Mostrar mensagens com a etiqueta Frases. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frases. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de junho de 2009

. . . . Clique na imagem para ampliar.
Momento histórico: Portugal vive a pior crise económica desde 1975.
Bruno Proença, Diário Económico.

Em Portugal os efeitos da grise são agravados por décadas de erros estruturais e de políticas conjunturais erradas. Não de um governo, […] mas de todos, desde a década de 80, pelo menos, quando se malbarataram os milhões do ouro novo Brasil, Bruxelas.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

Um dos mais graves problemas de Portugal é o do excesso de areia nos olhos dos portugueses.
Idem, Ibidem.

[Portugal é] um País com duas justiças, a duas velocidades.
Paula Teixeira da Cruz, Correio da Manhã.

Onde as contas parece que batem certo é no número de pobres em Portugal. São dois milhões. [Portanto,] mais uma expressão da nossa histórica mania das grandezas.
José Saramago, Diário de Notícias

O nome que acabou por ser escolhido [Paulo Rangel para cabeça-de-lista do PSD ao Parlamento Europeu] é de uma falta de imaginação e de uma ambição tais, que impressiono até os adversários.
Marcos Perestrello, Expresso

Os líderes parlamentares, em gesto de intocável beleza moral, resolveram nunca mais usar a palavra “autista” para se sovarem na Assembleia. […] Eu, em nome da higiene verbal, evitava qualquer metáfora.
João Pereira Coutinho, Correio da Manhã.

[Durão Barroso] é incompetente. Mas é o nosso incompetente. E exigir competência a um nacional é, como se sabe, falta de patriotismo e sinal de sectarismo ideológico.
Daniel Oliveira, Expresso.

Cavaco Silva tornou-se hoje – péssimo sinal – na única e última referência da decência.
Maria João Avillez, Sábado.

A entrevista inócua que [José Sócrates] deu à RTP teve, pelo menos, um mérito: mostrou o quanto os jornalistas irritam o primeiro-ministro.
Pedro Lomba, Diário de Notícias.

[José Sócrates] convive mal com a liberdade de informação.
Manuela Moura Guedes, Correio da Manhã.

A sensação que existe em Portugal […] é a de que o regime está quase caduco, que está esgotado, que está degradado de modo quase irreversível.
Pedro Santana Lopes, Sol.

A relação entre os políticos e jornalistas tem uma lógica conflitual irremediável.
Mário B. Resendes, DN.

Na verdade, governar e aturar a “rapaziada dos jornais” é difícil. […] Mas governar sem imprensa livre, toda a gente sabe o que é.
Henrique Monteiro, Expresso.

Portugal cada vez mais se parece com uma caricatura de país.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

Este regime está caduco, enrodilhado nos problemas que nunca soube resolver, preso a dirigentes medíocres e incapaz de se renovar nas pessoas e nas ideias.
Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã.

Os próximos meses de campanha eleitoral vão provar a dificuldade de crescimento do país e a infantilidade reinante na classe política.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.

Ao escolher Paulo Rangel, Ferreira Leite escolheu-se a si própria para cabeça-de-lista das eleições europeias.
Constança Cunha e Sá, Correio de Manhã.

Manuela Ferreira Leite não se dá bem com a sua própria língua: ou fala de menos ou fala tanto que se atrapalha.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.

Nesta partidocracia decadente, os sufrágios anunciam com angústia. O regime é depressivo, os cidadãos estão deprimidos.
Paulo Morais, Jornal de Notícias.

O país é dominado por um grupo sem prestígio mas com poder.
Baptista-Bastos, Diário de Notícias.

domingo, 12 de abril de 2009

A frase da semana

"Perante uma situação excepcional, como a que vivemos actualmente, são necessárias medidas excepcionais"

Se pensam que foi o Senhor de La Palisse quem proferiu esta frase, estão enganados.
Segundo o jornal "Público", foi António Barreto.

quarta-feira, 25 de março de 2009

FRASES

Corruptores activos e passivos podem dormir descansados com o actual poder político. […] Não haja dúvidas de que, em Portugal, há certo tipo de crimes que compensa. E muito.
José António Lima, Sol.

Numa sociedade em que há muito se instalou a suspeita de que a corrupção cresce dia a dia, a quase ausência de processos por esse crime é, em si mesma, motivo de desconfiança.
Fernando Madrinha, Expresso.

O estado a que chegou a sociedade portuguesa nesta matéria dos julgamentos populares é absolutamente chocante.
Pedro Santana Lopes, Sol.

A Justiça portuguesa é, mais do que a Educação, o maior falhanço do regime democrático. E a dúvida legítima é se este caminho ainda tem retorno.
Editorial, Expresso.

O nosso modo de vida – assente no estado social e no crédito fácil – está falido; o nosso Estado de Direito é uma ficção.
Henrique Raposo, Expresso.

Só os ignorantes é que acham que a liberdade é fácil de gerir.
Miguel Sousa Tavares, Expresso.

[Referindo-se ao aumento de criminalidade e violência] Os sentimentos de insegurança propagam-se como qualquer pandemia e a crise é propícia ao medo. […] Há cidades do País onde vigora um não declarado sistema de recolher obrigatório.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

Somos um país da Zona Euro, um membro de pleno direito desse exclusivo clube que é a União Europeia e temos de nos comportar como tal, deixando cair de vez os atavismos do Estado Novo e as teias de aranha de um serôdio período revolucionário. A civilização, em suma!
Maria José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.

Um dos dramas da fossa em que estamos é que os piores defeitos de quem manda parecem ser os talentos de quem quer mandar.
Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã.

O País continua muito longe daquilo que nós imaginávamos, sobretudo a geração do pós-25 de Abril. A História encarregar-se-á de afastar o pó dos factos e revelará que houve uma total incapacidade de resposta política.
Joana Amaral Dias, Semanário Económico.

Em Portugal regressa-se a um fatalismo indolente e doentio. Tudo o adormece. Nem o futebol o anima. Pelo contrário, contribui para o desânimo nacional.
Victor Serpa, A Bola.

O Parlamento é um espelho da Feira Popular.
Joana Amaral Dias, Semanário Económico.

Sócrates queixa-se do poder da comunicação social mas não hesita em reduzir o PS a uma plateia para o seu show.
Daniel Oliveira, Expresso.

Qualquer dia é como nos Miseráveis: quem rouba um pão é condenado, quem faz trafulhices num banco é premiado com o dinheiro dos contribuintes.
Manuel Alegre, Expresso.

Quantos portugueses acham que o seu sistema democrático é bom? Quantos confiam na sua classe política? Infelizmente alguns, mas não o suficiente para uma democracia de qualidade.
António Costa Pinto, Notícias Magazine.

Independentemente da depressão económica, é sempre a futebolística que nos aflige. Ainda que o FMI tenha razão e estejamos enfiados no pior buraco desde a II Guerra, nada afasta os portugueses das suas prioridades. (Referindo-se às ardentes discussões sobre os erros nas arbitragens).
Alberto Gonçalves, Diário de Notícias.
– Comentário meu: Perante a tristeza da nossa situação colectiva, a ironia e São Futebol é que nos salvam.

O nosso país é mal frequentado.
Joaquim Jorge, Jornal de Notícias.

Uma megamanifestação não resolve nada. É certo. Mas alerta os responsáveis para o que tem de ser imperativamente resolvido. Não o esqueçamos!
Mário Soares, Diário de Notícias.

Haverá algo de novo nas últimas contestações? Estamos a assistir a um alargamento da base social de apoio do movimento sindical ou, pelo contrário, é uma história com trinta anos?
Pedro Adão e Silva, Diário Económica.

O engenheiro Sócrates vive, cada vez mais, num universo paralelo onde não cabe um país que obviamente não o merece.
Constança Cunha e Sá, Correio da Manhã.

O nosso presente está a converter-se numa espera permanente de qualquer coisa de mau e de bom, de indefinido e pouco consistente, mas de diferente – […] uma política que impeça a injustiça, a corrupção o privilégio dos ricos e o sofrimento dos pobres.
José Gil, Visão.

Os ricos e os poderosos vivem no susto de que José Sócrates não ganhe as próximas eleições.
Maria José Avillez, Sábado.

O PS […] faz lembrar o Zeca Afonso: ‘eles comem tudo’.
Nascimento Rodrigues, Visão.

O poder político que nos governa tem uma obsessão em condicionar os outros poderes, particularmente a Justiça e a Comunicação Social. […] Mas precisamos da resistência dos media.
Paula Teixeira da Cruz, Correio da Manhã.

Não temos uma Comissão de Censura, mas temos uma censura que não diz o nome.
José Pacheco Pereira, Sábado.

Um provedor pode ser, de facto, incómodo […], de modo que PS e PSD estão apenas a tentar limitar os danos, ao tentar escolher alguém que seja comedido nos puxões de orelhas.
Paulo Ferreira, Jornal de Notícias.

A Igreja Católica Apostólica Romana pode continuar a defender que o sexo fora do casamento é pecado. Mas escusa de transformar esse pecado num homicídio. Que, no caso africano, passa por genocídio.
Joana Amaral Dias, Correio da Manhã.

O Papa não é um governante, um médico, e muito menos um delegado de propaganda médica. É um pregador de ideias.
João Marcelino, Diário de Notícias.

sábado, 14 de março de 2009

FRASES

Grupo de Operações Especiais da Polícia
.
Frases retiradas da comunicação social das últimas 3 semanas. Sendo frases curtas e fora dos respectivos contextos, nem por isso deixam de ser significativas quanto às preocupações políticas da conjuntura:

Corruptores activos e passivos podem dormir descansados com o actual poder político. […] Não haja dúvidas de que, em Portugal, há um certo tipo de crime que compensa. E muito.
José António Lima, Sol.

Numa sociedade em que há muito se instalou a suspeita de que a corrupção cresce dia a dia, a quase ausência de processos por esse tipo de crime é, em si mesma, motivo de desconfiança.
Fernando Madrinha, Expresso.

A Justiça portuguesa é, mais do que a Educação, o maior falhanço do regime democrático. E a dúvida legítima é se este caminho ainda tem retorno.
Editorial, Expresso.

O nosso modo de vida - assente no estado social e no crédito fácil – está falido; o nosso Estado de Direito é uma ficção.
Henrique Raposo, Expresso.

Portugal é governável sem maiorias absolutas. Os políticos têm, somente, de atender ao espírito de missão. O que me parece arredio dos cálculos desta gente.
Baptista-Bastos, Diário de Notícias.

O país mudou muito [nos últimos trinta anos], melhorou o seu aspecto, construiu auto-estradas, usa roupas da moda, entrou na Europa, e não nos envergonha. Também é verdade que vivemos com mais ressentimento, estamos endividados [logo, mais pobres] e com medo do futuro.
Francisco José Viegas, Correio da Manhã.

Os sentimentos de insegurança propagam-se como qualquer pandemia e a crise é propícia ao medo. […] Há cidades no país onde vigora um não declarado sistema de recolher obrigatório.
João Paulo Guerra, Diário Económico.

A nossa democracia tem fragilidades que importa corrigir: a começar na vida interna dos partidos e dos sindicatos […]. Mas também nos domínios da Justiça […] e dos meios de comunicação, onde cada vez há menos jornalistas qualificados e independentes e mais “funcionários” ao serviço dos interesses que lhes pagam […].
Mário Soares, Visão.

Somos um país da Zona Euro, um membro de pleno direito desse exclusivo clube que é a União Europeia e temos de nos comportar como tal, deixando cair de vez os atavismos do Estado Novo e as teias de aranha de um serôdio período revolucionário. A civilização, em suma!
Maria José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.

O país continua muito longe daquilo que nós imaginávamos, sobretudo a geração pós 25 de Abril. A História encarregar-se-á de afastar o pó das coias e revelará que houve uma total incapacidade de resposta política.
Joana Amaral Dias, Semanário Económico.

O Parlamento é um espelho da Feira Popular.
Joana Amaral Dias, Semanário Económico.

[José] Sócrates queixa-se do poder da comunicação social mas não hesita em reduzir o PS a uma plateia para o seu show.
Daniel Oliveira, Expresso.

Qualquer dia é como nos “Miseráveis”: quem rouba um pão é condenado, quem faz trafulhices num banco é premiado com o dinheiro dos contribuintes.
Manuel Alegre, Expresso.

Cheira a crédito falido pela vastidão desta crise o discurso daqueles que querem fazer crer que nada têm a ver com o que está a acontecer. […] Seria importante, ao menos, já que desta crise ninguém nos livrou, saber, julgar e castigar quem nos trouxe aqui.
Paquete de Oliveira, Jornal de Notícias.

É tempo de o Governo assumir que a crise está a criar gravíssimas dificuldades sociais.
Rita Marques Guedes, Diário Económico.

O País caminha para a bancarrota.
Armando Esteves Pereira, Correio da Manhã.

Ou o eleitorado vota com o coração ou com a carteira. Se vota com o coração, o PS volta-se para a esquerda. Se vota com a carteira, volta-se para a direita.
José Pacheco Pereira, Sábado.

O controlo [do poder socialista] acentua-se na comunicação social pública, e estende-se a pressões de todo o tipo sobre a comunicação social privada.
Idem, Ibidem.

Não é sério dizer que tudo o que o actual Governo fez foi mal feito, nulo ou negativo para o País. […] Pior ainda é afirmar que a crise actual […] é culpa deste Governo.
Leonel Moura, Jornal de Negócios.

A crise tem um nome: desemprego. Situações de excepcional gravidade exigem medidas igualmente excepcionais.
Bagão Félix, Diário de Notícias.

O presente […] chama-se desemprego, fome, miséria. […] O crime, neste território social, transfigura-se.
Francisco Moita Flores, TV Guia.


Os tempos que vivemos são tão incertos que devemos temer todos aqueles que nos falam com tantas certezas. O campo está aberto para pequenos e grandes demagogos, candidatos a salvadores de ocasião.
António José Teixeira, Diário Económico.

O primeiro-ministro é que deve avaliar se a política [de segurança] que está a ser seguida é correcta.
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD.

O patamar do crime tem um novo registo. As actuais políticas [de segurança] ou estão erradas ou não chegam.
Paulo Portas, líder do CDS-PP.

Obviamente que o ministro [da Administração Interna] tem de explicar a ausência de resposta do seu ministério.
António Filipe, Deputado do PCP.

Foram insuficientes o policiamento de proximidade e a recolha das armas ilegais.
Helena Pinto, deputada do BE (Bloco de Esquerda).

sábado, 28 de fevereiro de 2009

FRASES


Colecção de frases e algumas "bocas" retiradas dos jornais das últimas 3 semanas. Há-as para todos os gostos. Algumas dão vontade de rir, outras levam-nos às lágrimas pelo que reflectem da triste realidade política do Portugalete:
.
É tempo de não olhar apenas para as crises financeira e económica. Por via destas, a crise social assume lastros incalculáveis.
Paquete de Oliveira, Jornal de Notícias.
.
Portugal deve estar entre os poucos países do mundo em que um acto de corrupção é punido como uma multa de trânsito.
Gonçalo Bordalo Pinheiro, Sábado.
.
Quando um alegado caso de corrupção política aparece nos jornais ou nas televisões, a verdade pouco importa.
Nuno Garoupa, Jornal de Negócios.
.
O poder tribunício dos media constitui uma das suas mais importantes funções. […] A democracia não contou, na sua génese, com o fenómeno perverso da mediatização da classe política.
Maria José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.
.
Os que acham que a Igreja Católica não tem o direito de manifestar a sua opinião, de influenciar os políticos, os legisladores, os educadores, pretendem ficar sozinhos no campo de influenciar a sociedade.
D. Carlos Azevedo, Correio da Manhã.
.
Os portugueses gostam de condenar a corrupção em voz alta mas poucos extraem daí consequências políticas.
Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã.
.
Não fazem falta pactos artificiais de regime. Faz falta clareza e verdade.
António José Teixeira, Diário Económico.
.
Há um círculo vicioso de corrupção e impunidade em Portugal.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.
.
Não se pode enriquecer na vida pública. […] A aquisição de fortunas durante o exercício de cargos públicos é matéria de escândalo e deveria ser matéria de justiça.
José Pacheco Pereira, Sábado.
.
O tempo dos media não é o tempo da Justiça. […] Os jornalistas não são polícias nem juízes. Cabe-lhes o papel de denunciar, nunca de julgar. Mas nem sempre são capazes de separar uma função da outra. Pior: deixam por vezes campo aberto a julgamentos populares.
Paulo Martins, Jornal de Notícias.
.
O país anda embrulhado em sucessivos escândalos bancários. […] Onde está o dinheiro? O país tem o direito de saber e o Governo tem o dever de informar.
Francisco Louça, 24 Horas.
.
Não há nada tão elevado como a moral e nada tão perigoso como os moralistas.
João Paulo Guerra, Diário Económico.
.
Fui a primeira pessoa a falar da crise.
Manuela Ferreira Leite, Correio da Manhã.
.
Só sairemos verdadeiramente da crise com sangue, suor e lágrimas. Quando os batoteiros forem afastados, os criminosos postos na prisão e o paradigma económico alterado de cima para baixo.
Miguel Sousa Tavares, Expresso.
.
Na senda da crise económica está a chegar a crise da própria democracia.
Vicente Jorge Silva, Sol.
.
Em Portugal, pela boca morre o peixe, que é o mesmo que dizer que só é condenado quem falar demais.
Pedro Tadeu, 24 Horas.
.
É Portugal, ninguém leva a mal. O Carnaval, agora, dura o ano inteiro.
Mário Ramires, Sol.
.
O PS está muito mais próximo do PSD de Sá Carneiro do que do actual PSD.
José Miguel Júdice, Semanário Económico.
.
A globalização financeira gerou um monstro internacional que nenhum país consegue domesticar. […] A sua fúria cega alimenta uma frustração generalizada que, a prazo, pode pôr tudo em causa: os regimes políticos, os partidos, os consensos sociais e até, quem sabe, as próprias democracias.
Domingos Amaral, Correio da Manhã.
.
Aos políticos, mentir compensa. Até pode render indemnização.
Joaquim Letria, 24 Horas.
.
Ao entrar no território de César, a Igreja admite disputar um jogo que não é o seu. Trata-se de uma questão de legitimidade(s).
Paulo Martins, Jornal de Notícias.
.
E Igreja ainda não descobriu a melhor maneira de passar a sua mensagem através da comunicação social.
Aura Miguel, Diário Económico.
.
Enquanto não sair do passado, a Igreja não é ouvida no presente nem no futuro.
Manuel Villas Boas, Diário Económico.
.
Não entendo quais os motivos que levam alguém – homossexual ou heterossexual – a desejar o casamento.
Maria Filomena Mónica, Diário Económico (ganda “boca”).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FRASES

Estas são algumas das frases que foram ditas nos dois meses anteriores, respigadas da imprensa escrita. A maior parte delas reflecte a “crise”, embora a crise em Portugal seja muito anterior à “crise”. Ou seja, uma veio implantar-se sobre a outra, para complicar mais a situação - se me faço compreender. E a “crise” está a agudizar-se tanto que já chegou a esse oásis de cinzentismo e de remanso que é a Assembleia da República. Hoje, ao acompanhar pela televisão o debate com o Primeiro, fiquei surpreendido com a agressividade de certas intervenções. A discussão “azedou”. Por este andar, com a ajuda da “crise”, poderemos em futuro próximo ter os deputados e o Governo envolvidos em cenas de pugilato como aconteceu várias vezes na Coreia do Sul, ou em certas repúblicas da América do Sul.
.
[António Costa] disse que o combate por Lisboa será entre a cigarra (Santana) e a formiga (ele próprio). Mas Lisboa precisa mais do que “bocas” e a formiga tem de mostrar que trabalha.
Pedro Tadeu, 24 Horas.
.
No fundo todos [os políticos] são as cigarras a tentar fazer-se passar por formigas.
Alice Vieira, 24 Horas.
.
O verdadeiro drama do nosso centro-direita é que nunca conseguiu assumir alguns valores do liberalismo e nunca saiu da sombra do estado.
Ricardo Costa, Diário Económico.
.
O problema deste Governo, além do autismo, é o seu ponto de partida pessimista, autoritário, áspero […].
Joana Amaral Dias, Notícias Magazine.
.
Num período de crise aguda […], é importante que não se deixem de criar focos de revolta que são sempre perigosos e de consequências imprevisíveis.
Mário Soares, Diário de Notícias.
.
Num país de discursos e clivagens ocultas, já era tempo de alguém fazer política.
João Lopes (referindo-se ao Presidente da República, Cavaco Silva), Diário de Notícias.
.
Temos Portugal tolhido pelo pavor do futuro. […] Já vimos este país estar de tanga e eufórico, falido e entusiasta. Esta crise não é nada.
Leonel Moura, Jornal de Negócios.
.
Todos têm chegado ao poder prometendo mundos e fundos e depois fazem política mandando apertar o cinto. Agora há a crise mas o aperto do cinto é crónico há longos anos.
João Paulo Guerra, Diário Económico.
.
O Governo adoptou o método daqueles médicos que não dizem à primeira que temos uma grave doença. […] Agora que a crise está oficialmente declarada uma coisa é fundamental que se exija: transparência total.
Paquete de Oliveira, Jornal de Notícias.
.
A democracia é o único regime que permite o voto com expectativas excessivas, irrealistas, mesmo descabidas.
Pedro Lomba, Diário de Notícias.
.
Os portugueses já se vêem divididos em dois grupos: os empregados e os desempregados
Maria José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.
.
É indispensável mudar as concepções herdadas do passado neoliberal, economicista, próprias do “capitalismo do casino”, que faliu clamorosamente. […] Precisamos de um capitalismo ético.
Mário Soares, Visão.
.
É mais fácil pensar que o nosso problema é a crise […]. Mas muito do que nos está a acontecer […] tem a ver com o desmoronar de uma ética colectiva, com a debilidade das instituições, com a falta de nervo da cidadania, com o espírito trapalhão com que nos gerimos.
Maria José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.
.
Os telejornais são a verdadeira angústia para o jantar com as notícias da crise, cada uma delas pior que a anterior.
Emídio Rangel, Correio da Manhã.
.
Se o capitalismo do Estado faliu e não deixou nenhumas saudades, o capitalismo tal como o conhecemos também não regressará das cinzas dos seus mitos e das ilusões de um crescimento sem futuro.
Vicente Jorge Silva, Sol.
.
A politização férrea dos cargos na Saúde [em Portugal] e a violação das boas políticas podem comprometer, muitas vezes, a vida.
Paula Teixeira da Cruz, Correio da Manhã.
.
É incomparavelmente mais dramático para um pobre perder o emprego precário em que recebe o salário mínimo que para um rico perder alguns dos seus muitos milhões. E acima da crise, o que as notícias dão conta é do aumento da desigualdade, que já era gritante em Portugal.
João Paulo Guerra, Diário Económico.
.
Finalmente José Sócrates usou a palavra iniciada por R, que recusou durante meses ao ponto de gerar mais desconfiança que confiança. […] Com a entrevista [na SIC] a recessão passou a ser oficial.
Helena Garrido, Jornal de Negócios.
.
A justiça penal continua, como há vinte anos, a ser controlada politicamente à distância na sua capacidade de atingir interesses poderosos.
Eduardo Dâmaso, Correio da Manhã.
.
Os juízes e advogados estão em guerra aberta. Muitas vezes, a conflitualidade tem mais de feira de vaidades do que de confronto de projectos. O Freeport é a soma de tudo isso: começou com manipulação política e vai naufragar na ineficácia judicial.
Eduardo Dâmaso, Correio da Manhã.
.
O que conheço do futebol português dava para fazer um filme com tanta acção ou mais que o filme “O Padrinho”. Uma saga sem fim.
Jaime Pacheco, Record.
.
Impressionante a facilidade com que alguém rouba e nem precisa de correr para fugir.
Carlos Marques, Empresário, referindo-se aos casos de crime (no Diário de Notícias).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FRASES

A marca da actualidade política num desenho de Duffy: "A herança que George W. Bush deixa ao seu sucessor."
Bush escreve uma mensagem para o novo inquilino da Casa Branca: "Não é necessário arranjar animais de estimação [para as filhas de Obama] porque eu deixo uma grande colecção deles."
.
Algumas frases merecedoras de reflexão publicadas nos órgãos de comunicação social durante as últimas semanas:
.
“Portugal, tendo sido o país da União Europeia que mais beneficiou [per capita] de fundos comunitários, não pára de se distanciar da Europa.”
João Wengorovius Meneses, Diário Económico.
.
“Em Portugal, os ‘ricos’, os partidos e os ‘media’ ainda detêm um poder desproporcionado face aos cidadãos – próprio, aliás, das sociedades pré-modernas.”
Idem, ibidem.
.
“Portugal é um concentrado de deprimidos. […] A ‘desistência’ das elites, substituída por uma casta de medíocres, transformou-nos numa espécie de carpideiras.”
Baptista-Bastos, Diário de Notícias.
.
“O que Sócrates diz não inspira confiança a ninguém.”
Vasco Graça Moura, Idem.
(Comentário meu: Eu também digo o mesmo).
.
“Se não promete um amanhã melhor para que serve um político?”
Fernando Sobral, Jornal de Negócios.
(O autor desta frase deixou o pressuposto de que a promessa de um amanhã melhor é inerente ao exercício da política, portanto é inerente aos políticos, mesmo que a verdade seja prejudicada. Logo, mentir é inerente à actividade política e aos políticos. Então podemos contrapor: “Abaixo a mentira na política, abaixo os políticos que usam a mentira como ferramenta política. Viva a moralização da política.”)
.
"As notórias falhas do regulador no caso BPN demonstram apenas e só que a fraude e a sua detecção estão como o doping e o seu controlo: o crime anda a velocidade supersónica e a sua punição anda a passo.”
Editorial, Diário de Notícias.
.
“Por muitos polícias que se ponham nas ruas ou nos bancos, o crime continuará a existir enquanto compensar.”
Pedro Marques Pereira, Diário Económico.(Alusão ao caso BPN)
.
“É mais fácil apanhar assaltantes de ourivesaria do que banqueiros sem escrúpulos.”
Armando Esteves Pereira, Correio da Manhã. (Outra alusão ao caso BPN e ao assalto à agência do BES [Banco Espírito Santo]).
(Comentário meu: Continuará a ser difícil apanhar crimes de colarinho branco enquanto os partidos que alternam no governo não tiverem vontade política de reprimir este tipo de crimes cometidos normalmente pela classe política e/ou possidente.)
.
"Os órgãos de comunicação social organizam e filtram a informação, privilegiando este ou aquele poder.”
(Frase escrita no Blog http://kontrastes.org/ a propósito da afirmação de Manuela Ferreira Leite de que os media descriminam o tempo de antena da informação partidária.)
.
“A avaliação dos professores só faz sentido num sistema que seja capaz de se avaliar a si próprio.”
Mª José Nogueira Pinto, Diário de Notícias.
.
“Quanto mais a drª Manuela Ferreira Leite fala – não há fome que não dê em fartura […] – mais se generaliza a ideia de que a bizarra estratégia do silêncio, afinal, até era capaz de não ser pior para o PSD.”
Pedro da Silva Pereira, Jornal Expresso.
.
“Desde que Cavaco Silva assumiu as funções de Presidente da República, o PSD faz o que pode e não pode para fomentar um conflito institucional entre o Presidente e o Governo.”
Emídio Rangel, Correio da Manhã.
.
“Em Portugal estamos habituados às crises. Em rigor, este século ainda não saímos da crise.”
João Caiado Guerreiro, Semanário Económico.
.
“Por enquanto a crise ainda beneficia o Governo de José Sócrates, mas se a palavra ‘recessão’ começa a dominar o léxico quotidiano, será de esperar que a pressão da ‘rua’ em ano de eleições seja maior.”
Bruno Faria Lopes, Diário Económico.
.
“Os portugueses experimentam por estes dias um certo alívio. […] Quase parece que a crise financeira esta a passar ao lado da economia real. Puro engano. A segunda fase da crise está prestes a chegar ao cidadão comum, com consequências previsíveis."
Gisa Martinho, Semanário Económico.
.
“É preciso dizer que apesar dos esforços feitos pelos Estados para salvar a Banca, serão os mais desfavorecidos quem vai pagar esta crise.”
Mário Contumélias, Jornal de Notícias.
.
“Gerir uma economia como uma dona de casa, por intuição e a fiado, sai sempre caro. Se não aos actuais contribuintes, aos seus filhos.”
Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios.
.
“Uma conclusão se impõe desta crise: ela porá fim à economia do endividamento em que vivemos nos últimos anos.”
José Santos Teixeira, Diário Económico.
.
“A História é escrita pelos vencedores e a verdade é que muitas vezes os vencidos têm dela uma versão diferente, embora essa versão tenda a permanecer silenciada. […] E a questão é esta: se Salazar era assim tão mau, por que razão uma importante parte das pessoas do País gostava dele?”
José Eduardo dos Santos, Diário de Notícias.
.
A minha favorita desta colecção é esta:
“Rir de tudo é coisa de tolos, mas não rir de coisa alguma é coisa dos estúpidos.”
Erasmo de Roterdão, humanista holandês, (1466-1536).

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tiro ao alvo


Na mouche

Um destes dias, talvez atirem a Sócrates rosas. Mesmo que murchem, ficam os espinhos. (Nuno Pacheco, Público)

Portugueses: tenho boas e má notícias. A boa notícia é que o IVA desceu um ponto. A má notícia é que tudo o resto aumentou quatro pontos. (Rodrigo Moita de Deus, 31daarmada.blogs.sapo.pt)

Atendendo ao nome do livro, e ao perfil de Dias Loureiro, quer-me parecer que este se preocupou menos com o carácter do “menino” do que com o “ouro do PS”. (Pedro Sales, zerodeconduta.blogs.sapo.pt)

José Sócrates faz-me lembrar Napoleão: continua de vitória em vitória, até à derrota final. (neste blogue)