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quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Lurdinhas faz da Educação o que José Sócrates faz na governação em geral...

No rescaldo de mais uma mega-manifestação de professores, quando por quase todo o lado se ataca a ministra da educação, no uso da minha irreprimível liberdade de opinião e democrática apreciação política não posso deixar de dizer que Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.
Mas está no lugar certo no momento exacto, na justa medida em que está para a educação como José Sócrates está para a chefia do Governo. Também ele não tem currículo, nem competência, nem perfil para desempenhar as funções que tão memoravelmente desempenha.Maria de Lurdes Rodrigues faz na educação o que José Sócrates faz na governação em geral. Finaliza a catástrofe nacional, prenunciando a imperiosidade de se reerguer o sistema educativo e o País a partir do zero, num terreno juncado de ruínas.
Maria de Lurdes é verdadeiramente um Socratezinho, imperando como ignaro e tirano régulo nos escombros da Escola Pública… O que Sócrates faz no Palácio de São Bento, faz Maria de Lurdes Rodrigues no soturno torreão da 5 de Outubro: o exercício permanente da prepotente incompetência.
Estão perfeitamente um para o outro.
Maria de Lurdes Rodrigues é para a escola portuguesa a desgraçada imagem reflectida da socratina destruição global da Pátria, em termos económicos e financeiros, mas sobretudo nos supremos domínios da ética e da moral.Maria de Lurdes Rodrigues está no lugar certo no momento exacto.
Depois dela e da sua tão inesquecível equipa, só resta a esperança de se construir um novo sistema educativo, baseado na verdade, no trabalho e na exigência, um sistema educativo onde se possa ensinar e aprender, onde a pedagogia volte a ocupar o lugar do que agora é só ignóbil demagogia…
Mário Rui Simões Rodrigues
in Blog A Escola Presente

sexta-feira, 22 de maio de 2009

JOSEFIA E A VERDADE DA AULA

Dois documentos para avaliarem do equilíbrio e do desequilíbrio.

A professora
Josefina, de Espinho, estará desequilibrada, como a acusou a ministra e como as televisões quiseram fazer passar?

Ouçam a aula (sem cortes sensacionalistas) e não atirem pedras antes de saber as coisas.

Parece que foi tudo inventado pelos alunos alvo de um processo disciplinar. Mas o mais grave é a montagem da comunicação social... e o prazer em fazer perseguição aos professores.

Porquê? Ouçam na íntegra a
versão integral da aula que causou a polémica.

Já agora, a propósito de "equilíbrio" e "desequilíbrio", comparem com este vídeo da triste figura ministra uivando a alunos do Desporto Escolar!
Recebido por email


sábado, 16 de maio de 2009

Esqueceram-se de dizer nos noticiários...

“Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”

09-May-2009

7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.

Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.
Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.
Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.
Dentro da escola os professores também vestiam de luto.
A ministra entro, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.
No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola.

Senhora Ministra da Educação
Excelência

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.

Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.

A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro

Recebido por email

terça-feira, 5 de maio de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...

É no mínimo, estranho... para não dizer outra coisa feia. Estes políticos da treta, partidarizados, só sabem uma coisa, orientar-se.
É claro, que é tudo dentro da legalidade, nem se põe isso em questão.Os professores, que se amanhem, bebam cautelas ao pequeno almoço, porque um professor, daqueles com cartãozito de militante, foi promovido a imagine-se, a PRESIDENTE DO CONSELHO CIENTÍFICO PARA A AVALIAÇÃO DE PROFESSORES, organismo que depende directamente da ministra sinistra, "Milu".
Até aqui, tudo bem, mas o que é que este ministério decidiu fazer a mais, vejam a seguir, o despacho publicado em DR.
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Despacho n.º 9810/2009: subsídio mensal de residência de € 941,25!
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Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sediado o respectivo organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 -- É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 -- O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008. 12 de Fevereiro de 2009. -- O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. -
- Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
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.E os professores desterrados, e longe da família, obrigados a dar aulas muitas vezes a 200 Kms de distância, não recebem subsídio, Porquê?
E ainda lhe espetam com esta afronta, de pôr um fulano para os avaliar, deslocam-no e pagam-lhe quase mil euros por mês de subsídio, para ele fazer o que quer nas carreiras dos professores, e dar ao estado milhares de euros todos os anos com essas espertezas.
por mail

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O piquenique da ministra...

A ministra da educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano.
Quando chegou ao local, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco.
Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar o churrasco e perguntou:
- O que é que está dentro daqueles sacos?
- É cal, senhora ministra.
- Cal? Mas para quê?
- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!
Intrigada, Maria de Lurdes Rodrigues dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo seu aluno que conseguiu evoluir tirando uma especilização no programa das novas oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal.
Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma.
Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.
- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?
- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.
E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada.
O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:
- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha?
O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ô 2 !

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Coisas do Arco-da-Velha...A Vingança da Ministra...

Ana Drago pediu explicações sobre a razão pela qual o Ministério da Educação se prepara para destituir o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, e substituí-lo por uma comissão administrativa provisória, liderada por um professor exterior à escola.
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Esta escola-modelo é uma das mais activas na resistência ao modelo de avaliação e gestão escolar que o governo defende e tem recebido prémios de excelência por apresentar os melhores resultados escolares.
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A ministra justificou a decisão dizendo que nesta escola a lei não foi cumprida.
in Esquerda.net

quinta-feira, 2 de abril de 2009

BOMMMMBA - Ministra da Educação...

Ex-Casapiana e filha de padre...
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RAZÕES DA FALTA DE SENSIBILIDADE..
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Depois de terem chegado a este ponto, os professores têm que se manter unidos sem ceder, porque a Ministra da Educação com o ódio que tem aos professores não parará sem enforcar muitos deles nos mastros das bandeiras das Escolas.
Esta mulher não tem coração, nas suas veias não circula sangue, mas veneno, não fosse ela filha de Padre e ter entregue ao ex-marido a tutela e educação da sua filha.
Só na Republica Portuguesa poderia haver como Ministra da Educação,responsável máxima da educação e formação das gerações futuras, uma mulher que abdicou da educação da sua própria filha entregando-a ao pai.
Que sensibilidade poderá ter esta mulher para os delicados problemas da educação???...
Isto não abona a favor de ninguém, esta mulher é uma pedra com único objectivo esmagar todos os professores e arrasar a Escola Pública em Portugal.
Esta senhora não hesitará em esmagar com os pés todos os professores que se lhe atravessem no caminho.
Recebido por mail

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sócrates segura ministra...

O engenheiro agarra fortemente a Milú, não vá ela cair pelos protestos dos perigosos "Professores Comunistas"...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Protesto leva ministra a cancelar visita...

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, cancelou a visita, prevista para hoje, a Santa Comba Dão, onde deveria inaugurar o Conservatório de Música e Artes do Dão, depois de o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) ter anunciado que iria manifestar-se no local contra a política educativa.
"Se ela não vem nós também não estaremos lá", disse Francisco Almeida, do SPRC.
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Entretanto, a TVI noticiou que a ministra pode ter de pagar um valor equivalente a 10% do salário mínimo por cada dia de incumprimento de uma decisão judicial, após acção movida por um grupo de professores da escola Secundária João de Araújo Correia, em Peso da Régua, que contestaram as eleições para o conselho executivo.
in CM
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Eles falam, falam, mas têm medo...
É preciso apertá-los...
O engenheiro, que dizia que as manifestações eram a festa da democracia, mudou de discurso e agora são os perigosos comunistas a destabilizar...
É preciso não desmobilizar...cada dia tem que ser de luta, até correr com eles...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um poema à Sinistra...

A Musa...
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Soneto à sinistra
.
Alma mesquinha e vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
.
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

por mail

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Está explicado!



Não temos que nos preocupar mais em tentar explicações para a cobertura política que o dito engenheiro José Sócrates dá à Prof. Doutora Maria de Lurdes Rodrigues.
Está tudo explicado no site da Biblioteca Nacional, pois ali se encontra, com relativa facilidade e paciência, que aquela senhora nasceu em 1956 — e no site do Governo também figura o dia do aniversário: 19 de Março — e, pasme-se, defendeu tese de doutoramento, no ano de 1996, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) com o pomposo título: Os engenheiros na sociedade portuguesa: profissionalização e protagonismo. E note-se que não é pequena a dita tese… São dois volumes de texto. Presumo que se trata de uma profunda análise sociológica daquela profissão em Portugal.

Mais palavras para quê? Está tudo dito e explicado… A simpatia pelos engenheiros vêm-lhe de há mais de doze anos!
Depois desta experiência governamental, já que não tem que prestar provas de agregação, por as ter feito no mesmo Instituto, vai dedicar-se, de certeza, a reforçar, em longos trabalhos de rememoração, a componente do protagonismo dos engenheiros em Portugal. Do Sócrates ao Ferreira do Amaral…

E vivam os engenheiros portugueses, em especial os que cursaram na defunta Universidade Independente, porque tem uma cavaleira andante na figura de Maria de Lurdes Rodrigues que, pelos vistos, dedicou a sua actividade científica à investigação e leccionação da sociologia das profissões. Estranho é que nunca tenha feito ou publicado trabalhos sobre a profissão docente!

Luís Alves de Fraga às 14:38
In Fio de Prumo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma ministra de rosto humano...

É uma boa notícia, há finalmente alguém a fazer trabalho competente e a obter "resultados" no Ministério da Educação. Trata-se da agência de comunicação encarregada do "marketing" da ministra.
Desde a recente manifestação de professores (120 mil na rua contra as políticas educativas), a ministra vem-se desdobrando em entrevistas e conferências de Imprensa, bem como em "perfis" nos jornais e TV do costume mas igualmente noutros.
Nesses "perfis", Lurdes Rodrigues tenta mostrar o seu "rosto humano" (o outro toda a gente o conhece), entreabrindo - levemente contrariada - aos portugueses em geral e professores em particular, a porta da sua intimidade.
Afinal, alguém que gosta de cozinhar e "[se sente] anarquista" não pode ser má pessoa. Nem alguém capaz de comover-se com um bom e comovente momento que, confessa, viveu um dia no Ministério: "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa […], e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS'. É tocante..."
Portugal pode ter uma péssima ministra, mas o PS tem uma excelente directora de recrutamento.
Manuel António Pina
in JN

Cada um tem o que merece...

A Espanha tem o governo mais feminino de sempre.Itália tem Mara Carfagna como Ministra da Família
E Portugal, tem isto...Este aborto na Educação...

domingo, 30 de novembro de 2008

Soneto à Sinistra Ministra...

Soneto à maneira de Camões :
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Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.
.
Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.
.
Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:
.
Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!
por mail

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A primeira vitória dos estudantes do secundário...

Depois de milhares de alunos protestarem durante semanas pelo país contra o novo regime de faltas, a Ministra da Educação decidiu recuar. Maria de Lurdes Rodrigues assinou em pleno domingo um despacho, que entrou já em vigor esta segunda-feira, que afirma que a "prova de recuperação" no caso das faltas justificadas, tem um carácter de "diagnóstico", e que nunca poderá levar à reprovação do aluno em causa.
Apesar da linguagem pouco clara e inovadora que a Ministra usa no despacho, esta é sem dúvida a primeira vitória do movimento estudantil desde há muitos anos. Uma vitória contra o autismo e o autoritarismo do Ministério que vem mostrar a força que têm os estudantes quando estão descontentes. Há muito tempo que estamos fartos de ser tratados como imbecis, de ser cada vez mais pisados e ignorados na tomada de decisões nas escolas.
No entanto esta foi a primeira de muitas lutas que aí vêm. Agora provadas as capacidades de mobilização e de pressão deste movimento, os estudantes vão continuar a sair para a rua, porque o regime de faltas era uma simples questão de bom senso, agora há questões vitais para o bom funcionamento da escola:
1. Uma avaliação justa, digna duma escola pública de qualidade, diferente desta confusão que impuseram aos nossos professores é essencial para acabar com muitas das tensões existentes nas escolas.
2. É impensável que no século XXI, um Governo que se diz de esquerda continua a negar aos estudantes o seu direito à Educação Sexual. É inacreditável que Portugal continue no grupo dos países com mais gravidezes indesejadas da Europa!
3. É impossível os alunos sentirem-se bem numa escola onde não são ouvidos e tratados com palmadinhas no ombro, principalmente com um director-gestor a decidir sobre os destinos do espaço onde passam mais tempo do que com os seus pais.
4. Temos de mostrar ao país que a propaganda de qualidade de ensino com E-escolas e E-escolinhas, computadores e bandas largas, magalhães e companhia, não passa de fachada para vender em cimeiras ibero-americanas, quando continuamos a ter aulas com turmas sobrelotadas de 35 alunos.
Sábado, dia 22 de Novembro, vamos todos ao Encontro Nacional de Estudantes Activistas do Secundário em Lisboa!
Rodrigo Rivera
Estudante do 12º ano
in Esquerda.net

domingo, 16 de novembro de 2008

CAPRICHO E SOBERBA...

Cento e vinte mil mil professores na rua não emocionaram o Governo.
A ministra e Sócrates afirmaram-se renitentes nas decisões tomadas: é assim que dissemos, é assim que fazemos.
Capricho, desdém e alarde não constituem excepção neste Executivo, o qual, sem ser, notoriamente, socialista, também não é carne nem peixe nem arenque vermelho. Mas 120 mil pessoas indignadas não são a demonstração de uma birra absurda nem a representação inútil de uma frivolidade.
A cega teimosia de Sócrates pode, talvez, explicar que não está à altura do seu malogro, mas sim do seu umbigo. Porque de malogro e de narcisismo se trata. A qualidade de um Governo afere-se pelo grau de comunicabilidade que estabelece com os outros, e pelo sentido ascensional que possui do tempo e do espaço para elevar a vida colectiva.
Sócrates esqueceu-se, ou ignora, que o homem é ele e a sua circunstância, como ensinou Ortega. E que num político a circunstância é criada por ele próprio, sem negligenciar os outros. A verdade é que não conhecemos os seus desígnios criativos, mas sim as variações desafortunadas da sua política.
Há tempos, João Lopes, o amigo e o crítico por igual excelente, dizia-me que Portugal tinha falta de compaixão. A palavra "compaixão" adquiria o sentido de simpatia e compreensão pelo outro. É verdade. Ausentamo-nos e negamo-nos, escarnecemo-nos e desprezamo-nos, deixámos de nos ouvir uns aos outros; nem transeuntes somos: trespassamo-nos porque dissipámos a consistência e, acaso, a ternura. Com a nossa desmedida indiferença permitimos o nascimento de gente presumidamente detentora da verdade.
A soberba de Sócrates, ante o protesto dos 120 mil, advém, certamente, desse sombrio e feio convencimento.
Em Fevereiro de 1947, quando, em França, se preparavam eleições, Camus escreveu, no Combat, um texto que assim começava: "Os problemas que há dois anos nos excedem vão cair no mesmo impasse. E, sempre que uma voz livre procurar afirmar, sem pretensões, aquilo que pensa, logo uma matilha de cães de guarda, de todas as cores e feitios, começará a ladrar furiosamente, para abafar o eco dessa voz."
Em consciência, a impassibilidade de José Sócrates e a crispada frieza de Maria de Lurdes Rodrigues podem abafar o eco de 120 mil vozes, que protestam muitas razões de que não é preciso reter senão as mais importantes?
Um Governo que recusa, constantemente, a obrigação de ouvir o outro, admite a possibilidade do direito à desobediência. A rigidez decisória não conduz ao apaziguamento e distancia-se dos verdadeiros interesses, criando rancores e ressentimentos desnecessários e duradouros. Conversar, escutar, dialogar, debater, por vezes com furor e impaciência, é solução muito mais eficaz do que alimentar uma inconsiderada teimosia, de consequências imprevisíveis.
Baptista-Bastos
in DN

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ministra da Educação foi ‘corrida’ pelos alunos...

Fafe: Protestos na abertura de centro educativo e em entrega de diplomas
A ministra da Educação foi ontem obrigada a abandonar a cidade de Fafe. Ao final da tarde, foi recebida por cerca de 300 alunos que gritaram palavras de ordem e atiraram ovos. A viatura oficial teve de ser evacuada a alta velocidade para fora da cidade, em direcção à auto-estrada.
A situação levou ao cancelamento do programa que restava cumprir. Maria de Lurdes Rodrigues, que ia entregar diplomas a formandos no Centro de Novas Oportunidades da Escola Profissional de Fafe, já nem saiu do automóvel.
O carro onde seguia a directora da DREN, Margarida Moreira, foi também alvo da fúria dos manifestantes, assim como o presidente da Câmara de Fafe e o vereador da educação. A situação acalmou com a chegada da GNR, que identificou alguns alunos, para, momentos depois, se precipitar com ânimos mais exaltados. Alguns jovens ficaram com escoriações em confrontos com as autoridades e tiveram de receber tratamento.
'No início estava tudo calmo, mas depois a GNR actuou e alguns levaram bastonadas', disse ao CM fonte dos bombeiros locais. O presidente da C. M. Fafe, José Ribeiro, pediu desculpas públicas à ministra. O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou, à noite, que o incidente foi 'absolutamente lamentável'.
O dia da ministra já começaramal.Duranteainauguração do Centro Educativo doAgrupamentode Escolas do Padre Joaquim Flores em Revelhe, Maria de Lurdes Rodrigues foi vaiada por dezenas de alunos, que cercaram o carro à saída da escola.
A maioria dos professores realizava ao mesmo tempo, de preto, um protesto silencioso. 'Estamos de luto e em luta contra a política educativa e o processo de avaliação', disse ao CM Hugo Fernandes, docente e delegado do Sindicato dos Professores do Norte.
A ministra acusou os sindicatos de faltarem ao acordo celebrado no âmbito da avaliação do desempenho dos docentes. 'Não se pode rasgar unilateralmente um entendimento sem negociação e sem dizer do que se discorda', referiu, garantindo que 'todas as escolas estão a concretizar o sistema', ao contrário do que uma SMS colocada a circular ontem indicava. 'Apelar ao caos não é política educativa' criticou a ministra, que anunciou ainda que o novo programa de concurso para os professores, apresentado ontem em Lisboa, 'reforça a estabilidade na vida dos professores, destacados agora por quatro anos'.
'Isso é com o primeiro-ministro', foi como o socialista Manuel Alegre respondeu à pergunta sobre se a ministra da Educação deveria ser demitida pela inflexibilidade e falta de diálogo com que está a tratar o descontentamento dos professores.
Ministra da Educação bombardeada com ovos