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sábado, 17 de janeiro de 2009

Por todas as razões, greve a 19 de Janeiro...

O que se pede a professores e professoras no dia 19 de Janeiro é muito para quem perde poder de compra há anos e para quem foi espezinhado pelo absolutismo da maioria PS. Mas é decisivo.
A greve de dia 19 de Janeiro não só assinala os dois anos do cutelo do Estatuto da Carreira Docente como o luto total por um governo que não soube fazer o essencial pela escola pública: as condições de trabalho não melhoraram, as turmas sobrelotadas não desapareceram, a reforma dos currículos foi adiada, falta quase tudo para acompanhar as crianças e jovens com mais problemas, etc., etc.
Mas, em contrapartida, o experimentalismo legislativo da 5 de Outubro deixou um largo rasto de estragos.
Um deles resulta do sonho da Ministra e da sua equipa: dividir a carreira docente entre sargentos e soldados rasos, todos com dever de obediência e aprumo perante a sua luminosa patente. Uma classe profissional na rua e uma greve sem memória são as provas de que professoras e professores não engolem esta farsa e a avaliação que a cose.
O modelo de avaliação de desempenho é uma nódoa e já conheceu mais metamorfoses do que a rã. Mas o coaxar do simplex nem resolve o essencial, nem mexe no que interessa: acabar com a divisão insana entre professores titulares e não titulares. Aliás, o simplex é um espelho da hipocrisia: ao permitir que um/a professor/a para ser "bom" não precise de avaliação da componente científica e pedagógica, e que um/a avaliador/a não tenha de dar provas de que é bom para poder avaliar @s outr@s, o ME mostra o que vale. Quotas, carreira cindida, administrativamente, e estrangulada é o que vale, não menos, não mais.
Estas são todas as razões para fazer greve no dia 19 de Janeiro.
Mas ainda há mais. O silêncio da Ministra e a inaudita capacidade de audição d@s representantes de 139 Conselhos Executivos, que tiveram a coragem de confrontar as suas políticas, não enganam.
O silêncio, o recuo, a limpeza de pessoal que está a ser feita em sectores chave do Ministério da Educação revelam que Maria de Lurdes Rodrigues é a ministra da educação com que Sócrates está a contar para o ano lectivo de 2009/2010.
E cabe-nos decidir, mesmo sabendo que as políticas pesam mais do que as caras, se a escola pública aguenta uma sequela destas, depois de todas as provas de incompetência desta equipa ministerial.
Todas as razões, portanto, para fazer greve a 19 de Janeiro.
Cecília Honório
in Esquerda Net

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Greve de Professores...Ganharam os bons...

362 escolas fecharam portas no dia de greve dos professores e, nas que não fecharam porque houve "aulas" (na maior parte dos casos porque houve "aula" ou nem sequer isso), mantiveram-se ao serviço 1, 2 ou 3 professores.
Isto, para o felicíssimo secretário de Estado Pedreira, significa que "a maioria das escolas [esteve] aberta em dia de greve nacional dos professores"… Já para o contentíssimo secretário de Estado Lemos, ao fim da tarde de quarta-feira, "só" aderiram à greve "às 11 horas" 61% dos professores, o que constitui, obviamente, grande derrota dos professores, até porque, um pouco mais cedo, às 6 e às 7 horas, a adesão foi ainda menor.
Quanto à ministra, fez greve a jornais, TV e escolas e foi visitar… um hospital, pois, em dia de greve nacional de professores, estiveram abertos (nova derrota dos professores) 100% dos hospitais.
A moral da história é que, como antes tinha sido anunciado por não sei quem, "os bons ganham sempre". Os bons somos nós (os bons, os justos, os altos, os inteligentes, os bonitos).
Os maus, injustos, baixinhos, burros e feios (o Inferno) são os outros.
Manuel Antonio Pina
in JN

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Professores...A greve crucial numa luta capital...

Esta greve representa o património de luta adquirido, o capital de reivindicação construído e em acção e o potencial de exigência de uma classe pela sua dignificação. Não podemos deixar desmoronar o muro da respeitabilidade profissional que arduamente soubemos construir.
Estamos num momento crucial da nossa luta.
Esta greve representa o património de luta adquirido, o capital de reivindicação construído e em acção e o potencial de exigência de uma classe pela sua dignificação. Não podemos deixar desmoronar o muro da respeitabilidade profissional que arduamente soubemos construir. Há momentos em que o momento de dizer o que queremos é único.
Não podemos deixar fugir a oportunidade de acertar no alvo até porque nunca se dispara duas vezes a mesma bala.
Esta greve representa o clamor de revolta, da indignação, do basta de incompetência e de que está na hora desta ministra e seus acólitos irem embora. Já percebemos que a prepotência da frase lapidar "Perdi os professores mas ganhei a opinião pública", deu lugar ao tacticismo sinistro e indecoroso do "Peço desculpa aos professores pelos incómodos que lhes possa ter causado", com o intuito de dissimular a obstinação das decisões ao mesmo tempo que conserva a coacção sobre opiniões e alarga o temor com intimações.
Também já deviam ter percebido que esta classe sabe enfrentar a arrogância da intransigência, quer abrir o trilho de um novo paradigma profissional e pode derrotar um ciclo político de falaciosas reformas.
Esta greve representa a exigência de revogação de todo o ardiloso arquétipo para a educação no nosso país. O ECD dividiu-nos em titulares e suplentes. O processo de avaliação põe os titulares a ordenar os suplentes. O modelo de gestão restitui a salazarenta figura do absoluto director que ordena os titulares. As direcções regionais, súbditas do ministério, controlam os directores. Por ironia do destino ou fatalismo da inoperância, lá estamos nós a aplicar na educação o molde hierarquizante do capitalismo na altura em que mais se evidenciam as falhas deste sistema político. Fiquem sabendo que não queremos só suspender a avaliação de desempenho, queremos, e muito, refazer o ECD e anular a nova gestão das escolas.
Esta greve representa a inteligência de quem sabe que o primeiro-ministro já sabe que o modelo de avaliação de desempenho, tal como foi e é apresentado, nunca será aplicado. A teimosia é política - não se pode quebrar a imagem de marca das reformas; a visão é eleitoralista - já perdemos os votos da esquerda vamos recuperá-los na direita que defende os inflexíveis; o plano é de desgaste - fragmentamos pelos órgãos de gestão, ameaçamos pelos mais vulneráveis, instalamos a divisão e o caos e depois culpamo-los pela impraticabilidade. As últimas diligências ministeriais são disso um lastimável exemplo. A noiva tirou o véu. Já não interessam os resultados escolares. Para quê as aulas assistidas? Porque é que haviam de preencher aquelas aberrantes fichas de registo? Os professores é que complicaram tudo e fizeram com que estes dois anos de trapalhadas não servissem para nada. Até agora foi demasiado "complex" mas a partir deste momento temos um imenso "simplex".
Senhora ministra e seus indefectíveis secretários, Senhor primeiro-ministro e seus solícitos discípulos. Fiquem sabendo que os professores há muito que deixaram de acreditar nas vossas tóxicas propostas, que aprenderam a não aceitar patranhas aveludadas e sentem-se enxovalhados por levianas políticas de educação.
Por tudo isto estivemos 100 mil na rua a 8 de Março. Fomos 120 mil (cerca de 85% do total de docentes do país) a manifestarmo-nos a 8 de Novembro. Repetimos a manifestação e a 15 de Novembro alguns milhares voltaram a Lisboa. Voltamos a estar milhares nas ruas das capitais de distrito na semana passada. Agora estamos em greve nacional e com total determinação de alargar a razão da nossa luta.
É tempo de dizer o que tem de ser dito, de fazer o que tem que ser feito, de não trair o que já tanto se fez e de não ceder ao tanto que já se ganhou. Temos de saber dizer a este governo que "Perdemos uma ministra e ganhamos uma classe".
A greve é crucial, a luta é capital e capitula quem perder.
José Maria Cardoso
Professor na Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
in Esquerda.Net

Professores...Greve Histórica...

De acordo com o Governo, 61% dos docentes fizeram greve; os sindicatos garantem que foram 94%. Além da discrepância de números, o ME reconheceu a "adesão significativa", o que para os docentes já é "histórico".
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A maior greve de sempre

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

sábado, 29 de novembro de 2008

Professores...A Luta Continua...

Apelo à greve a 100%
Falhou a ronda de negociações entre a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os representantes sindicais para viabilizarem o modelo de avaliação dos professores, entretanto simplificado.
Dirigentes sindicais apelam à demissão da ministra e à greve a 100% para quarta-feira.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Unidos venceremos



GREVE MUNDIAL CONTRA A SUBIDA DOS COMBUSTÍVEIS

Não se esqueçam de pôr gasolina no dia 2!

Iniciemos uma greve mundial de COMPRA DE GASOLINA.

Haverá uma greve de compra de combustível em todo o mundo no dia 3 de Agosto de 2008.
Se todo o mundo fizer pressão, conseguiremos que o preço dos combustíveis baixe drasticamente.


Jamais o mundo esteve de acordo em algo tão grande e importante!

Se conhecer alguém com correio electrónico envie-lhe esta mensagem.
Siga as seguintes instruções:

1.NÃO COMPRE GRANDES QUANTIDADES DE COMBUSTÍVEL
NO DIA ANTERIOR OU POSTERIOR
2. COMPRE DIARIAMENTE APENAS UM POUCO MAIS DO QUE O SUFICIENTE
PARA NÃO PARAR AS SUAS ACTIVIDADES NO DIA DA GREVE 3.
3. NÃO PLANEIE NENHUMA VIAGEM LONGA PARA 3 DE AGOSTO.
É DOMINGO, FIQUE EM CASA, PLANEIE ALGUM EVENTO FAMILIAR EM CASA.
4. COMUNIQUE A TODAS AS PESSOAS QUE CONHECE. VERBALMENTE OU POR ESCRITO.
- É HORA DE NOS UNIRMOS MUNDIALMENTE PARA UM PROPÓSITO MUNDIAL!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A greve dos pescadores terminou às zero horas

Já se anuncia uma greve de transportadores para este fim-de-semana.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

AGORA É QUE VÃO SER ELAS...

Principais portos totalmente parados. Armadores e pescadores falam em 100% de adesão.

Os principais portos de pesca estão parados a 100% devido à greve no sector das pescas e o único peixe fresco comercializado em Portugal é de quinta-feira, disse à Lusa fonte da Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI).

Os pescadores e armadores portugueses iniciaram às 00:00 de hoje uma greve por tempo indeterminado devido ao aumento do preço do gasóleo, juntando-se aos sectores pesqueiros de Espanha, Itália e França.

Em declarações à agência Lusa o líder da ADAPI, António Miguel Cunha, disse que a paralisação é de 100% nas principais lotas, nomeadamente Matosinhos, Aveiro, Sesimbra, Portimão, Peniche, Quarteira e Olhão.

De acordo com este dirigente, os comerciantes não vão ter onde se abastecer, garantindo que o único peixe fresco foi vendido quinta-feira.

"À medida que o tempo avançar e nos afastarmos de quinta-feira vai deixando de existir peixe fresco", disse António Miguel Cunha.

Na Madeira, os armadores e pescadores madeirenses já anunciaram que, embora solidários com a luta dos companheiros no Continente, não vão aderir à greve em protesto pelo aumento dos combustíveis, porque a situação está minimizada no arquipélago com o apoio concedido desde 2004 pelo Governo Regional.

Nenhuma embarcação saiu para o mar em várias lotas

A Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca garantiu hoje que "nenhuma embarcação saiu para o mar" nas várias lotas do Algarve e nos portos de Sesimbra, Figueira da Foz, Peniche, Póvoa e Matosinhos, devido à greve.

António Macedo, dirigente da Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca e do Sindicato de Pesca do Norte, referiu hoje à Lusa que a paralisação é de 100% naqueles portos, os principais para o sector da pesca.

Apesar da greve, muitos pescadores "estão a marcar presença junto das várias lotas para dar visibilidade aos seus protestos", adiantou.

Este dirigente referiu que o único peixe fresco que está hoje à venda foi pescado quinta-feira.

In DN

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A GREVE JÁ COMEÇOU


A greve das pescas prevista para começar à meia-noite desta quinta-feira em protesto contra o aumento dos combustíveis antecipou o regresso das embarcações de arrasto à lota de Olhão, mas os preços não inflacionaram, constatou a Lusa.

Os quatro arrastões que deveriam aportar hoje à noite na doca de Olhão foram chegando ao longo do dia e o último deles, «O Lobo», é esperado ao fim da tarde, disse à Lusa uma fonte da lota local.

«Avisámos os nossos associados de que deveriam acostar mais cedo e eles estão a fazer isso», disse à Lusa o presidente da Associação de Armadores de Pesca do Sotavento Algarvio, António da Branca.

Sublinha a propósito que o pré-aviso de greve engloba todos os pescadores, sejam da pesca de arrasto, do cerco, ou artesanal, embora estes últimos ¿ a maioria dos profissionais de pesca ¿ só saiam para o mar de madrugada e regressem à tarde, pelo que os que hoje saíram já se encontram todos em terra.

Convicto de que «mais vale estar parado do que perder dinheiro todos os dias», o líder associativo anuncia que ele e os colegas deverão fazer alguns piquetes, para evitar desembarques indesejados ao longo dos próximos dias.

«Não é uma ameaça mas também não deixa de ser», enuncia António da Branca, que aconselha eventuais «fura-greves» a descarregarem no largo da Câmara Municipal de Olhão, de maioria socialista.

In Portugal Diário

Pelos vistos, este Verão a dieta portuguesa vai ser carnívora.

Resta saber se nem sardinha assada aparece no prato dos Santos Populares. Aliás, a ASAE já tinha ameaçado fiscalizar os arraiais de Santo António, São João e São Pedro. Assim sendo, talvez se limite ao arresto de martelinhos de alho-porro, contrafeitos, é claro. Ou a levar com algum no toutiço…