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domingo, 10 de maio de 2009

Joaquim Agostinho...Foi um notável ciclista...Faleceu há 25 anos...

Joaquim Agostinho foi um notável ciclista português, nascido no dia 7 de Abril de 1943 em Brejenjas, freguesia da Silveira, concelho de Torres Vedras.
Morreu no dia 10 de Maio de 1984, depois de 10 dias em coma, em consequência de uma queda sofrida numa etapa da Volta ao Algarve.
Joaquim Agostinho começou a praticar ciclismo no Sporting Clube de Portugal, equipa que o descobriu ao treinar perto de Casalinhos de Alfaiata em Torres Vedras, começando a praticar já com 25 anos de idade, mas ainda conseguiu evoluir de tal forma que é usualmente referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.
A sua carreira internacional começou em 1968, depois de ter sido observado pelo director desportivo francês Jean de Gribaldy, obtendo resultados de destaque na Volta a Espanha, vários dias de amarelo e um segundo lugar final, distando apenas 11 segundos da vitória, e na Volta a França onde terminou duas vezes no pódio e venceu a mítica etapa do Alpe d'Huez.
Em 1984, quando liderava a Volta ao Algarve, atropelou um cão, caindo de cabeça sem que esta se encontrasse protegida por um capacete.
Apesar de ter terminado a etapa, acabou por falecer devido aos danos provocados pela queda.
Índice
1 Carreira desportiva
2 Palmarés
3 Monumentos & Homenagens
4 Ligações externas

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um desporto português


Tal como previ há poucos dias, ver:

Da expectativa à frustração

ainda as olimpíadas não terminaram e já os ratos abandonam o navio, dedicando-se ao desporto que adoram: dizer mal uns dos outros e encontrar bodes expiatórios.
O presidente do Comité Olímpico Português, Vicente de Moura, oficial de marinha com obrigação de enfrentar temporais e enjoos, não resistiu às piadas de alguns atletas eliminados e anunciou que ia abandonar o barco de que era comandante. Se ainda estivesse na marinha... estou certo que não precisava de se demitir. Era atirado pela borda fora.
Seguindo-lhe o exemplo, medalhados de antes e de agora não hesitaram em zurzir nos que não chegaram ao pódio, acusando-os, também eles, de falta de profissionalismo e brio.
Para ajudar à festa, a comunicação social faz contas ao dinheiro investido durante quatro anos, face aos fracos resultados alcançados.
E até surgiu o secretário de estado do desporto, o mais alto responsável político pela área, a pedir aos atletas que "jogassem bem" - como se o atletismo fosse futebol - e que continuassem todos a apoiar os que ainda estão em competição. Nem esse foi capaz de assumir que a propaganda que criou infundadas expectativas é a responsável pela inevitável frustração da derrota.
Mas se existe alguém especialista em propaganda, e acha que Portugal vai de bem a melhor é, exactamente, o governo a que esse senhor pertence.
Pois é. Esquecem-se todos que os atletas que derrotaram os portugueses, não começaram a ser "preparados" para estes jogos olímpicos. Começaram a ser formados em desporto desde a infância e na escola.
Conhecem alguma escola nossa que o faça?

sábado, 16 de agosto de 2008

Da expectativa à frustração


Como se de uma fatalidade se tratasse, o drama dos jogos olímpicos repete-se de quatro em quatro anos.
Já perto da sua abertura, os nossos atletas esforçam-se para obterem "os mínimos" que lhes permitam participar. E a nossa comunicação social rejubila, faz contas às medalhas, anuncia-as como quem conta com o ovo no sim senhor da galinha.
As televisões não largam os eleitos, obrigando-os a prometer que sim, que têm possibilidades de subir ao pódio. E os portugueses afagam o ego proclamando vitórias que, evidentemente, não surgem.
E porquê? Porque se esquecem que vão competir com atletas de países que os preparam desde pequenos, investindo no desporto como formação escolar, como acontece em gigantes demográficos como a China, Estados Unidos, Rússia e até nas jovens repúblicas que foram satélites de Moscovo. Aí sim, seleccionam-se e preparam-se os mais dotados até os levar à vitória.
Por cá, continuamos a alimentar expectativas infundadas que, à medida que surgem as derrotas e eliminatórias, vão aumentando as frustrações.
De geração espontânea, como Rosa Matos ou Carlos Lopes, não há muitos. São a excepção que confirma a regra.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

VANESSA FERNANDES, SOMA E SEGUE


Triatleta conquistou 20.ª vitória, mais uma em que Vanessa Fernandes voltou a fazer história no triatlo ao alcançar a 20.ª vitória em 31 presenças em etapas da Taça do Mundo, ultrapassando a marca da australiana Emma Carney (19 triunfos). Para a triatleta portuguesa, a prova de Madrid (que vence desde 2003) foi um excelente teste para os Jogos Olímpicos, único título que lhe falta e um dos grandes objectivos na carreira, quando Vanessa tem apenas 22 anos.

domingo, 18 de maio de 2008

O SPORTING VENCEU A TAÇA DE PORTUGAL

O Sporting venceu esta tarde (pelo segundo ano consecutivo) a Taça de Portugal, derrotando o Futebol Clube do Porto por 2 a zero no Estádio Nacional [do Jamor].

sábado, 10 de maio de 2008

PARABÉNS, VANESSA!


Vanessa Fernandes conquistou este sábado, em Lisboa, o quinto título consecutivo de campeã europeia de triatlo.

A atleta portuguesa, de apenas 22 anos, atingiu a meta, localizada no Pavilhão Atlântico, com o tempo de 2h05m46s.

Nadia Cortassi, da Itália, e Lisa Norden, da Suécia, completam o pódio, a 39 e 58 segundos de distância de Vanessa, respectivamente.

Vanessa Fernandes bateu ainda mais um recorde. A portuguesa ultrapassou a marca do holandês Rob Barel, que conquistou quatro títulos consecutivos entre 1985 a 1988 no triatlo.

"Sou uma miúda cheia de sorte", disse hoje Vanessa Fernandes poucos momentos depois de se ter sagrado pentacampeã europeia de triatlo em elites, durante os campeonatos que se disputam no Parque das Nações, em Lisboa.

"Conquistar cinco campeonatos da Europa com esta idade significa que sou uma miúda cheia de sorte. Nasci onde nasci, com a família que tenho. Isto significa muito", afirmou Vanessa Fernandes.

A jovem, natural de Perosinho (Vila Nova de Gaia), disse não se considerar uma "fora de série", explicando que tem os mesmos objectivos que as adversárias, mas que talvez trabalhe mais, para ser cada vez melhor.

Com a voz um pouco embargada pela emoção, Vanessa dedicou a vitória de hoje a uma prima a quem foi diagnosticada leucemia há duas semanas.

"Estou a viver um momento de felicidade enorme, mas há outras pessoas da minha família que não estão bem. Quero dar-lhe muita coragem, e a outros que possam estar como ela, para lutar", disse, visivelmente emocionada.

Em relação à prova, Vanessa confessou que esperava mais das suas adversárias, desabafando: "são uma cambada de miúdas europeias".

"Estou muito satisfeita com a minha natação. Senti-me forte no ciclismo, mas elas estavam mais viradas em fazer ciclo-turismo para depois darem tudo na corrida. As australianas não fazem isso. Competem desde o início", lamentou Vanessa Fernandes, explicando que teve de "puxar um bocado demais" na corrida.

Candidata a uma presença no pódio dos próximos Jogos Olímpicos, Vanessa provou que não tem concorrência em termos europeus, tendo terminado hoje a prova em 2:05.45 horas.

Vanessa deu um avanço de 40 segundos à segunda classificada, a italiana Nadia Cortassa, e 59 segundos à terceira, a sueca Lisa Norden.

A jovem triatleta e a sua compatriota Bárbara Clemente, que na sua estreia em elites nos Europeus terminou em 33º lugar (2:17.45 minutos), sentiram o apoio do público no Pavilhão Atlântico, que à sua passagem gritavam os seus nomes.

"Ganhava muita motivação à passagem no Pavilhão", explicou Bárbara Clemente, que se sentiu desapontada com a posição alcançada, apesar de reforçar que, na estreia no escalão, está orgulhosa de ter terminado a prova disputada em casa.

Já a vice-campeã europeia, a italiana Nadia Cortassa, sublinhou o facto de, quando a Vanessa está em prova, as adversárias competirem para os segundo e terceiros lugares, dizendo estar muito satisfeita com a prova de hoje, enquanto a sueca Lisa Norden salientou que o terceiro lugar foi "muito bom" .

RCP.

Lusa/fim

A DERRADEIRA ETAPA

Joaquim Agostinho foi um notável ciclista português, nascido no dia 7 de Abril de 1943 em Brejenjas, freguesia da Silveira, concelho de Torres Vedras. Morreu no dia 10 de Maio de 1984, depois de 10 dias em coma, em consequência de uma queda sofrida numa etapa da Volta ao Algarve.

Joaquim Agostinho começou a praticar ciclismo no Sporting Clube de Portugal, equipa que o descobriu ao treinar perto de Casalinhos de Alfaiata em Torres Vedras, começando a praticar já com 25 anos de idade, mas ainda conseguiu evoluir de tal forma que é usualmente referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.

A sua carreira internacional começou em 1968, depois de ter sido observado pelo director desportivo francês Jean de Gribaldy, obtendo resultados de destaque na Volta a Espanha, vários dias de amarelo e um segundo lugar final, distando apenas 11 segundos da vitória, e na Volta a França onde terminou duas vezes no pódio e venceu a mítica etapa do Alpe d'Huez.

Em 1984, quando liderava a Volta ao Algarve, atropelou um cão, caindo de cabeça sem que esta se encontrasse protegida por um capacete. Apesar de ter terminado a etapa, acabou por falecer devido aos danos provocados pela queda.


Carreira desportiva

Descoberto por Jean de Gribaldy, Joaquim Agostinho competiu como profissional entre 1968 e 1984, passando pelas seguintes equipas:

Sporting: 1968-1973, 1975 e 1984

Frimatic - de Gribaldy: 1969-1970

Hoover: 1971

Magniflex - de Gribaldy: 1972

Bic: 1973, 1974

Teka: 1976, 1977

Flandria: 1978, 1979

Puch-Sem-Campagnolo: 1980

Sem-France Loire: 1981, 1983

Sporting Lisboa-Raposeira: 1984

Palmarés

Volta a Portugal

1968 - 2º

1969 - 7º

1970 - 1º

1971 - 1º

1972 - 1º

Tour de France

1969 - 8º

1970 - 14º

1971 - 5º

1972 - 8º

1973 - 8º

1974 - 6º

1975 - 15º

1977 - 13º

1978 - 3º

1979 - 3º

1980 - 5º

1983 - 11º

Vuelta a España

1973 - 6º

1974 - 2º

1976 - 7º

1977 - 15º

Campeão Nacional

Estrada: 1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973

Perseguição Individual: 1971

Contra-relógio por equipas: 1968, 1969

Etapas míticas:

Alpe d'Huez (Tour) - 1979

Cangas de Oniz (Vuelta) - 1974

Torre (Volta a Portugal) - 1971, 1973

Penhas da Saúde (Volta a Portugal) - 1970, 1971

Solothurn Balmberg (Volta à Suíça) - 1972

Puerto del Léon (Vuelta) - 1972

Côte de Laffrey (Tour) - 1971

First plan (Tour) - 1969

Grammont (Tour) - 1971

Manse (Tour) - 1972

Lautaret (Tour) - 1972

Hundruck (Tour) - 1972

Oderen (Tour) - 1972

Lalouvesc (Tour) - 1977

Croix de Chabouret (Tour) - 1977

Monumentos & Homenagens

Em Torres Vedras, no topo do Parque Verde da Várzea foi edificado um monumento em homenagem a Joaquim Agostinho

No jardim da Silveira também foi construído um monumento em homenagem ao atleta e foi inaugurado a 14 de Maio de 1989

À avenida principal de acesso ao centro da Praia de Santa Cruz, com início na rotunda do Parque de Campismo, foi dado o nome de Avenida Joaquim Agostinho

Em França, na 14.ª curva do Alpe d'Huez. O busto é em bronze e em alto-relevo, tendo 1,70 m de altura, 70 cm de largura, e pesando 70 kg. Está apoiado num pedestal com três metros de altura, de granito verde. A estátua é comemorativa da sua vitória na mítica etapa com chegada ao Alpe d'Huez, em 1979, ano em que terminou o Tour em terceiro lugar pela segunda vez. Nunca outro ciclista português venceu esta etapa..

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ESTORIL OPEN

Nº 1 DO TÉNIS MUNDIAL JOGA NO ESTORIL

Após vencer Olivier Rochus, Roger Federer, número um do ATP, regressa hoje ao court central do Estoril Open ante o romeno Victor Hanescu, número 68 do ranking ATP. Os bilhetes estão quase esgotados e, apesar da ameaça de chuva, não faltará apoio ao helvético para passar aos quartos-de-final. A grande questão passa mesmo pela chuva. As previsões meteorológicas não são meigas e alguns jogos poderão ser adiados.

Caso triunfe, Federer terá pela frente um adversário português. Resta saber qual. João Sousa e Frederico Gil disputam uma vaga nos quartos. Gil é favorito, mas o tenista de Guimarães veio das qualificações e está em grande forma. O contingente português no quadro masculino ficou, ontem, reduzido a ambos com a eliminação de Rui Machado, derrotado pelo francês Florent Serra. O português ainda levou o primeiro set a tie-break, mas não deu resistência no segundo parcial.

Ainda no quadro masculino, a "outra" grande figura do torneio, o russo Nikolay Davydenko, número quatro do ATP, precisou de três sets para ultrapassar o checo Ivo Minar. Minar surpreendeu mesmo ao vencer o primeiro parcial por 6-2, mas o russo passou a comandar o encontro a partir daí. "O clima ficou muito mais frio e perdi o controlo da bola. Não senti grande confiança", explicou Davydenko. Nos quartos-de-final, o russo tem pela frente o francês Marc Gicquel. Caso chegue à final, deseja encontrar Roger Federer, a quem nunca venceu um encontro. O suíço triunfos nas 11 ocasiões em que já se encontraram!

Davydenko é dos jogadores mais discretos do circuito. Até há muito pouco tempo, nem tinha patrocinador de equipamentos e raquetas. Actualmente, é vestido por uma marca quase desconhecida, a Airness. Nas raquetas, tem um contrato com a Prince e venceu o Masters de Miami a competir sempre com a mesma raqueta. Quando pode, prefere jogar em courts secundários, com pouco público. Ontem, jogou no court central pela primeira vez e foi muito ovacionado. "Jogo sempre este torneio. É natural que seja famoso", gracejou o russo.

No quadro feminino, a italiana Flavia Pennetta, número 25 do ranking WTA, foi eliminada pela checa Iveta Benezova, carrasco da portuguesa Neuza Silva, anteontem. Benezova despachou a cabeça-de-série número um do torneio com um duplo 6-2. "Eu não joguei nada mal. Ela é que não deu qualquer hipótese", referiu.

Resultados - Quadro masculino, oitavos-de-final (2.ª ronda) Flavio Cipolla (Itália)-Gilles Simon (França), 6-2, 5-3 (desistiu); Florent Serra (França)-Rui Machado (Portugal), 7-6, 6-1; Marc Gicquel (França)-Thierry Ascione (França), 7-6, 6-3; Nikolay Dadydenko (Rússia)-Ivo Minar (Rep. Checa), 2-6, 6-2, 6-4. Quadro feminino, oitavos-de-final (2.ª ronda) Iveta Benezova (Rep. Checa)-Flavia Pennetta (Itália), 6-2, 6-2; Camille Pin (França)-Tsvetana Pironkova (Bulgária), 6-3, 6-4; Klara Zakopalova (Rep. Checa)-Corinna Dentoni (Itália), 6-4, 6-1; Karin Knapp (Áustria)-Mariana Duque-Marino (Colômbia), 6-3, 6-4.

Jogos de hoje - Quadro Masculino, 2.ª ronda (oitavos-de-final) Roger Federer (Suíça)-Victor Hanescu (Roménia); João Sousa (Portugal)-Frederico Gil (Portugal); Jiri Vanek (Rep. Checa)-Michael Berrer (Alemanha); Denis Gremelmayr (Alemanha)-Telmuraz Gabashvili (Rússia). Quadro feminino, 2.º ronda (quartos-de-final) Maria Kirilenko (Rússia)-Petra Cetkovska (Rep. Checa); Tathianna Garbin (França)-Sanda Mamic (Croácia); Olga Savchuk (Rússia)-Sofia Arvidsson (Suécia); Kirsten Flipkens (Bélgica)-Maret Ani (Estónia).

Rui Miguel Melo in JN


quarta-feira, 26 de março de 2008

MÉRITO DESPORTIVO

Naide Gomes campeã mundial

A atleta portuguesa Naide Gomes sagrou-se campeã Mundial do salto em comprimento com um salto de 7,00 metros, no último dia dos Mundiais de atletismo Valência 2008 em pista coberta.


A marca de Naide Gomes constitui ainda um novo recorde nacional.
Campeã mundial do pentatlo em Budapeste 2004 e medalha de bronze no comprimento em Moscovo2006, Naide Gomes foi também campeã europeia em 2005 e 2007.

Com este notável palmarés, existem fundadas expectativas que alcance a medalha olímpica que lhe falta e bem merece.