Jacob Zuma, o Presidente eleito, ensaia para o seu novo papel como Presidente da África do Sul.terça-feira, 28 de abril de 2009
ELEIÇÕES NA ÁFRICA DO SUL
Jacob Zuma, o Presidente eleito, ensaia para o seu novo papel como Presidente da África do Sul.terça-feira, 11 de novembro de 2008
Partiu Miriam Makeba

Cantora morreu no final de um concerto de apoio ao autor de 'Gomorrah'
Roberto Saviano escreveu Gomorrah, livro publicado em 2006 que expôs detalhes e segredos da Camorra, a máfia napolitana. As mesmas páginas foram transformadas em filme já este ano e Saviano acabou ameaçado pelas organizações criminosas da cidade italiana. Miriam Makeba, nome maior da música sul-africana e activista pelos direitos humanos, esteve em Itália para um concerto de apoio ao jornalista-escritor. Após a actuação, Makeba foi vítima de um ataque cardíaco. Acabaria por morrer, com 76 anos.
Nelson Mandela figurava entre os nomes que apelidavam Miriam Makeba de "Mama Afrika", título garantido pela voz incansável tanto no canto como na denúncia. Na verdade, o seu desaparecimento seria sempre motivo de notícia, e não apenas porque associada a uma controversa aparição pública que levou os meios de comunicação de todo o mundo a procurar eventuais teorias conspirativas. Mas a sustentação de tais hipóteses faz-se de fragilidades. Para a história fica o percurso de uma cantora convicta da transformação latente nas canções que interpretava. Mesmo a sua última prestação em Caserta, quis lembrar que, naquela localidade, foram assassinados seis imigrantes originários do Gana - a autoria do massacre está associado às associações criminosas descritas no livro de Roberto Saviano.
Miriam Makeba mostrou os primeiros sinais de uma vincada personalidade artística na década de 50, quando o bairro de Sophiatown, nos subúrbios de Joanesburgo, atraía os cosmopolitas mais curiosos pelas manifestações artísticas. A segregação imposta pelo regime de apartheid acabou por afastar os negros dos circuitos culturais, mas aquela que seria mais tarde rebaptizada como a "imperatriz da canção africana" encontrou a melhor forma de dar continuidade à sua vontade artística. Encontrou a parceria perfeita com Hugh Masekela, o trompetista que a influenciou em definitivo a desenvolver a linguagem musical que melhor a serviu: um cruzamento entre a tradição africana e o jazz.
Come Back, Africa, documentário revelado em 1959, transformou Miriam Makeba num símbolo da luta antiapartheid. Ao mesmo tempo, foi--lhe negada a entrada na África do Sul durante os 30 anos seguintes. Colaborações assinou-as com nomes tão distintos como Dizzy Gillespie ou Paul Simon. As distinções surgiram tanto de John Kennedy como das Nações Unidas. A autora de títulos como Pata Pata, The Click Song ou Malaika estava em digressão pelo mundo desde 2005, naquela que tinha já sido anunciada como a sua tour de despedida.
In DN
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Nelson Mandela faz hoje 90 anos. Parabéns!

Nelson Rolihlahla Mandela (Qunu, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como activista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prémio Lênin da Paz, que foi recebido em 2002.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
Há 44 anos Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua

Nelson Rolihlahla Mandela (Qunu, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, que foi recebido em 2002.
terça-feira, 27 de maio de 2008
DE MAL A PIOR

Presidente Mbeki receia um regresso aos tempos do regime do 'apartheid'
"Os actos vergonhosos de alguns mancharam o nome da África do Sul", disse ontem o Presidente Thabo Mbeki na sua primeira mensagem à nação desde o início da violência xenófoba que fez mais de 50 mortos nas últimas duas semanas. O chefe do Estado afirmou ainda recear que o comportamento "desumano" das pessoas que atacaram imigrantes um pouco por todo o país possa fazer o após regressar ao tempo do apartheid, o regime segregacionista que foi abolido em 1994. Para os media sul-africanos, a culpa do que definem como "limpeza étnica" é precisamente de Mbeki e da sua política externa e de imigração.
"Nunca desde o nascimento da nossa democracia vimos actos tão desumanos", declarou Mbeki à rádio e televisão públicas SABC. O Presidente garantiu que estes actos xenófobos "contradizem tudo o que a nossa libertação do apartheid representa". Mbeki prometeu também só descansar quando os responsáveis por esta violência xenófoba estiverem atrás das grades.
Os ataques contra imigrantes, que muitos sul-africanos acusam de lhes roubarem os empregos, já fizeram mais de 35 mil deslocados. A maioria deixou a sua casa nos subúrbios pobres de Joanesburgo e encontrou refúgio em esquadras ou igrejas. Os ataques começaram nos bairros de lata da capital económica da África do Sul, mas já alastraram a sete das nove províncias do país.
O líder do Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), Jacob Zuma, esteve ontem nos bairros de lata em torno de Joanesburgo. O favorito às presidenciais do próximo ano apelou à paz e ao diálogo para "resolver os nossos problemas".
Um dos mais ferozes críticos do Governo, Moeletsi Mbeki (o próprio irmão do Presidente), acusou ontem os responsáveis da África do Sul de não quererem admitir que a violência é resultado do fracasso das suas políticas externa e de imigração.
A imprensa de domingo também não se coibiu de apelar à demissão de Mbeki. "Limpeza étnica à sul-africana" era a manchete do Sunday Independent, ilustrada por uma fotografia de uma jovem moçambicana embrulhada num cobertor e sentada num colchão no meio de um terreno baldio, com o olhar perdido no vazio.
O Sunday Times comparava os assassínios, incêndios e pilhagens ao "estado de emergência".
In Dn
terça-feira, 20 de maio de 2008
O DRAMA DA XENOFOBIA
O embaixador moçambicano na África do Sul assegurou que o executivo de Maputo providenciará ajuda às famílias das seis vítimas moçambicanas assassinadas, para trasladarem os corpos para as províncias de origem.
«Vamos providenciar ajuda para a trasladação dos corpos para as suas províncias em Moçambique. Estamos em contacto com companhias de autocarros», disse Fazenda, que descreveu a situação vivida na África do Sul como sendo «dramática».
«É uma situação, de facto, dramática por que passamos e provavelmente poderemos voltar a passar», considerou o representante do governo moçambicano na África do Sul.
Desde a última semana, a África do Sul está a viver momentos de intensa violência, resultante de atitudes xenófobas protagonizadas por sul-africanos contra os imigrantes, a quem acusam de prática de crimes e de contribuírem para o elevado índice de desemprego e de custo de vida naquele país vizinho de Moçambique.
Estes ataques concertados, que culminaram até ao momento na morte de 24 imigrantes, segundo dados das autoridades sul-africanas, têm como principal alvo moçambicanos, zimbabueanos, etíopes, chineses e paquistaneses.
A violência de cariz xenófoba começou em Alexandra (arredores de Joanesburgo) a 11 de Maio, estendendo-se depois a outras localidades. Em consequência, a polícia sul-africana confirmou a detenção de cerca de 300 pessoas.
Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Balói, referiu que cerca de 70 moçambicanos manifestaram o desejo de regressar ao país, mas o governante pediu «serenidade».
«Não seria bom sinal que os moçambicanos abandonassem a terra que também é deles», aliás, «são pessoas que têm dado o seu máximo no trabalho (...). Que haja serenidade e confiança nas autoridades sul-africanas», que estão a tentar resolver o assunto, disse Balói.
In Diário Digital
