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sábado, 21 de junho de 2008

Dois pesos e duas medidas...


Quando a França vota não, a França fica e muda-se o Tratado;
Quando a Irlanda vota não, o Tratado fica e muda-se a Irlanda.


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Lisboa...Os Deuses não lhe são favoráveis...

Lisboa não dá sorte
.
Em 2000, a União Europeia fez a chamada Agenda de Lisboa. Era uma estratégia para, no prazo de dez anos, criar a economia de conhecimento mais dinâmica e competitiva do Mundo.
Falhou redondamente.
Hoje só é recordada por alguns políticos em obstinado estado de negação.
Em 2007, também sob a presidência portuguesa, celebrou-se um tratado para pôr cobro à grave crise da UE.
Podia ter sido assinado em Coimbra, Mafra ou Guimarães. Mas prevaleceram os tiques centralistas e reincidiram em Lisboa.
Pelos vistos, voltou a dar azar.
À cautela, é melhor não voltar a baptizar assim nada de importante – não por superstição, mas à terceira só cai quem quer…
Curiosamente, o Tratado do Porto (EEE), de 2 de Maio de 1992, continua de vento em popa.
Carlos Abreu Amorim
in CM

domingo, 15 de junho de 2008

Porreiro, pá!...



Não restam dúvidas que uma boa imagem vale mais do que 1000 palavras.

A prova está nestes três postais do nosso confrade “Kaos” (linkado neste blogue), que juntos e por esta ordem contam a história do Tratado de Lisboa, isto é, da famigerada Constituição Europeia revista e encriptada.

Chocado durante a presidência de Angela Merkel – em função dos interesses do eixo franco-alemão – foi depositado em gestação alugada no ventre de José Sócrates.

Com apadrinhamento de Durão Barroso, deu à luz em Belém, perante a notória ausência do Reino Unido, cujo primeiro-ministro só subscreveu a certidão de nascimento no Museu dos Coches, ou não fosse o local premonitório mais indicado para o remeter ao arcaísmo histórico…

Na rescaldo do rotundo NO irlandês, temos a ressaca do trio de euro-batoteiros para quem o Tratado de Lisboa era vital para as respectivas carreiras políticas.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Irlanda votou NO ao Tratado de Lisboa


O ministro da Justiça da Irlanda acaba de anunciar a vitória do NÃO no referendo ao Tratado de Lisboa.

Está assim aberta nova crise na União Europeia.

sábado, 31 de maio de 2008

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO


O crescimento do 'Não' nas sondagens sobre o referendo ao Tratado de Lisboa, na Irlanda, pode por em perigo a ratificação do tratado, segundo avança hoje o jornal espanhol El País



O referendo para ratificação do Tratado de Lisboa, que a Irlanda organiza a 12 de Junho, está a preocupar os partidários do 'Sim', que vêem o número de votantes no 'Não' a crescer de sondagem para sondagem.

Os últimos números continuam a dar vantagem ao 'Sim', com 41%, e os apoiantes do Tratado de Lisboa até cresceram 3% em relação a uma anterior sondagem. No entanto, o 'Não' cresceu 5%, para os 33%, e começa a preocupar o Governo irlandês.

Além disso, existem ainda 47% de indecisos, que poderão fazer pender o voto para um lado ou para outro. Fontes diplomáticas de Bruxelas, citadas pelo El País, estimam até que apenas 51% daqueles que já decidiram completamente o seu voto estejam a favor do Tratado de Lisboa.

O Tratado de Lisboa, assinado a 13 de Dezembro do ano passado pelos 27 Estados membros da UE, substitui o projecto de Constituição europeia, rejeitado em referendo por França e Holanda em 2005. Já foi ratificado pela maioria dos países que o assinaram, incluindo Portugal, em Abril.

SOL

sexta-feira, 16 de maio de 2008

SE O SEU BLOGUE TAMBÉM ACHA QUE A EUROPA É UM ASSUNTO A SER DECIDIDO PELOS CIDADÃOS E NÃO POR TRAFULHAS, ACRESCENTE ESTA IMAGEM AO SEU ESPAÇO.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

SÓCRATES METEU O REFERENDO NA GAVETA

O Tratado de Lisboa foi aprovado esta quarta-feira no Parlamento com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP e contra dos restantes partidos, que criticaram a ausência de um referendo e as «perdas de soberania» nacional.

De acordo com a agência Lusa, no final da votação, os deputados do PS e do PSD aplaudiram de pé a aprovação da proposta de resolução do Governo.

Para que possa entrar em vigor, em 2009, o novo Tratado de Lisboa tem de ser ratificado por todos os 27 Estados-membros, sendo a Irlanda o único país onde a ratificação será sujeita a referendo, por imperativos constitucionais, estando a consulta popular agendada para 12 de Junho.

Assinado na capital portuguesa a 13 de Dezembro, o Tratado visa facilitar o funcionamento das instituições de uma UE a 27 e substitui o fracassado projecto de Tratado Constitucional, rejeitado em 2005 em referendos em França e na Holanda.

Esta aprovação parlamentar com os votos da bancada socialista representa mais uma promessa não cumprida do governo. Com efeito, o primeiro-ministro José Sócrates prometeu durante a campanha eleitoral e também no programa do seu governo, apresentado e aprovado na Assembleia da República, que submeteria o tratado a referendo.

Uma vez mais, e como já se tornou hábito, José Sócrates faltou de novo à palavra dada.

Curiosamente, o ex-líder parlamentar do PSD Luís Marques Guedes considerou esta quarta-feira a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa uma opção «errada e que não dignifica a política», justificando o seu voto favorável com a imposição da disciplina de voto, noticia a Lusa.

«Acompanhei, por imposição da disciplina de voto, a posição da minha bancada. Posição que, contudo, considero errada e que não dignifica a política», lê-se na declaração de voto entregue por Luís Marques Guedes na mesa da Assembleia da República, após a aprovação do Tratado de Lisboa em plenário, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS-PP.

Sem negar a «inquestionável adesão» de Portugal ao projecto europeu, Marques Guedes defende que «a convocação dos portugueses ao debate e à participação referendária na tomada de opções que bulem decisivamente com o nosso futuro colectivo, é uma mais-valia para a qualidade da democracia».

«Quebra grosseira de compromissos»

«O erro não é tanto não consultar os cidadãos, é deixar medrar a sensação de que é duvidoso o seu apoio ou se teme a sua rejeição. Mas, além de errada, acho que a opção pela aprovação parlamentar, no caso português não dignifica a actividade política», refere ainda Marques Guedes, que foi líder da bancada parlamentar do PSD durante a liderança de Marques Mendes, que defendia a realização da consulta popular.

Por um lado, acrescenta o antigo líder da bancada social-democrata, «nada faz pior à dignificação da política do que a quebra grosseira de compromissos assumidos e repetidamente afirmados».

«Por outro, o argumentário construído para suportar o rompimento dessa promessa não é, a meu ver, politicamente dignificante, por partir da premissa de que as pessoas não percebem as coisas ou, pior, aceitam qualquer desculpa esfarrapada que se lhes dê», salienta ainda o antigo líder parlamentar dos sociais-democratas, que depois da chegada de Luís Filipe Menezes à liderança do partido passaram a defender a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa.

«Ficção de que houve uma alteração de conteúdo»

Na declaração de voto, Marques Guedes lembra também que o compromisso de aproveitar a reforma do Tratado Europeu para «envolver e reganhar o apoio dos portugueses no projecto europeu, foi não só unânime entre as forças políticas, como solene e para levar a sério».

«A ficção de que houve uma alteração de conteúdo, substância e circunstâncias no novo texto, não passa disso mesmo - uma ficção que não dignifica a relação de verdade que deve existir entre a política e os cidadãos», lê-se ainda na declaração de voto, numa crítica implícita ao PS, que durante a campanha para as eleições legislativas de 2005 defendeu a realização de um referendo ao Tratado da União Europeia.