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sábado, 16 de maio de 2009

Primo de Sócrates diz que PM conhece Smith e Pedro

Hugo Monteiro admite que usou nome do familiar

Hugo Monteiro, primo do primeiro-ministro, diz que José Sócrates conhece Charles Smith e Manuel Pedro - os dois arguidos no caso Freeport - algo que o chefe de Governo tem negado.

Veja o vídeo

Numa entrevista publicada este sábado no jornal «Expresso», o familiar de José Sócrates diz ainda que, de acordo com o pai, a reunião entre os representantes do Freeport e o actual primeiro-ministro, na altura ministro do Ambiente, aconteceu e terá sido Júlio Monteiro quem a agendou.

Hugo Monteiro assume que usou o nome de Sócrates para pressionar os representantes do outlet para realizar um negócio para a empresa Neurónio Criativo, de que era dono.

In Portugal Diário

Com primos destes, Sócrates não precisa de inimigos nem da famigerada cabala que diz persegui-lo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Caso Freeport...

Propositadamente tenho guardado silêncio sobre o caso Freeport. Tenho-o feito, porque acredito, ainda, que à Justiça compete a última palavra quando estão em causa valores que envolvem a honorabilidade dos cidadãos. Contudo, depois de fazer contas ao número de anos que leva em julgamento o caso Casa Pia e de ver reportagens televisivas sobre o seu custo financeiro, pergunto-me se a Justiça em Portugal não é excessivamente dispendiosa para achar o veredicto que, de certeza, vai ser contestado. Ela, para ser eficaz, tinha de ser célere. Devia achar os culpados e os inocentes em muito pouco tempo, porque a Justiça tem de ser, também, instrumento educativo dos cidadãos potencialmente prevaricadores. Se quem comete o crime goza por longo tempo o estatuto de inocente — ninguém é culpado até que se prove a culpa — pode presumir que o “cavalo fale”, recordando a velha história do condenado à morte, pois é provável que seja inocentado por via de um qualquer acaso dos complicados mecanismos judiciais portugueses!
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Mas, por causa das dúvidas, mal ou bem, célere ou lentamente, deixemos que a Justiça trabalhe e decida quem é culpado no caso Freeport… se decidir! Deixemos, porque o caso já assumiu — ou teve sempre — uma outra conotação diferente da criminal: a política.
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Na verdade, em Portugal, de há mais de trinta anos para cá, tem-se confundido Justiça com Política e tem-se criminosamente — perante o tribunal da opinião pública — usado do critério judicial — todo o incriminado é presumido inocente até que se prove a sua culpa — para o aplicar à Política.
Justiça é Justiça e Política é Política.
A Justiça apura verdades, a Política procura gestores públicos para governarem o que é de todos nós. Separemos os campos e imaginemos um exemplo simples.
Qualquer um de nós quer passar uma procuração a alguém, dando-lhe poderes amplos para vender e comprar por nossa conta. Apresentam-se dois candidatos ao cargo, porque têm disponibilidade de tempo e experiência: o primeiro poderá vir a estar envolvido num processo judicial a correr nas instâncias policiais por suspeita de actos corruptos; o segundo é um cidadão sobre quem não impendem quaisquer suspeições.
Qual deles será o escolhido para lhe passar procuração?
Escuso-me a responder, por ser evidente a resposta.
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O factor que pesou, e deve pesar, na nossa escolha não é a decisão de um tribunal que ainda não se constituiu, mas o julgamento que cada um de nós faz dos dois candidatos. Pessoalmente não entrego uma procuração com plenos podres a um indivíduo sobre quem há suspeitas de corrupção… Só se eu estiver louco! Até pode acontecer que o outro me engane e administre mal os meus bens, mas na minha opção o que pesou foi a sua conduta anterior, porque desse tribunal sou eu o juiz. É o meu direito de escolha que está em causa e não o posso alienar em nome de uma correcção cívica que, provavelmente, o suspeito não teve quando se colocou em situação de sobre ele recaírem suspeições. A mulher de César não pode ser somente séria, tem de parecê-lo! E, para parecer não é na sala do tribunal que o consegue, mas no seu dia-a-dia. No seu dia-a-dia antes da suspeição e não depois! «De arrependidos está o inferno cheio», dizia a minha santa Mãe!
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Com que direito, alguém a quem passámos procuração, na presunção de seriedade, se recusa a entregá-la quando vai acumulando suspeitas atrás de suspeitas de comportamentos pouco correctos? Por muito menos caíram Governos durante a Monarquia constitucional e na vigência da 1.ª República. Aliás, durante o Estado Novo, a apregoada instabilidade governativa entre 1910 e 1926, foi, em muitos casos, consequência de meras suspeições de honorabilidade sobre ministros. Mas nesse tempo — um tempo em que ser-se filiado num partido não era ser escravo dos ditames do líder partidário — a grande maioria dos políticos e dos cidadãos sabia distinguir, perfeitamente, o sentido de Honra Cívica da responsabilidade judicial. Eram campos diferentes que se julgavam em tribunais diferentes.
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Todos nós, Portugueses, estamos alienados e, por isso, elegemos para cargos públicos suspeitos de actos criminosos. Se o nosso sentido de honra estivesse bem apurado eles seriam repudiados até que os tribunais judiciais os inocentassem em absoluto.
Há 35 anos nós, a gente do MFA, dissemos aos Portugueses o que era Liberdade, mas esquecemo-nos de lhes dizer o que era Honra.
Pela minha parte, peço desculpa a todos os cidadãos… Talvez ainda vá a tempo de acordar alguns, aqueles que me lêem.
Luís Alves de Fraga
in Blog Fio de Prumo

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Bocas na Justiça


Freeport: «Lopes da Mota usou nome de Sócrates»

A TVI sabe que os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria avisaram a hierarquia do Ministério Público

Lopes da Mota invocou os nomes do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Justiça, Alberto Costa, para pressionar os magistrados do caso Freeport a arquivar o processo. A TVI sabe que foi isto mesmo que os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria relataram à hierarquia do Ministério Público.

In Portugal Diário

A continuar assim, estamos feitos!

Paciência para o Freeport...

Ainda há paciência para o Freeport? Esta semana, depois do DVD, foi a vez de Mário Soares se revoltar com o "excesso de intriga e maledicência", e do sindicato do Ministério Público denunciar "pressões", aparentemente confirmadas pelos magistrados titulares do processo. E lá conseguimos todos arranjar motivo para mais alguma indignação.
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Parece haver acordo em dois pontos. Primeiro, ninguém quer uma justiça subordinada, com licença para perseguir irregularidades só até à porta dos ministérios: seria a ‘italianização’ prevista por João Cravinho. Segundo, ninguém quer fazer dos tribunais e das polícias o equivalente dos quartéis onde, no tempo da I República, as oposições iam armar a queda dos governos. Mas para tudo ser esclarecido ou ter consequências no Freeport, falta o essencial: um sistema judicial capaz de agir em tempo útil.
Talvez venha a existir um dia, não pela carolice deste ou daquele magistrado, mas como parte de uma reforma do Estado – uma reforma de que este governo desistiu. Preferiu, como se sabe, investir no sistema fiscal.
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Sendo assim, resta-nos o quê, além da indignação? Talvez esperar pelas eleições. Porque tal como em 2005, o Freeport há-de voltar a hibernar mal estejam contados todos os votos no fim deste ano.
É vergonhoso? É assim. E será assim enquanto houver tanta paciência.
Rui Ramos
in CM

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Separação de poderes...

António Vitorino garantiu que é absurdo pensar que as pressões sobre os magistrados responsáveis pelo caso Freeport para que estes decidam um veloz arquivamento do caso provenham daqueles que acreditam na inocência de José Sócrates, já que o interesse deste é o de uma decisão ‘ilibatória’ (sic) e nada menos do que isso.
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As aparências indicam o contrário. Desde o início, Sócrates e os seus paladinos têm menosprezado a investigação, classificando o caso como uma ‘campanha negra’ orquestrada por sinistros ‘poderes ocultos’. Como é possível não se presumir que as alegadas pressões vêm daí?
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A propósito: perante este vendaval de acusações gravíssimas acerca da desestabilização da Justiça alguém se lembrou que ainda existe (?) um ministro que tutela essa pasta?
Carlos Abreu Amorim
in CM

terça-feira, 31 de março de 2009

Para bom entendedor...


O socialista Jorge Coelho disse em entrevista à «SIC» que o caso Freeport «está a desagregar o Estado de direito». «Qualquer português olha para isto e o que deve pedir, exigir, é que a Justiça funcione o mais célere possível porque esta situação está a desagregar o Estado de Direito», afirmou o ex-ministro. «Desejo a José Sócrates que tenha êxito nas suas funções e que toda esta questão termine rapidamente para bem do país e para bem dele próprio», disse ainda.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Perguntas...???...

Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
Mário Crespo
in JN

sábado, 28 de março de 2009

Tiro no pé


Reacção de Sócrates

Uma hora depois da divulgação da notícia, cerca das 21:00 de sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro emitiu um comunicado em que repudiou «com veemência» todas «as referências» que o envolvem, «directa ou indirectamente».

«No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas. Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport», assegurou.

José Sócrates terminava o comunicado revelando que já deu orientação ao seu advogado para «agir judicialmente contra os autores desta difamação».

Tiro no pé. Nem que seja através da justiça inglesa, a verdade há-de ser conhecida.

Campanha Negra, a última novela portuguesa


Freeport: investigadores sofrem pressão

João Palma afirma que os procuradores responsáveis pelo processo não têm serenidade para trabalhar

O Secretário Geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, disse, em entrevista à TVI, que os investigadores do caso Freeport sofrem pressões.

«Há pressões, as pressões existem, mas são públicas», afirmou João Palma, adiantando ainda que «há outras que não são públicas e que existem também», em relação às quais João Palma não avança com esclarecimentos.

«O Ministério Público segue atentamente essas pressões, sabe que elas existem», disse ainda o secretário geral, alegando que se tais pressões continuarem, o MP «vai ter que provavelmente tomar uma posição pública sobre isso».

João Palma afirma ainda que, neste momento, com todas estas pressões, os procuradores responsáveis pelo processo não têm a serenidade que deveria haver para trabalhar.

O secretário geral contrariou, desta forma, as declarações do Procurador Geral da República.

Charles Smith chama «corrupto» a José Sócrates...

«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra.
A TVI revelou, no Jornal Nacional de sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith & Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.
Uma hora e meia foi quanto demorou o Gabinete do primeiro ministro a reagir à notícia de abertura do Jornal Nacional da TVI.
"No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas. Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport", diz o primeiro ponto do comunicado oficial.
Sócrates, que assina a nota à Comunicação Social, repudia "todas as referências que procuram envolver-me, directa ou indirectamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport" e termina, garantindo ter já dado "orientação ao meu advogado para agir judicialmente contra os autores desta difamação".
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A Gravação...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Já há galos a cantar na capoeira


«Vão mais é chatear o Sócrates»

Freeport: um dos envolvidos no processo fala no nome do primeiro-ministro em escuta

José Sócrates foi associado, em 2005, a um recebimento ilícito de 500 mil contos para que licenciasse o Freeport, segundo afirmou um alto responsável do ministério do Ambiente, numa escuta telefónica a que foi sujeito pelas autoridades.

Em Fevereiro de 2005, o gabinete do director da Reserva Natural do Estuário do Tejo, José Manuel Marques, foi alvo de buscas da Polícia Judiciária. Sem saber que estava com o telefone sob escuta, por ordem da Juíza de instrução do processo Freeport, José Manuel Marques ditou para o processo um indício de crime contra o primeiro-ministro.

José Manuel Marques, logo a seguir a José Sócrates, é para a polícia inglesa o segundo suspeito de ter recebido, solicitado ou facilitado pagamentos corruptos para autorizar a construção do Freeport em plena reserva natural, que de resto, continua a dirigir.

In Portugal Diário

A verdade é como o azeite na água: acaba por vir sempre ao de cima.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Curiosas improbabilidades


“Tirando a descortesia, o que se reteve da reunião magna dos militantes do PS?

Por um lado, uma curiosa improbabilidade ideológica: o grande partido da esquerda democrática convidou o Partido Comunista Chinês para o seu congresso. Já se sabia que o grande partido da esquerda democrática era, na melhor das hipóteses, do centro relativamente autoritário. Mas não era público que apreciava a companhia da esquerda ditatorial.

Por outro lado, deve sublinhar-se a coragem de José Sócrates, quando pediu que fosse o povo, através do voto, a julgar o caso Freeport. É uma proposta ousada na medida em que os casos de justiça costumam ser julgados em tribunal. E arriscada porque, até hoje, nenhum tribunal condenou Sócrates, mas eu conheço muita gente do povo que acha que ele tem pinta de ser culpado.”

Transcrito da crónica “Boca do Inferno”, de Ricardo Araújo Pereira, in “Visão”