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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Jardim descreve viagem "excursionista" de Sócrates...

Tal como se previa, Alberto João Jardim aproveitou a "Festa do Limão", em Santana, para atacar a visita oficial de José Sócrates à ilha, na passada sexta-feira. A postura institucional de Jardim durou dois dias.
Na tarde de ontem tudo voltou ao normal.
O primeiro-ministro veio à região em viagem "excursionista" e com "falinhas mansas", disse Jardim. E se, para Sócrates, a Lei de Finanças Regionais é "justa" embora admita posição contrária, para Jardim não há meias medidas.
"Não nos venham enganar aqui para a Madeira com falinhas mansas. Não apareçam aí excursionistas a querer enganar o povo. Há um forte ataque à Madeira por razões políticas", disse. José Sócrates "tinha-se comprometido a respeitar a Lei de Finanças Regionais.
Não cumpriu. Fez outra (lei).
Isso significa que "entre 2007 e 2013 a região recebe menos 400 milhões de euros", portanto "não venham dizer que nos estão a dar dinheiro" porque as transferências do Orçamento do Estado são "uma compensação pelos impostos cobrados em Lisboa sobre os lucros das empresas com sede no continente mas obtidos na região".
Por outro lado, "não nos venham dizer que mandaram mais dinheiro" após a entrada em vigor do novo diploma porque esses montantes englobaram "verbas em atraso", garantiu. Jardim disse, ainda, que "a Madeira foi objecto da falta de consideração", recordando o "acordo entre o Estado e a região", no tempo em que Durão Barroso era primeiro-ministro.
Só que o actual Governo PS "não cumpriu. Não honrou a palavra do Estado.
E andam uns tipos a almoçar com eles e bater-lhes palminhas", numa crítica aos empresários com ligações ao turismo que aceitaram o convite para, nesta deslocação, almoçarem com José Sócrates.
Jardim não gostou nada do ver as imagens de "élan" entre algumas figuras jardinistas de décadas e o ministro Mário Lino mas, sobretudo, com Sócrates
E para avivar a memória, Jardim voltou a lembrar que durante cinco séculos e meio, "dois terços daquilo que o povo madeirense produziu foi levado para o Continente. Tiraram-nos quase tudo", referiu. Até "fizeram" uma lei que proíbe o governo regional de ser accionista do Jornal da Madeira para "ficar tudo na mão da esquerdalhada".
in DN
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Estava a ficar surpreendido com a moderação do soba...Agora sim...Voltou à normalidade...fico mais descansado...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Reerguer Flama só interessa a Jardim dizem fundadores...

Sobreviventes da organização garantem que ressuscitar agora o separatismo só tem a ver com quem está em guerra com Lisboa.
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Passados mais de 30 anos sobre a extinção da denominada Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (Flama), dois sobreviventes do directório fundador saíram da clandestinidade para se demarcarem das recentes actividades atribuídas a este movimento separatista, nunca julgado pela autoria de mais de 70 atentados bombistas perpetrados entre 1975 e 1978 no arquipélago."A Flama desfez-se. Hoje é um conjunto de cadáveres que jaz no Cemitério de São Martinho", sintetiza João Costa Miranda, um dos três sobreviventes do directório constituído por 16 membros.
"Ressuscitar a Flama nesta altura é uma palhaçada, um disparate sem justificação possível. A frente nasceu num contexto, quando Portugal caminhava para uma ditadura comunista, mas agora não tem razão de ser, está extinta.
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Hoje levantar o espantalho da independência só interessa a quem quer colher dividendos da guerra com Lisboa", diz Miranda. Mais directo foi Daniel Drumond, outro membro do directório, ao apontar o dedo à Quinta Vigia, sede da presidência do Governo regional. O terceiro elemento ainda vivo, que é fundador do movimento, está no estrangeiro.
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Alberto João Jardim discorda da investigação que está a ser conduzida pela PJ sobre a colocação de bandeiras flamistas na madrugada de 25 de Abril passado em vários zonas da Madeira. Com esta acção, "para já de forma pacífica", era atribuído ao movimento o propósito de reiniciar "a sua luta".
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"Acho um atentado às liberdades, direitos e garantias andar a perseguir seja quem for por ideias políticas", justificou Jardim. "Nós estamos num país livre e as pessoas são livres de se manifestarem", acrescentou o governante e membro do Conselho de Estado que tem usado a ameaça independentista em momentos de maior aflição financeira da região ou quando negoceia reforços financeiros com Lisboa.
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Jardim diz ter "achado piada" na acção da semana passada atribuída à Flama, que incluiu o hastear da bandeira separatista no mastro do Palácio de São Lourenço. É a segunda vez que tal bandeira é hasteada neste monumento nacional, sede da representação da República, mas cuja posse é reivindicada pelo Governo regional.
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Na madrugada de 20 de Julho de 1975, em vésperas de uma grande manifestação do PPD que abriu uma cruzada contra o "colonialismo de Lisboa", o Funchal também amanheceu ornamentado com bandeiras do movimento a que foi atribuída a autoria de mais de 70 atentados bombistas contra bens do Estado (avião da Força Aérea, comando militar, Emissora Nacional e PJ) e viaturas de madeirenses conotadas com a esquerda.
Os bombistas, disse-o Jardim no Parlamento da Madeira, "não são dignos de castigo, mas de recompensa", uma vez que são "defensores da pátria e da democracia".
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Em Fevereiro do ano passado, quando o Presidente da República visitou a Madeira, os sociais-democratas exigiram que a bandeira da região fosse hasteada no Palácio de São Lourenço.Ao colocar agora a bandeira no palácio, os seus autores declararam que não querem "pertencer a um país governado por um corrupto que deveria estar preso".
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Miranda, que se assumiu como antigo responsável editorial do movimento, negou também qualquer ligação da Flama ao comunicado divulgado com o seu símbolo na semana passada.
"Não tem qualquer semelhança com os nossos comunicados, nem no estilo, nem na ortografia e gramática. É um plágio tosco, rude e grosseiro", frisou.
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Acusado pelo líder regional do PS de ter responsabilidade na Flama, Jardim elegeu Sócrates como "o maior inimigo da Madeira desde o 25 de Abril" e único alvo a abater nas próximas eleições. E admitiu relançar, depois do próximo ciclo eleitoral, a ideia da independência a um ano do fim do mandato que, mais uma vez, promete ser o último.
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"Vamos aguentar até 2010" e "não terei qualquer receio em defendê-la [a independência] se vir" que "o Estado central autoritário abusa de poder sobre o povo madeirense".
T. de N.
in Público

domingo, 3 de maio de 2009

É fartar, Vilanagem...Jardim gastou meio milhão em viagens "secretas"...

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, gastou mais de meio milhão de euros em 2008 em viagens classificadas como “secretas”. O valor corresponde a mais de um quarto do orçamento da presidência regional.A notícia é avançada este sábado pelo jornal Público, segundo o qual o Tribunal de Contas (TC) critica o facto de o governo regional recorrer de forma sistemática a esta classificação para as viagens.
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Segundo o TC, esta prática “indicia uma aplicação tendencialmente constante da excepção prevista (...) passível de a transformar em regra”, escreve o jornal.Por sua vez, Alberto João Jardim justifica estes procedimentos com a necessidade de “haver celeridade no processo” de aquisição das viagens.O presidente madeirense explica ainda os motivos para a contratação da agência Top Atlântico por ajuste directo, invocando “a necessidade de ter de se deslocar com frequência quer ao continente quer ao estrangeiro (...) as especiais precauções, nomeadamente no que respeita à segurança pessoal (...)e à confidencialidade das respectivas acções”, noticia o diário.
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O jornal refere ainda que na análise feita pelo TC a seis viagens de Jardim, o presidente madeirense ausentou-se em média por uma semana para participar em reuniões com um dia de duração. Estas viagens custaram mais de 70 mil euros, sendo que apenas em duas delas coube ao Executivo regional o pagamento dos bilhetes de avião.
in CM
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Quando se trata de gastar à conta do contribuinte, os políticos usam e abusam...é um regabofe...O democrata da madeira não foge à regra...Por reuniões de um dia , fica sete e com uma segurança ao nível do alto dignatário que é...
É FARTAR, VILANAGEM...Portugal vai bem e recomenda-se...
A crise é só para o povo manso...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Bocas madeirenses de Alberto João Jardim



«Portugal é a mátria, a Madeira é a pátria»


Alberto João Jardim continua a surpreender com as suas declarações

domingo, 26 de abril de 2009

25 de Abril na Madeira e a rendição de Jardim



PND fez um simulacro exigindo que o presidente do governo regional se rendesse «às forças democráticas»

O PND-M realizou este sábado um simulacro de rendição do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, há 31 anos no poder, como forma de chamar a atenção para o regime político na Madeira e de comemorar o 25 de Abril, noticia a Lusa.
Quatro viaturas militares incluindo um blindado posicionaram-se à frente da porta de entrada da Quinta Vigia, sede da presidência do Governo Regional, juntamente com os respectivos «militares» (dirigentes do PND-M disfarçados) e exigiram a rendição de Alberto João Jardim à democracia e ao 25 de Abril de 1974.
De megafone na mão e interpretando Salgueiro Maia, o ex-deputado do PND-M, José Manuel Coelho, apelava ao inquilino há 31 anos da Quinta Vigia para se render «às forças democráticas» e ao 25 de Abril.
A «coluna militar» atraiu a curiosidade de muita gente sobretudo de turistas que desciam a Avenida do Infante em direcção à festa da flor, que eram surpreendidos com a oferta de cravos vermelhos, ao mesmo tempo que era entoada músicas de Zeca Afonso, em especial a «Grândola Vila Morena».
Depois de tantos apelos, Alberto João Jardim, interpretado por Eduardo Welsh, acabou por se render à «coluna militar».
«Nós quisemos de certo modo simular aquilo que se passou no dia 25 de Abril - um conjunto de forças blindadas e armadas partiram em direcção ao centro de Lisboa e cercaram o Palácio do Carmo», explicou o deputado do PND-M, Baltasar Gonçalves.
«O que nós fizemos, aqui, na Madeira, foi exactamente isso, trouxemos as nossas forças armadas, um blindado desactivado até à porta da residência oficial do homem mais poderoso da Madeira, que governa a Madeira há 35 anos, o homem que move tudo o que acontece na Região», continuou o deputado.
Baltasar Gonçalves salientou haver coisas que «aconteceram hoje que têm uma mão comprida por detrás», numa alusão à exibição de bandeiras da FLAMA - Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, pela cidade do Funchal. «Viemos, aqui, dizer: renda-se senhor presidente, permita que haja na Madeira uma sociedade, alegre, livre, responsável e arejada», concluiu.
Baltasar Gonçalves revelou ainda que esta iniciativa resultava do facto do 25 de Abril não ser solenemente comemorado na Madeira e da recusa do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ter declinado um pedido do PND-M no sentido de facultar um espaço no parlamento nacional para um debate sobre a situação política na Madeira.
In Portugal Diário

terça-feira, 3 de março de 2009

A Corte do Imperador D. Alberto I, "o jardineiro"


Será que é verdade?...

Bocas da reacção. eheheheheheheheh

Verdadeiramente um case study de desenvolvimento democrático, a Madeira faz inveja a todo o continente lusitano!!!

Veja a lista VIP, o verdadeiro motor do enriquecimento da Madeira, e tire as suas conclusões...

Alberto João Jardim - Presidente do Governo Regional
Filha - Andreia Jardim - Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional

João Cunha e Silva - vice-presidente do governo Regional
Mulher - Filipa Cunha e Silva - é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças

Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora

Brazão de Castro - Secretário regional dos Recursos Humanos
Filha 1 - Patrícia - Serviços de Segurança Social
Filha 2 - Raquel - Serviços de Turismo

Conceição Estudante - Secretária regional do Turismo e Transportes
Marido - Carlos Estudante - Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Filha - Sara Relvas - Directora Regional da Formação Profissional

Francisco Fernandes - Secretário regional da Educação
Irmão - Sidónio Fernandes - Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher - Directora do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente

Jaime Ramos - Líder parlamentar do PSD/Madeira
Filho - Jaime Filipe Ramos - vice-presidente do pai

Vergílio Pereira - Ex. Presidente da C.M.Funchal
Filho - Bruno Pereira - vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral do Governo Regional.
Nora - Cláudia Pereira - Trabalha na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira

Carlos Catanho José - Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Irmão - Leonardo Catanho - Director Regional de Informática (não sabia que havia este cargo)

Rui Adriano - Presidente do Conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho - ???? - Director do Parque Temático da Madeira

João Dantas - Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Filha - Patrícia - presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira.
Genro (marido da Patrícia) - Raul Caíres - presidente da Madeira Tecnopólio (sabem o que isto é?)
Irmão - Luís Dantas - chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Filha de Luís Dantas - Cristina Dantas - Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão

E a lista continua…….

Comparados com os resultados em todas as regiões, a Madeira é uma autêntica lição para os pacóvios da nossa Assembleia da República, do Governo Central e do Poder Autárquico.

É neste exemplo que devemos pensar quando o Sr. Presidente da República nos indica o caminho do rigor e sentido de Estado ?

Viva a Madeira ! Viva o seu Presidente e o poder laranja !

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Terça-feira de Carnaval...

O Múmia Cavaco agarrou na Maria das Chitas e deu
um pulinho ao "Sobado" da Madeira...
Ali, com o Soba Bananeiro, foi "forrobodar" até às tantas...

sábado, 8 de novembro de 2008

No reino do Alberto João...

Bananas & democracia
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Para quem tivesse dúvidas de que a desvergonha política do PSD na Madeira não tem limites, a notícia de um deputado impedido por seguranças às ordens da bancada social-democrata (belo nome, sobretudo a parte do "democrata"…) de exercer o mandato para que foi eleito é esclarecedora.
O deputado, do PND, chamara no dia anterior fascistas ao líder e deputados do PSD, mimo com que dia sim dia não Jardim e eles próprios dirigem aos adversários políticos, e para ilustrar o que queria dizer exibiu-lhes uma bandeira nazi.
Ontem, quando pretendia entrar na Assembleia Regional, foi-lhe barrado o caminho.
Na Madeira, quem se mete com o PSD (que, por cá em minoria, acusa o PS de "claustrofobia democrática") leva, e é o PSD, não o voto, quem decide se um deputado pode ou não sentar-se no Parlamento Regional.
Singular, no meio disto, é a passividade do PR, a quem constitucionalmente cabe garantir o regular funcionamento das instituições democráticas.
Talvez, quem sabe?, no presidencial entendimento, proibir a um deputado o exercício do mandato seja "regular funcionamento" de uma instituição democrática.
Manuel AntónioPina
in JN

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

" Mas..."...

Tolerantes, "mas"

Às vezes pergunto-me se não gastarei cera de mais com Alberto João Jardim. Tento justificar-me com o facto de o meu interesse por ele ser meramente científico.
Com efeito, observando Jardim sinto-me como um biólogo debruçado sobre uma lamela de bicheza esquisita, possuído por uma curiosidade levemente divertida e não isenta de ternura.
O interesse científico de Jardim é que é um tipo, o representante de uma espécie. No seu caso, desbocado q.b. para ficarem facilmente à vista as características da espécie.
Veja-se, por exemplo, o que diz sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo:
"Não tenho qualquer preconceito em relação às opções sexuais de cada um", mas (a palavra importante é o "mas") "um casamento pressupõe sexos diferentes".
É a espécie dos "tolerantes, mas".
Dos "não sou racista, mas" aos "não tenho nada contra os ciganos (no caso de Jardim, os chineses), mas".
Que, no que toca ao casamento homossexual, tem muitos e ilustres representantes entre políticos "vulgaris Linei".
Em especial nas bancadas do PS e PSD que, pelos vistos, estão cheias de gente pessoalmente a favor; "mas".
Manuel António Pina
in JN

sábado, 2 de agosto de 2008

O Soba Jardim...

Aos Domingos, depois da missa, o Soba aproveita para receber as oferendas dos diferentes "Chefes de Sanzala" da Região...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cavaco na Madeira...

Na Madeira, Cavaco e a Cara-Metade Maria, " balharam "...Sempre sob a batuta e ao ritmo marcado pelo rei Momo, Alberto de sua graça, andaram numa "farra pegada"...

domingo, 27 de abril de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CAVACO E OS "ESTRANGEIROS" LOUCOS

O INQUEBRANTÁVEL SENTIMENTO DO Sr. SILVA

É verdade o que José Miguel Júdice disse esta semana na SIC Notícias sobre Jardim: há décadas que os responsáveis políticos portugueses o tratam como se tratam os doidos, fazendo de conta que não o ouvem e nunca o contrariando. Aliás, não são só os responsáveis políticos. Basta não se ser madeirense ou, sendo, não viver na Madeira, para poder ignorar Jardim. E se um madeirense que vive na Madeira se queixa, a resposta está na ponta da língua: "Votam nele, não votam?"Certo que votam, há décadas, e sempre com maioria absoluta, não havendo notícia de quem acuse Jardim de manipular resultados. Terão pois o que merecem e nós, os outros portugueses, só damos por eles e por Jardim quando ele se lembra de insultar alguém "do Continente" ou desata num berreiro porque quer mais dinheiro ou ameaça não cumprir leis da República. Como alguns pedopsiquiatras dizem da má educação das crianças, será a forma de Jardim dizer "estou aqui".

Há, porém, um pequeno, minúsculo pormenor: nem todos os madeirenses votam em Jardim. Nas últimas eleições, em 2007, foram quase 40% dos recenseados a não votar nele. E dizem as regras da democracia que esses 40% têm, não só direito à vida, como a respeito, respeito esse devido aos seus representantes eleitos no Parlamento madeirense. Representantes que Jardim, igual a si próprio, faz gala em desrespeitar e insultar. Até aqui nada de novo. Novo é ter tido, ultimamente, apoios de peso nesse desrespeito: primeiro, o do presidente da Assembleia da República, o socialista Jaime Gama, que naquele mesmo Parlamento elogiou Jardim como "uma figura ímpar da democracia portuguesa" (se era para ser irónico, a ironia foi daquelas com necessidade de livro de instruções). E, esta semana, o do Presidente da República, que iniciou uma visita à Madeira após o anúncio, por parte de Jardim, de que não seria alvo de uma sessão solene no Parlamento Regional porque ele, Jardim, "tem vergonha daquele bando de loucos" (para Jardim os " loucos" são os deputados eleitos da oposição, bem entendido).

Há quem, como António Barreto, defenda que Cavaco, nestas circunstâncias, não devia ter ido; e quem, como Pacheco Pereira, considere que Cavaco devia ir para tornar bem claro a Jardim que por mais absolutas que sejam as suas maiorias o regime em vigor é a democracia, e o país no qual vive é Portugal. Não me contando entre os apoiantes de Cavaco nas eleições presidenciais, esperava do Presidente eleito o mesmo que Pacheco Pereira. Por um motivo muito simples: é o seu dever. Mas Cavaco achou que não. E não só aceitou a desfeita à democracia e a si próprio, assim a modos de um qualquer sr. Silva e não do representante supremo de Portugal, como chegou a, num discurso qualquer, referir-se ao "sentimento inquebrantável entre portugueses e madeirenses". Fez-se pois luz: Cavaco acha que a Madeira é o estrangeiro. Até se compreende, mas não se desculpa.

Fernanda Câncio in DN


quinta-feira, 3 de abril de 2008

HUMOR NEGRO?



Continuam a provocar ondas de choque nos mais variados sectores políticos, a começar pelo próprio PS, os elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim, sexta-feira passada, no Funchal, na sessão de abertura de um congresso da Anafre (Associação Nacional de Freguesias).
O líder parlamentar do PS/Açores considerou ontem que os elogios "foram uma romagem humilhante de um alto responsável de Estado". Francisco Coelho sustentou que foi "uma desconsideração desnecessária aos socialistas e democratas da Região Autónoma da Madeira". "Foi como uma romagem a Canossa", sublinhou, ironizando com a vassalagem de Frederico I (Barba Ruiva) ao Papa na cidade de Canossa, em 1070.
Na abertura do congresso da Anafre, o presidente da Assembleia da República (AR) considerou Jardim como "um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo".
"A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia, de um vasto e notável progresso no País", afirmou. "Toda esta obra historicamente tem um rosto e um nome, e esse nome é o do presidente do Governo Regional da Madeira, a quem quero também prestar uma homenagem, na diferença de posições, por esta obra e este resultado."
Na sequência destas declarações, a comissão política regional do PS- -Madeira aprovou por unanimidade um voto de protesto. Gama "ofendeu todos os cidadãos deste País, particularmente aqueles que, na Região Autónoma da Madeira, têm sido severamente prejudicados, no seu corpo e na sua alma, pelo exercício autocrático do poder regional vigente, já lá vão trinta anos".

Terá sido ironia?

Ontem, Edite Estrela, membro do Secretariado Nacional do PS e coordenadora dos eurodeputados socialistas, disse preferir pensar que as declarações foram feitas em "tom irónico". "Jaime Gama tem um apurado sentido de humor e foi certamente em tom irónico que fez as declarações." A dirigente disse que Gama "sabe bem que há um défice democrático na Madeira" e que isso "tem aumentado e não diminuído".
O PSD-Madeira, entretanto, explora a seu favor as controversas declarações do presidente da AR.

"O que o Jaime Gama fez foi aquilo que é evidente e realista, não vale a pena estarmos a tapar o sol com a peneira", disse o líder parlamentar do PSD-Madeira, Jaime Ramos. Gama "não fez mais do que expressar aquilo que é a realidade e, no fundo, veio ao de cima o fundamentalismo partidário dos senhores, aqui, na Madeira, do partido do 'meia dúzia mais um'."
Guilherme Silva, deputado do PSD na AR eleito pelo PSD, acrescentou que os elogios de Gama revelam a sua "honestidade intelectual". Em tempos, num aceso debate na AR, Gama tratou Guilherme Silva por "reles canalha". | LUSA