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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O atleta-mor


Vasco Pulido Valente, o mais mal disposto comentador da nossa praça, dedicou a sua crónica de hoje, no jornal Público, aos jogos olímpicos.

Decepcionado com as novas modalidades representadas – afinal não tão novas como isso – reclama pelo facto de a natação estar “tão dividida” que, até um atleta sozinho, consegue ganhar oito provas. Para quem talvez nunca tenha molhado o pé fora da banheira e, com certeza, gostaria de praia se não tivesse tanta areia e muito mar, compreende-se o seu enfado. Para ele, boiar numa piscina é semelhante a nadar bruços ou mariposa…

Em contrapartida reclama pelo facto de o golfe, “com dezenas de milhões de praticantes no mundo inteiro” (sic) – esse sim, um desporto antiquíssimo, popular e indivisível - não tenha aparecido. Resta saber se Valente alguma vez pegou num taco de golfe ou teve valentia para acompanhar a par e passo esse empolgante desporto em que o atleta entrega a um servente o transporte dos ossos do ofício.

Afinal, o mal é geral. Não bastava o amadorismo de alguns atletas; agora temos críticos de bancada, ou melhor, de sofá, a perorar sobre matérias que evidentemente nunca conheceram, não conhecem e, estou em crer, têm raiva a quem as conhece, aprecia e pratica.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Um desporto português


Tal como previ há poucos dias, ver:

Da expectativa à frustração

ainda as olimpíadas não terminaram e já os ratos abandonam o navio, dedicando-se ao desporto que adoram: dizer mal uns dos outros e encontrar bodes expiatórios.
O presidente do Comité Olímpico Português, Vicente de Moura, oficial de marinha com obrigação de enfrentar temporais e enjoos, não resistiu às piadas de alguns atletas eliminados e anunciou que ia abandonar o barco de que era comandante. Se ainda estivesse na marinha... estou certo que não precisava de se demitir. Era atirado pela borda fora.
Seguindo-lhe o exemplo, medalhados de antes e de agora não hesitaram em zurzir nos que não chegaram ao pódio, acusando-os, também eles, de falta de profissionalismo e brio.
Para ajudar à festa, a comunicação social faz contas ao dinheiro investido durante quatro anos, face aos fracos resultados alcançados.
E até surgiu o secretário de estado do desporto, o mais alto responsável político pela área, a pedir aos atletas que "jogassem bem" - como se o atletismo fosse futebol - e que continuassem todos a apoiar os que ainda estão em competição. Nem esse foi capaz de assumir que a propaganda que criou infundadas expectativas é a responsável pela inevitável frustração da derrota.
Mas se existe alguém especialista em propaganda, e acha que Portugal vai de bem a melhor é, exactamente, o governo a que esse senhor pertence.
Pois é. Esquecem-se todos que os atletas que derrotaram os portugueses, não começaram a ser "preparados" para estes jogos olímpicos. Começaram a ser formados em desporto desde a infância e na escola.
Conhecem alguma escola nossa que o faça?

sábado, 16 de agosto de 2008

Da expectativa à frustração


Como se de uma fatalidade se tratasse, o drama dos jogos olímpicos repete-se de quatro em quatro anos.
Já perto da sua abertura, os nossos atletas esforçam-se para obterem "os mínimos" que lhes permitam participar. E a nossa comunicação social rejubila, faz contas às medalhas, anuncia-as como quem conta com o ovo no sim senhor da galinha.
As televisões não largam os eleitos, obrigando-os a prometer que sim, que têm possibilidades de subir ao pódio. E os portugueses afagam o ego proclamando vitórias que, evidentemente, não surgem.
E porquê? Porque se esquecem que vão competir com atletas de países que os preparam desde pequenos, investindo no desporto como formação escolar, como acontece em gigantes demográficos como a China, Estados Unidos, Rússia e até nas jovens repúblicas que foram satélites de Moscovo. Aí sim, seleccionam-se e preparam-se os mais dotados até os levar à vitória.
Por cá, continuamos a alimentar expectativas infundadas que, à medida que surgem as derrotas e eliminatórias, vão aumentando as frustrações.
De geração espontânea, como Rosa Matos ou Carlos Lopes, não há muitos. São a excepção que confirma a regra.

domingo, 29 de junho de 2008

Rosa Mota faz anos hoje. Parabéns!



Rosa Maria Correia dos Santos Mota, conhecida apenas por Rosa Mota, (Porto, 29 de Junho de 1958) é uma atleta portuguesa já fora de actividade. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações na Maratona, sendo considerada por muitos como uma das melhores corredoras do século XX nessa especialidade.
Índice
• 1 Biografia
o 1.1 A maior vencedora da São Silvestre
• 2 Palmarés
o 2.1 Maratona
o 2.2 Outros