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terça-feira, 30 de junho de 2009

Bocas das nossas luminárias


Ministro das Finanças: «Crise está a chegar ao fim»

Teixeira dos Santos comenta situação económica a propósito de novos dados do INE


Não vás ao médico, não...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bocas que explicam tudo


Cavaco: «A verdade

gera confiança»

É por isso que o eleitorado já não confia em Sócrates.

Portugueses e outros...

O Verão anuncia mais desemprego e falências. As famílias receberam um lenitivo com as descidas das taxas de juro, mas os bancos já se encarregaram de agravar o fardo, aumentando as margens de lucro nos empréstimos.
As pequenas empresas, núcleo--duro da economia real, continuam a bater-se com a crise, mas também com uma carga fiscal ao nível da da Alemanha.
A esmagadora maioria de reformados esfalfa-se por chegar ao fim do mês.
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Pequenos agricultores e pescadores vivem como há muito se sabe: na subsistência pura. Esses, todos esses, são os portugueses fustigados pe-la crise mais dura depois da I Guerra.
É nesses portugueses que o Presidente pensa quando fala do combate à pobreza, do futuro do País ou veta o novo diploma do financiamento partidário.
Não é nesses portugueses que os partidos pensam quando aprovam uma lei que lhes dá mais dinheiro, mais despesa, menos controlo e transparência.
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Não é nesses portugueses que muitos gestores públicos pensam quando se autoaumentam na casa dos dois dígitos percentuais. Não é no mundo dos portugueses que pensam ou estão quando fazem isso. É no mundo dos outros, que são eles próprios, com padrões de vida exorbitantes num País exausto e cada vez menos disponível para cumprir a missão cívica de votar ou acreditar nas instituições.
Eduardo Dâmaso
in CM

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O bruxo

«Há sinais de recuperação

da economia a partir de 2010»


Avançou esta quinta-feira o secretário de Estado para o Orçamento, Emanuel Augusto Santos.

Como ainda não chegámos sequer a meio de 2009, e a situação económica vai de mal a pior, onde é que esta luminária descobriu isto? É bruxo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma triste imagem da crise...

Nós que vivemos 'bem', raramente pensamos nas pessoas que ainda vivem na pobreza.
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Esta foto, tirada num país no coração da Europa, mostra que a pobreza existe em todo o lado.
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Esta mulher que passeia com as suas velhas e muito usadas roupas, e alguns sacos de plástico na mão, não pode deixar ninguém indiferente!
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Envia esta mensagem a todos os teus amigos, de modo a todos ficarem conscientes de que nem toda gente vive tão bem como tu e eu ..

Os arautos da confiança...

Ainda que de forma envergonhada, começam a aparecer por aí os primeiros arautos da confiança no futuro próximo.
Dizem eles que a crise económica já bateu no ponto mais baixo. Dizem eles que se vislubram no horizonte os primeiros sinais de que o pior já passou. Dizem eles que não tarda nada e já podemos suspirar de alívio. Finalmente.
Verdade que nenhum dos optimistas se atreveu a decretar, como fez um dia o ministro Manuel Pinho, o fim da crise. Mas que o perigo do regresso do facilitismo anda à solta, lá isso anda. A coisa, claro, tenderá a piorar, com a série de três eleições que temos à porta.
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E, no entanto, os números (essa terrível arma que tantas vezes atropela os desejos das boas almas) mantêm-se teimosamente maus. Seguem-se dois curtos exemplos.
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O Produto Interno Bruto (PIB - indicador que traduz a riqueza produzida) dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que junta os trinta países mais industralizados) caiu 2,1 por cento no primeiro trimestre de 2009 face ao anterior, registando a maior queda desde a criação deste indicador em 1960, indicou ontem aquela prestigiada organização.
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O que significa isto? Que nos países mais ricos ainda não se vislumbra nenhuma retoma. E se nos países mais ricos não há sinais de entusiasmo, o que pode pensar-se dos países mais pobres, como o nosso? Que a retoma ainda é uma miragem. E é, de facto. Na Zona Euro, por exemplo, a queda do PIB foi superior à média (2,5 por cento, após ter cedido 1,6 por cento nos três últimos meses do ano passado).
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Consequências? Estão à vista. Manchete da edição de ontem do JN: a crise está a obrigar 326 mil pessoas a recorrer a um segundo trabalho para poderem sobreviver, esticando as remunerações até ao limite dos limites, em condições dignas.
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De acordo com o insuspeito Instituto Nacional de Estatística, um terço dos empregados (cerca de um milhão e meio de pessoas) leva para casa, ao final do mês, pouco mais do que 600 euros. Outro milhão de pessoas ganha até 900 euros mensais. Há mais pessoas a auferir menos do que 310 euros do que a ganhar entre 1800 e 2500 euros. E ainda há umas dezenas de milhares a trabalhar a troco de um salário pago em espécie.
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Se pensarmos que todas estas pessoas - ou, pelo menos, a maioria delas - tem filhos para sustentar, chegaremos depressa a um cenário que contraria e torna absolutamente inverosímil qualquer espécie de sorriso mínimo perante o que o futuro próximo nos reserva.
Desconfiemos, portanto, das vozes que propalam tal cenário. Desconfiemos...
Paulo Ferreira
in JN

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Como as multinacoinais poupam na mão-de-obra

A IKEA ANUNCIOU A COMPRA DA GENERAL MOTORS.
VAI COMEÇAR A VENDER CARROS JÁ NO VERÃO !! ....ESTAMOS LIXADOS

Isto sim, é economia

Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo entra no foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Tiro ao alvo


Acabo de assistir na SIC Notícias, a mais uma edição semanal do programa “Quadratura do Círculo”, que tem duas particularidades:

1º - Pretender analisar política, económica e socialmente, os acontecimentos mais (na opinião do moderador, que os escolhe e introduz) importantes ao nível nacional e internacional.

2º Os opinadores serem apenas três – embora na Assembleia da República tenham assento cinco partidos políticos – e dois desses eleitos sejam : Pacheco Pereira, um dos barões do PSD e deputado europeu e António Costa, actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerado o número dois do PS e eventual substituto do Sócrates: o terceiro, Lobo Xavier, já foi um destacado dirigente do CDS/PP e hoje é um advogado e empresário de sucesso.

Um dos temas que no programa de hoje mais ocupou o tempo de antena foi o da “necessidade, ou não de maioria absoluta/bloco central, isto é, uma coligação entre o PS e o PSD.

Embora Pacheco e Costa jurassem a pés juntos que isso não interessava a nenhum dos seus partidos [PSD e PS], foi Lobo Xavier a explicar claramente o seguinte:

“Bloco Central não é solução. A continuar o agravamento da crise económica e social em Portugal, como todos os indicadores credíveis prevêem, a solução passará por um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL” (cito de memória).

Concordo, desde que esse governo seja nomeado após, e pelo reviralho que se aproxima, e sem a participação de nenhum dos responsáveis pela crise que sofremos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Fisga


Offshores só acabam «se terminarem em todo o Mundo»

O empresário Horácio Roque defendeu o fim dos offshores «já amanhã», avisando, no entanto, que estes só podem acabar se isso acontecer em todo o Mundo, condição obrigatória para que os bancos possam operar em igualdade de circunstâncias.

«Os offshores só podem acabar quando terminarem para toda a gente e terminarem para todo o Mundo», disse Horácio Roque terça-feira à noite, na Figueira da Foz, durante uma tertúlia no Casino local.

O presidente do Banif deu o exemplo da city financeira de Londres, onde, frisou, existem offshores para determinado tipo de negócios «onde as operações [bancárias] têm condições especiais».

Diário Digital / Lusa

Mais uma boca à Senhor de La Palisse. Resta explicarem porque não fazem imediatamente isso.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Os arautos do miserabilismo...

A inquietação mundial não pára. Saltamos da pandemia das aves para a febre dos porcos, da peste financeira para a recessão económica, mal tínhamos saído do aumento brutal dos combustíveis... a globalização não nos traz paz e sossego e percebemos que não estamos só em rede para o bem, passamos a estar agarrados em rede para a tragédia.
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A crise internacional que se sobrepôs à crise nacional- que cresce e se aloja como um vírus desde os tempos da decadência do cavaquismo- parece servir para servir de álibi ao pior que alguma vez se fez no país.
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E, agora num remake do que foi o famigerado PREC, aparecem umas carolas iluminadas, ditando teorias que já não são as neo-liberais de génios da gestão. como João Rendeiro, mas de um teor justiceiro, pretendendo castigar os ricos mais fracos, os gestores que durante uma década foram a base de sustentação de um regime injusto, feito para criar novos-ricos e ganhar à fartazana em engenharias financeiras, estudadas e aconselhadas em universidades tão prestigiadas como a Católica.Verdade.
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A moda económica passou a ser, não já a dinâmica e a lei do mercado, mas a abstinência salarial, uma receita prescrita por uns endireitas armados em génios, ou por agentes do capitalismo ferido, que mantêm essa máxima: lucro máximo, para investimento e risco minimos.
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Há pouco na SIC-N um desses mágicos, um tal Vítor Bento especialista em cartões multibanco, defendia através de um gráfico em papel A4 (voltámos ao antigo!) que os nossos ordenados tinham de descer.
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Não explicava se o dele também, e de um exército de gestores deste país que ganham dezenas de milhares de euros por mês, mais carros topo de gama, cartões de crédito, dividendos e outras mordomias mais ou menos secretas..Não explica porque há empresas onde a diferença do salário mais baixo para o mais alto chega a rondar as vinte vezes, e onde ao lado dos carros de seis cilindros da administração há funcionários que têm de trazer a comida de casa numa marmita porque nem podem comer na cantina da empresa.
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Portanto: esta nova casta de iminências que têm um inexplicável tempo de antena nas televisões e nos jornais, pagos pela publicidade que nós consumimos, têm já um objectivo claro: espalharem a desgraça, assustarem, para depois iniciarem o processo usado pelos conservadores das cavernas: salários baixos, falta de qualificação, produção medíocre.
Querem uma sociedade capitalista de consumidores fracos, no fundo defendem o contrário do que deviam: um capitalismo forte, com vigor e pujança consumista.
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O que vale é que a febre dos porcos ainda os vai entretendo.
in Blog Instante Fatal

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Cada vez pior...

Fazer previsões económicas nos dias que correm é um exercício arriscado. Em cada semana que passa, os dados parecem mais negativos e, sabendo-se o que se sabe agora, até os avisos de Medina Carreira com alguns meses parecem advertências de um incorrigível optimista.
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Ontem o FMI publicou uma previsão sobre a economia portuguesa em que aponta para uma quebra da riqueza de 4,1%, ainda mais severa do que a previsão do Banco de Portugal. Ainda não se conhece a real intensidade da crise, nem se sabe se já bateu no fundo, mas certamente as consequências serão devastadoras e todos vamos pagar caro.
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As primeiras vítimas são os desempregados, em número cada vez maior. E se perder um emprego é um choque, o maior drama é quando perdem o direito ao subsídio de desemprego. José Sócrates anunciou o alargamento dos beneficiários do subsídio social, mas a prestação é mínima. E ninguém garante que a retoma se traduza na recuperação do emprego agora perdido.
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As grandes empresas aproveitaram a crise para racionalizar custos e mudar processos produtivos. Além dos desempregados, há o outro enorme exército, os trabalhadores precários, muitos deles jovens sub-30 com formação superior que dificilmente chegarão a ganhar mil euros por mês.
O Mundo está perigoso, mais triste e com menos esperança.
Armando Esteves Pereira
in CM

domingo, 19 de abril de 2009

Desorientação...

Conforme se vai conhecendo a dimensão mais profunda e dramática da crise que está a atravessar o sistema económico mundial, de forma crescente vai emergindo um clima de desorientação que coloca o País à beira de um ataque de nervos.
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As últimas previsões do Banco de Portugal foram uma espécie de cataclismo. Multiplicaram-se as análises de especialistas, que cada vez são menos especialistas e mais palpitadores de boletim do totoloto desdizendo hoje aquilo que disseram ontem, multiplicando a confusão, revelando a efemeridade das suas próprias previsões e a vacuidade das suas análises. Para alimentar ainda mais este estado de demência económica e financeira, a política entrou na fase superior da hipocrisia.
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Como bem sublinhava Emídio Rangel, é de um mau gosto, para não dizer insultuoso, o prazer sádico com que alguma oposição saboreia, e se apraz, com esta terrível situação, suportando-se nas leituras simplistas e populistas de que o Governo é o culpado de tudo.
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É contra esta mediocridade que se deve compreender o último discurso de Cavaco Silva. Embora muitos empresários não tenham gostado, embora o Governo tenha sido zurzido, e o espectro político em geral, a verdade é que a situação é de tal maneira complicada que não vai lá com meras operações de cosmética, com maquilhagem estatística, com a cultura do subsidiozinho que fez de Portugal um país de subsidiodependentes. De esquemas. De cunhas. De intercessões milagrosas junto deste ou daquele ministro.
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A chulice da riqueza pública é a maior doença nacional. A fonte produtora de caciques, clientes e serventuários. De negócios menos claros, de investimentos que resultam em catástrofes. E é por aqui que tem de começar a reforma que nos permite emergir desta crise. Procurando a transparência, a coragem de ser responsável por grandes vitórias mas também pelas grandes derrotas. Ou seja, acabar de vez com a politiquice de feirante e casuísmo que hoje domina a vida pública portuguesa. O País precisa de mudar. E rapidamente. Ou então este furacão que está a devastar as economias europeias vai transformar-nos nos pedintes mais tesos, embora espertalhaços, quando os ventos da reanimação começarem a soprar. E nestes tempos, mais do que o palpite vale a sensatez.
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Mais do que soluções milagrosas ou previsões catastróficas, é fundamental saber transformar o medo em coragem, a desorientação em serenidade e determinação.
Ou não restará País com decência para os nossos filhos.
Francisco Moita Flores
in CM

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiro ao alvo


Os Títulos jornalísticos da crise

As previsões «não podiam ser mais negativas», diz Cavaco

Governo admite rever previsões económicas

Recessão vai ter consequências graves no desemprego

Recessão agravada: «Não podia ser de outra forma»

Bagão Félix prevê recessão «bastante gravosa»

Pesquisa pela palavra «crise» cresce 1000%

Bocas de teimoso


Finanças: não há razões para rectificar Orçamento Estado

O ministro das Finanças defendeu hoje que não há razões para rectificar o Orçamento de Estado (OE), apesar de defender que o Estado «não pode ser avarento» na resposta às questões sociais.

Há lá agora! Este parece desconhecer as constantes revisões em baixa do Banco de Portugal e de diversos organismos económicos internacionais.

Os retornados da crise




A pior notícia...

A quebra de 3,5% na riqueza gerada no País em 2009 é, até agora, a pior notícia económica do actual regime democrático. Desde 1975 que o PIB não estava tão contraído. Mas nessa época Portugal vivia a conjugação do maior choque petrolífero da história com os efeitos de uma revolução e de uma descolonização caótica que levou o País a absorver centenas de milhar de portugueses expulsos das então colónias.
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3,5% de quebra no PIB é mais do que um número abstracto. Significa uma baixa da riqueza produzida em 5,6 mil milhões de euros este ano. O que a estimativa do Banco de Portugal diz é que este ano, em média de cada um dos 365 dias, a riqueza produzida baixa 15,3 milhões de euros.
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Esta quebra da riqueza traduz-se em mais empresas a fecharem as portas e em mais desemprego. Com estes números é natural que a taxa que mede o exército das maiores vítimas da crise, os desempregados, ultrapasse a fasquia dos 10%.
Enquanto o desemprego e as falências disparam, o investimento privado desaparece e as exportações são penalizadas porque a crise é global .
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A retoma não depende de Portugal. Só quando ventos mais favoráveis soprarem na Europa poderemos aspirar a uma mítica recuperação. Mas uma coisa é certa: a primeira década do novo milénio está perdida. Portugal está mais pobre, e todos vamos sofrer com isso.
Armando Esteves Pereira
in CM

segunda-feira, 13 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009