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domingo, 5 de abril de 2009

Bocas sobre o governo


«Estado tem um apetite por controlar»

Pedro Passos Coelho acusa Governo de «querer ter tudo na mão»

Este demorou a chegar lá. Mas vale mais tarde do que nunca.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tiro no pé


Sócrates defende sindicalismo livre de partidos

Se a pretensão for que o sindicalismo "livre" dependa somente dele, pode tirar o cavalinho da chuva.
O mais próximo do que pretende é o "centrão = PS+PSD até perder o controlo da UGT.
E era bem-feito, a ver se desiste de tentar controlar tudo e todos.

Este aprendiz de Botas já chateia
. Mais um tiro no pé.
Mas ainda bem que contiuua

domingo, 21 de setembro de 2008

Deixem-nos em paz...

O Problema da fome
.
Depois da proibição de fumar em restaurantes, aproxima-se a proibição de comer em restaurantes. Pelo menos, de comer qualquer coisa que se assemelhe a um prato decente, critério que a beterraba e uns farrapos de cenoura não preenchem.
Infelizmente, a beterraba e os farrapos que desde há tempos ocupam dois terços de cada dose, mesmo tratando-se de uma dose de rojões à minhota, ameaçam ser cada vez mais preponderantes e tomar conta da travessa inteira.
Com o entusiástico apoio de uma chusma dessas instituições que não escolhemos e que, por mera generosidade, entenderam cuidar de nós, a fatídica Direcção-Geral da Saúde quer impor um "menu saudável" nos lugares de repasto, em princípio a título de alternativa aos menus doentios que consumimos e pagamos de livre vontade.
Claro que, nos meandros do pequeno totalitarismo, os princípios são voláteis.
Num instante, como se viu na história do tabaco, a "alternativa" torna-se altamente recomendada e, logo a seguir, compulsória.
Quando damos por ela, temos o elevado brio e os escassos modos da ASAE a invadirem estabelecimentos privados em busca da caldeirada indigesta ou do doce calórico. Aliás, julgo que este já é o procedimento corrente nas escolas e nas praias, onde criancinhas e banhistas se vêem impedidos de prejudicar a saúde que, por acaso e para desgosto do Estado, é a deles.
Aos 39 anos e avesso a praias, o "pogrom" ainda não me afecta.
Se insistirem muito, deixo igualmente de frequentar restaurantes e, em última instância, de me alimentar.
Tudo é preferível à absurda exigência de uma vida tão longa quanto chata, a carregar um corpo saudável e uma cabeça sob observação psiquiátrica: apenas masoquistas ambicionam chegar aos oitenta a roer beterrabas.
Alberto Gonçalves
in DN

sábado, 12 de abril de 2008

O VÍRUS DA SUBSERVIÊNCIA

As iniciativas que visam simplificar (para bem gerir e «modernizar») multiplicam o número das complicações burocráticas existentes. Ao tirar a iniciativa, ao querer regulamentar até ao ínfimo pormenor a actividade dos funcionários, transforma-nos em máquinas. E ser robot cansa. Como cansam as reuniões e mais reuniões, tantas vezes inúteis mas obrigatórias. As pessoas andam esgotadas.

Eis como o autoritarismo, como estilo de governação pessoal, se transforma em rede impessoal de controlo dos serviços e dos homens: ao contaminar os seus conceptores, o vírus do autoritarismo torna autoritários os próprios serviços e avaliações. Autoritarismo e injustiça da rede e dos que cumprem rigidamente (quer dizer «como deve der», seguindo estritamente a lei) os seus imperativos. Com tudo isto, desenvolvem-se as rivalidades, as invejas, os golpes baixos, a mesquinhez, à medida da pequenez das disposições que se impõem - o velho ambiente retoma os seus direitos na nova sociedade tecnológica do conhecimento.

O governo construiu assim uma poderosa máquina de produção de subserviência e controlo das subjectividades desmotivadas. A nova lei da subjectivação formula-se assim: menos dinheiro e mais funcionalidade (gestão do défice oblige) em troca de mais obediência e menos qualidade de vida (biopoder do Estado). (José Gil, Visão, 31 de Outubro de 2007, p. 30)