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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Paralisação de camionistas

Balanço às 13H30 de 11 de Junho

Os aviões da companhia aérea açoriana SATA Internacional têm estado a fazer escalas técnicas no Porto, para contornar a paralisação dos camionistas, que está a impedir o abastecimento de combustíveis ao aeroporto de Lisboa.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem um plano de contingência que accionará se faltar combustível para a actividade das ambulâncias que opera, o que ainda não se regista por causa da paralisação dos transportes de mercadorias.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admitiu hoje que o sector «possa vir a manifestar-se publicamente», em protesto conjunto com os camionistas, disse hoje à agência Lusa o seu presidente, João Machado.

Os postos de abastecimento de combustíveis venderam na terça-feira o que tinham previsto vender em três ou quatro dias e muitos deles entraram em ruptura, disse hoje à Lusa o presidente a Associação de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).

Os bombeiros podem deixar de prestar socorro por falta de combustível, alertou hoje a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), pedindo medidas urgentes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

O director-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) disse hoje que já começaram a faltar produtos hortofrutícolas e peixe nos supermercados, principalmente no centro e sul do país, devido à paralisação dos transportes de mercadorias.

Dois camiões queimados e dois apedrejados é o balanço de incidentes ocorridos durante a noite e madrugada de hoje no distrito de Santarém, decorrentes da paralisação de camionistas, segundo o comandante da Brigada de Trânsito da GNR.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Notícias do bloqueio


Um grupo de camiões da Jerónimo de Martins está a ser esta terça-feira escoltado pela polícia, partindo da zona da Azambuja em direcção a Aveiras de Cima, ultrapassando o bloqueio imposto pelos camionistas, disse à «Lusa» fonte policial no Carregado.

O piquete da paralisação no Carregado disse que não se oporá à passagem dos camiões da Jerónimo Martins (cerca de uma dúzia): «Vamos bater palmas quando eles passarem», disse um elemento presente no local.

A Jerónimo Martins alertou esta manhã que poderão já esta terça-feira faltar produtos essenciais em algumas lojas do grupo caso o bloqueio se mantenha, apelando às autoridades para que «actuem» e deixem trabalhar os motoristas de camiões que o queiram fazer.

Contactado pela «Lusa», fonte do comando geral da GNR confirmou que há militares da Guarda Nacional Republicana que estão «a acompanhar» algumas viaturas, entre as quais se contam camiões da empresa Jerónimo Martins.

«Estamos a acompanhar pontualmente algumas viaturas para garantir que as coisas correm normalmente», disse à Agência «Lusa» o tenente coronel Costa Lima.

A paralisação dos camionistas contra o aumento do preço dos combustíveis arrancou segunda-feira às 00:00.