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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Manifestação de polícias juntou mais de oito mil...

Mais de oito mil polícias manifestaram-se em Lisboa por melhores salários, condições de trabalho e estabilidade no emprego. Um protesto expressivo, tendo em conta que existem 22 mil polícias em Portugal.
A manifestação reuniu pela primeira vez em 20 anos os nove sindicatos da PSP.
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"Superámos os oito mil polícias. Tivemos uma manifestação com um quilómetro de extensão", disse aos jornalistas o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, no momento em que os manifestantes chegaram ao Terreiro do Paço, vindos dos Restauradores, em Lisboa.
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"Basta de demagogia, estatuto digno já" e "Sócrates escuta, os polícias estão em luta" foram alguns dos slogans entoados durante o percurso e à porta do Ministério da Administração Interna.
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Os sindicatos exigem que o Governo introduza no novo estatuto a criação de uma tabela remuneratória "justa e adequada" à exigência do serviço, a exclusão da PSP da Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública, a inclusão dos cônjuges nos serviços de saúde da PSP, a pré-aposentação aos 55 anos de idade ou 36 de serviço e a atribuição do subsídio de risco a todos os Profissionais da PSP.
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Caso o governo não oiça as reivindicações, a ASPP projecta uma nova acçãod e protesto, apelando aos polícias para entregarem os bonés da PSP na residência oficial do primeiro-ministro no dia 8 de Junho.
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O governo continua a fazer ouvidos surdos à indignação da rua...
Até um dia!!!...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma nova t-shirt para professores protestarem

Movimento de docentes lança nova camisola para a manifestação nacional de professores

Os docentes vão ter t-shirts novas. Trata-se da camisola oficial do movimento de professores Promova, criada especialmente para a manifestação nacional, prevista para dia 30 de Maio.

Na parte da frente desta nova t-shirt pode-se ler «Adeus Milú!» e «Adeus PS de Sócrates», e na parte de trás encontra-se uma frase de Margarida Moreira, directora regional da Educação do Norte, «...há algo que o tempo tem os limites certos».

De acordo com o Promova, os educadores e os professores de Vila Real podem adquirir as suas t-shirts a partir de desta sexta-feira em local específico, identificado no blogue do movimento, e os demais professores podem tomar a iniciativa de imprimir o modelo.

Os professores vão poder usar a nova t-shirt aquando da manifestação nacional agendada para 30 de Maio.

In Portugal diário

Enfermeiros manifestam-se...

A grande maioria dos enfermeiros juntou-se à greve marcada no Dia Internacional da classe e os sindicatos falam em mais de 80% de adesão.
Em Lisboa, milhares manifestaram-se contra a precariedade e a inexistência de uma carreira, numa profissão em que falta gente mas o desemprego aumenta.

domingo, 3 de maio de 2009

Vital Moreira, o camarada em fuga!...

Vista pelo lado dos manifestantes da CGTP, no 1º de Maio, a presença de Vital Moreira não deixa de ser uma provocação.
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O que sentirá um militante do Partido Comunista, da classe mais baixa e sofrida da população, que ao eleger o seu dia de luta encara com um ex-camarada, agora candidato a um lugar elegível na Europa, que ele tanto combateu enquanto comunista ?E ainda por cima aparece a usar aquele espaço de manifestação como mais uma sessão de propaganda eleitoral ? A raiva só pode vir ao de cima.
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O Partido Socialista devia compreender que aquele espaço não é o seu. O espaço sindical do PS é o da UGT onde o seu secretário-geral é figura de proa: elogia Sócrates no Congresso, e põe os seus militantes a gritarem PS depois de Sócrates ter acusado a CGTP de andar a reboque do PCP.A fúria incontida dos militantes basistas (e básicos) da CGTP pode e deve ser criticada, mas isso é o lado formal da coisa..O que está em causa é que Vital Moreira foi um provocador ao ter aparecido na manifestação da CGTP. Numa inspiração à Paulinha das feiras, Vital quis usar a multidão para ali tomar um banho, acabou por levar uma banhada.
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As gaffes do homem de Coimbra não acabam. Cada cavadela uma minhoca. Os camaradas que em 1975 proibiram a entrada de Mário Soares e Manuel Alegre no Estádio 1º de Maio ( eu estava lá e tenho fotos desses momentos) foram os mesmos que hoje quiseram sovar Vital. Mas há 35 anos Vital Moreira estava do lado dos que o enxotaram hoje, e ele terá achado que era democrático proibir a entrada de direitistas na festa operária.
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O camarada está agora do outro lado da barricada. Passou-se do comunismo revisionista para o socialismo liberalóide, sem ideologia, nem cartilha, nem ambição social. O socialismo dos amarelos, dos verdadeiros traidores da classe operária.Vital bem pode meter a cassete e dizer que está habituado aquelas cenas: e cita despudoradamente a cena de pancadaria na campanha presidencial de Soares na Marinha Grande.
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É preciso lata e abuso de confiança. Vital Moreira não tem autoridade democrática para evocar essa cena. Soares foi sempre um democrata, enquanto ele se transformou num revisionista arrependido.
Cá se fazem, cá se levam. Perdem-se as que caem no chão.
in Blog Instante Fatal
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Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele...
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A confusão...

terça-feira, 21 de abril de 2009

'Secos e molhados'



A luta dos polícias pelo direito à greve ainda permanece

por LICÍNIO LIMA

Polícias saem hoje à rua para recordar a manifestação realizada há 20 anos em que acabaram por dispersar à força da água.

Há 20 anos saíram à rua para exigir liberdade sindical. Agora, podem agremiar-se em associações cívicas, mas permanecem sem o direito que consideram fundamental numa sociedade democrática - o direito à greve.

Os polícias vão hoje recordar aquela manifestação que ficou conhecida como "secos e molhados", em que polícias dispersaram outros polícias à força dos jactos de água. Mas o sentimento é de derrota. Muitos dos direitos desejados há duas décadas permanecem não mais do que um desejo. E algumas das conquistas foram, entretanto, retiradas. "Frustração, "desilusão", "desmotivação", "descontentamento" vão ser hoje as palavras de ordem na Praça do Comércio em jeito de pré-anúncio de uma grande manifestação que, em Maio, deverá trazer, de novo, todos os profissionais da PSP à rua.

"Conquistámos o direito de associação, com a manifestação de há 20 anos, mas é um direito amputado. Numa sociedade democrática, não se compreende que os polícias não usufruam do direito à greve", disse ao DN Peixoto Rodrigues, presidente do Sindicato Unificado de Polícia (SUP/PSP).

Além de liberdade sindical, a 21 de Abril de 1989, os polícias exigiam uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e condições laborais. A manifestação acabou em confrontos com o Corpo de Intervenção da PSP a lançar jactos de água e a usar bastões para dispersar o protesto dos polícias, na Praça do Comércio, enquanto a delegação de seis agentes que estava dentro do Ministério da Administração Interna (MAI) para entregar um caderno reivindicativo acabou detida.

Garante Peixoto Rodrigues que actualmente o sentimento de desmotivação é muito maior do que há duas décadas. Desde logo porque alguns direitos conquistados foram retirados pelo actual Governo. Por exemplo, os filhos e os cônjuges deixaram de poder usufruir do subsistema de saúde da PSP. Por outro lado, antes atingiam a reforma com 55 anos ou 36 anos de serviço. Agora, só a alcançam com 55 anos e 36 anos de serviço.

Mas, o mais complexo é o estatuto profissional dos profissionais da PSP actualmente em debate. A proposta do Governo é equiparar os agentes a funcionários públicos, pretendendo que lhes seja aplicado a famosa Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações na administração pública.

Os polícias protestaram e o Governo cedeu em negociar. Perante isto, os sindicatos anunciaram abandonar a participação na manifestação de 31 de Março. Mas, depois, chegaram à conclusão de que não havia boa-fé por parte do MAI e voltaram as costas às negociações. Esta falta de confiança no Governo é um outro ponto que está a incentivar os profissionais da PSP a protestarem na rua.
In DN

quinta-feira, 19 de março de 2009

A indignação nas ruas!...

No momento em que Sócrates completou quatro anos de uma governação pouco séria e alinhada por grandes interesses, a indignação voltou a sair à rua. Foram "não sei quantos mil" a dizer que não se intimidam com a crise nem com a chantagem do desemprego ou do corte nos salários, e que estão dispostos a buscar uma solução política que os defenda e sirva o futuro do país.
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Sócrates e o Governo - e não a crise mundial - são os responsáveis pelo crescimento medíocre do país e pela permanente divergência face à média comunitária (que já começara com Guterres e prosseguira com Barroso/Portas e Santana Lopes).
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São os efeitos da subalternização da capacidade produtiva (traduzida no disparar incomportável da dependência externa), das políticas económicas e sociais centradas nos baixos salários, na precarização crescente e destruição de serviços públicos, são os efeitos dos cortes no investimento público, tudo isto por causa do obsessivo controlo do défice orçamental imposto pelo Pacto de Estabilidade.
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Sócrates e o Governo - bem antes da crise mundial - são os responsáveis por taxas record de desemprego, pela falência total dos bombásticos objectivos de criação de emprego, pelo crescimento do desemprego entre os jovens e entre as mulheres (aqui pondo a nu uma outra face da tão apregoada igualdade de género…).
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Sócrates e o Governo - e não a crise mundial - são os únicos responsáveis pelo inaceitável proteccionismo dos interesses das grandes fortunas e interesses, chamem-se Fino, Berardo, FreePort, BPN ou BPP, tudo a coberto de um manto de indícios de corrupção que não param de crescer.
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Ao contrário do que por aí anda a repetir o primeiro-ministro, a crise já cá estava há muito, bem antes de se fazerem sentir os piores efeitos da crise mundial.
Por mais que Sócrates utilize de forma oportunista a crise para se desculpar e ao seu Governo, cada vez mais são os que se não deixam levar pelo canto de sereia e lhe apontam o dedo justamente acusador
Honório Novo
in JN

terça-feira, 17 de março de 2009

A Fisga


Mário Soares alerta PS: «Não basta virar à esquerda»

Ex-presidente da República analisa impacto da manifestação da última sexta-feira

José Sócrates vociferou contra os sindicatos, falou em aproveitamento político e desvalorizou os 200 mil que se manifestaram em Lisboa na última sexta-feira. Agora, surge Mário Soares a avisar o Partido Socialista, dizendo que «não basta virar à esquerda».

O ex-Presidente da República aproveitou a sua coluna de opinião no «Diário de Notícias» para avaliar o protesto: «Uma megamanifestação não resolve nada. É certo. Mas alerta os responsáveis para o que tem de ser imperativamente resolvido. Não o esqueçamos!»

Soares aconselha mesmo o Governo a «ouvir com atenção e a ponderar a indignação das pessoas, que vai crescer, não tenhamos ilusões, e a debater o fenómeno, as suas causas e consequências, com os responsáveis dos partidos».

«É preciso que o conhecimento da crise, nas suas causas e consequências, chegue às pessoas, aos trabalhadores desempregados, aos que estão desesperados com a falta de perspectivas e com os horizontes completamente fechados que se lhes apresentam e às suas famílias», vincou.

In “Portugal Diário”

domingo, 15 de março de 2009

O PARTIDO SINDICAL

“A economia tem de estar ao serviço dos trabalhadores e do povo e não subordinada aos interesses dos grupos económicos e financeiros.” Esta frase, incluída na resolução da CGTP que serve de pretexto para a manifestação do dia 13 de Março de 2009, resume, de forma clara, os verdadeiros propósitos desta acção.

De facto, esta manifestação, como recentes graves convocadas pela CGTP, revelam uma agenda onde, em vez de estarem presentes os problemas concretos de um grupo ou grupos de trabalhadores, são enunciadas um conjunto de mensagens políticas mais condizentes com as dum partido político.

Num momento em que o Partido Comunista parece não constituir abrigo para os votos que estão a sair da esfera do Partido Socialista para a esquerda, parece claro que certos sectores da CGTP ligados àquele partido escolhem estas acções para marcar um espaço político que não conseguem alcançar de outra forma. No fundo, o PCP luta com a única arma que lhe resta: o domínio da CGTP.

Não se põe em causa a razoabilidade, ou não, da contestação ao Governo. O que tem de estar em análise é qual o papel que cabe aos sindicatos numa democracia.

Numa altura em que o desemprego é o maior problema com que a nossa sociedade se debate, mais do que nunca seriam necessários sindicatos fortes e preocupados em encontrar soluções e não dispostos a ser instrumentos de forças partidárias.

É, sem dúvida, por estas e outras razões que o movimento sindical está mergulhado numa profunda crise.
Pedro Marques Lopes, DN

sábado, 14 de março de 2009

Manifestação da CGTP junta 200 mil pessoas...

Com o lema "Mudar de Rumo, Mais Emprego, Salários e Direitos", a CGTP encheu a Avenida da Liberdade e o seu líder diz que esta foi a "maior manifestação deste tipo que tivemos em Lisboa". Carvalho da Silva fez um discurso de mobilização contra o desemprego e por "políticas que ponham a economia ao serviço do desenvolvimento do país".
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Ontem, foram mais de 200.000 e nao me digam que eram todos comunistas...
Vai chegar o dia em que vai ser todo um pais a indignar-se com o estado das coisas e os ratos, finalmente, abandonarao o barco com o rabo entre as pernas tremendo de medo, como cobardes que sao...
ja faltou mais...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cordao Humano de Professores...

Este sábado cerca de 10 mil professores paralisaram a cidade de Lisboa, num cordão humano que ligou o Ministério da Educação à Assembleia da República.
Ana Benavente, ex-secretária de estado da educação durante o governo Guterres, marcou presença no protesto e deixou um recado ao governo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Amanhã, Sábado...Professores em cordão humano...

Amanhã, Sábado, 7 de Março, os professores vão realizar um cordão humano em Lisboa, ligando o Ministério da Educação, a Assembleia da República e a residência do Primeiro-Ministro.
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A Luta Dos Professores Continua...Um bom exemplo num país de "Mansos"...
Repetimos, o que já aqui apontámos...a luta contra este governo arrogante e prepotente, tem que ser constante e diária...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Protesto leva ministra a cancelar visita...

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, cancelou a visita, prevista para hoje, a Santa Comba Dão, onde deveria inaugurar o Conservatório de Música e Artes do Dão, depois de o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) ter anunciado que iria manifestar-se no local contra a política educativa.
"Se ela não vem nós também não estaremos lá", disse Francisco Almeida, do SPRC.
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Entretanto, a TVI noticiou que a ministra pode ter de pagar um valor equivalente a 10% do salário mínimo por cada dia de incumprimento de uma decisão judicial, após acção movida por um grupo de professores da escola Secundária João de Araújo Correia, em Peso da Régua, que contestaram as eleições para o conselho executivo.
in CM
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Eles falam, falam, mas têm medo...
É preciso apertá-los...
O engenheiro, que dizia que as manifestações eram a festa da democracia, mudou de discurso e agora são os perigosos comunistas a destabilizar...
É preciso não desmobilizar...cada dia tem que ser de luta, até correr com eles...

sábado, 22 de novembro de 2008

Funcionários públicos avisam o Governo...

Milhares de funcionários da Administração Pública - 50 mil, segundo a Frente Comum, 20 a 25 mil estimados pela Polícia - protestaram em Lisboa contra o Governo, reclamando aumentos de 5% para 2009.
Oriundos de todo o país, os manifestantes concentraram-se na Praça Marquês de Pombal e seguiram a pé em direcção à Assembleia da República, ao som de apitos ruidosos e gritando palavras de ordem contra o Governo, que acusam de lhes estar a "roubar direitos adquiridos" e prejudicar o dia-a-dia, com aumentos salariais que não lhes permitem fazer face ao aumento do custo de vida.
À passagem pela sede do PS, no Largo do Rato, ouviram-se gritos de "mentiroso", dirigidos ao primeiro-ministro, José Sócrates, e avisos ao Executivo: "Está na hora, está na hora de o Governo ir embora". Nas t-shirts pretas que muitos traziam vestidas, liam-se outros avisos: à frente, a cara de José Sócrates, apontado como "prepotente, imoral e repressivo"; atrás, a mensagem: "Os trabalhadores não esquecem".
À porta do Parlamento, Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, recordou que os sindicatos não aceitam o aumento de 2,9% proposto pelo Governo para 2009 e prometeu que vão "continuar a lutar" por vencimentos iguais aos dos funcionários públicos espanhóis.
A Sócrates, deixou um aviso: nas eleições do próximo ano, os trabalhadores não o vão deixar repetir a maioria absoluta.
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Milhares de funcionários públicos protestam em Lisboa

sábado, 15 de novembro de 2008

Educação...Granel generalizado...

Educação: Alunos voltaram a sair ontem à rua
Cresce revolta nas escolas

Milhares de estudantes manifestaram-se ontem contra o Governo em escolas de todo o País e em frente ao Ministério da Educação, num protesto marcado por SMS, e-mail e pelo Hi5. Governo, PS e organizações de pais falam em instrumentalização dos alunos e até acusam os professores de estar por detrás da contestação, com a Fenprof a ameaçar processar quem difamar os docentes.
A crise que se vive no sector educativo levou mesmo o Presidente da República a apelar à "serenidade".
O caso mais complicado terá ocorrido na Escola de Idães, em Felgueiras, onde um encarregado de educação acusa a GNR de agredir sete jovens que tiveram de ser assistidos no hospital.
No resto do País, registaram-se incidentes pontuais.
O protesto fez-se ouvir em quase todos os distritos. Só na zona Centro registaram-se manifestações em 14 concelhos.
O secretário de Estado Valter Lemos garantiu, porém, que 'das 1200 escolas do País só pouco mais de uma dezena teve manifestações à porta'. E falou em 'instrumentalização dos alunos'. Vitalino Canas, porta-voz do PS, foi mais longe e acusou 'alguns radicais e alguns professores' de estarem por detrás do protesto. Margarida Moreira, directora Regional de Educação do Norte, diz que foram identificados dois alunos de uma juventude partidária.
Cavaco Silva condenou os 'desacatos e insultos protagonizados por alguns alunos' e apelou para que 'cada um faça um esforço para que a serenidade regresse às escolas e para desanuviar esta situação de alguma tensão no sector'.
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Estudantes saíram às ruas em todo o país

domingo, 9 de novembro de 2008

Mais de 120 mil professores em manifestação...

Sindicatos de professores prometem "guerra"
Plataforma convocou greve para 19 de Janeiro mas pode haver uma paralisação antes do Natal
Os docentes voltaram a bater recordes na adesão a uma manifestação. A ministra da Educação reafirmou que a avaliação prossegue e espera que os sindicatos cumpram compromissos. Estes, por seu lado, prometem luta até às eleições legislativas.
Caso a avaliação não seja suspensa, os professores farão greve no dia 19 de Janeiro - Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores e, precisamente, dois anos depois da entrada em vigor do Estatuto da Carreira Docente -, mas também podem fazer outra paralisação antes das férias do Natal.
Tal como o JN avançou na edição de ontem, a Plataforma organizará, em 2009, uma Marcha Nacional pela Educação que pretende unir aos professores, funcionários não docentes, pais e alunos. Na última semana de Novembro, os docentes voltarão à rua mas esses protestos serão regionais.
Perante uma multidão imensa - que os sindicatos estimaram em 120 mil manifestantes -, os dirigentes sindicais garantiram não haver mais espaço para "soluções intermédias". "Já não há remendos possíveis neste modelo", defendeu João Dias da Silva, secretário-geral da FNE.
A ministra falou às 17 horas, quando a "cabeça" da manifestação ia a meio da Avenida da Liberdade e o Terreiro Paço continuava cheio e parado.
A garantia de que o processo prosseguirá foi recebida pelos docentes como uma "provocação". "Se querem guerra, guerra terão", afirmou Mário Nogueira.
Pela primeira vez o secretário-geral da Fenprof pediu de forma clara a demissão da ministra: "se não é capaz de mudar as políticas então vá para a rua". A multidão repetiu em coro: "rua, rua, rua..."
"Se o Ministério não suspende, suspendemos nós. Não temos medo", prosseguiu. Mário Nogueira, também porta-voz da Plataforma, apelou aos professores para serem "corajosos e coerentes" com a resolução aprovada na manifestação. O objectivo dos sindicatos é paralisarem o processo nas escolas através de posições assumidas em reuniões gerais de docentes.
O líder da Fenprof assume que enfrenta um "combate político-sindical" e, alega, que só a ministra tem a perder neste conflito. "Nós temos este apoio, ela não. Bem pode ameaçar-nos que perdemos tempo de serviço. Este Governo já nos roubou dois anos e meio de serviço", quando congelou as progressões.
Nogueira acusou Maria de Lurdes Rodrigues de "analfabetismo político" por não conseguir interpretar o significado de duas manifestações gigantescas. Reforçados por conseguirem mobilizar, pela segunda vez em oito meses mais de 100 mil professores, os sindicatos extremaram posições. E para a multidão e para os movimentos de professores - que sempre contestaram a assinatura do Memorando após o 8 de Março - garantiram que só haverá acordo por um novo modelo.
Além da "suspensão imediata", exigem o recuo do Governo na proposta ao novo regime de concursos e a disponibilidade do Executivo para regularizar os horários "ilegais".
A proximidade ao calendário eleitoral, nomeadamente às legislativas, foi invocada nas declarações. A Plataforma parece acreditar que será esse o maior trunfo para resolver o "combate político-sindical".
Por mais do que uma vez, quando confrontado sobre possíveis penalizações aos professores que suspendam a avaliação, Nogueira retorquiu: "se a ministra quiser dizer a 120 mil professores, a três meses das eleições, que não vão progredir, que diga".
A ministra acusa os sindicatos de desrespeitarem o Memorando assinado em Abril. Nogueira insiste que os sindicatos assinaram para "salvar o final de ano lectivo" e que nunca se comprometeram a acabar com as críticas.
A Manifestação e Declarações de professores...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CGTP promove manifestação do público e privado em Lisboa

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, vai ser esta quinta-feira palco de uma manifestação da CGTP, com trabalhadores provenientes de todo País, para exigir que o Governo altere a sua proposta de revisão do Código do Trabalho e as suas políticas sociais, refere a Lusa.

A manifestação nacional integra funcionários e trabalhadores do sector privado que pretendem «dar uma resposta unida e conjunta a uma ofensiva que visa pôr em causa os direitos dos trabalhadores dos dois sectores», disse Arménio Carlos, da Comissão Executiva da Intersindical.

Tendo em conta todo o trabalho preparatório para a mobilização para a manifestação da CGTP e o número de autocarros fretados, o sindicalista prevê a afluência a Lisboa de «muitos milhares de trabalhadores de todo o País».

A manifestação termina na Praça dos Restauradores, onde o secretário-geral da CGTP fará uma intervenção político-sindical.

Os sindicatos da CGTP emitiram, como é habitual, pré-avisos de greve para proteger legalmente os trabalhadores que vão faltar ao trabalho para participar na manifestação de protesto.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

MARCHA CONTRA A FOME



Portugueses marcham contra a fome no dia 1 de Junho

No próximo dia 1 de Junho, realizar-se-ão as Marchas Contra a Fome em Lisboa, Porto, Coimbra e Angra do Heroísmo, como parte do projecto Walk The World 2008. Pelas 10:00 horas, no mesmo fuso horário, irá decorrer a mesma iniciativa em mais de uma centena de países em todo o mundo.

O Walk The World é um projecto promovido pela TNT e pelo Programa Alimentar das Nações Unidas, com o apoio de mais de 80 entidades e empresas em Portugal e cerca de 35 instituições de apoio e solidariedade social, com o objectivo de minimizar as carências alimentares e educacionais das crianças a nível mundial.

Em Lisboa, a marcha contra a fome realiza-se a partir da Torre de Belém até às Docas, no Porto o ponto de partida será no Cais de Gaia e a iniciativa termina no Passeio Alegre. Já em Coimbra, os participantes marcharão entre a Praça D. Dinis e a Praça Dr. Manuel de Braga e, finalmente, nos Açores, o evento realiza-se a partir da Praça Almeida Garrett até à Silveira.

«Esta iniciativa representa uma importante contribuição de Portugal para erradicar a fome infantil a nível global a atingir o objectivo do Programa Alimentar das Nações Unidas de erradicação da fome infantil até 2015», afirmou o director de marketing da TNT em Portugal, José Domingos Ferreira.

Para participar, os portugueses só têm de contribuir com 10 euros, que revertem integralmente para o Programa Alimentar, e recebem uma t-shirt e um boné do Walk The World, para utilizarem durante o evento. As inscrições poderão ser efectuadas nas lojas Sportzone ou nos locais de partida, na manhã do dia 1 de Junho, até às 10:00 horas.

sábado, 26 de abril de 2008

MANIFESTAÇÃO DO 25 DE ABRIL EM LISBOA

OS ANARQUISTAS NO 25 DE ABRIL

Manifestação anarquista desfila sem incidentes pela Baixa

Barulhentos mas pacíficos, apesar de alguns parecerem vestidos para um motim, cerca de duzentos manifestantes marcharam ontem entre a Praça da Figueira e o Terreiro do Paço, em Lisboa, em protesto contra o autoritarismo e a repressão policial.

Num dia em que a Baixa foi dominada pelo desfile do 25 de Abril, a manifestação convocada através do blogue «Contra o Capital» decorreu sob vigilância policial discreta, com cerca de dez agentes, alguns dos quais vestidos à civil, que tiraram fotografias aos manifestantes.

A concentração saiu da Praça da Figueira, passou pelo Largo de São Domingos e fez-se notar ao entrar no Rossio, com os tambores, buzinas e coros a inquietarem os membros da Associação 25 de Abril, que fazia naquela altura as suas intervenções num palco montado frente ao Teatro Nacional Dona Maria II.

«Vieram provocar uma manifestação organizada e a polícia sem fazer nada. Eu já fiz um 25 de Abril, agora tenho que fazer outro?», queixou-se um dos elementos da associação, que preferiu não se identificar.

«O Povo unido não precisa de partido» foi uma das palavras de ordem dos manifestantes, a maioria vestidos de negro, botas, com lenços e máscaras a tapar a cara, com afinidades anarquistas, como demonstravam as bandeiras negras, algumas com caveiras e ossos, e o «A» em grafia anarquista que decorava mochilas, camisolas e uma das faixas na frente da manifestação.

A passagem pelo Rossio fez-se sem novidade e os manifestantes anti-repressão saíam da praça rumo à rua Augusta quando soava «Grândola, Vila Morena» no sistema de som da Associação 25 de Abril.

Mas a música da manifestação era outra, pontuada por tambores, megafones e até sirenes policiais e várias palavras de ordem, algumas mais incendiárias - «Hoje és polícia, antes eras homem» - na passagem pela Rua Augusta, interrompida a espaços para evitar as esplanadas e o «homem-estátua» que actuava no meio da via, e que se desviou diligentemente, recebendo aplausos.

Recados à extrema-direita - «Nazis, fascistas, chegou a vossa hora! Os imigrantes ficam e vocês vão embora!» - e contra o capitalismo, o Estado pontuaram também no percurso dos manifestantes.

Entre os manifestantes, ninguém se manifestou disponível para declarações e até os leitores de dois «comunicados» - um no início, outro no fim - foram escudados por vários manifestantes para evitar que fossem abordados, gravados ou fotografados.

«Chibos infames» e «Sangue nas ruas» foram algumas das expressões que se perceberam por entre o discurso abafado, que prometia: «continuamos e continuaremos nas ruas».

No corpo da manifestação, algumas pessoas distribuíam panfletos, um da federação anarco-sindicalista Associação Internacional dos Trabalhadores, lamentando a «repressão sobre as lutas sociais», e outro com «dicas para lidar com a repressão policial», cuja regra número um é «utilizar sempre o bom senso e não entrar em pânico».

A manifestação de hoje decorreu precisamente um ano depois de conflitos entre polícia e manifestantes junto à antiga sede da PIDE, no Chiado.

Lusa/SOL