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sexta-feira, 3 de julho de 2009

sábado, 27 de junho de 2009

Em plano inclinado...

A trapalhada (a coisa não tem outro nome) em que o Governo se meteu por causa da intenção da PT de adquirir 30% da Media Capital (dona da TVI) teve ontem o seu mais patético episódio: o primeiro-ministro vetou a operação, por não querer que, como os maldosos vinham dizendo, se pensasse remotamente na possibilidade de o Executivo estar a manobrar no sentido de alterar a linha editorial da estação televisiva, que lhe é agreste.
Isto é: José Sócrates travou, pela força de uma anacrónica "golden share", um negócio entre empresas privadas apenas e só porque isso lhe convém politicamente. Extraordinário.
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Diz o adágio: o que começa mal, tarde ou nunca se endireita. O "caso PT/TVI" mostra bem a veracidade do provérbio popular. De forma espantosa, Sócrates meteu-se num beco sem saída, ao dizer que nada sabia sobre o negócio. Se não sabia, devia saber. Se não sabia, devia pedir explicações aos responsáveis máximos da empresa.
Como não o fez, deixou que uma carregada nuvem de suspeições se abatesse sobre o caso. A estocada final pertenceu ao presidente da República, quando, usando exactamente a mesma expressão escolhida por Manuela Ferreira Leite, pediu "transparência" às partes.
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O que impressiona mais nisto tudo é a circunstância de o Governo vir a somar erro atrás de erro sem que ninguém, incluindo Sócrates, ponha travão à desgraça. Ele foi o despistado ministro da Agricultura a desmentir-se em meia-hora; ele foi a estranha história da Fundação para as Comunicações (que ainda há-de dar muito que falar); ele foi o recuo no TGV....
De repente, o Governo parece ter entrado na fase do plano inclinado, etapa da qual é muito delicado sair, sobretudo quando ela surge logo após uma fragorosa derrota eleitoral.
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Há um mês ninguém no seu perfeito juízo diria que tanta asneira junta seria possível num Governo que se especializou no controlo de danos e na eficácia da mensagem a passar. Mas, enfim, a vida tem destas coisas.
E, num instante, parece que estamos de volta ao desastroso Governo de Santana Lopes: tudo parece inconsistente, volátil, efémero e decidido em cima do joelho, em função das circunstância e não da importância.
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Quem beneficia com isto? Antes de mais, o PSD, claro está. A Manuela Ferreira Leite basta-lhe agora ficar quietinha no seu sítio a bater com violência na tecla do endividamento e das obras públicas que nos hipotecam o futuro. Por este caminho, o Governo tratará de cavar ainda mais o fosso com o eleitorado que mostrou o seu desagrado nas eleições europeias. Quem diria? Sócrates encontra-se num labirinto.
E a cada dia que passa é-lhe mais difícil encontrar a saída.
Paulo Ferreira
in JN

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A imagem das injustiças!...

Com sentido mediático o CDS produziu e realizou mais uma das suas operações de marketing, travestida agora em moção de censura ao Governo.
Pouco interessava a Portas que várias "moções" tivessem já sido apresentadas, desde as dos professores aos enfermeiros, das dos trabalhadores da Qimonda às dos profissionais das forças de segurança - para só falar nas mais recentes, onde nem sequer me lembro de o ter visto em gesto de solidariedade. Menos lhe interessarão por certo as próximas "moções " que o mesmo rumo político já anunciado por José Sócrates levará seguramente às ruas deste país…
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Não interessava a Portas que a sua moção apontasse as injustiças que permitem cargas fiscais impossíveis sobre quem trabalha enquanto se perdoa a quem continua a fugir ou a pagar bem menos do que pode; ou que passasse de raspão sobre os excluídos, a pobreza, as reformas e salários de miséria, silenciasse os abusos do lay-off e a imensa precarização existente em Portugal na sequência de um Código Laboral inventado pelo seu amigo Bagão Félix e agora refinado pelo PS.
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Para além de ter conseguido levar o PSD a reboque, Portas não queria lá muito que o Governo caísse com a sua moção de censura. Creio até que se tal pudesse suceder, se apressaria a meter rapidamente a moção na gaveta. Na verdade, todos, Portas incluído, aguardam a censura que o país poderá voltar a dar ao PS em Setembro.
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Entre o ruído da moção de censura sobressaiu a nova postura de Sócrates. Começámos a semana com o Governo a mudar o porta-voz (caindo Vitalino Canas, o patrono das empresas de trabalho temporário); soubemos, depois, que o PS contratara um novo profissional de Comunicação Social, isto é, que Sócrates mudara de treinador…
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Mas será que o PS julga que os portugueses são estúpidos? O novo estilo Sócrates é verdadeiramente assustador e mostra o desnorte nas hostes do PS. É que não há imagem nem propaganda que possam esconder as injustiças e as políticas de desastre…
Honório Novo
in JN

domingo, 21 de junho de 2009

Manter o Rumo???...

Na noite das Eleições Europeias, José Sócrates e o PS foram derrotados.
Não se vislumbrou nenhum sinal de humildade, muito menos de autocrítica. Manter o rumo foi a palavra-chave.
Todos sabemos que se trataram de Eleições Europeias com características próprias. Não votámos para a Assembleia da República. Mas mesmo só quem não quer ver, ignora os sinais do eleitorado.
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Durante a semana que se seguiu apenas dois exemplos daquilo que é de facto a orientação do PS e a essência da sua política neoliberal: fez aprovar, apenas com os seus votos, o código contributivo para os regimes da Segurança Social que vai resultar, nada mais nada menos, do que na redução objectiva do salário dos portugueses e portuguesas, assumindo que se recusa a debater novas formas de financiamento da Segurança Social.
E anunciou o chumbo de criação de uma tarifa social nos serviços essenciais de energia (electricidade e gás), proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, seguindo, aliás, a prática de muitos países europeus. Tudo em tempo de crise económica e social.
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Manter o rumo. Ou seja, não alterar um milímetro a estratégia seguida para o combate à maior crise das últimas décadas. É por isso tempo, daqui até Setembro, de debates sobre as alternativas que se colocam. E é tempo de pensar e agir, numa lógica contrária à condenação do País à governação do bloco central.
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O PSD que se cuide, pois a sua vitória não significa um reconhecimento sobre as políticas que, aliás, pouco diferem, no essencial, das que foram e são seguidas pelo PS. A alternativa à esquerda reforçou-se e ainda tem muito para dar a este País.
Helena Pinto
in Esquerda.Net

sábado, 20 de junho de 2009

O Bê-á-Bá da privatização da GALP...

A privatização dos recursos energéticos tem sido um regócio ruinoso para o país. Desde que o governo lhe entregou um terço da GALP, o consórcio de Américo Amorim já recebeu um quinto do que pagou por ela, só em dividendos distribuídos com o lucro da empresa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tiro ao alvo



Sócrates já não diz «maioria absoluta»

Água mole em pedra dura, tante bata até que fura

Corrupção: portugueses não confiam no Governo

Demorou, mas foi

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Bocas de quem sabe do que fala

«O primeiro-ministro

está num momento difícil»

Luís Amado admite que pediu para sair do MNE mas que «seria inaceitável virar as costas a um amigo num momento destes»

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admite que «o primeiro-ministro está num momento difícil da sua carreira» e o país também.

sábado, 30 de maio de 2009

Bocas de quem sabe do que fala

Antigos governos "eram anjinhos"

comparados com este

Manuela Moura Guedes não tem convicções sobre a inocência de José Sócrates no caso Freeport, mas admite que o facto de o primeiro-ministro a ter processado a “condiciona” e fá-la sentir-se “mais limitada”. Em entrevista ao jornal “Expresso”, a apresentadora do Jornal Nacional de sexta-feira, diz que a comunicação social é subserviente e que a polémica do Freeport, se fosse com o ex-primeiro-ministro Santana Lopes, este “já tinha ido à vida várias vezes”.

Para aí me inclino eu...
Santana Lopes ou outro qualquer que não tivesse um aparelho de propaganda e de intimidação tão eficaz como o socratismo tem.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Manuela F. Leite...Verdade e consequência...

Na entrevista que concedeu, no passado fim-de-semana, ao diário "Público" e à Rádio Renascença, Manuela Ferreira Leite apresentou-se com um novo "look": mais modernaça na indumentária, mais solta, menos rígida, com um discurso mais fluente, menos ríspida nas respostas.
Bom sinal: a líder do PSD apreendeu com os tremendos erros de comunicação que os seus mais directos conselheiros lhe impingiram, propositadamente ou não, no início da empreitada.
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Durante a conversa com os jornalistas Manuela Ferreira Leite deixou no ar uma pergunta de enorme relevância que passou praticamente despercebida. A dada altura, questionada sobre os investimentos anunciados pelo Governo para ultrapassar a crise, a líder social-democrata disse o seguinte (cito para evitar interpretações dúbias):
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"É estranho que o Governo tenha anunciado tantas medidas, tantos milhões que vão surgindo sem necessidade de fazer um orçamento rectificativo. O orçamento não estava preparado para este tipo de medidas, logo, se elas estão a surgir, quer dizer que não estão a sair do orçamento, se não ele tinha que ser corrigido. Portanto, são capazes de estar a sair da Segurança Social. Se for isso que está a acontecer, pode-se violar o princípio da relação de confiança com os cidadãos se não se lhes assegurar uma pensão na sua velhice. Tal seria dramático.
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Portanto: Manuela Ferreira acha (ou, no mínimo, desconfia) que o Governo nos anda a enganar a todos e, simultaneamente, a hipotecar a reforma dos cidadãos portugueses. Que o Executivo de José Sócrates tenha deixado passar em claro tamanha pancada pode revelar uma de duas coisas: distracção (hipótese muito pouco credível) ou interesse em deixar que o vento leve, rapidamente e em força, as palavras de Manuela Ferreira Leite.
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Convinha sabermos tudo o que há para saber sobre esta matéria. Porque das duas uma: ou o que Ferreira Leite diz é verdade e é grave, ou é mentira - e aí passamos a ter o direito de não dar grande crédito ao que diz a líder do PSD. Haja quem nos esclareça.
Paulo Ferreira
in JN

domingo, 10 de maio de 2009

A idade da indecência...

Não gosto de ver um mendigo com um braço a pedir e o outro braço a segurar um bebé, manipulando emoções básicas.
Gosto ainda menos de trabalho infantil em publicidade. Já crianças em propaganda política, indivíduos sem direitos como votar porque ainda sem o necessário julgamento, é pura exploração. E de extremo mau gosto, como demonstrou Sarah Palin. Pior é quando nem sequer há autorização.
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Mas aconteceu: filmagens supostamente do Ministério da Educação, de crianças com o ‘Magalhães’, acabaram num tempo de antena do PS, que se vai apoderando do Estado como se fosse sua propriedade privada. Sócrates pediu desculpas, depois de explicações sem tino. Não chega.
É necessário saber qual foi o papel desse Ministério, transformado no nervo da propaganda do Governo (basta lembrar a contratação de crianças para vender medidas governamentais). E, quando esse afã publicitário não chega, o Governo intimida alunos, professores e escolas.
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Curioso é que o mais recente acto de repressão consistiu na Inspecção-Geral da Educação interrogar estudantes que protestaram contra a ministra, tentando acusar os professores de manipularem os alunos.Afinal, o Governo (ou deveria dizer o PS?) transforma crianças em focas amestradas, mas quer incriminar outros de o fazerem. Muito educativo.
Joana Amaral Dias
in CM

terça-feira, 28 de abril de 2009

É só doutores...

Passou sem polémica o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano. Pediram-se apenas melhores condições para as escolas e o inevitável ajustamento das leis laborais.
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Mas ninguém formulou a questão básica: e se, por absurdo que pareça, nem todos os alunos tiverem capacidade intelectual para chegar ao 12º ano?
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Que fazer? Baixar, ainda mais, os níveis de exigência do ensino secundário para distribuir democraticamente os diplomas?Tudo perguntas proibidas.
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Para o romantismo educacional, o sucesso escolar nunca depende da inteligência do aluno.Depende das condições que o rodeiam, do esforço dos professores e até do eventual milagre do santo padroeiro.
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O que espanta neste optimismo é o governo não ser ainda mais ambicioso e alargar a escolaridade obrigatória até ao doutoramento. Mas lá chegaremos.
João Pereira Coutinho
in CM

domingo, 19 de abril de 2009

Desorientação...

Conforme se vai conhecendo a dimensão mais profunda e dramática da crise que está a atravessar o sistema económico mundial, de forma crescente vai emergindo um clima de desorientação que coloca o País à beira de um ataque de nervos.
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As últimas previsões do Banco de Portugal foram uma espécie de cataclismo. Multiplicaram-se as análises de especialistas, que cada vez são menos especialistas e mais palpitadores de boletim do totoloto desdizendo hoje aquilo que disseram ontem, multiplicando a confusão, revelando a efemeridade das suas próprias previsões e a vacuidade das suas análises. Para alimentar ainda mais este estado de demência económica e financeira, a política entrou na fase superior da hipocrisia.
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Como bem sublinhava Emídio Rangel, é de um mau gosto, para não dizer insultuoso, o prazer sádico com que alguma oposição saboreia, e se apraz, com esta terrível situação, suportando-se nas leituras simplistas e populistas de que o Governo é o culpado de tudo.
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É contra esta mediocridade que se deve compreender o último discurso de Cavaco Silva. Embora muitos empresários não tenham gostado, embora o Governo tenha sido zurzido, e o espectro político em geral, a verdade é que a situação é de tal maneira complicada que não vai lá com meras operações de cosmética, com maquilhagem estatística, com a cultura do subsidiozinho que fez de Portugal um país de subsidiodependentes. De esquemas. De cunhas. De intercessões milagrosas junto deste ou daquele ministro.
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A chulice da riqueza pública é a maior doença nacional. A fonte produtora de caciques, clientes e serventuários. De negócios menos claros, de investimentos que resultam em catástrofes. E é por aqui que tem de começar a reforma que nos permite emergir desta crise. Procurando a transparência, a coragem de ser responsável por grandes vitórias mas também pelas grandes derrotas. Ou seja, acabar de vez com a politiquice de feirante e casuísmo que hoje domina a vida pública portuguesa. O País precisa de mudar. E rapidamente. Ou então este furacão que está a devastar as economias europeias vai transformar-nos nos pedintes mais tesos, embora espertalhaços, quando os ventos da reanimação começarem a soprar. E nestes tempos, mais do que o palpite vale a sensatez.
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Mais do que soluções milagrosas ou previsões catastróficas, é fundamental saber transformar o medo em coragem, a desorientação em serenidade e determinação.
Ou não restará País com decência para os nossos filhos.
Francisco Moita Flores
in CM

Reformas ameaçadas...

A lei que rege o cálculo da actualização das pensões liga os valores a pagar em cada ano em função da evolução da economia, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), e da inflação. A lei tem por objectivo assegurar a sustentabilidade da Segurança Social e garantir o poder de compra dos reformados.
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Mas a crise económica revelou uma ameaça escondida: a lei permite a baixa das reformas. Aplicada à letra, com uma baixa do PIB de 3,5% e uma inflação negativa de 0,2%, as reformas baixavam de valor nominal. Por exemplo, quem ganhasse este ano uma reforma de 628 euros poderia perder 0,2% dos rendimentos e quem ganhasse mais de 2900 perderia 0,9%. O CDS-PP alertou para o perigoe o ministro Vieira da Silva já prometeu resolver este assunto.
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- A maioria dos reformados portugueses sobrevive com pensões muito baixas. O salário mínimo de 450 euros é um sonho ainda não alcançado para milhares de pessoas. Uma quebra na reforma, mesmo de um euro, seria um acto de grande insensibilidade social, com a agravante de o cabaz de custo de vida dos idosos não reflectir necessariamente a baixa de preços medida pelo IPC.
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- Com a alteração à lei, os reformados podem escapar à quebra real das pensões em 2010.
Mas se algum político lhe prometer aumentos significativos não acredite, não passará de um impulso eleitoral.
Armando Esteves Pereira
in CM

terça-feira, 14 de abril de 2009

Os Trapezistas...

Sócrates e o Governo estão feitos trapezistas, mas daqueles que arriscam passar de um prédio para outro, a 250 metros de altitude. Lançaram-se na corda, mas esqueceram-se, na verdade, de consultar a previsão dos ventos. Vão andando, vão-se equilibrando, mas com passinhos cada vez mais curtos e inseguros.
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Em Dezembro queriam um espectáculo em grande, em Janeiro cortaram nas perspectivas, e agora já deitam contas à vida e ao empreendimento.
A travessia é longa, um pequeno passo pode ser fatal, e a populaça está a ficar agitada - mais coisa menos coisa quer o dinheiro de volta.
Por essa altura se verá a diferença abismal entre um Governo trapezista e o avião da US Airways: quem não tem asas não plana, nem amara.
Estatela-se, simplesmente.
Luiís Delgado
in DD

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eleições e ilusões...

A Páscoa tem destas coisas. Arranjam-se uns dias de descanso, com tolerâncias de ponto pelo meio, e a malta pira-se para a santa terrinha ou para as habituais praias algarvias na tentativa legítima de esquecer o mais possível um quotidiano cheio de incertezas e de muito medo. Sim, medo.
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Não, não é medo dos processos do senhor presidente do Conselho contra colunistas e jornalistas, em que avança com chorudos pedidos de indemnização que as empresas de comunicação social terão de reflectir nas contas que apresentam aos seus accionistas. Não, não é medo de perder lugares, mordomias, prebendas e outras coisas mais que os partidos políticos destinam a uma mão-cheia de serventuários que andam por aí a fingir que isto é uma democracia a sério. Não, não é medo das medidas fascizantes, como as classificou e bem Manuel Alegre, de um bando de chefes e chefinhos da administração pública que andam por aí a regular saias, decotes, perfumes e roupa interior.
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Não, não é medo de uns higieno-fascistas que aprovam leis sobre o sal no pão e que por este andar vão legislar sobre a dieta alimentar dos indígenas, as horas de deitar e de acordar, a quantidade de álcool que podem beber e a doçaria que devem comer e a que horas do dia. Não, não é medo de magistrados que acham normalíssimo andar a dar recados do senhor presidente do Conselho e do senhor ministro da Justiça a colegas que investigam um caso em que o senhor engenheiro civil está envolvido. Não, não é medo de magistrados que há muito perderam a vergonha na cara e não se demitem nem são demitidos dos cargos que ocupam. Não, não é medo destas tristes e miseráveis realidades.
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O medo de muitos indígenas que por fatalidade vivem neste sítio pobre, hipócrita, manhoso e cada vez mais mal frequentado é bem diferente. É o medo de não terem futuro, é o medo de filhos e de netos continuarem a não ter futuro devido a políticas erradas, a políticas assassinas, a políticas que inevitavelmente vão levar o sítio para o abismo com um endividamento externo incomportável que será pago, e bem pago, por várias gerações.
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Mas o medo no sítio não é de hoje, é ancestral, é um medo salazarento, um medo de romper com um passado triste e um presente muito miserável, um medo de mudança, um medo reaccionário, um medo de incomodar e zangar. Um medo presente nas eleições e que impede os indígenas de usarem os votos para pôr em sentido a clique instalada no poder.
António Ribeiro Ferreira
in CM

sábado, 11 de abril de 2009


Em poucos dias José Sócrates e o seu governo processaram três jornalistas do Sol, TVI e Público, a propósito de notícias sobre o caso Freeport e afins.
Está visto que, por este caminho, só ampliam o eco que tais notícias têm junto da opinião pública.
Tiro no pé

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um bilhete para a Lua

Contribuo para oferecermos um à maioria absoluta do PS que nos governa

domingo, 5 de abril de 2009

Bocas sobre o governo


«Estado tem um apetite por controlar»

Pedro Passos Coelho acusa Governo de «querer ter tudo na mão»

Este demorou a chegar lá. Mas vale mais tarde do que nunca.