
Ministro das Finanças: «Crise está a chegar ao fim»
Teixeira dos Santos comenta situação económica a propósito de novos dados do INE
Não vás ao médico, não...
Esta poalha colada à pele, já asfixia

O Verão anuncia mais desemprego e falências. As famílias receberam um lenitivo com as descidas das taxas de juro, mas os bancos já se encarregaram de agravar o fardo, aumentando as margens de lucro nos empréstimos.
«Há sinais de recuperação
da economia a partir de 2010»
Avançou esta quinta-feira o secretário de Estado para o Orçamento, Emanuel Augusto Santos.
Como ainda não chegámos sequer a meio de 2009, e a situação económica vai de mal a pior, onde é que esta luminária descobriu isto? É bruxo.
Ainda que de forma envergonhada, começam a aparecer por aí os primeiros arautos da confiança no futuro próximo.

Acabo de assistir na SIC Notícias, a mais uma edição semanal do programa “Quadratura do Círculo”, que tem duas particularidades:
1º - Pretender analisar política, económica e socialmente, os acontecimentos mais (na opinião do moderador, que os escolhe e introduz) importantes ao nível nacional e internacional.
2º Os opinadores serem apenas três – embora na Assembleia da República tenham assento cinco partidos políticos – e dois desses eleitos sejam : Pacheco Pereira, um dos barões do PSD e deputado europeu e António Costa, actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, considerado o número dois do PS e eventual substituto do Sócrates: o terceiro, Lobo Xavier, já foi um destacado dirigente do CDS/PP e hoje é um advogado e empresário de sucesso.
Um dos temas que no programa de hoje mais ocupou o tempo de antena foi o da “necessidade, ou não de maioria absoluta/bloco central, isto é, uma coligação entre o PS e o PSD.
Embora Pacheco e Costa jurassem a pés juntos que isso não interessava a nenhum dos seus partidos [PSD e PS], foi Lobo Xavier a explicar claramente o seguinte:
“Bloco Central não é solução. A continuar o agravamento da crise económica e social em Portugal, como todos os indicadores credíveis prevêem, a solução passará por um GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL” (cito de memória).
Concordo, desde que esse governo seja nomeado após, e pelo reviralho que se aproxima, e sem a participação de nenhum dos responsáveis pela crise que sofremos.

«Os offshores só podem acabar quando terminarem para toda a gente e terminarem para todo o Mundo», disse Horácio Roque terça-feira à noite, na Figueira da Foz, durante uma tertúlia no Casino local.
O presidente do Banif deu o exemplo da city financeira de Londres, onde, frisou, existem offshores para determinado tipo de negócios «onde as operações [bancárias] têm condições especiais».
Diário Digital / Lusa
A inquietação mundial não pára. Saltamos da pandemia das aves para a febre dos porcos, da peste financeira para a recessão económica, mal tínhamos saído do aumento brutal dos combustíveis... a globalização não nos traz paz e sossego e percebemos que não estamos só em rede para o bem, passamos a estar agarrados em rede para a tragédia.
Fazer previsões económicas nos dias que correm é um exercício arriscado. Em cada semana que passa, os dados parecem mais negativos e, sabendo-se o que se sabe agora, até os avisos de Medina Carreira com alguns meses parecem advertências de um incorrigível optimista.
Conforme se vai conhecendo a dimensão mais profunda e dramática da crise que está a atravessar o sistema económico mundial, de forma crescente vai emergindo um clima de desorientação que coloca o País à beira de um ataque de nervos.
Os Títulos jornalísticos da crise
As previsões «não podiam ser mais negativas», diz Cavaco

A quebra de 3,5% na riqueza gerada no País em 2009 é, até agora, a pior notícia económica do actual regime democrático. Desde 1975 que o PIB não estava tão contraído. Mas nessa época Portugal vivia a conjugação do maior choque petrolífero da história com os efeitos de uma revolução e de uma descolonização caótica que levou o País a absorver centenas de milhar de portugueses expulsos das então colónias.

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queiroz