Mostrar mensagens com a etiqueta Racismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Racismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de junho de 2009

Racista... Eu?...


Um imigrante de Angola chega a Portugal e, no seu primeiro dia, decide sair para ver os arredores da sua nova cidade.
Andando rua abaixo em Lisboa, dirige-se à primeira pessoa que vê e diz:
- Obrigado senhor Português por me ter permitido estar neste país onde me deram casa e comida, seguro, médico e educação grátis.
A pessoa sorri e responde:
- Sinto muito, mas eu sou russo!
O Angolano continua rua abaixo e encontra outro que caminhava na sua direcção e diz:
- Senhor português, obrigado por este país tão belo que é Portugal.
A pessoa responde:
- Sinto muito mas eu não sou português sou Romeno.
O Angolano continua o seu caminho para a seguinte pessoa que vê na rua, cumprimenta-o e diz:
- Obrigado por este país tão belo que é Portugal.
A pessoa após o cumprimentar diz:
- Muito bem mas eu não sou português, sou Brasileiro.
O angolano continua o seu caminho e finalmente vê uma senhora bem vestida que vem a seu encontro e pergunta:
- Você é Portuguesa?
A mulher sorri e diz:
- Sim e não, sou cigana.
Estranho e confuso o angolano pergunta:
mas onde estão os portugueses?
A cigana olha-o de cima abaixo e responde prontamente:
- Espero bem que a trabalhar para nos sustentar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Questão de cor...

.
Diálogo num anúncio de automóveis na televisão. Ao lado do pai, que conduz, a filha, de uns seis ou sete anos, pergunta: “Papá, sabias que a Irene, a minha colega da escola, é negra?” Responde o pai: “Sim, claro…” E a filha: “Pois eu não…”
Se estas três palavras não são precisamente um soco na boca do estômago, uma outra coisa serão com certeza: um safanão na mente.
Dir-se-á que o breve diálogo não é mais que o fruto do talento criador de um publicitário de génio, mas, mesmo aqui ao lado, a minha sobrinha Júlia, que não tem mais que cinco anos, perguntada sobre se em Tías, localidade onde vivemos, havia negras, respondeu que não sabia. E Júlia é chinesa…
.
Diz-se que a verdade sai espontaneamente da boca das crianças, porém, vistos os exemplos dados, não parece ser esse o caso, uma vez que Irene é realmente negra e negras não faltam também em Tías.
A questão é que, ao contrário do que geralmente se crê, por muito que se tente convencer-nos do contrário, as verdades únicas não existem: as verdades são múltiplas, só a mentira é global.
As duas crianças não viam negras, viam pessoas, pessoas como elas próprias se vêem a si mesmas, logo, a verdade que lhes saiu da boca foi simplesmente outra.
.
Já o sr. Sarkozy não pensa assim. Agora teve a ideia de mandar proceder a um censo étnico destinado a “radiografar” (a expressão é sua) a sociedade francesa, isto é, saber quem são e onde estão os imigrantes, supostamente para os retirar da invisibilidade e comprovar se as políticas contra a discriminação são eficazes.
Segundo uma opinião muito difundida, o caminho para o inferno está calcetado de boas intenções. Por aí creio que irá a França se a iniciativa prospera.
Não é nada difícil imaginar (os exemplos do passado abundam) que o censo possa vir a converter-se num instrumento perverso, origem de novas e mais requintadas discriminações.
Estou a pensar seriamente em pedir aos pais de Júlia que a levem a Paris para aconselhar o sr. Sarkozy…
José Saramago
in O Caderno de Saramago

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Limpeza étnica


O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..."
Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos auto desalojados da Quinta da Fonte.
A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.
Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado.
Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.
A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros.
A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.
É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.
É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos".
Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades.
O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.
O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário.
Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos."
A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e auto denominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.
Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
Mário Crespo, recebido por email

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Há 44 anos Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua


Nelson Rolihlahla Mandela (Qunu, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como ativista, sabotador e guerrilheiro. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro em luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista. Passou a infância na região de Thembu, antes de seguir carreira em Direito. Em 1990 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, que foi recebido em 2002.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Boca skin...


A raça lusitana


A "Raça Lusitana" é criada principalmente na coudelaria de Alter.

Se não era essa a raça a que se referia Cavaco, então estaria a referir-se à raça humana o que não vinha a propósito...

Se não era nem uma nem outra coisa, Cavaco Silva também não teve um "lapsus linguae" nem cometeu uma "gaffe". Ele sabe que cientificamente apenas há uma raça na humanidade; ele sabe que "a raça" como distinção foi um instrumento do colonialismo, do appartheid, do fascismo, do nazismo e do KKK.

Portanto, sabendo tudo isso - não é suposto que não saiba; nem admissível - ele invocou a raça (não foi apenas a designação do dia, ele disse:"hoje tenho que sublinhar acima de tudo a raça, o dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades") para puxar pelo pessoal, pelos portugueses em mó de baixo, atribuindo-lhes um factor "original"(de origem), "genético" que lhes assegura uma diferenciação positiva em relação a outros. Como fizeram o Salazar e o Caetano. Era bom "saber" o que diz disto a ONU, a UE e não apenas a opinião publicada por cá pelos gestores oficiosos do fenómeno político.

Cavaco abriu mais uma frente explícita (até agora era implícita, excepto nos neo-nazis) na discriminação e no ataque aos imigrantes.

Foi importante o Bloco ter reagido como o fez. Mas como se viu, a desculpabilização do PR foi o tom geral.

As consequências poderão ser bastante graves se não se for até ao fundo no ataque à "gaffe" presidencial. O Governo tem de se pronunciar e a AR também. O ferro malha-se enquanto está quente e devemos pôr a nossa malta da política, da cultura e da ciência a não deixar que fique uma réstea de minimização da questão.

Saúde e dinheiro pró gasóleo

MT

Recebido por email

domingo, 25 de maio de 2008

DOIS 25 DE MAIO HISTÓRICOS

Os cristãos-novos em Portugal

A distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos conduziu a uma discriminação clara dos primeiros, já que só os segundos eram considerados verdadeiros portugueses. Em Abril de 1499 um alvará proíbe a saída do País aos cristãos-novos. Todavia, não lhes era limitada a ascensão a cargos políticos ou administrativos. Ao mesmo tempo, poder-se-iam casar com cristãos-velhos. No tempo de D. Manuel, o título de “cristão-novo” não era impedimento à admissão aos cargos eclesiásticos ou do Estado.

Apesar de uma certa liberdade de consciência e de alguma protecção régia, a situação assumiu contornos dramáticos na fatídica Páscoa de 1506. Houve revoltas populares contra os cristãos-novos, tendo a população sido impulsionada pelos frades dominicanos. Os cristãos-novos são perseguidos e cerca de 2000 são mortos. A desconfiança e a insegurança dos cristãos-novos, se nunca desapareceram, antes aumentavam agora, obrigando-os a procurar outras paragens. Em 1531, D. João III manda instalar a Inquisição em Portugal. Por causa do medo da Inquisição, os cristãos-novos, maioritariamente judeus, nunca mais tiveram tranquilidade e paz em Portugal. Continuaram, clandestinamente, a fugir para os Países Baixos, Constantinopla, Norte de África, Grécia, Itália e Brasil, mantendo laços secretos e apoiando os cristãos-novos portugueses. A maioria das 1500 vítimas da Inquisição portuguesa e boa parte dos seus 25000 processos eram de cristãos-novos. No nosso País, o Tribunal do Santo Ofício contribuirá muito para o desaparecimento dos ofícios nas regiões de Trás-os-Montes e Beiras, onde os judeus eram os dinamizadores da produção de têxteis, sedas e lanifícios. Para além da confiscação de bens, os cristãos-novos sofrerão atestados de “limpeza de sangue” nas candidaturas a cargos públicos, militares ou da Igreja, o que os afastava por possuírem confirmação da Inquisição. No século XVII, o apoio financeiro e político dos cristãos-novos à Restauração – através das conexões judaicas de origem portuguesa na Europa – ter-lhes-á permitido uma certa ascensão social e algumas liberdades e garantias, iniciando-se o reaparecimento dos grupos mercantis. Com a morte de D. João IV, porém, recomeça o pesadelo inquisitorial e as perseguições contra os cristãos-novos.

É então que, em 1773 (dia 25 de Maio), o Primeiro-Ministro de D. José I, Marquês de Pombal, pôs fim ao clima de instabilidade que se sentia entre os cristãos-novos, devido às perseguições por parte da Inquisição, acabando com as perseguições e reduzindo bastante as actividades do Tribunal do Santo Ofício, através da promulgação uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristão-novos.

Foram queimadas as listas de cristãos-novos no País, foi abolida a “limpeza de sangue”, e passou a ser proibido usar a palavra "cristão-novo", quer por escrito, quer oralmente. As penas para que usasse a expressão “cristão-novo” eram pesadas. Algumas fontes referem que o Marquês de Pombal tomou estas medidas a favor dos cristãos-novos devido ao facto de estes, sendo na sua grande maioria comerciantes, darem um grande contributo económico a Portugal. A partir daí, os cristãos-novos deixam de ser culpabilizados pelos males do mundo e passaram a poder exercer todos os cargos e empregos públicos, a par do domínio da burguesia, eliminando-se as estruturas do Antigo Regime. Em 1779, no reinado de D. Maria I, o Papa Pio VI concedeu autorização aos cristãos-novos para desempenharem cargos eclesiásticos. Também lhes foi concedida autorização para a admissão às ordens militares.

A Inquisição transformou-se em tribunal de Estado, acabando com a encenação daquela instituição clerical contra os cristãos-novos que lentamente assumiram o seu Judaísmo.

Pedro Nunes (matemático), Abraão Usque (editor e tradutor), Garcia de Orta (médico e naturalista), António José da Silva (dramaturgo que morreu na fogueira inquisitorial um pouco antes das medidas de Pombal), Ribeiro Sanches (médico), Baruch Espinosa (filósofo) e Rodrigues Lobo (poeta) são alguns dos cristãos-novos portugueses com dimensão histórica e cultural, herdeiros de um potencial intelectual e científico avançado em relação àquilo que o nosso país produzia em termos de pensamento, técnicas, artes e letras. Muitas obras e indivíduos perderam-se nas teias da Inquisição, apenas por terem nascido cristãos-novos. Calcula-se hoje que boa parte das vítimas do Holocausto nazi descendiam de cristãos-novos portugueses fugidos nos séculos XVI e XVII.



James Cleveland "Jesse" Owens (12 de setembro de 1913, Oakville, Alabama - 31 de março de 1980, Tucson, Arizona) foi um atleta e líder civil norte-americano extremamente popular. Participou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 em Berlim, Alemanha, onde se tornou conhecido mundialmente por ganhar quatro medalhas de ouro nos 100 e 200 m, no salto em comprimento e nos 4x100 m.

Owens vs Hitler

A notória propaganda nazi não ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Berlim, tanto que o incentivo aos atletas germânicos(não judeus) foi tão grande que estes conseguiram colocar a Alemanha no topo do Ranking com 33 medalhas de ouro seguidos do 2º colocado, os EUA com 24 medalhas de ouro. Nunca foi comum na história das olimpíadas, os germânicos dominarem o Ranking desta maneira numa única edição, servindo de exemplo de como o idealismo político pode influenciar os desportos e vice-versa, o que também foi semelhante nas décadas seguintes com a guerra fria e a disputa entre URSS e EUA no quadro de medalhas de cada edição.

Toda esta movimentação fez milhares de telespectadores não alemães e jornalistas presentes no estádio de Berlim e ao som do hino alemão ``Deutschland,Deutschland über Alles" (Alemanha acima de todos, em português),a especularem sobre vitórias de atletas que contrariassem toda a ideologia nazi reconhecida na época tanto por alemães como por outras nações europeias.

Antes de começar a saga de Owens, Cornelius Johnson, um outro atleta negro, ganhou a medalha de ouro no salto em altura. Hitler que até então tinha apenas apertado a mão de um atleta finlandês e outro alemão ambos vencedores de atletismo, retirou-se do estádio logo no primeiro dia, após ser alertado pelo COI (Comité Olímpico Internacional) de que teria de cumprimentar todos os vencedores ou nenhum destes. A versão conhecida de que Hitler tenha abandonado o estádio quando Owens venceu, foi confundido com a história de Cornelius, talvez a imprensa assim fizesse parecer pelo facto de Owens ter sido o maior vencedor daquela edição olímpica, o que serviria como uma melhor propaganda anti-nazi, nesta história em que saiu ofuscado Cornelius Johnson.

Daí em diante começava o show de Jesse Owens, que venceu os 100m e 200m, estafeta de 400m e salto em comprimento. Quando Owens venceu a prova dos 200m ele virou os olhos para o COI e não para a tribuna de Hitler, pois este já não estava lá para assistir ao seu feito. Jesse Owens foi aclamado por milhares de espectadores de diversas nações, inclusive muitos alemães, que também aplaudiam o alemão Lutz Long que terminou a prova em segundo lugar. Os EUA, que trataram seus atletas negros como auxiliares, conseguiram vencer 10 provas de atletismo. Destas, 6 medalhas de ouro foram conseguidas com a participação de quatro negros.

Talvez a maior lição de vida que se possa obter do caso Owens, não é da sua história com Adolf Hitler ser repleta de especulações, mas sim pelo facto de fazer seus próprios conterrâneos americanos aceitar e respeitar cidadãos negros, o que em muitos momentos Owens chegou comentar na sua biografia.

Referências externas

Wikiquote

O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Jesse Owens.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

MARTIN LUTHER KING ASSASSINADO HÁ 40 ANOS





O Dr. Martin Luther King, Jr. (15 de Janeiro de 1929, Atlanta, Geórgia – 4 de abril de 1968, Memphis, Tennessee) foi um pastor e activista político norte-americano. Pertencente à Igreja Baptista, tornou-se um dos mais importantes líderes do activismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".