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sábado, 20 de junho de 2009

Memorando de Entendimento?...Nada que não se possa rasgar...

Mário Nogueira, caros dirigentes sindicais, povo da FENPROF,
Então a gente vai ficar a ouvir o Valter Lemos dizer aos 4 ventos coisas destas?
O Ministério da Educação diz que a Fenprof parece já ter esquecido o conteúdo de um memorando que assinou com o Governo há cerca de um ano sobre a avaliação do desempenho.
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(...)
«Ficou assente num memorando entendimento, desde há um ano, que os professores que tivessem uma classificação negativa, não teriam efeito na sua classificação», recorda.
Valter Lemos acrescenta que «a FENPROF deve-se ter esquecido desse acordo que fez como o Ministério da Educação há um ano atrás, mas nós mantemos esse acordo em vigor».
Valter Lemos na TSF
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É certo que o Memorando já foi rasgado simbolicamente, na manifestação dos 120 000, quando a FENPROF abandonou a mesa das negociações. Mas depois voltou para lá com a promessa de negociar o Estatuto da Carreira Docente e agora volta a lá estar outra vez às voltas com o mesmo assunto.
Entretanto o Valter Lemos vem tirar coelhos da cartola e esfregar o Memorando nas ventas de quem o assinou.
E o resto dos professores fica-se a ouvir estes disparates? E e FENPROF, o Mário Nogueira, a própria Plataforma, leva com o coelho nas trombas e fica-se?
Não será mais do que altura de rasgar esse Memorando na prática?
in Blog A Sinistra Ministra

terça-feira, 2 de junho de 2009

Professores em Manifestação...

Numa demonstração de enorme dignidade e de resistência cívica aos desmandos prepotentes da Maioria Absoluta do Partido Xuxialista ( não confundir com Socialismo e Solidariedade) do «inginheiro» Sócrates e da sua inseparável ( e inqualificável) ministra da (des)Educação Lurdes Rodrigues, mais todos os só-cretinos que os apoiam, cerca de 80.000 Professores e Educadores de todo o país estiveram no sábado na rua em Lisboa para dizer NÃO a esta política (des)educativa, em especial o Estatuto da Carreira Docente e o Modelo autocrático de Gestão das Escolas em vias de implementação.
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A realização de mais esta grande manifestação constitui uma prova inequívoca da rejeição de toda uma classe profissional pelas orientações políticas do actual Governo de Sócrates/Lurdes Rodrigues e um sintoma do mal-estar, descontentamento e divergência da população em geral face às decisões e medidas tomadas pelo governo e o Partido que o sustenta.
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A luta dos professores, ao longo dos últimos tempos é também um exemplo a ser levado em conta por todos os trabalhadores assalariados em defesa dos seus direitos e pela dignificação da sua profissão contra os abusos de poder e as interferências estranhas que nos querem impingir em nome do todo-poderoso mercado, e dos seus subprodutos ideológicos (ex: concorrência, competição, gestão unipessoal, avaliação de competências, hierarquização e segmentação profissional, etc, etc) que visam converter o ensino e a educação num negócio, funcionalizar (isto é, «menorizar») os professores e educadores, anular o direito à educação para todos, e impedir a construção de uma escola pública de qualidade.
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Porque uma escola pública democrática e de qualidade (inspirada na ética da dignificação e emancipação social, aspiração inerente a todos os indivíduos) é o contrário à escola-mercadoria com professores-funcionários que é próprio da educação mercantilizada ( inspirada nos valores do lucro, da rentabilização imediata, e da exclusão social de quem não tem dinheiro para pagar a sua educação...)
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Não à Escola ocupacional e massificadora para cidadãos apáticos e telecomandados.
Sim à Escola democrática de qualidade, formadora de indivíduos livres e activos com consciência crítica
in Blog A Sinistra Ministra

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Professores em Luta...


Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer.
Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
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Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa.E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.
in Blog A Sinistra Ministra
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Todos à Manifestação...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Professores em Luta...

Manifesto Conjunto
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Subscrevo:
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Encontramo-nos Sábado
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1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.
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2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.
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3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.
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Subscrevem:Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo)
Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)

in Blog A Sinistra Ministra

sábado, 16 de maio de 2009

Esqueceram-se de dizer nos noticiários...

“Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”

09-May-2009

7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.

Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.
Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.
Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.
Dentro da escola os professores também vestiam de luto.
A ministra entro, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.
No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola.

Senhora Ministra da Educação
Excelência

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.

Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.

A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro

Recebido por email

terça-feira, 5 de maio de 2009

Professores em Luta...

A Plataforma sindical dos professores convocou para o próximo dia 30 de Maio uma nova manifestação nacional contra a política educativa de Maria de Lurdes Rodrigues.
A manifestação será precedida de uma jornada de protesto, de luta e de luto no dia 26 de Maio, quando os docentes paralisarão dois tempos lectivos (90 minutos), durante os quais aprovarão posições de escola.
"É importante fazer um grande protesto contra o desrespeito que a equipa do ministério continua a manifestar pelos professores e pela escola pública", disse Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF
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A plataforma vai ainda enviar uma carta aberta ao primeiro-ministro, no próximo dia 12, e no dia 20 vai entregar o abaixo-assinado que tem sido subscrito pelos docentes nas escolas.
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Há duas semanas que a plataforma vinha ouvindo os educadores de infância e professores nas escolas. Das cerca de 1400 reuniões realizadas, "destacou-se um clima de grande insatisfação e profunda indignação dos professores", disse Mário Nogueira.
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Os motivos de descontentamento, segundo os sindicalistas, prendem-se com a recusa do Ministério da Educação de alterar os aspectos mais gravosos do Estatuto de Carreira Docente, mantendo-se inflexível em relação à divisão dos professores em categorias e ao modelo de avaliação que insiste em aplicar.
in Esquerda.net

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Abusos do PS na Educação...

A deputada Ana Drago interveio no parlamento para condenar a tentativa de incriminação dos professores de Fafe como sendo os mentores do protesto dos estudantes e o uso abusivo de imagem das crianças da Escola de Castelo de Vide num tempo de antena do PS

terça-feira, 28 de abril de 2009

Filhos e enteados

VEJAM ESTE ESCÂNDALO

Ora, então os professores e os outros trabalhadores que têm que se deslocar das suas residências, para trabalhar a quilómetros de distância, deixando filhos, conjuge, pais com idade avançada... que paguem dos seus gordos, chorudos e imerecidos salários!!!!

Mas será possível que andemos todos numa de "zombies"????

Mas será possível que "essas coisas" voltem a ganhar eleições?

Chego a sentir nauseas só de pensar...

Pessoal, vamos lá a acordar!

Breve chegará a altura de escolher o que queremos para nós, para os nossos filhos e netos. Eu não quero isto, nem para mim nem para eles, nem para vós.

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Assunto: Despacho n.º 9810/2009: subsídio mensal de residência de € 941,25!

Despacho n.º 9810/2009
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo
organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 -- É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação
de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um
subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 -- O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de
2008.

12 de Fevereiro de 2009. -- O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. -- Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

E os professores desterrados com família?
Recebido por email

sábado, 18 de abril de 2009

Conversinha na sala de professores do futuro...

Três velhinhas estão na sala de professores no período da tarde:
- Puxa, acho que estou a ficar esclerosada, comenta uma delas. Ontem estava com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não'.
- Isso não é nada' diz a outra, outro dia eu vi-me de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava a preparar-me para dormir'.
- Cruz credo' fez a terceira. Deus me livre ficar assim, e deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc. Olhou para a cara das outras e calmamente emendou:
- Esperem um pouco que eu já volto! Parece que está alguém a bater à porta!'

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A luta dos Professores e a defesa da Escola Pública...

Ana Drago na AR...resposta a Santos Silva...

Ana Drago cita o que nós, Presidentes dos Conselhos Executivos, lhe comunicámos na audição da Comissão Parlamentar de Educação.
Eduardo Ferreira
PCE do Agrupamento de Escolas de Sátão
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À atenção de Professores, familiares, amigos, ... pais/encarregados de educação, ...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Professores e o Atestado Médico...

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter defazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou ficapreso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou oquente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da suaimaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas écomplicada, por isso convém justificá-la.
A questão agora é: como justificá-la?
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Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto deficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador.
Mas não.
Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame.
Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias.
A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vidaquotidiana.
Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
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O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
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Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional,útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que amentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal.
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Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranhoa ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e oranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política.
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Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razõespara falar verdade.
Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura.
Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porqueassumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
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Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja.
Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
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Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias,mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar,eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
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Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e menteperante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.
É Portugalque precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
José Ricardo Costa
Professor de filosofía
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URGE MUDAR ESTE ESTADO DE COISAS.ESTÁ NA SUA MÃO, NA MINHA E DAQUELES A QUEM A MENSAGEM CHEGAR!
por mail

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Professores...Dar-se ao respeito: não votar P"S"...

Mesmo admitindo que, à semelhança do que acontece em todas as profissões, também haja alguns professores menos competentes e dedicados, não há dúvida que o estado a que chegou a educação no nosso país se deve, sobretudo, às políticas educativas dos sucessivos governos, em particular a do governo Sócrates, promovendo o laxismo e o facilitismo das aprendizagens como forma de alcançar um sucesso educativo meramente estatístico, e à falta de interesse dos pais pela qualidade do ensino, preocupando-se mais com a existência de um espaço onde possam deixar os filhos.
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Porém, sacudindo irresponsavelmente a água do seu capote e preferindo "perder os professores mas ganhar a população" (o que em termos eleitorais é mais "conveniente"), desde o início que o governo do P"S" transformou os professores em bodes expiatórios dos males da nossa educação.
Desde a divisão injusta da carreira docente (para a qual apenas foram tidos em consideração os últimos sete anos de serviço) em professores de primeira e professores de segunda, até a uma suposta avaliação de desempenho que, de tão burocrática, em nada contribui para a melhoria da formação dos professores e da aprendizagem dos seus alunos e, através da imposição inconstitucional de quotas para as menções mais elevadas, impede objectivamente mais de dois terços dos docentes de atingirem o topo da carreira, passando pelo seu quase total afastamento das estruturas directivas das escolas e a sua humilhante desautorização, que tem conduzido a um crescente e preocupante clima de indisciplina nas escolas, nunca a classe docente foi tão maltratada, aviltada, ofendida na história do ensino em Portugal.
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É por tudo isto que, com ou sem crachás, os professores têm sobejas razões para recusarem o voto no Partido "Socialista" e em Sócrates.
Acrescento até que essa recusa é um imperativo ético, uma questão de respeito por si próprios. Se verdadeiramente quiserem ser respeitados…
in Blog Cantigas de Maio

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cordao Humano de Professores...

Este sábado cerca de 10 mil professores paralisaram a cidade de Lisboa, num cordão humano que ligou o Ministério da Educação à Assembleia da República.
Ana Benavente, ex-secretária de estado da educação durante o governo Guterres, marcou presença no protesto e deixou um recado ao governo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Amanhã, Sábado...Professores em cordão humano...

Amanhã, Sábado, 7 de Março, os professores vão realizar um cordão humano em Lisboa, ligando o Ministério da Educação, a Assembleia da República e a residência do Primeiro-Ministro.
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A Luta Dos Professores Continua...Um bom exemplo num país de "Mansos"...
Repetimos, o que já aqui apontámos...a luta contra este governo arrogante e prepotente, tem que ser constante e diária...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Protesto leva ministra a cancelar visita...

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, cancelou a visita, prevista para hoje, a Santa Comba Dão, onde deveria inaugurar o Conservatório de Música e Artes do Dão, depois de o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) ter anunciado que iria manifestar-se no local contra a política educativa.
"Se ela não vem nós também não estaremos lá", disse Francisco Almeida, do SPRC.
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Entretanto, a TVI noticiou que a ministra pode ter de pagar um valor equivalente a 10% do salário mínimo por cada dia de incumprimento de uma decisão judicial, após acção movida por um grupo de professores da escola Secundária João de Araújo Correia, em Peso da Régua, que contestaram as eleições para o conselho executivo.
in CM
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Eles falam, falam, mas têm medo...
É preciso apertá-los...
O engenheiro, que dizia que as manifestações eram a festa da democracia, mudou de discurso e agora são os perigosos comunistas a destabilizar...
É preciso não desmobilizar...cada dia tem que ser de luta, até correr com eles...

Carnaval amordaçado!...

É cada vez mais difícil descortinar onde é que o Ministério da Educação pode chegar quanto a autoritarismo e arbitrariedade.
Em Paredes de Coura espezinhou literalmente a autonomia escolar com uma intervenção repressora de mandantes de Lurdes Rodrigues. Foi apenas mais um exemplo da prepotência como os professores são tratados pelo Governo Sócrates!
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Supõe-se que a autonomia das escolas lhes deveria conferir capacidade para planear actividades e adaptá-las ao evoluir do ano lectivo e suas incidências. Assim será, mas só se não contrariarem a Ministra e os seus big-brothers regionais. Caso contrário, cala-se a boca aos professores, revogam-se decisões escolares legítimas, impõem-se tarefas mesmo que fora das obrigações profissionais ou quiçá dos horários de trabalho. Sempre com a ameaça de retaliações, é claro…
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José Sócrates e Lurdes Rodrigues já não se limitam a impor teias burocráticas que atafulham a vida e o desempenho dos professores, e que tem levado à desistência milhares de profissionais com experiência e ainda muito saber para transmitir.
Sócrates e Lurdes Rodrigues (bem como alguns mandantes regionais) parecem agora empenhados numa saga que dobre a espinha e silencie todos os que lhes contrariem os intentos de dar uma falsa imagem cor-de-rosa da Educação em Portugal. Basta ver o ar crispado e contidamente agressivo com que o primeiro-ministro continua a gracejar com o famoso Magalhães! Basta lembrar o descaramento com que anunciam querer colocar à borla professores reformados nas escolas! Basta conhecer as tentativas para que os Conselhos Executivos "revelem superiormente" como pensam tratar quem não entregue objectivos para avaliação.
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Parece uma vingança sobre uma classe profissional que reage e luta contra os planos do Governo para mercantilizar a escola pública. A denúncia veio desta vez com trajes negros e mordaças. Mas a resposta final tem que ser dada em Outubro, correndo de vez com esta política.
Honório Novo
in JN

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Professores: Reafirmar a luta, não entregar objectivos...

Depois das maiores manifestações de sempre de uma classe profissional em Portugal e das históricas greves de 3 de Dezembro e 19 de Janeiro, a não entrega dos objectivos individuais é a atitude mais coerente para reafirmar a luta contra as indignidades que sucessivamente foram impostas aos professores.
Sócrates, é o aplicador de serviço do esquema principal do capitalismo, cortar nas despesas públicas com educação, saúde ou ajudas sociais, para financiar com dinheiros do Estado os lucros dos bancos e das grandes empresas.
Quando se tornou insustentável manter o congelamento de carreiras, foi necessário inventar um esquema que limitasse os custos com salários...aí surgiu este modelo de avaliação de professores. A avaliação foi a cereja do bolo que se juntou a todo um conjunto de medidas que atingiram professores e alunos, visando degradar a escola pública e abrir caminho para negócios privados, com dinheiros públicos.
Perante a resposta dos professores, Sócrates viu-se obrigado a seguir a política do pau e da cenoura. Por um lado, recorreu à intimidação e ao medo, uma arma sempre eficaz num país com 300 anos de Inquisição e quase 50 de PIDE. Por outro, propagandeou cedências, não hesitando em apresentar uma caricatura de avaliação.
Mas não nos podemos deixar tentar pelo canto da sereia.
Entregar os objectivos individuais, seria dar uma ajuda preciosa ao Ministério da Educação na implementação do seu modelo de avaliação e na consolidação do seu Estatuto da Carreira Docente.
Implicaria aceitar que, no próximo ano lectivo, o modelo imposto pelo Ministério da Educação se aplicará na sua versão integral.
Mostraria conformismo com a existência de professores de primeira e de segunda, titulares e das famosas quotas para progressão na carreira. Seria colaborar na degradação da escola pública e da profissão docente.
Não podemos deixar desabar a unidade e a força, tão arduamente conseguidas em momentos únicos da recente história social portuguesa.
Aos professores cabe manter a cabeça erguida e recusar o clima de intimidação e medo, reafirmando coerentemente a luta pela sua dignidade.
Álvaro Arranja
in Esquerda.Net

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Que escola querem os pais?...

As declarações do presidente da CONFAP, na sequência de mais uma grandiosa demonstração da contestação ao modelo de avaliação mesmo na versão "simplex", não deixam dúvidas do tipo de escola que esta Confederação de Pais defende.
Curiosamente, em vez de se questionar a Ministra da Educação e o Governo como primeiros e principais responsáveis pela instabilidade criada nas escolas dos seus educandos, a CONFAP vem agora a despropósito desviar as atenções do essencial, da defesa da escola pública, para defender serviços mínimos na educação.
Segundo o presidente da CONFAP, em futuras greves deve ser assegurada o que chamam "a guarda das crianças", ou seja, a assumida ideia hipocritamente camuflada de que a escola é o "armazém" em que os pais descarregam a "carga" à porta da escola que guarda os filhos durante o dia, como se fosse esta a sua principal missão na sociedade.
Certamente que, depois de ter reconhecido que o processo da avaliação estava de facto parado na generalidade das escolas, foi difícil digerir mais esta surpreendente resposta dos professores que não se iludiram no canto de sereia do processo simplificado e não temeram a arrogância governamental...
Mas se os pais não se assumem na defesa da escola pública e das condições necessárias para efeitos positivos sobre a qualidade do ensino/aprendizagem, terão que ser estes profissionais da educação a assumi-lo.
José Lopes
in Esquerda.net