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segunda-feira, 23 de março de 2009

Já lá vão 6 anos, sem fim à vista

Colóquio/Debate a realizar em Lisboa por ocasião dos 6 anos da invasão do Iraque.

“Médio Oriente: ocupação e resistência” é o tema de um colóquio a realizar em Lisboa por ocasião dos 6 anos da invasão do Iraque, levada a cabo pelas forças militares dos EUA e do Reino Unido em 20 de Março de 2003.

Os 6 anos de luta da resistência iraquiana serão abordados no quadro da situação no Médio Oriente, com atenção especial à Palestina, foco de mais de 60 anos de luta por direitos nacionais.

A iniciativa, promovida pelo Tribunal-Iraque, a CGTP e o CPPC, conta com o apoio do Movimento Democrático de Mulheres, da Associação Abril, do Movimento para a Paz na Palestina (MPPM), do Comité de Solidariedade com a Palestina, da Associação José Afonso, do Colectivo Múmia Abu-Jamal, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, da FENPROF.

Data e local

28 de Março, sábado, em duas sessões, das 14,30 às 17 horas e das 17,30 às 20,30 horas.

Auditório do SPGL, Rua Fialho de Almeida, 3, Lisboa (metro S. Sebastião).

Temas a abordar

  1. Violações do direito internacional. Criminosos e cúmplices.

Guantânamo, as prisões iraquianas, Diego Garcia

Eduardo Maia Costa, magistrado

Os voos da CIA e a colaboração de Portugal e da UE

André Levy, investigador

A uso de novas armas e de armas proibidas no Iraque, no Líbano e em Gaza

Mário Tomé, coronel

Colaboração portuguesa nas agressões imperialistas

Manuel Raposo, membro do Tribunal-Iraque

  1. Terror de Estado. O terror sobre as populações como estratégia programada.

Palestina, um processo de limpeza étnica

António Louçã, historiador, membro do Comité de Solidariedade

com a Palestina

O embargo ao Iraque e o bloqueio a Gaza, preparativos das acções militares

Sandra Benfica, membro do Conselho Português para a Paz e a Cooperação

A situação das classes trabalhadoras no Iraque e na Palestina

Carlos Carvalho, dirigente da CGTP

A situação das mulheres nos teatros de guerra

Regina Marques, membro do Movimento Democrático de Mulheres

No final de cada sequência de intervenções haverá debate sobre o respectivo tema.

Tribunal-Iraque

Recebido por email

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O gueto de Gaza!...

A hipocrisia desceu de novo à rua no dobrar de mais um ano. Perante o horror de centenas de palestinianos mortos e feridos pelo genocídio que Israel continua a levar a cabo em Gaza, não se podem aceitar nem entender posições de falsa equidistância ou pretensa imparcialidade.
Quem se abriga neste posicionamento, covarde ou conscientemente cúmplice, não pode deixar de ser também politicamente responsável pela morte de centenas de civis palestinianos, (homens, mulheres e crianças), que nada por nada pode justificar. Nem sequer o pretexto de responder a algumas dezenas de rockets artesanais lançados de Gaza, os quais, para além do barulho, nunca tiveram consequências vitais significativas, na população ou património israelita.
Importa lembrar aos praticantes da "equidistância conveniente" que o genocídio não começou com os mais recentes ataques da aviação israelita a faculdades, mercados, mesquitas ou tudo o que "mexesse" em Gaza.
O genocídio começou há muito e prosseguiu durante o famoso cessar-fogo, cuja violação se quer também atribuir aos palestinianos para poder justificar a (falsa) imparcialidade.
O genocídio existe à moda do "Gueto de Varsóvia", com o controle absoluto do espaço aéreo, portos e todas as fronteiras de Gaza (mesmo as que, como com o Egipto, não são fronteiras de Israel), com o cerco total de Gaza e da sua população, atrasando e impedindo a ajuda médica e humanitária para a população civil.
O genocídio é, enfim, a asfixia total de uma das zonas mais densamente povoadas do Médio Oriente, haja ou não cessar-fogo.
Sublinhe-se também que, em Gaza, o cessar-fogo tem um conceito próprio para quem está mais apostado no genocídio que na Paz. No tal período de tréguas, por um acaso que o nunca o é sempre que de um lado está Israel, houve pelo menos uma incursão militar em Gaza e mais de meia centena de palestinianos morreram, enquanto nem um israelita - civil ou militar - foi atingido (não obstante os "mortíferos" rockets)…
Honorio Novo
in JN

terça-feira, 6 de janeiro de 2009