem por outro lado do actual conflito – é pela paz. E a escolha dessa paz pressupõe, em cada país, direitos humanos, liberdade e democracia. Sem essas condições é difícil escolher a paz, o diálogo, e a solidariedade nas relações entre os povos.

Não esquecemos o direito à autodeterminação nem as lutas de libertação dos países. Mas o caminho que o império tem seguido é o de acicatar as divisões entre os povos como foi o recente exemplo dos Balcãs – agora tão recordado nesta crise do Cáucaso. O exacerbar do nacionalismo e do ódio étnico é uma resposta reaccionária à crise. E sendo a guerra a continuação da política por outros meios, corremos o risco de ver a

política condenada a não passar da continuação da guerra por outros meios.

Há um outro factor a ter em conta: a Rússia faz parte do G8, é uma potência económica, militar, nuclear, é cortejada como grande do universo capitalista, mas ao mesmo tempo é hostilizada pelos EUA que precisam do ambiente da guerra fria para sustentarem o seu complexo industrial/militar para o que a chamada “luta antiterrorista” já mostrou que não chega – consome mais homens que armas.

Por sua vez, o apoio inflamado de Cuba, - na velha e desastrada prática à Mao de que “quem é inimigo do meu inimigo meu amigo é”- à acção russa, só favorece a instabilidade, dificulta o caminho da paz e atrasa a consciencialização dos povos quanto ao que está em jogo.

Mas virá o tempo em que o fogo de Prometeu, também no martirizado Cáucaso, assegurará a superioridade dos ideais da liberdade e do socialismo.


Mário Tomé e Victor Franco

Recebido por email

domingo, 17 de agosto de 2008

É o petróleo, estúpido!


A propósito da Guerra na Geórgia, surgem analistas de boa memória a lembrar que desde que aquele território se tornou independente da Rússia, também a Ossétia do Sul pretendeu o mesmo. E, não o conseguindo, entrou agora numa escalada de provocações separatistas que obrigou a Geórgia a reagir e deu pretexto à Rússia para a invadir.
Assim sendo - e tudo leva a crer que sim - o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, atendendo à gigantesca desproporção de forças, não passou de uma marioneta na teia urdida por Putin.
Acresce que a Geórgia, aliada estratégica dos Estados Unidos e o país com o maior contingente de tropas por habitante enviado para o Iraque, também proclamou a intenção de aderir à NATO e à União Europeia.
Sendo esta dependente em grande parte do petróleo e do gás russos - e passando pela Geórgia oleodutos que podiam reduzir essa dependência - os dados estavam lançados.
A guerra da Geórgia é mais uma provocada pelo controlo das vias de acesso ao petróleo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A guerra a caminho de Tbilissi





Fotos TSF

O Presidente da Geórgia assinou esta sexta-feira em Tbilissi um acordo de cessar-fogo com a Rússia para pôr termo ao conflito desencadeado no passado dia 8 com a Rússia, e garantiu que o seu país nunca admitirá alienar parte do seu território, escreve a Lusa.

Mikhail Saakashvili, que falava numa conferência de imprensa conjunta com a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, denunciou a presença de 1.200 tanques russos no território georgiano e criticou o silêncio da comunidade internacional face ao que classifica como «agressão de Moscovo».

Bush acusa Rússia de «bullying»
«O alvo dos mísseis é a Rússia»


Condoleezza Rice, que chegou hoje a Tbilissi para manifestar a solidariedade dos Estados Unidos à Geórgia, defendeu o envio de uma «força internacional de manutenção de paz imparcial para o território» e exigiu a «retirada mediata» de todas as tropas russas estacionadas na Geórgia.

«Depois da assinatura deste acordo, todas as forças russas e as tropas paramilitares e não-regulares que as acompanharam na entrada na Geórgia deverão retirar imediatamente» vincou.

O Presidente georgiano garantiu, por outro lado, que nunca reconhecerá a Abkházia e a Ossétia do Sul, as duas repúblicas separatistas georgianas que reclamam o reconhecimento internacional, e reafirmou que a Rússia mantém ocupada «parte significativa» do seu país.

Tanques russos aproximam-se de Tbilissi

Entretanto, segundo a agência France Press, uma coluna de 40 tanques russos avançou a partir da cidade estratégica de Gori em direcção à capital da Geórgia, tendo interrompido a marcha a 40 quilómetros de Tbilissi.

Também a agência Reuters avança que um comboio militar russo, com vários blindados, seguiu rumo a Tbilissi e estacionou a 55 km da capital da Geórgia.
In Portugal Diário

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Bush ameaça, Rússia continua a destruir alvos

Continuam a surgir dados contraditórios sobre a situação no Cáucaso. Depois da Geórgia ter acusado os russos de não estarem a cumprir o cessar-fogo, agora é a vez da Rússia dizer que as acções do seu adversário na Ossétia do Sul continuam.

Bush avisa: «Rússia tem de cumprir a palavra»
Geórgia: tropas russas rumo a Tbilissi?

Um porta-voz do ministério da defesa referiu que as forças militares russas abaterem dois aviões espiões da Geórgia quando sobrevoavam Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul. Um dos aviões não-tripulados foi abatido na noite de terça-feira e o outro já esta manhã, o que «contraria as informações de que a Geórgia tinha encerrados todas as actividades militares no território».

Portugal pode enviar tropas

Entretanto, a União Europeia revelou estar disponível para ajudar a garantir o cessar-fogo, sendo que podem ser enviadas para o local tropas portuguesas.

«Não vemos necessidade de nos envolver num teatro que nos é muito estranho, mas estamos disponíveis para ter uma participação simbólica», disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, no final de uma reunião dos chefes das diplomacias da UE na capital belga, segundo a TSF.

«O importante é que o cessar-fogo seja sustentável, que a ajuda humanitária seja mobilizada e chegue às populações e que, a longo prazo, tudo seja feito para garantir equilíbrios que garantam a paz e a estabilidade», frisou.

In Portugal Diário