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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assumir a vergonha de uma má conduta

Lembram-se os leitores dos nossos lendários deputados voadores e de um, célebre entre todos, crismado de "Batman" por dar voltas ao mundo, apresentando facturas de viagens que só um herói de banda desenhada conseguiria realizar nos termos despudoradamente apresentados? Nesse caso claro de fraude, ninguém se demitiu, nem foi demitido, não houve uma séria censura em plenário, nem sequer a presidência da Assembleia da República se sentiu salpicada pela lama desta conduta tão desonrosa por parte de membros, é bom lembrá-lo, de todos os grupos parlamentares de então. Tudo terminou com uma salomónica prescrição do processo.

Ontem, na Câmara dos Comuns britânica, o seu líder anunciou a demissão, assumindo a sua quota-parte de responsabilidade no escândalo das despesas dos deputados - aqui, igualmente, de todos os grandes partidos -, que, não sendo nem fraudulentos nem ilegais, chocaram a opinião pública britânica mergulhada numa profunda crise.

É certo que este episódio está a ser bem aproveitado pela oposição conservadora britânica para antecipar eleições numa conjuntura que lhe é favorável a aceder ao poder. Mas há um ponto de referência moral no exercício de cargos públicos nessa democracia centenária, muitos furos acima do nosso. Devíamos aprender e emular o exemplo de responsabilização e rigor que nos chega de Westminster.

In Editorial do DN

Claro que sim. Mas com a multiplicidade de escândalos envolvendo políticos e dirigentes de bancos, empresas públicas e privadas, a par da impunidade reinante, não me admira a desfaçatez com que são cometidos os chamados crimes de colarinho branco em Portugal.

Além disso, estou convencido que existe uma espécie de pacto por todos e cada um ser capaz de chantagear os restantes. Como diz o nosso povo: "eles têm todos o rabo trilhado".

sábado, 16 de maio de 2009

No parlamento europeu






Moral da história: os deputados europeus não são melhores nem piores do que os nossos, são iguais

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tiro ao alvo

Alteração no financiamento dos partidos «é uma fantochada»

João Cravinho não entende alteração efectuada em Comissão

João Cravinho critica o comportamento do Parlamento, que alterou o número quatro do artigo 18 da lei do financiamento dos partidos, respeitante aos lucros que resultam das campanhas eleitorais.

«Não me parece possível andar a tirar e a pôr regras de fundo, substantivas, alterando os diplomas porque entretanto se chegou á conclusão porque isto deu bastante barraca», disse à «Rádio Renascença», enquanto manifestava a sua incompreensão pelo facto desta alteração ter sido realizada por apenas 16 deputados na comissão de Assuntos Constitucionais:

«Corrigir isto, no período da votação, por um pequeno grupo que se arroga tanto poder como o próprio plenário, é uma fantochada, não é possível».

In Portugal Diário