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quarta-feira, 29 de abril de 2009

100 dias Obama


Barack mudou mesmo o mundo?

Presidente dos Estados Unidos deu uma alma nova à América, mas será que correspondeu às expectativas?

Por: Filipe Caetano | In Portugal Diário

«Yes We Can». O mundo já não repete as palavras de Obama, mas o encanto não desapareceu. A esperança fornecida pelo novo presidente dos Estados Unidos comemora precisamente nesta quarta-feira 100 dias de existência. Continua a ser uma «mudança que todos podemos acreditar», mas ainda há muito por fazer.

A meta dos 100 dias é importante porque foi definida pelo próprio Barack, mas serve também de comparação com Franklin Delano Roosevelt, o presidente que transformou a Grande Depressão em grande oportunidade de crescimento para o país.

Veja «EM DIRECTO» debate sobre os 100 dias de Obama

Nesta data, o tvi24.pt recorda os principais momentos do ainda curto mandato do 44º presidente dos Estados Unidos da América. As promessas cumpridas e o que ficou por cumprir, os adversários, as apostas para o futuro, a importância da primeira-dama, as datas mais importantes, a presença portuguesa na Casa Branca, a aceitação dos americanos, a aposta na política externa e a Obamania que não desapareceu.

Mas queremos saber também a sua opinião. Acha que Obama já mudou o mundo? Deixe a sua opinião na caixa de comentário ou, se preferir, faça uma análise pormenorizada (com o máximo de 4 mil caracteres) e envie para o nosso e-mail. Os melhores textos terão publicação na homepage do tvi24.pt.

Obama lançou o mote para a política 2.0 e por todo o mundo há quem não hesite em replicar a sua estratégia, inclusive em Portugal. Resta saber como serão resolvidos os reais problemas da América e do mundo, como o desemprego, a crise, a recessão a desilusão, o conflito, a dúvida e as ameaças.

George W. Bush já não manda no mundo e Obama discursa no Youtube. Mas será que o mundo mudou?

LEIA TODOS OS TEXTOS DO ESPECIAL
Taxas de aprovação continuam em alta
Confira as datas mais marcantes
Os próximos 100 serão mais importantes (análise)
A inevitável comparação com Roosevelt
Promessas cumpridas... ou talvez não
Mundo continua sensível à Obamania

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ainda não repararam que já despertou?

Quando a China despertar... o mundo tremerá














Já agora que vos falo da China, lembrei-me dum livro já com muitos anos que foi escrito por um antigo embaixador de França na China, chama-se "Quando a China despertar... o mundo tremerá" e é da autoria de Alain Peyrefitte. Foi no seu tempo um livro premonitório que nos dá uma visão daquilo que viria mais tarde a acontecer e que nós hoje conhecemos muito bem. É a invasão do comércio chinês que vai afastando o comércio tradicional que se vai implementando e fortalecendo. O mesmo se passa noutros países e não só europeus, como é o caso de África, nomeadamente Angola, onde já existe uma forte comunidade chinesa e onde o governo chinês tem injectado grandes somas de dinheiro. São contributos para um melhor conhecimento mútuo dum país que cada vez mais se vai afirmando no mundo. A edição é da Editora Parceria e foi publicado em 1976.
posted by Formadores Certform 66 @ 9:47 AM

Como o tenho desde que foi publicado na minha pobre biblioteca, empresto-o a amigos que ainda não conseguiram lê-lo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Com o Carnaval à porta



À beira do Carnaval, esperamos todos que a folia programada nos distraia da realidade um tempinho mais, e tanto mais curto quanto os dias vão passando. Não sei se resolve alguma coisa. Aliás, acredito que não serve para mais nada do que adiar o inevitável. Isto é: a inevitável e trágica falência do sistema que ninguém se atreve a combater frontalmente, e destruir.

Se observarmos os que se passa… vemos o quê? Todos os países, dos Estados Unidos à chamada União Europeia, injectando dinheiro dos contribuintes para salvarem fortunas de vigaristas, mafiosos e associações de criminosos – já globalizados através dos paraísos fiscais em que tal canalha foge aos impostos através da banca e da bolsa privada - com o beneplácito dos respectivos governos e chamados bancos centrais, autoridades de verificação e controlo, tribunais, etc.

Para além disto – que respeita ao chamado ocidente capitalista – afinal o que se passa com a tal China “comunista”? Nada mais do que uma feroz ditadura de Estado, também tão capitalista e globalizada, que até invade e rebenta com as indústrias indígenas do tal ocidente, convidando os gananciosos capitalistas europeus e americanos a ‘deslocalizarem’ as suas fábricas e negócios para os países asiáticos que controlam e dominam. O que me espanta é a confiança que depositam em quem os atrai. Será que não perceberam o “barrete” que enfiam? Quando forem à procura do dinheiro, talvez recebam uma malga de arroz.

A velha Rússia, renascida dos escombros do império soviético, segue-lhe o exemplo. Não faltam milionários russos a investir e comprar tudo o que por esta Europa fora é rentável, até no futebol. Sem esquecermos, é claro, as máfias que para cá foram e vão exportando…e transformaram a “cosa nostra” italiana num bando de anjinhos.

Os árabes, detentores do petróleo que os americanos exploram, mantêm as mais violentas e despudoradas autocracias com total desprezo pelos mais elementares Direitos Humanos. Mas são aliados…enquanto quem os governa se portar dessa forma abjecta. Ou então, são invadidos, enforcados com transmissão televisiva universal, e deixados entretidos a assassinarem-se massiva e permanentemente em nome de facções religiosas, ou interpretações que cada uma faz das palavras do seu profeta.

A Índia vende os cérebros à informática e espera que os americanos a ajudem a livrar-se do Paquistão, talibãs e congéneres.

A África sem petróleo vai morrendo à fome, de doença, guerras tribais provocadas por quem interessa dizimar povos para ocupar terras férteis. E, a que o tem, lá o vai vendendo a quem mais garantias oferece para manter no poder cliques cleptomaníacas semelhantes às das arábias e, exactamente, com o mesmo desprezo pela miséria dos povos que governam.

E a América latina e do Sul? Será que já conseguiu deixar de ser o quintal dos gringos? Pesem algumas tentativas e resistências, não me parece.

Com o mal dos outros, podemos nós bem. Mas com o nosso?

Será que não somos capazes de correr democraticamente do poder as criaturas que nos governam, alinham e defendem isto tudo? Não temos capacidade para derrubar o governo que defende o sistema responsável pelo que acontece em Portugal, e também no resto do mundo?

Julgo que sim. Seremos capazes de o fazer, e não tarda muito.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Tudo como dantes, no quartel-general em Abrantes

Até parece que, o facto de se ter passado mais um dia, o transformou numa data histórica.
Nada disso.
Ontem, tal como hoje, nada mudou, a não ser a(s) página(s) do(s) calendário(s) que, afinal, são tão diversificados como qualquer de nós: os seres vivos que existimos na Natureza. Ah! pois; e dependem das convenções que julgam tê-los criado e estabelecido regras que os regulam. Quantos "calendários" estão em vigor no Mundo? Nos vários calendários, há quem festeje datas que outros desconhecem e alguns abominam.
O facto é que, afinal, a Humanidade coabita e tem de aprender a partilhar a Terra que nos coube. A dificuldade e causa de todas as guerras que sofremos, travamos e continuaremos a sujeitar-nos - porque, infelizmente, continuaremos a ficar sujeitos a guerras cada vez mais devastadoras - reside unicamente num facto: o ser humano ainda não aprendeu a respeitar a Natureza e a Humanidade. Para além do inalienável direito à diferença e respeito mútuo.
Enquanto não percebermos e praticarmos essa evidência... iremos de mal a pior, independentemente dos "primeiros de Janeiro" que formos "comemorando".
Para sermos consequentes, basta aceitarmos coisas tão simples como respeitarmos o Direito à Liberdade, assente nos princípios de Justiça, Solidariedade e Fraternidade.
Portanto, não vale a pena iludirmos-nos com "obamanias".
Prefiro chamar-vos a atenção para o que se passa no subcontinente indochinês:
o descalabro do Paquistão, o alastramento do domínio dos senhores da guerra no Afeganistão a esse país, e as sucessivas provocações à Índia, já nada têm a ver com o velho diferendo de Caxemira.
Tudo indica que, não tarda muito e, também o estafado "problema do Médio Oriente" entre "árabes" e "judeus" vai passar à História.
É evidente que americanos, europeus, incluindo russos (é bom não esquecer), já nada terão a ver com o que lá vai acontecer.
A não ser que tenham a clarividência de, em tempo útil, mandarem às urtigas as reminiscências da "guerra fria"...
A que aí vem... vai ser quente.
Já repararam que a China está impávida e serena perante tudo isto?
Já notaram?
Ainda não compreenderam?
Pelo menos, perguntem ao nosso governo o que pensa disto.
De resto, é a única razão que motivou este texto.
Como cidadão, e enquanto usufruir da liberdade de expressão que "O Cacimbo" me permitir, cá estarei.
Para vos dizer e abraçar, como sempre fiz.

sexta-feira, 11 de julho de 2008