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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Freeport na imprensa brtânica

Para abrir rapidamente, antes que apaguem o “site”

Para aqueles que ainda julgavam que o nosso PM poderia alguma vez passar despercebido no UK e na UE ... infelizmente o nome de Portugal tb não fica bem tratado L


http://www.dailymail.co.uk/news/article-1133106/Edward-Sophie-Portugals-PM--4m-corruption-row-giant-mall-built-British-firm.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Europa está diferente



Quando esta tarde entrei na página do iGoogle que me oferece os mais variados títulos com ligações para as notícias do país e do mundo, fiquei a saber que a Europa adquiriu uma nova configuração geográfica. Habitualmente, as novidades são poucas, raramente leio notícias que me surpreendam verdadeiramente e, muitas vezes, por falta de disponibilidade ou desinteresse nem chego a tirar o cursor do título desistindo, assim, de entrar nos espaços onde os textos completos são disponibilizados.
Hoje, porém, foi diferente. No separador dos destaques do DN podia ler-se: NEVÃO PÁRA EUROPA. Dei uma espécie de salto mental de alegria e, em segundos, já dançava em plena avenida ao som de um tombe la neige lisboeta. Nevão-Europa-Europa-Portugal-Portugal-Lisboa (que algumas das terras altas portuguesas já tem a sua conta). Pensei logo que tínhamos sido contemplados com este bónus branquinho, ao abrigo de um programa-quadro qualquer, caridade da UE para com os pobrezinhos de Lisboa e arredores que precisam de ser distraídos de tanta chuva e das traquinices dos seus governantes.
Pois não. Não era nada disto. Afinal as fronteiras geográficas da Europa mudaram. Agora o continente Europeu começa, imagine-se, em Londres e termina, veja-se, em Londres.
Em Londres tem havido tempestade de neve e há dezoito anos que não nevava assim. Os londrinos ficaram barricados em casa, o metro não funcionou, as escolas encerraram, os aviões atrasaram-se e o mayor de Londres decidiu, até, suspender as portagens de entrada na cidade. O caos! Deve ter sido para comemorar o acontecimento que altas instâncias não identificadas decidiram declarar a circunscrição da Europa à capital do Reino Unido.
Isto, senhores, é que é novidade! E nós estávamos tão necessitados de notícias frescas e interessantes que abafassem as vozes tristes e os fumos cinzentos, que todos os dias vêem para o ar via tubos das chaminés das capelinhas da nossa aldeia onde, também, habitam criaturas moribundas e outros espectros pavorosos.
O mundo está a mudar. Para além de inúmeros bens, qualidades e novidades de extasiar, os londrinos tinham a chuva. Dezoito longos anos só com chuva e decidiram por estes dias invocar a neve que não se fez rogada. Por isso, lhes foi concedido o privilégio de constituírem sozinhos um continente, um espaço, uma região ou seja lá o que for e que, em língua portuguesa, passou a chamar-se Europa. Nós os de Lisboa que nunca fomos menos que os ingleses nem em qualidades nem em novidades, temos agora o freeport, a avaliação dos professores, o futebol, o tempo, o freeport; a avaliação dos professores, o futebol, o tempo, o freeport, a avaliação dos professores, o futebol, o tempo e, finalmente, a nossa Lisboa menina e moça foi escolhida para capital da chuva.
Que pensarão as outras potências? Terão sido consultadas nesta nova divisão geográfica? De qualquer modo não parece ser nada grave. Trata-se apenas de um artigo de jornal cujo título sugere que houve um nevão por toda a Europa ou que uma tempestade de neve pode ter assolado as instalações de alguma das principais instituições da União Europeia. Afinal e à semelhança do que tem estado a acontecer noutras partes da Europa e do mundo, a neve cai com muita intensidade na capital inglesa.




Referência:

NEVÃO PÁRA EUROPA Diário de Notícias, 03/02/09

sábado, 12 de julho de 2008

Tiro ao alvo



Na mouche

“Vi um lado da vida que conhecia mal. Uma coisa é conhecer as pessoas, outra coisa é estar no governo. É como a Alice no País das Maravilhas quando passa o espelho: o mundo altera-se.” - Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças, Jornal de Negócios

“É uma coisa que me deixa assombrado. O Avante! Não pode ter um artigo a enaltecer as FARC” - José Saramago, Diário de Notícias

“O Governo vai apresentar um calhamaço de centenas de páginas onde se propõe a fusão de 1200 artigos do código anterior e centenas de artigos novos” - Baptista-Bastos , Diário de Notícias

“Não pago bons salários por ter muito dinheiro. Tenho muito dinheiro porque pago bons salários” - Robert Bosh, Jornal de Negócios

“Fizemos centenas de inquirições e de buscas. Milhares de diligências e dali não resulta nada? A miúda esfumou-se?” – Gonçalo Amaral, ex-inspector da PJ responsável pelo desaparecimento de Maddie, Expresso

segunda-feira, 9 de junho de 2008

CAIXA ALTA

Títulos nos jornais de hoje

PGR diz que governo de Santana fez lei à medida da Estoril Sol


Chefes militares vetaram reforma que foi aprovada

Só energias alternativas são solução para a crise
"Eu sou o dono dos camiões e faço deles o que quiser"

Hipers têm combustíveis 4% a 5% mais baratos

Tratado de Lisboa nas mãos dos indecisos irlandeses

Partilha do mesmo carro para poupar dinheiro ganha adeptos

Hotéis do Algarve cheios apesar do clima de crise

Nadal 'humilha' Federer e iguala Borg em Paris

Espanhóis aproveitam parques industriais na raia

Nome de Graça Morais atribuído a centro de arte

Jornal de Cantanhede usou novo acordo ortográfico

OK Ronaldo Portugal pode esperar

Trinta ligações canceladas com a greve dos maquinistas da CP

Cavaco Silva distingue "melhor alfaiate do mundo"

Tiro às sex shops no Bairro Alto

Porto de Leixões vedado a camiões

Açores: Governo anuncia redução do IRS

Dezenas de milhares de camionistas ameaçam parar país

Bloqueios e longas filas nas fronteiras, portos e estradas de Espanha


domingo, 18 de maio de 2008

O MAU “EXEMPLO” DE SÓCRATES

Esta semana é para esquecer. O acontecimento principal, que todos os meios de comunicação social noticiaram, debateram, comentaram e criticaram até à náusea, foi os três cigarros que Sócrates fumou no avião. Ainda por cima, para justificar a violação da lei publicada pelo seu próprio governo, afirmou que "não sabia que não se podia fumar" em voos daquele tipo. Desde quando a ignorância da lei justifica qualquer violação da mesma? O que interessa agora, se Sócrates quer dar um bom "exemplo", é que ele pague a coima pela infracção que cometeu, como faria qualquer cidadão.
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Tudo isto serviu apenas para a nossa brilhante imprensa esquecer o principal e explorar o irrisório. Sócrates afirmou ao chegar que a importância desta visita à Venezuela era justificada pela cerca de duas dezenas de acordos assinados pelas duas partes. Quais acordos? Não se ouviu falar de quaisquer acordos. A imprensa fez o grande favor a todos os portugueses de nada dizer sobre eles. Para comprar o quê? Para vender o quê? Para pagar como? Por quantos anos os acordos, se realmente existem, serão válidos? De tudo isto nada se sabe.
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Razão tem Pacheco Pereira quando diz (na Quadratura do Círculo transmitido pela SIC) que "Portugal é o país da irrelevância".
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É verdade, infelizmente. Triste país este onde a imprensa não dá qualquer relevo ao relevante e apenas se preocupa com o irrelevante.