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terça-feira, 31 de março de 2009

Portugal no seu melhor


Carlos Queiroz garante que só corta a barba quando a Selecção Nacional marcar 2 golos.
Se mantiver a promessa, teremos mais um barbudo e pêras...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Portugal Humilhado...Maior derrota de sempre com o Brasil...

Portugal goleado e humilhado
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Portugal entrou bem, esteve em vantagem, mas, em Gama, arredores de Brasília, sucumbiu à arte dos canarinhos e acabou a noite a ver estrelas. O Brasil goleou, por 6-2, e ainda ficaram alguns por marcar...
Até parecia um jogo a sério. Felizmente, não era. Portugal perdeu com o Brasil, o que não agradou aos milhares de portugueses que roubaram umas boas horas à cama para seguirem o duelo de estrelas. As canarinhas brilharam. As lusas, nem tanto. Confirmou-se, pelo menos, uma ideia: se Cristiano Ronaldo arrecadar o título de melhor do Mundo, a distinção resulta do desempenho do capitão das quinas ao serviço do Manchester United. Na selecção, o madeirense é uma sombra do jogador que encanta com a camisola do gigante inglês. Coisas para Queiroz resolver.
Portugal até entrou melhor. Marcou no arranque, por Danny, mas rapidamente se percebeu que a estratégia não era a mais adequada. Jogar com Danny entre os gigantes Luisão e Thiago Silva, os centrais da canarinha, não lembrava a ninguém. Simão foi aposta falhada, Tiago, como médio mais defensivo, também não resulta. E, por isso, Raul Meireles foi chamado, para a segunda parte.
Entretanto, já o Brasil dera a volta ao marcador. Dois golos de Luís Fabiano. Sim, esse mesmo, o goleador que chegou na hora errada ao F. C. Porto. Agora, brilha em Espanha. Esta madrugada, aproveitou bem a sagacidade de Robinho, a arte de Kaká, a demoníaca velocidade de Maicon e... uma noite aziaga de Pepe. Por sorte, o parceiro lado, Bruno Alves, fartou-se de apagar fogos, tal como Maniche, na ajuda a Tiago.
Foi uma madrugada de samba. E o fado do jogo ficou traçado logo nos primeiros acordes da segunda parte. Em dois minutos, Maicon e Luís Fabiano resolveram a questão. O defesa lateral do Inter marcou um golo fantástico, sobre a direita, e Fabiano assinou o seu terceiro da noite. Humilhação! Mais uma, depois do empate recente, esse sim, a valer, na recepção à Albânia. Isto apesar de o apagado Simão ter aparecido para finalizar, com eficiência a reduzir, para 4-2. Quem sonhou com a recuperação, depressa acordou para a realidade: bola ao centro, três minutos repartidos, petardo de Elano a repor a diferença de três golos. No final, foram quatro, pois Adriano também marcou...
Portugal não perdia com o Brasil há 19 anos. O jogo serviu, portanto, para quebrar uma tendência recente, que apontava o sucesso das quinas nos jogos com o Brasil, depois de duas vitórias, no consulado de Scolari (2003 e 2007). Queiroz inseriu, e bem, a partida num plano mais amplo. É necessário encontrar pontos de equilíbrio na selecção, para dar outro rumo à campanha de qualificação para o Mundial da África do Sul. Em Gama, contudo, Portugal esteve desequilibrado. E caiu. Goleado.
in JN
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Deixem-se de futebóis e ponham-nos a trabalhar nas obras...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Uma Casa Portuguesa...

Pronto, agora sim, voltou tudo ao normal. A Selecção é, de novo, o espelho da Nação. Ou é de novo ou é de velho, à vossa escolha. Se formos justos, sabemos bem que a Selecção é, ‘de velho’, o espelho da Nação.
Sete pontos perdidos em 3 jogos, contra adversários "perfeitamente ao nosso alcance" – maravilhoso axioma das nossas ilusões! – e eis que tivemos um fim-de-semana riquíssimo de discussões sobre a crise de resultados a cargo de especialistas nos jornais, nas televisões e na radiotelefonia.
Só por isto o professor Carlos Queirós merecia uma medalha.
Ao dar assunto, deu emprego a uma multidão de comentadores e de analistas que na era Scolari pouco ou nada tinham que fazer a não ser embirrar com o bigodinho do brasileiro.
Ah, heróis do mar…
Leonor Pinhão
in CM

quarta-feira, 4 de junho de 2008


OS HERÓIS DO REGIME

O alarido em torno da selecção nacional de futebol chega a ser indecoroso. No último domingo, então, o caso foi ameaçador: as três principais estações de televisão consagraram horas e horas à viagem dos futebolistas entre Viseu e Neuchâtel.

Gilberto Madaíl, esse homem fatal, sempre insaciado de banalidades, assertoou uma série de dislates, com o ar grave de quem vai influir nos destinos da Pátria. Scolari, místico, iluminado por todas as Imaculadas, às quais costuma rezar com transporte e fervor, declarou a sua eterna gratidão a um povo tão ligado àquele grupo de "heróis", e tão estremecido quando a Bandeira é içada e A Portuguesa entoada com as estrofes trocadas.

Marcelo Rebelo de Sousa, professor de múltiplos interesses e ávidas curiosidades, pediu desculpa aos seus "amigos intelectuais", mas Portugal devia mais a Cristiano Ronaldo e a outros - do que não se sabe a quem, porque não esclareceu. Esperava-se, de Marcelo, um outro modo de ver, um ponderado rogo de reflexão, um trémulo apelo ao bom-senso. Com a convicção vigorosa que se lhe reconhece rojou-se aos pés dos seleccionados, ao mesmo tempo que ironizou das opiniões daqueles, manifestamente hostis ao empreendimento de imbecilização. Ao contrário de Rui Santos, jornalista especializado em futebol, que se não coibiu de criticar o exagero do circo, chegando a designá-lo como "alienação".

Alienação muito bem montada e insuportavelmente apoiada pelas televisões, pelas rádios e pelos jornais. Esta ambição do aparato impede a mais módica posição crítica daqueles que, apreciando o jogo (o meu caso), não entram na peripécia irracional e não se intimidam com a algazarra. Acaso haveria razão para a euforia, se a selecção tivesse chegado ao fim do Euro como ganhadora. O dr. Cavaco, habituado a deixar, na sua passagem pelos acontecimentos, admiráveis vestígios de oratória, aconselhou os futebolistas, recebidos, com emoção, em Belém, a olhar para o Tejo, inexaurível fonte de inspiração! O sr. Presidente estava, de certeza, a estabelecer comparações entre aqueles indómitos desportistas e os heróis escorbúticos que partiram do Cais Novo, há cinco séculos, para dar "novos mundos ao mundo". Foi um momento inesquecível. Um daqueles instantes irrepetíveis que marcam a palavra verdadeira, leal, civilizada, contra a desconsolação, a inércia, o abandono!

Conhecemos, através das televisões, um povo verdadeiramente feliz, gritando, apopléctico, a responsabilidade cumprida de cidadania e civilidade. Um povo enérgico, expondo, como elevado título, a radiosa coragem de estar no desemprego, de ser imigrante por carência absoluta de trabalho e de esperança no País onde nasceu - e que cauciona, com júbilo, a desgraça como virtude.

Beptista-Bastos in DN

A este artigo, que subscrevo integralmente, acrescento o seguinte comentário:

Também gosto de futebol e, claro, da nossa selecção. Mas receio que voltemos a ver bandeiras penduradas por todo o país e o triste espectáculo de as deixar à janela até se transformarem num trapo, como aconteceu em 2004.

Se é assim que os portugueses demonstram o seu patriotismo... vou ali e já venho.

sábado, 31 de maio de 2008