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quinta-feira, 26 de junho de 2008

No dia internacional de apoio às vítimas da tortura

A Amnistia Internacional (AI) recriou esta quinta-feira, em Lisboa, uma viagem a bordo dos chamados «voos de rendições da CIA» para denunciar a tortura e o tratamento «cruel», «desumano» e «degradante» a que diz serem sujeitos os suspeitos de terrorismo, escreve a Lusa.

Uma silhueta de avião pintada no chão da Praça Luís de Camões, em Lisboa, dentro da qual vários «prisioneiros» algemados ouviam as condições desumanas, de tortura e de maus-tratos físicos e psicológicos a que iriam ser submetidos durante a viagem e mais tarde nos centros de detenções secretas norte-americanas, fez parte de uma encenação levada a cabo pela AI Portugal.

«Encenamos e recriamos aquilo que nós achamos que se passa a bordo de um voo de rendição da CIA. Queremos sensibilizar a opinião pública para a existência e gravidade destas situações. Para os tratamentos cruéis, desumanos e degradantes a que estes prisioneiros são sujeitos», explicou hoje à Agência Lusa o director executivo da AI Portugal, Pedro Krupenski.

No dia em que se comemora o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, a Secção Portuguesa da AI realizou várias acções de sensibilização para lembrar um «número incerto» de pessoas que em todo o Mundo são vítimas de tortura, como «as pessoas presas nos centros de detenção no Afeganistão e na Baía de Guantánamo, em Cuba».

Nesse sentido, a AI convidou as pessoas a entrarem a bordo da «Air Torture» e a assistirem ao «ambiente» vivido nos voos norte-americanos que «transportam ilegalmente pessoas suspeitas de terrorismo para países onde a tortura e outros maus-tratos são praticados durante os interrogatórios».

In Portugal Diário

sexta-feira, 23 de maio de 2008

VOOS DA CIA PASSARAM POR PORTUGAL


Governo confirmou passagem por Portugal de 56 voos de e para Guantánamo

Relatório enviado ao Parlamento
Um relatório garantiu que mais de 700 prisioneiros tinham sido transportados ilegalmente passando por Portugal

O Governo confirmou a passagem por Portugal de 56 voos que iam para ou vinham da base de Guantánamo, onde os EUA têm um centro de detenção de prisioneiros estrangeiros sem a protecção jurídica de que beneficiariam em território americano, muitos deles transportados aparentemente de forma ilegal.

(Do Público de hoje)

Num país a sério com estas revelações o primeiro ministro, fosse qual fosse, pedia imediatamente a demissão, ou era demitido por quem de direito, que no caso português seria pelo presidente da república, e com isso caía todo o governo e depois ir-se-ía procurar responsabilidades neste e nos outros governos anteriores.
Mas como isto é portugalzinho vai haver falatório durante três semanas após o qual nada vai acontecer e tudo vai ficar na mesma.
E é assim este país em diminutivo!!!...

http://www.franciscotrindade.blogspot.com/

Recebido por email


sábado, 19 de abril de 2008

TRIBUNAL MUNDIAL IRAQUE

DEPOIMENTO DE UMA REFUGIADA IRAQUIANA
DEPOIMENTO DO REPRESENTANTE DA AUDIÊNCIA ESPANHOLA

JURADOS
VASCO LOURENÇO, ALÍPIO DE FREITAS E OUTROS JURADOS

Sócrates instado a recusar utilização da Base das Lajes

A segunda audiência portuguesa do Tribunal Iraque exigiu na sexta-feira que Lisboa recuse a utilização da Base das Lajes para prosseguir com a ocupação do Iraque e colabore «plenamente» na investigação dos «voos da CIA» que passaram por Portugal.

A segunda audiência portuguesa do Tribunal Mundial para o Iraque, que assinala os cinco anos da intervenção e ocupação militar daquele país pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, decorreu na noite de sexta-feira, na Casa do Alentejo, em Lisboa.

A elaboração do libelo acusatório pertenceu a Eduardo Maia Costa, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.

Na proposta de resolução, os cerca de 60 jurados exortam o governo de José Sócrates a desenvolver «esforços políticos e diplomáticos» para a «reposição» da legalidade internacional no Iraque, a começar pela retirada dos ocupantes.

Exigem ao Governo português a «colaboração plena na investigação dos chamados voos da CIA que cruzaram o espaço aéreo português ou que fizeram escala em Portugal, com vista à responsabilização, inclusivamente a nível criminal, de todos os que colaboraram ou participaram nessa prática ilegal».

Tribuna de Jurados

Alan Stoleroff, professor universitário, membro do Comité Palestina

Alberto Seixas Santos, cineasta

Alexandre Alves Costa, arquitecto e professor universitário

Alípio de Freitas, jornalista

Álvaro Fernandes, tenente-coronel

Ana Gaspar, do Sindicato de Professores da Grande Lisboa

Ana Prata, jurista

António Louçã, historiador

António Palaio, sindicalista (Sindicato da Hotelaria)

António Pedro Dores, professor universitário

António Pinto Pereira, do CIDAC

António Rosa Coutinho, almirante

Armando Fernandes, jornalista

Bruno de Almeida, cineasta

Carlos Carvalho, sindicalista, responsável Rel.Intern. da CGTP

Carmen Marques, jornalista

Chullage, rapper

Daniel Oliveira, colunista

Domingos Lopes, advogado

Eduarda Dionísio, escritora

Eugénio Alves, jornalista

Fausto Bordalo Dias, músico

Fernando Rosas, historiador, professor universitário

Francisco Fanhais, músico

Francisco Raposo, dirigente sindical

Helena Carmo, dirigente da Associação José Afonso

Henrique Botelho, médico

João Arsénio Nunes, historiador

João Corregedor da Fonseca, da Intervenção Democrática

João Gil, músico

João Lavinha, investigador do Instituto Ricardo Jorge

João Loff Barreto, advogado

João Mota, encenador e professor de teatro

João Proença, presidente da Casa do Alentejo

Jorge Fagundes, advogado

Jorge Figueiredo, economista

José Charters Monteiro, arquitecto

José Gonçalves da Costa, juiz jubilado do STJ

José Luís Saldanha Sanches, professor universitário

José Manuel Mendes, escritor

Leonor Cintra Gomes, arquitecta, presidente do Cons.Dir.Reg.Sul da Ordem

Manuel Batoréo, professor universitário

Manuel Graça, sindicalista

Manuela de Freitas, actriz

Manuela Tavares, dirigente associativa

Margarida Gil, cineasta

Maria José Morgado, magistrada do MP

Mário Durval, médico

Milice Ribeiro dos Santos, psicóloga

Orlando de Almeida, engenheiro, ex-presidente da CM Amadora

Óscar Mascarenhas, jornalista

Paulo de Carvalho, músico

Pedro Wallenstein, músico, presidente da GDAIE

Renato Rodrigues, dirigente associativo

Rui Namorado Rosa, físico, professor universitário

Rui Pereira, jornalista

Saúl Nunes, advogado

Tino Flores, músico

Vasco Lourenço, coronel, presidente da Associação 25 de Abril

Victor Serrão, professor universitário

Vítor Nogueira, da Amnistia International (Portugal)

Youri Paiva, estudante

A Comissão Organizadora do TMI-AP:
Amílcar Sequeira
António Alves
Berta Macias
Cristina Meneses
Eduardo Maia Costa
Guadalupe Margarido
Helena Nascimento
João Mário Mascarenhas
José Mário Branco
Júlio Moreira
Manuel Monteiro
Manuel Raposo
Mário Tomé e
Paulo Esperança


quinta-feira, 17 de abril de 2008

A INVASÃO DE CUBA FOI HÁ 47 ANOS

DIAGRAMA DAS OPERAÇÕES
AZUL = INVASORES, CASTANHO = TROPAS CUBANAS

TROPAS CUBANASSOB COMANDO DE FIDEL

A Baía dos Porcos (em espanhol, Bahia de los Cochinos) é uma baía na costa meridional de Cuba. É mais conhecida por causa de uma tentativa de invasão mal sucedida por parte de mais de mil e duzentos exilados cubanos, que pertenceram ao regime de Fulgêncio Batista, apoiados pelos Estados Unidos e pela Máfia - que foram treinados e financiados pelos serviço secreto norte-americana CIA, sob o nome de código "operação Magusto" [1] - e objectivava derrubar o recém-formado governo socialista liderado por Fidel Castro e assassiná-lo em 1961. Depois de três dias de combates, os mercenários foram vencidos e Fidel declarou vitória sobre o imperialismo americano.

Fidel já esperava um ataque directo a ilha [1], tendo sido alertado previamente por Che Guevara que presenciara um ataque semelhante à revolução ocorrida na Guatemala. Com a invasão iminente, Fidel anuncia em discurso no dia 16 de Abril de 1961, pela primeira vez, o carácter socialista da revolução e no dia seguinte tem início o ataque à ilha, na praia de Gíron, localizada na Baia dos Porcos. O governo norte-americano treinou 1297 exilados cubanos oriundos da ditadura de Fulgêncio Batista em Miami através da CIA para destruir o governo de Fidel Castro. Com seu planejado apoio pela força aérea americana tendo sido vetado por Moscovo, a "operação Magusto" da CIA acabou sofrendo uma derrota arrasadora, e em 72 horas foi sufocada por forças governamentais cubanas.

No dia 18 de abril de 1961 o primeiro ministro da União Soviética, Nikita Kruschev, enviou enérgica carta ao presidente Kennedy na qual demonstrou claramente a indignação da União Soviética em relação à essa invasão e conclamou Kennedy a interrompê-la para evitar o perigo de uma conflagração generalizada:

"Moscovo, 18 de Abril de 1961, 14h00" (06h00 em Washington) [2]

"Senhor Presidente, estou enviando-lhe esta carta numa hora de alarme, assustado com o perigo da paz em todo o mundo. Uma agressão armada teve início contra Cuba. Não é segredo para ninguém que os bandos armados invadindo aquele país foram treinados, equipados e armados nos Estados Unidos da América. Os aviões que estão bombardeando as cidades cubanas pertencem aos Estados Unidos da América, as bombas que estão lançando foram fornecidas pelo Governo Americano." [2]

"Tudo isso desperta aqui na União Soviética um compreensível sentimento de indignação por parte do Governo Soviético e do povo soviético." [2]

"Suas declarações, feitas há poucos dias atrás, de que os EUA não participariam de actividades militares contra Cuba criaram a impressão que os principais líderes dos Estados Unidos estavam levando em consideração as consequências para a paz geral, e para os próprios EUA, que uma agressão contra Cuba poderia representar. Como pode o que está sendo feito pelos Estados Unidos ser compreendido, quando um ataque contra Cuba agora se tornou um fato ?" [2]

"Ainda não é tarde demais para evitar o irreparável. O Governo dos EUA ainda tem a possibilidade de não deixar a chama da guerra, iniciada pelas intervenções em Cuba, se tornar uma conflagração incomparável. Sr. Presidente, dirijo-me a V. Exceleência um urgente apelo para que ponha um fim à agressão contra a República de Cuba. Os armamentos militares e a situação política mundial hoje em dia é tal que qualquer uma das assim chamadas "pequenas guerras" pode deflagrar uma reacção em cadeia em todas as partes do mundo." [2]

"No que concerne à União Soviética não deve haver engano sobre nossa posição: Nós forneceremos ao povo cubano e a seu governo todo o apôio necessário para repelir o ataque armado a Cuba (...) [2]

"(...)Espero que o governo dos EUA vá considerar nossas posições, ditadas pela única preocupação de não permitir passos que possam conduzir o mundo a uma catástrofe militar." [2]

(Ass.) "Nikita Kruschev" [2]