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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...António Costa e a GNR...

António Costa cobra 60 mil à GNR pela Praça do Império
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Pela primeira vez em 98 anos de história o Comando-Geral da Guarda foi surpreendido com um ofício da Câmara de Lisboa a cobrar a utilização do espaço em frente aos Jerónimos para as comemorações do dia desta força de segurança.
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Começa a parecer que António Costa, ex-ministro da Administração Interna e actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), deixou alguma coisa mal resolvida com as forças de segurança quando abandonou aquela pasta do Governo.
Depois da "guerra" com a PSP por causa do policiamento de Lisboa, que acabou até por atingir o próprio sucessor no Ministério, Rui Pereira, a quem criticou a falta de estratégia de segurança para a cidade, a GNR é o novo alvo do autarca e comentador televisivo.
Desta vez, António Costa dirigiu o seu 'tiro' às mais altas esferas da guarda, atingindo uma das coisas que esta força de segurança mais preza e motivo de grande orgulho: a parada comemorativa do seu aniversário, no próximo dia 3 de Maio.
Desde sempre as celebrações têm lugar na Praça do Império, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, espaço público que a guarda ocupa durante dois dias. Um para ensaios, outro para a cerimónia. Todos os anos, os serviços de protocolo informam a CML do evento e solicitam isenção de pagamento de taxas.
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Mas este ano a resposta foi diferente de costume que já tem 98 anos. O Comando-Geral da GNR recebeu um ofício, assinado pela chefe da Divisão de Apoio Técnico, do Departamento de Apoio Jurídico à Actividade Financeira da Direcção Municipal de Finanças, a informar que eram devidos à autarquia 63 mil euros de taxa de utilização da Praça do Império, relativos à cerimónia ali ocorrida em 2008. Por sinal, uma cerimónia já presidida pelo sucessor de António Costa no Ministério da Administração Interna, Rui Pereira.
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O porta-voz oficial da GNR escusou-se a comentar a situação, mas o mal-estar que esta atitude provocou é evidente a todos os níveis. "É completamente ridículo e caricato", considera Ferreira Leite, o coronel que dirige a Associação dos Oficiais da Guarda. "Ainda por cima cobrarem pelo uso no ano passado. Qual é o critério?", questiona. Para este oficial, a GNR devia "voltar as costas a Lisboa e comemorar o seu aniversário, com dignidade, noutra cidade".
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Para o dirigente da Associação Profissional da GNR, José Manageiro, "a decisão é manifestamente desajustada, a não ser que a câmara queira utilizar a GNR para resolver os seus problemas finan- ceiros". Manageiro questiona se, a partir de agora, "a GNR vai ter de pagar sempre que utiliza espaços públicos em Lisboa, como por exemplo, o render da Guarda, junto ao palácio de Belém".
"Costa não deixou saudades na GNR por todos os direitos que tirou aos profissionais", lembra
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Esta, só podia vir do "ciclista" Costa...O "espírito ancestral do negócio", veio-lhe ao de cima...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

RAMOS-HORTA REGRESSOU DÍLI

O Presidente José Ramos-Horta agradeceu esta sexta-feira em Díli «o apoio inestimável» da GNR em Timor-Leste e recordou a intervenção do contingente português a 11 de Fevereiro, noticia a agência Lusa.

«Os médicos aconselharam-me a ter calma nas minhas actividades», afirmou José Ramos-Horta aos jornalistas no quartel do Subagrupamento Bravo da GNR, em Caicoli, Díli, na primeira cerimónia pública após regressar ao exercício das funções de chefe de Estado.

«Por recomendação médica, eu não viria, mas em relação à GNR eu não podia deixar de fazer um esforço especial para estar presente, para agradecer a toda a corporação o apoio inestimável que tem dado ao povo timorense desde Maio de 2006», explicou o Presidente da República.

«Creio que, até agora, não faltei a uma cerimónia de despedida de cada contingente que cá tem estado», acrescentou o chefe de Estado timorense.

José Ramos-Horta participou da cerimónia de condecoração dos 141 militares da GNR e da equipa de três elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) com a Medalha de Mérito Liberdade e Segurança na União Europeia.

A condecoração é atribuída pelo ministério da Administração Interna português e na cerimónia esteve presente o comandante-geral da GNR, tenente-general Mourato Nunes.

«Embora a situação de anarquia ou violência de 2006 tenha sido a pior», José Ramos-Horta sublinhou «o significado dos incidentes do 11 de Fevereiro, com a agressão contra o Presidente da República e o primeiro-ministro».

«Foi o incidente mais grave e que poderia ter desembocado numa situação muito mais grave à escala de todo o país», declarou José Ramos-Horta. In “Portugal Diário”

Pois podia! Aliás, no Natal de 2002 e após ter regressado de Díli em Maio desse ano, escrevi o seguinte:

Do conteúdo ao apelo, da reportagem à denúncia, da confissão entrevistada à esperança, da realidade observada e escrita, tudo, mas mesmo tudo, infelizmente é verdade. Como infelizmente é verdade que, em última análise, a responsabilidade cabe em primeiro lugar às Nações Unidas, que deixaram os timorenses entregues a si próprios, sem os apetrecharem com os meios mínimos para iniciarem a reconstrução, o desenvolvimento económico e o progresso social.

Resta-me constatar que, este mês e perante a grave alteração da ordem pública, o comportamento do senhor indiano que substituiu o outro senhor brasileiro à frente dos funcionários burocratas instalados em Díli, foi, é, e será o mesmo: a mais completa inépcia, com consequências dramáticas e, há que dizê-lo, cumplicidades criminosas. Pelo menos, enquanto as Nações Unidas presentes em Timor forem o que são.

Mas pouco me conforta ter razão... ou vê-la reconhecida mais tarde. Pessoalmente, estou há muito farto de (não) me habituar a isso.

Já ninguém pode continuar, como avestruz, a meter a cabeça na areia.

Para fingir que não andou à chuva, já ninguém pode sacudir a água do capote.

A Portugal cabe assumir as suas indeclináveis responsabilidades históricas.

Os timorenses esperam que haja solidariedade e coragem para o fazer.

Os portugueses têm o dever de o exigir.

S. João do Estoril, Natal de 2002

Álvaro Fernandes in “Testemunhas de um País novo”, Editorial Mensagem, Lisboa Março de 2003