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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Museus vão estar abertos na Páscoa


Instituto dos Museus e da Conservação promove circuitos de obras de arte relacionadas com 'Paixão de Cristo'. Palácio de Queluz e Museu Machado de Castro organizam concertos.

A Fundação Calouste Gulbenkian vai estar fechada no domingo de Páscoa, mas os museus tutelados pelo Estado mantêm a sua actividade normal, ao contrário do que sucedeu entre 1990 e 2006 - com a convocação de greves dos funcionários que garantem a vigilância, num fim-de-semana tradicionalmente marcado pela grande afluência de turistas às principais cidades do País (ver caixa).

"Entre 8 e 12 de Abril, visite os museus do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC) e fique a conhecer melhor algumas obras de arte relacionadas com esta época e com o ciclo da 'Paixão de Cristo', símbolos de renovação, tal como a Primavera", assegurava ontem o IMC, em comunicado.

Convidando o visitante a "traçar o percurso a seu bel-prazer", o IMC destaca, em Lisboa, obras como Primavera (Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves), Adão e Eva (Museu do Chiado), A Deposição de Cristo no Túmulo (Museu Nacional de Arte Antiga), Panorama de Jerusalém (Museu Nacional de Azulejo) ou Ressurreição de Cristo (Palácio Nacional de Sintra).

Na Região Norte, o IMC sugere visita às obras Cristo Morto no Regaço de sua Mãe (Museu Abade do Baçal, Bragança), Macieira em Flor (Museu Nacional Soares dos Reis, Porto), Pietá (Museu Grão Vasco, Viseu) ou Cordeiro Pascal (Paço dos Duques, Guimarães).

Nestas férias da Páscoa, as actividades do IMC destinadas às famílias e ao público infanto-juvenil decorreram, sobretudo, de 2 a 8 de Abril. Mas o Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, promove hoje o curso Cientista e Historiador no Museu (12 a 16 anos). E amanhã, no Panteão Nacional, uma oficina dará a conhecer a história da bandeira portuguesa a crianças dos seis aos 12 anos (10.00 às 13.00).

No Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, há um atelier de joalharia romana no dia 17. O Soares dos Reis, no Porto, promove uma oficina de representação sobre Henrique Pousão, dia 19. E O Museu Nacional do Teatro, em Lisboa, organiza um jogo de enigmas sobre Shakespeare, a 23 de Abril.

Para o público adulto, o Museu Machado de Castro, em Coimbra, oferece hoje, às 18.00, um recital pelo grupo vocal Ad Libitum; e o Palácio Nacional de Queluz acolhe amanhã, às 17.00, um concerto com a flautista Lídia Serejo.

Quem visitar este fim-de-semana os museus e palácios estatais poderá contar com as exposições patentes, cujo programa está disponível em www.imc-ip.pt.

In DN

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O DIA EM QUE A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA REVOLUCIONOU A MÚSICA E O BALÉ

A Sagração da Primavera é um balé em dois actos composto por Igor Stravinsky e estreado em 1913. É considerada a obra que marca o início do modernismo na história da música. Feita sob encomenda para os Balés Russos de Diaghilev, teve sua Premiére no dia 29 de Maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris. Com sua exótica abordagem rítmica, desafiando bom número de regras e contestando tudo que se conhecia até então a obra causou um escândalo memorável na capital francesa. A Sagração conta a história da imolação de uma jovem que deve ser sacrificada como oferenda ao deus da primavera em um ritual primitivo, a fim de trazer boas colheitas para a tribo.

A obra subdivide-se em duas partes principais:

  1. A adoração da terra (8 secções);
  2. O sacrifício (6 secções).

A orquestração necessária é gigantesca (nada menos que 8 trompas no colossal grupo de 38 instrumentos de sopro). A obra confronta todas as exigências da tradição da música ocidental, que, até o início do século XX, colocam a melodia e a harmonia acima do ritmo na hierarquia dos elementos musicais. A Sagração subordina as duas primeiras à terceira. Essa inovação e a inspiração que ela causou nas gerações futuras causaram uma profunda revolução naquilo que se acreditava em música, e foi reconduzida no filme Fantasia

"Sonhei com um grande ritual pagão! Tive uma soberba visão repleta dos mais inusitados efeitos sonoros indefiníveis..." Igor Stravinsky

sexta-feira, 23 de maio de 2008

PARTE O MESTRE, FICA A OBRA

Caixas de Memórias foi o título da última exposição de Bartolomeu dos Santos realizada há um ano em Lisboa.

Este mestre da gravura – que ensinou as técnicas da água-forte e água-tinta a Paula Rego, de quem se tornou amigo – faleceu quarta-feira em Londres, vítima de um linfoma.

Bartolomeu dos Santos nasceu em 1931, em Lisboa. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa 1950-56
Slade School of Fine Art 1956-58 com Anthony Gross.
De 1961 a 1996 ensinou no Departamento de Gravura da Slade School.

É Emeritus Professor in Fine Art da Universidade de Londres e Fellow do University College London.
É membro da Royal Society of Painter Printmakers.

Foi artista visitante em numerosas escolas de Belas Artes na Grã Bretanha. No estrangeiro foi professor visitante da Universidade de Wisconsin, em Madison (1969 e 1980), na Konstkollan Umea, Suécia (1977 e 1978), no National College of Art em Lahore, Paquistão (1986 e 1987) e na Academia de Artes Visuais de Macau em numerosas ocasiões.
Teve a sua primeira exposição individual em 1959, na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa. Desde então expôs individualmente 82 vezes em Lisboa, Porto, Frankfurt, Rotterdam, Detroit, Madison, Angra do Heroísmo, Oxford, Londres, Umea, Johanesburg, Cape Town, Tóquio, Paris, Nassau, Antuérpia, Cidade do México, Wiesbaden, Heidelberg, Bonn, Meinz, Islamabad, Glasgow, Karachi, Braga, Sheffield, Luxemburgo, Granada, Tavira, Macau, Funchal, Osnabrüch, Lahore e Rabat. Em 2001 tem duas retrospectivas, respectivamente no Centro Cultural de Cascais e em Londres na Galeria do London Institute.

Expôs pela primeira em 1940 na Exposição de Arte Infantil de O Século na S.N.B.A. onde obteve o prémio de desenho.

Em 1951 expôs na 6ª. Exposição Geral de Artes Plásticas da S.N.B.A.. Desde então expôs colectivamente cerca de duzentas vezes em Portugal e no estrangeiro, destacando-se Avant Garde British Printmaking 1914-1960 no Museu Britânico, em 1990 e 2000, Signatures of the Invisible em Londres, na Atlantis Gallery.

Em 1989 teve uma retrospectiva no C.A.M. da Fundação Calouste Gulbenkian.



No catálogo de “Caixas de Memórias”, pode ler-se:

“ Caixas de Memórias tem um duplo sentido, denotativo e simbólico. A maior parte das obras são caixas, objectos utilitários que o artista subverte, desvia da sua finalidade, transforma em objecto “outro”, não deixando de questionar em tom provocatório o novo estatuto que adquirem: “Is this art?”
As caixas servem, por definição, para guardar objectos, ocultá-los, preservá-los. As caixas de Bartolomeu dos Santos abrem-se na transparência de uma face de vidro, revelam segredos guardados na memória. São caixas mágicas onde sorriem sereias aladas, pacientes Penélopes à espera de Ulisses. Nas imagens femininas transparece uma terna ironia de que reencontramos eco nas alusões explícitas a Fernando Pessoa e ao seu heterónimo Ricardo Reis, seres de uma realidade mítica criada pela poesia. Estas figuras remetem para a viagem, para um mar que conduz a ilhas de prazer ou a portos seguros.
A maior parte das caixas desvendam memórias menos pacificadoras, contêm uma amálgama de ruínas: pedaços de objectos devastados, calhaus, estilhaços de espelhos, fragmentos ilegíveis de um passado que desconhecemos. Outras ainda transportam-nos para oceanos de perigos e batalhas, onde se inscrevem referências históricas alusivas a guerras e naufrágios.
Não é apenas “Under the surface” que nos revela tesouros submersos, cada uma e, no seu conjunto, todas estas caixas e telas são “flashes” de uma narrativa maior, em que individual e colectivo, mito e História, ficção e realidade, morte e memória se entrelaçam em vida habitada por sonhos e pesadelos, corpos doces e destroços, barcos de viajantes-poetas e navios de guerra, muitas interrogações e algumas certezas”.

terça-feira, 29 de abril de 2008

DANÇA

O Dia Internacional da Dança vem sendo celebrado no dia 29 de Abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.

A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.

Entre os objectivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.

Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através de sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o professor Alkis Raftis, então presidente do Conselho Internacional de Dança, disse em seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado alocados para o apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".

O foco do Dia da Dança está na educação infantil. O CID alerta os estabelecimentos que contactem o seu Ministério da Educação com as propostas para celebrar este dia em todas escolas, escrevendo redacções sobre dança, desenhando imagens de dança, dançando em ruas, etc. Enfim, manifestando em crianças e consequentemente nos adultos, a vontade e importância da dança arte na vida do ser humano

O poder curativo e unificador da dança como linguagem universal é sublinhado na mensagem deste ano do Dia Mundial da Dança, que se assinalou esta terça-feira por todo o país com espectáculos, debates e outras iniciativas de diversas companhias.

A mensagem de 2008 intitula-se "O espírito da dança não tem cor", foi escrita pela coreógrafa e bailarina sul-africana Gladys Faith Agulhas, premiada pelo trabalho que tem desenvolvido ligando a dança, a educação e a integração social.

"O espírito da dança não tem cor, forma ou tamanho, mas envolve o poder de unir, e também a força e a beleza que se encontra em nós. Cada alma que dança, jovem, velha ou de uma pessoa incapacitada, cria e transforma ideias em movimentos artísticos que podem mudar as nossas vidas", escreve a coreógrafa.

A mensagem descreve ainda a dança como "uma força curativa à qual todos podem aceder" e como "espelho que reflecte o impossível tornado possível".

Em Portugal, o Dia Mundial da Dança é festejado com diversas iniciativas em todo o país, nomeadamente no Teatro Camões, em Lisboa, com a apresentação do espectáculo "Paraíso", pela Companhia Olga Roriz, coreografia inspirada no género musical americano, com bailarinos da companhia a cantar ao vivo.

Com direcção artística de Olga Roriz, o espectáculo, que teve estreia absoluta em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva, em Maio de 2007, constitui ao mesmo tempo uma sátira e um tributo aos musicais e às histórias de bastidores, em que o "glamour" de uma diva convive com a insegurança de uma principiante.

Em "Paraíso", Olga Roriz colocou bailarinos da companhia como Maria Cerveira, Sara Carinhas e Pedro Santiago Cal a cantar ao vivo temas de Kurt Weil, Nancy Sinatra e Zeca Afonso, entre outros, marcando fortemente a dramaturgia da peça.

Na selecção musical estão temas de Rocio Jurado, George Gershwin, Nino Rota, Boris Vian, Patsy Cline, Chavela Vargas, Dean Martin, Ben Webster, Pascale Comelade, Edith Piaf, Leonard Bernstein, Frank Sinatra, Orquestra Universitária de Tangos, Carmen Miranda e Marlene Dietrich.

Também no âmbito das comemorações, a REDE - Associação de estruturas para a dança contemporânea liderada por João Fiadeiro faz a primeira edição da Festa da Dança entre 29 de Abril e 04 de Maio, em vários espaços da capital.

Durante seis dias, a REDE celebra a dança contemporânea portuguesa com a apresentação, aberta à comunidade, de projectos, debates, workshops e uma homenagem a Gil Mendo, director artístico da Culturgest.

Na terça-feira, no espaço Lx Factory, as actividades da REDE serão apresentadas durante a tarde, e, no mesmo espaço, realiza-se a 30 de Abril um encontro para profissionais, e a 01 de Maio uma manifestação/debate sobre a situação dos intermitentes do espectáculo.

No dia 03 de Maio, no espaço Eira, decorrem sessões abertas de dança contemporânea para não profissionais, e no espaço Negócio/ZDB e no Atelier Real há apresentações simultâneas de trabalhos em progresso.

Oeiras celebra o Dia Mundial da Dança com a realização de dois espectáculos no palco do Auditório Municipal Eunice Muñoz: às 10:30, "Homenagem a Walt Disney" e, às 21:30, "Labirinto do Improviso e da Criatividade".

A CeDeCe (Companhia de Dança Contemporânea) apresenta no Cine Teatro de Alcobaça um programa de coreografias de António Rodrigues, Paula Gareya e Luís Sousa.

No mesmo dia, a companhia organiza um encontro entre o público e vários bailarinos e coreógrafos portugueses e estrangeiros convidados, tais como o britânico Patrick Hurde, que foi primeiro bailarino do ex-Ballet Gulbenkian, coreógrafo e pedagogo, Pedro Goucha Gomes, com uma carreira de 18 anos no estrangeiro, nomeadamente no Netherlands Danze Theatre, e Daniel Cardoso, bailarino e director artístico do Quórum Ballet.