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sábado, 11 de julho de 2009

A Fisga


«É preciso acordar o PS»

Manuel Alegre e António Costa lançam críticas ao Governo

Manuel Alegre diz que «é preciso acordar o PS». Num artigo publicado este sábado no jornal «Expresso», o histórico dirigente socialista pede uma mudança urgente de estilo, de políticas e de pessoas no PS e apela a um «sobressalto à esquerda».

Deputado há 34 anos, confessa que gostaria de ter visto o partido governar de outra maneira e sublinhou a necessidade de este não esquecer a sua esquerda, pondo de lado um «discurso emprestado».

Apesar de pedir um pouco mais de esquerda, Alegre esclarece que continua a querer o PS, ainda que admita a perda de grande parte da sua base social. No entanto, lembra, ainda há tempo para o partido «acordar».

Esta sexta-feira, em declarações à agência «Lusa», Manuel Alegre admitiu que mesmo depois de em Maio ter anunciado que não integraria as listas do PS teve outros convites por parte da direcção do partido mas sublinhou que a sua resposta está dada: «Eu não posso estar a dizer isso [que não está disponível] de hora a hora, é ridículo, já disse que não integro as listas, está feito».

Alegre referiu ainda que se achasse que o partido «estava a ir na direcção certa com certeza que era candidato a deputado».

«Mas vou tomar posição pelo PS, mantendo todas as divergências e apesar de todas as diferenças sou do PS e manterei a minha posição pelo PS», adiantou o histórico socialista e fundador do PS.

Em vésperas de abandonar as funções de deputado e a vice-presidência do Parlamento, Manuel Alegre confessou naturalmente a sua emoção: «Passei aqui quase metade da minha vida, estou aqui há 34 anos, sou o deputado com mais anos de exercício de funções e claro que recordo com emoção os momentos que aqui se viveram, sobretudo os da construção, da fundação da democracia na Assembleia Constituinte».

«A aprovação da Constituição, o preâmbulo da Constituição que fui eu que redigi e outros momentos, muitos, alguns pacíficos, outros tensos, sobretudo aqueles primeiros momentos em que havia uma grande convicção e um grande idealismo, a sensação de que estávamos a construir um país novo, a fazer história», adiantou.

António Costa critica Governo

Em entrevista ao jornal «i», António responsabiliza o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pelo sentimento de insegurança que existe na capital.

«Inadmissivel» é o adjectivo empregado por António Costa para o facto de em alguns ministérios ser permitido que os serviços funcionem como um estado dentro do próprio estado.

O autarca de Lisboa afirma que o Governo é desigual, isto porque, o relacionamento com as tutelas da Saúde e da Educação, muito positivo, contrasta com outros ministérios com os quais a relação tem sido má, cujos destinatário são Mário Lino e Rui Pereira.

António Costa sublinha por exemplo que em Lisboa há um maior sentimento de insegurança e não compreende que a PSP tenha uma divisão de trânsito com 600 efectivos quando é competência dos municípios fazer o policiamento de trânsito.
In Portugal Diário

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Governabilidade”, dizem eles

Passadas as eleições para o parlamento europeu, abriu a caça ao voto para as eleições autárquicas e legislativas. Percebe-se a razão do afã: está em jogo a escolha da equipa que vai gerir o país, concretamente os negócios que se oferecem às classes dominantes, nos próximos quatro anos.

No meio da intensa vozearia – particularmente dos dois partidos do bloco central, PSD e PS – não se vislumbra nenhuma abordagem de medidas imediatas contra os despedimentos, para a criação de emprego, pela melhoria das condições de vida da população trabalhadora, etc, problemas estes que constituem a verdadeira emergência que o país vive. O que está em causa na disputa é outra coisa: como dar continuidade à política dos últimos quatro anos.
Passadas as eleições para o parlamento europeu, abriu a caça ao voto para as eleições autárquicas e legislativas. Percebe-se a razão do afã: está em jogo a escolha da equipa que vai gerir o país, concretamente os negócios que se oferecem às classes dominantes, nos próximos quatro anos.

No meio da intensa vozearia – particularmente dos dois partidos do bloco central, PSD e PS – não se vislumbra nenhuma abordagem de medidas imediatas contra os despedimentos, para a criação de emprego, pela melhoria das condições de vida da população trabalhadora, etc, problemas estes que constituem a verdadeira emergência que o país vive. O que está em causa na disputa é outra coisa: como dar continuidade à política dos últimos quatro anos.

No centro de intermináveis debates foi colocada a questão da “governabilidade” do país. Sócrates, em queda, não tem outro remédio senão reclamar uma nova maioria absoluta, dizendo que sem isso o país é ingovernável. O PSD, espevitado pela (curta) vitória de 7 de Junho, procura ganhar peso para voltar ao poder. Não é uma disputa entre políticas diferentes, apenas uma luta pela primazia em formar governo. De facto, o importante para as classes dominantes, como insistentemente exigem patrões e políticos situados acima da guerra partidária, é conseguir as condições de nova maioria absoluta, de um ou mais partidos tanto faz. “Governabilidade” é só isso.

Contra os argumentos falaciosos desta gente, que nos quer impor mais do mesmo, há que colocar em primeiro plano as enormes dificuldades que atingem as grandes camadas da população. Governar para quem? Ao serviço de quem? O critério de julgamento só pode ser esse. Tem, portanto, cabimento um apelo a todos os trabalhadores para que não votem nos partidos de quem os explora.
In Mudar de Vida

sexta-feira, 3 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Afinal, que quer o PS?

Não é de estranhar que uma sondagem recente atribua "empate técnico" ao PS e ao PSD, nas legislativas. A prática governamental, nestes últimos anos, é um empreendimento de confronto com sectores sociais decisivos, e uma construção de poder (direi pessoal) que repousa em imprevisíveis decisões individuais. O modelo não se rege por princípios; obedece a reflexos. Chamado de "reformas", foi elogiado pelas faixas mais retrógradas da nossa sociedade. E a sociedade está em fanicos.

Notoriamente, o orgulho de Sócrates foi amolgado com a derrota nas "europeias". Até hoje engole em seco, mas continua a combinar os mesmos elementos modulares que têm feito a sua perdição. Parece que não consegue definir o corpo social português e delimitar as fronteiras entre as classes. Sabe-se que nada tem a ver com "socialismo" como instância histórica, ideológica e ética. Também se sabe que conseguiu domesticar aqueles dos seus camaradas que, tenuemente embora, ainda agitavam as bandeiras de uma específica identidade política. A derrocada de 7 de Junho alarga-se em vergonhosas cumplicidades. Nenhum "socialista" se rebelou. Talvez porque já não haja socialistas. Talvez porque o socialismo nunca existiu. Talvez. Uma única certeza: José Sócrates nunca foi socialista.

Ele próprio dá vivo testemunho dessa evidência. Há dias resolveu convidar um grupo de pessoas para o ajudar a reflectir sobre o País, e procurar as soluções adequadas. Os vigorosos pensadores não eram gente de Esquerda, ou afins. Nada disso. T'arrenego, Satanás! Alguns pertenciam àquele agrupamento de estilistas conhecido pelo Compromisso Portugal. A notícia correu fértil. Logo a seguir, o dr. Carrapatoso, corrigindo o que semelhava ser a natureza dos signos, veio afobadamente dizer que nada tinha a ver com os desígnios da amena reunião. Uma selecta jantarada, de duvidosa eficácia.

Cada vez mais desarvorado com os sucessivos dislates, José Sócrates decidiu, agora, consultar os "magos" que ajudaram Barack Obama a conquistar o poder. Uma mistura de marquetingue e de Alvin Tofler. E, embora um técnico português de publicidade, altamente qualificado, tenha dito que não há nenhum génio que consiga, hoje, vender fruta bichada, Sócrates não abdicou de escutar os americanos. Atingimos a era do desequilíbrio e da alucinação. O Estado é entendido como uma empresa, não como a configuração de um corpo político, social e administrativo.

Afinal, que deseja de nós o secretário-geral do PS? Ambiciona os votos de quem? Enquanto esta espessa mediocridade sem alma e sem valores campeia infrene, que nos espera? Manuela Ferreira Leite? Dá que pensar.

Baptista-Bastos in DN

sábado, 13 de junho de 2009

O bruxo


«Jamais faremos coligações com o PS»

Francisco Louçã,em entrevista ao «i», disse que o BE não faz coligações para não fazerem o contrário do que prometeram aos eleitores

Em entrevista ao jornal «i», publicada esta sexta-feira, Francisco Louçã afirmou que o Bloco de Esquerda não tem intenções de fazer coligações com qualquer partido com uma ideologia oposta.

«A lógica de coligação é uma lógica de destruição da política, da falsificação das opiniões, de fazer um arranjo de governo», declara o líder do Bloco de Esquerda.

Francisco Louçã justificou a não coligação com a obrigação de não fazer o «contrário» do que tinham dito aos eleitores. Se houvesse coligação, «isso significa que nós, em nome das carreiras pessoais, do brilho poder, aceitaríamos fazer o contrário do que dissemos aos eleitores», revela.

«Jamais! Diremos isto para que ninguém tenha a menor dúvida. Nunca faremos!», reafirma Louçã.

Leram bem? Notaram as subtilezas da linguagem usada? Façam-me o favor de ler outra vez. Não é necessário ser "analista" ou "politólogo" para entender que Louçã já prometeu a Sócrates que pode contar com ele para governar.

O "jamais" já está muito gasto. Leiam outra vez, por favor.

Se isto não é pôr-se a jeito e fazer um apelo aos alegristas para votarem no BE, de modo a obrigarem Sócrates a encostar-se um bocadinnho à esquerda - evitando que o PSD tenha mais um triunfo e governe coligado com o CDS/PP - venha o bruxo e explique lá do que se trata.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Tiro ao alvo

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo aseguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.
Vai... e não volta mais.
Clara Ferreira Alves in Expresso



terça-feira, 9 de junho de 2009

Onde pára o PS?...

As mais reveladoras imagens das eleições foram captadas no quartel-general dos socialistas, montado no Hotel Altis. A noite começou fria. Sem militantes e com imagens de alguns ‘notáveis’ em debandada logo que foram conhecidas as projecções de resultados.
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Depois, por longos e ruidosos minutos, as televisões fixaram-se numa sala vazia, metáfora de circunstância de um partido também ele muito vazio de alma, de discurso e de rumo estratégico. O silêncio falava mais alto do que Sócrates.
Mas o extraordinário aconteceu quando os socialistas decidiram assumir a derrota.
A sala encheu-se de governantes, ex-governantes, deputados e ex-deputados, assessores disto e daquilo, chefes de gabinete, secretárias, administradores, autarcas e meia dúzia de líderes das federações e concelhias.
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O povo socialista que pulula pelo Estado estava ali em peso, com meia dúzia de rapazes da JS para abrilhantar. Agora, o verdadeiro povo socialista, que noutros tempos enchia espontaneamente o Altis, cá fora e lá dentro, esse, esteve longe dali.
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O PS tornou-se um partido de quadros colocados politicamente e cada vez menos de militantes e simpatizantes. Não debate, segue o chefe. Não contesta, verga-se às orientações. Está refém do pragmatismo e da gestão de interesses, a léguas do sonho e do rasgo estratégico de outras eras.
Eduardo Dâmaso
in CM

domingo, 7 de junho de 2009

Boas razões para não votar no PS e no Avô Cantigas...

. Vital Moreira é um ex-comunista que sempre foi contra a Europa. Há candidatas elegíveis que também concorrem a presidentes de câmara. Vital insultou tudo e todos e não discutiu a Europa. O Carrasco do Serviço Nacional de Saúde, Correia de Campos vai ser premiado com um lugarzinho chorudo na Europa. Fechou-nos os centros de saúde e "nós" votamos nele !!!!. Sócrates precisa de um cartão vermelho.
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O PS recusou-se a fazer o referendo europeu, mas agora quer o "nosso" voto.
. Sócrates aceitou na maior a reeleição de Barroso, o rosto do passado e da cimeira dos Açores.
. O Tratado de Lisboa é um fiasco e foi patrocinado por Sócrates.
. A ASAE de Sócrates atacou em nome da Europa.
. A lei do tabaco vem da Europa.
. A proibição de muitos produtos tradicionais vem da Europa.
. O PS preferiu ser bom aluno europeu a ser um aluno que questiona e impõe vontades.
. Com o PS nem os fundos estruturais servem para nada: não os aproveitou para poupar no déficit.
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Votar nas europeias contra o PS é uma das poucas possibilidades que temos de começarmos JÁ a despedir um governo que foi um fracasso total e que soube ser mais conservador do que toda a direita junta.
Hoje não me vou esquecer disto:
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. Sócrates tirou-me a Caixa dos Jornalistas (é uma posição individual mas também tenho direito a isso!)
. O PS subiu toda a carga fiscal sobre a classe média. Reforçou a ditadura fiscal. Em nada contribui para o apoio às famílias
. A Justiça bateu no fundo
. O ensino um campo de batalha com sucessos virtuais baseados em estatísticas.
. O Magalhães é caro e é uma vigarice.
. A saúde é cara, cara, e teve um carrasco chamado Correia de Campos que vai ser eleito para a Europa. O cúmulo!!!
. As obras públicas não existem mas vamos ter TGV e aeroporto novo, agora que vai até haver menos voos.
. A cultura foi descapitalizada e reduzida a cinzas.
. A insegurança aumentou. O desemprego aumentou. A nova lei do trabalho é uma afronta aos direitos sindicais.
. As historietas do primeiro-ministro lamentáveis, mesmo sendo ele um inocente em todos os processos.
. A pressão sobre os jornais e televisões intolerável.
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É tarde. Mas na verdade vou engolir um sapo e vou votar num partido que detesto mas que pode fazer o que urge em Portugal: tirar os socialistas, estes socratistas, do poder. JÀ.
in Blog Instante Fatal

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PS, São Bento e Terreiro do Paço...

A requalificação do Terreiro do Paço é mais um elemento exemplificativo do jeito autoritário com que o PS, o de António Costa em Lisboa, como o de José Sócrates no país, tem vindo a governar: de costas voltadas para os cidadãos.
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O desprezo que o PS patenteia, propositadamente, pela voz da cidadania local, tem uma séria razão de ser. É que o PS sabe que, quando ouve os lisboetas, eles contestam as suas práticas clientelistas assentes em decisões de secretaria arbitrárias e, acima de tudo, rejeitam obras megalómanas e projectos urbanísticos transviados que, pouco a pouco, lhes vão roubando a sua frente ribeirinha.
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Episódios como o do favor à Liscont a propósito do terminal de contentores em Alcântara demonstram como o PS não tem qualquer pejo em ultrapassar as regras do bom senso para levar os seus desígnios e as suas negociatas avante. Ocasiões como a da suspensão do PDM para permitir a construção da Fundação Champalimaud em Pedrouços revelam como o PS não está minimamente comprometido em levar a cabo um planeamento da cidade de tipo participado.
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No que concerne à questão da reabilitação do Terreiro do Paço todo o processo foi conduzido de forma errada desde o início: tudo decidido em São Bento; apresentado ao público através de uma resolução do Conselho de Ministros; tudo entregue à Sociedade da Frente Tejo; não houve concurso público nenhum. Uma vez mais vingou a obssessão do PS em ultrapassar as regras do bom senso democrático só para mostrar obra feita, em vez de prevalecer o espírito da discussão pública, o estímulo da cidadania e o respeito pela opinião dos lisboetas.
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É por estas e por outras que, quando o PS se diz da esquerda democrática, os lisboetas e os portugueses, que sabem que este PS está mais preocupado com o seu próprio umbigo do que com o bem-estar, qualidade de vida e ensejos das populações, se preparam, neste ciclo eleitoral, para penalizar o PS de Sócrates e de Costa, porque têm noção de que o voto no PS será sinónimo de mais do mesmo, de mais abuso e mais retrocesso.
Natasha Nunes
in Esquerda.Net

Porque dançam Edite Estrela e Correia de Campos?...

Porque dança tão alegre na rua o ex- ministro da saúde Correia de Campos, dando o braço a Edite Estrela ? Porque pôs o país em polvorosa fechando centros de saúde regionais, abandonando velhos e desamparados e agora vê um lugarzinho ao Sol, na prateleira dourada do Parlamento Europeu ?
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Porque baila Edite Estrela ? Porque perdeu Sintra com lágrimas e teve essa recompensa de repetir mandatos na Europa ? Ou dançam porque o país está bestial ?Que sentirão os desempregados recentes do país? Que sentirão os que estão a perder as poupanças de uma vida num banco que afinal era um casino ?
Que sentirão os que escreveram cartas e petições a um Provedor da Justiça posto de lado, humilhado, e que nem o Presidente da República, garante do normal funcionamento das instituições, um escândalo que nem o PR consegue resolver?
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A doutora Estrela baila com o camarada Campos, porque tristezas não pagam dividas, ou porque estão radiantes por partilharem o seu dia de campanha com o ressuscitado Paulo Pedroso, o mesmo que invadiu o Parlamento depois de ter saído da Penitenciária ? Os putativos deputados europeus socialistas têm razão para dançar e esquecerem a compostura em tempos difíceis, para os outros claro, aqueles totós que os vão por a ganhar uma barbaridade por mês, com mordomias e uma reforma dourada?
O par gaiteiro socialista dança porque hoje se ficou a saber que o desemprego atingiu um valor superior ao da média europeia ou dança porque está no papo o lugarzinho ?
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A falta de respeito para com o país aí está: um retrato perfeito de uma casta política nova-rica, uma elite que se marimba no povo, no país, nas dificuldades. A pimbalheira desta gente, arrogante (veja-se a resposta da ministra da educação, a Ana Drago) a mediocridade instalada, a falta de ideias , de cultura, de referências.
As barbies da política com os velhadas teimosos que nos desgovernam.
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A tragédia é esta: com votos brancos ou com abstenção, nenhum de nós pode com o seu votinho tirar aquela gente, esta gente, do destino que os espera: a política como o melhor emprego do Mundo. Por isso eles dançam, e não caem.
in Blog Instante Fatal

domingo, 31 de maio de 2009

Vital Moreira nas Pedras Rolantes

Viatl Moreira...o maior "erro" do PS

À medida que a campanha eleitoral para as europeias vai avançando, começa-se a perceber que a escolha de Vital Moreira para liderar a lista do PS foi a maior imbecilidade cometida pela direcção política deste partido.
Começa-se a perceber que Vital Moreira não tem ideias para a Europa, a não ser uma ou outra “boca” avulsa, sem nexo e rapidamente desmentida pelo próprio ou por alguém com mais “tino” dentro do PS.
Percebe-se também que a imagem de prestígio que Vital Moreira trazia consigo, foi toda construída à sombra do PCP, e que nada de novo acrescentou ao seu perfil desde que saiu daquele partido, a não ser viver à sombra desse prestígio como constitucionalista (dizem as más línguas que muito dele construído à sombra do Professor Gomes Canotilho).
A única coisa de novo que esse constitucionalista trouxe para a política foi a utilização dos seus dotes de retórica escrita para defender, uma a uma, nas suas crónicas do Público, as propostas mais incríveis e absurdas do governo de José Sócrates, usando argumentos por vezes ofensivos contra aquilo que ele, ainda com tiques do “anti-fascismo”, designa por “interesses corporativos”.
Mas no final desta semana esse candidato desceu ao nível mais baixo de sempre, ao tentar explorara o caso BPN a seu favor, esquecendo-se dos argumentos que usa de cada vez que se fala no caso Freeport.
A grande contribuição de Vital Moreira para estas eleições vai ser, sem dúvida, ajudar ao aumento da abstenção.
Parafraseando um cineasta italiano, já é tempo de Vital Moreira, para além de dizer alguma coisa de esquerda, dizer alguma coisa de novo sobre a Europa.

Agora, no PS, tudo é Vital...

A eleição para as europeias é vital para os jovens.Também se avança, embora tardiamente, com o testamento vital. Vencer as eleições é vital para o país recuperar da crise. Na crise é vital proteger a pesquisa. Como é vital beber água Vitalis, a tal que desidrata.
É vital dar vida á avaliação dos professores. É vital rever para baixo as carreiras profissionais. Torna-se de urgência vital oferecer medicamentos genéricos a quem ganha menos que o salário mínimo, o que nem é difícil, tal é a vitalidade dos fundos da SS.É vital dar subsídios aos idosos, sob a forma de complemento (vital) social aos idosos.
É vital conseguir uma maioria absoluta nas legislativas. É vital conseguir vencer as autárquicas. É vital continuar a apoiar os capitalistas, como se tornou vital calar certas bocas incómodas. É vital que os preços dos combustíveis aumentem cada vez mais.É vital que se paguem cada vez mais impostos.
Vital para quem?
Pois, para a vitalidade governativa, que corre o grave risco de ser ver privado de vida.
Logo, para o PS tudo é vital agora.
in P. Diário

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os Gatinhos do PS...

O Joãozinho chega à escola e diz à Sra. Professora:
- A minha gatinha teve 4 gatinhos e são todos do PS.
A professora fica muito espantada com a saída da criança.
No outro dia o Director vai visitar a escola e a Professora como achou muita piada ao miúdo, pergunta:
- Joãozinho diga lá o que aconteceu à sua gatinha?
Diz o Joãozinho:
- A minha gatinha teve 4 gatinhos e 2 são do PS.
A Professora fica intrigada e diz:
- Então não eram os 4 do PS?
Responde o Joãozinho:
- É que 2 já abriram os olhos...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Tiro no pé



Caso BPN: PS inviabiliza

levantamento do sigilo bancário

Os socialistas argumentam que «não faz sentido» apresentar o pedido agora, que os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito estão a terminar

Estes continuam a fazer de nós parvos. Para eles nunca fez sentido, nem fará, levantar o sigilo bancário ou acabar com os offshores. Tiro no pé, em cheio.