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sábado, 27 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
A Língua de Camões tratada por "Bestas Quadradas"...
Lê-se e não se acredita. "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as instruções de um puzzle - "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de "acabaste". Tudo isto se pode ler nas instruções dos jogos que vêm instalados de origem no computador "Magalhães", o orgulho do Governo de Sócrates..
Se tem em casa um "Magalhães", confirme: ao iniciar o computador, escolha o ambiente de trabalho Linux (Caixa Mágica 12 Mag). No menu, vá aos jogos - por ironia, estão no ícone "Aprender". Em cada jogo, leia as instruções (o ícone é um ponto de interrogação). Foi isso que fez esta semana o deputado José Paulo Carvalho - o que descobriu deixou-o perplexo.
Os erros são às dezenas (o Expresso encontrou mais de 80, e a certa altura deixámos de contabilizar erros repetidos) e para todos os gostos. Há gralhas evidentes ("attentamente") e erros imperdoáveis. "Encontra-las" e "encontras-te", em vez de "encontra-as" e "encontraste"; "contar-los" em vez de "contá-los"; "caêm" em vez de "caem"; "contéem" em vez de "contêm"; ou ainda a incrível conjugação do verbo fazer - "fês" em vez de "fez". Num jogo somos instruídos a mover "um disco de cada vês", noutro devemos "carregar outra vês no chapéu" (no "Magalhães", "vez" tem relação com o verbo ver). No xadrez, a vez das peças brancas é o "torno dos brancos".
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Ao pé destes casos, é quase pecado venial o desprezo por vírgulas e acentos. Há acentos que faltam ("historia", "sitio", "agua"...), outros estão onde não deviam (sobretudo nos advérbios de modo: "básicamente", "fácilmente"), há acentos graves onde deviam ser agudos ("á direita", "ás actividades").
Numa língua aparentada com o português, encontramos frases como esta: "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em cada quadrado da grelha" (nas instruções do sudoku). Ou esta, na explicação do tangram, um quebra-cabeças chinês: "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800". E ainda esta pérola: "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele, ele vai ir para ela."
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Este português macarrónico está nos computadores pessoais que já foram entregues a mais de 200 mil crianças do primeiro ciclo (ainda estão 150 mil à espera) e até foram oferecidos por Sócrates aos chefes de Estado e de Governo dos 22 países presentes na última cimeira ibero-americana. A 23 de Setembro, ao entregar os primeiros "Magalhães", Sócrates não escondia o orgulho: "O dever de um Governo é proporcionar uma boa educação. Foi por isso que avançámos com este projecto".
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O deputado José Paulo Carvalho denuncia estes "erros grosseiros de ortografia, gramática e sintaxe" num requerimento que entregou ontem na Assembleia da República. No documento, a que o Expresso teve acesso, o ex-parlamentar do CDS (actualmente deputado não inscrito) questiona Maria de Lurdes Rodrigues sobre o que chama o "novo idioma oficioso do Ministério da Educação (ME): o 'magalhanês'".
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José Paulo Carvalho deixa muitas questões ao ME. Vão ser substituídos os programas informáticos instalados nos computadores já entregues às crianças? Quando? Como? Quem suportará os custos dessa operação? O Ministério considera que esta situação é da sua responsabilidade? Se não, quem é responsável? "O Ministério da Educação efectuou alguma avaliação dos conteúdos do 'Magalhães', ou limitou-se a distribuí-lo e promovê-lo sem mais? Se fez essa avaliação aos conteúdos, como é possível que erros tão grosseiros e repetidos não tenham sido detectados?" E pede uma auto-avaliação ao ME: de 0 a 20, que nota daria a estes textos?
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Os linguistas acham inconcebível o sucedido e denunciam a precipitação e negligência com que o Ministério vem trabalhando
A Sociedade de Língua Portuguesa diz que os erros no Magalhães são "o espelho da desorganização e negligência de um órgão com grandes responsabilidades na educação dos jovens". Ao Expresso, a presidente da direcção, Elsa Rodrigues dos Santos, afirmou que "o tratamento destes textos foi feito por quem não conhece minimamente a língua portuguesa. Incumbia ao Ministério da Educação a tarefa de rever e dar a redacção correcta. Não o fez, colocando-se numa posição inadmissível".
in Expresso
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É uma vergonha...a "menina dos olhos" do Pinócrates, o qual andou a distribuir Magalhães por tudo o que era sítio, incluindo a países estrangeiros, está cheio de erros de "palmatória"...
Não me digam que a culpa é de quem fabricou o software...A culpa está sim no Ministério da Educação e na balofa da Lurdes, que na sua cruzada contra os professores, não tiveram tempo nem vontade de verificar os computadores que com pompa e circunstância andaram por aí a espalhar...Alguém tratar mal a língua portugues é péssimo, mas quando é o próprio Ministério a não se preocupar com ela, não há palavras...
Mas também de um Ministério dirigido e composto por uma corja de imbecis incompetentes que podemos esperar??? ...
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A Novíssima versão 2.0 do " Magalhães"...
o "Choque Tecnológico" é uma realidade evidente...
Da 25ª Geração e a "todas as dimensões", vai ser distribuido
nesta 1ª fase às Universidades da 3ª Idade...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
José Sócrates e o Computador Magalhães...
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- Tou??? Mariano Gago? É o Zé Sócrates. Oh, pá, ajuda-me aqui, porque o meu curso de informática foi tirado na Independente e o professor faltava muito.Estou a experimentar um destes novos computadores dos putos, o Magalhães,mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada?
- Desculpa?...
- Aquilo fecha a que horas?
- Zé, meteste a Password?
- Sim! Quer dizer, copiei a da Maria de Lurdes.
- E não entra?
- Não, pá!
- Hmmm... deixa-me ver... qual é a Password dela?
- Cinco asteriscozinhos...
- Oh, Zé!... Bom, deixa lá agora isso, depois eu explico-te. E o resto,funciona?
- Também não consigo imprimir, pá! O computador diz: 'Cannot find printer'!Não percebo, pá, já levantei a impressora, pu-la mesmo em frente ao Monitor e o gajo sempre com a porra da mensagem, que não consegue encontrá-la, pá!
- Vamos tentar isto: desliga e torna a ligar e dá novamente ordem de impressão.
Sócrates desliga o telefone. Passados alguns minutos torna a ligar.
- Mariano, já posso dar a ordem de impressão?
- Olha lá, porque é que desligaste o telefone?
- Eh, pá! Foste tu que disseste, estás doido ou quê?
- Dá lá a ordem de impressão, a ver se desta vez resulta.
- Dou a ordem por escrito? É um despacho normal?
- Oh, Zé... Foooooodasss... Eh, pá! esquece... Vamos fazer assim: clica no'Start' e depois...
- Mais devagar, mais devagar, pá! Não sou o Bill Gates...
- Se calhar o melhor ainda é eu passar por aí... Olha lá, e já tentaste enviar um mail?
- Eu bem queria, pá! Mas tens de me ensinar a fazer aquele circulozinho emvolta do 'a'.
- O circulozinho...pois... Bom... vamos voltar a tentar aquilo da impressora. Faz assim: começas por fechar todas as janelas, OK?
- Espera aí...
- Zé?... estás aí?
- Pronto, já fechei as janelas. Queres que corra os cortinados também?
- Fooodasss Zé... Senta-te, OK? Estás a ver aquela cruzinha em cima, no lado direito?
- Não tenho cá cruzes no Gabinete, pá!...
- Óóóóóóóóóóóóólha para a porra do monitor e vê se me consegues ao menos dizer isto: o que é que diz na parte debaixo do écran?
- Samsung.
- Eh, pá! Vai p'ró....ca...
- Mariano?... Mariano?... 'Tá lá?... poooorrrrraaaa o que é que lhe deu?...Desligou...
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Educação...Este Governo não tem ponta de vergonha...
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Foi só para fotografia. Em dia de visita do primeiro-ministro para as inaugurações dos centros escolares de Freixo e Refoios, no concelho de Ponte de Lima, 260 alunos foram expostos nas salas de aula, sentados à frente daquele que seria o seu computador ‘Magalhães’. Só que, logo após as cerimónias da passada quarta-feira, os pequenos portáteis foram recolhidos e encaixotados.
Afinal, nenhum aluno tem ainda o seu computador, ao contrário do que foi anunciado durante a visita liderada pelo primeiro-ministro, que chegou a perguntar aos alunos se estavam "satisfeitos com a prenda" que tinham acabado de receber. José Sócrates sublinhou até "o brilho nos olhos" das crianças.
"Os computadores foram como uma faísca. Vieram e esfumaram--se logo", comentou ontem Artur Correia, pai de um aluno, lamentando que as escolas "tenham levado as crianças a participar numa farsa". Em causa estão atrasos nos processos de candidatura dos alunos ao ‘Magalhães’, como confirmaram ao CM vários professores.
Em declarações à Lusa, a responsável da Direcção Regional de Educação do Norte negou que os portáteis tenham sido retirados, garantindo que apenas estão na escola até que os alunos se socializem com a nova ferramenta.
in CM
Afinal, nenhum aluno tem ainda o seu computador, ao contrário do que foi anunciado durante a visita liderada pelo primeiro-ministro, que chegou a perguntar aos alunos se estavam "satisfeitos com a prenda" que tinham acabado de receber. José Sócrates sublinhou até "o brilho nos olhos" das crianças.
"Os computadores foram como uma faísca. Vieram e esfumaram--se logo", comentou ontem Artur Correia, pai de um aluno, lamentando que as escolas "tenham levado as crianças a participar numa farsa". Em causa estão atrasos nos processos de candidatura dos alunos ao ‘Magalhães’, como confirmaram ao CM vários professores.
Em declarações à Lusa, a responsável da Direcção Regional de Educação do Norte negou que os portáteis tenham sido retirados, garantindo que apenas estão na escola até que os alunos se socializem com a nova ferramenta.
in CM
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Jose Sócrates...O Mago do "Maga"...
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É certo que o Mundo já não é o que era nem a influência espanhola é hoje tão determinante nas cimeiras ibero-americanas quanto já foi.
É certo que o Mundo já não é o que era nem a influência espanhola é hoje tão determinante nas cimeiras ibero-americanas quanto já foi.
Confesso, porém, que, apesar da rapidez de certas mudanças, não estava à espera de ver uma cimeira de chefes de Estado e de Governo transformada numa espécie de reunião de venda de produtos "tupperware"!
Sócrates esteve em representação de Portugal na Cimeira Ibero-Americana de El Salvador. A certa altura, despiu o casaco de primeiro-ministro e passou a desempenhar o papel de chefe de vendas da Intel e da JP Sá Couto; distribuiu Magalhães pelos seus pares e, perante sorrisos incrédulos e irónicos, usou dez longos minutos da cimeira para perorar sobre o computador "português"!
Sócrates esteve em representação de Portugal na Cimeira Ibero-Americana de El Salvador. A certa altura, despiu o casaco de primeiro-ministro e passou a desempenhar o papel de chefe de vendas da Intel e da JP Sá Couto; distribuiu Magalhães pelos seus pares e, perante sorrisos incrédulos e irónicos, usou dez longos minutos da cimeira para perorar sobre o computador "português"!
Acreditamos que Sócrates não tenha cobrado comissão pelos Magalhães vendidos. Mas o que não podemos calcular são os custos do ridículo a que pode ter levado o nome do país.
Os comentários e "à partes" jocosos que se puderam ler em jornais brasileiros e do país anfitrião não pressagiam, contudo, nada de bom.
Sócrates mostra não ter entendido bem o que é diplomacia económica, confundindo o que são actos e estratégias de promoção da economia - tão necessárias e úteis, sobretudo em momentos de crise - com a preservação da dignidade institucional exigível numa cimeira de chefes de Estado.
Sócrates mostra não ter entendido bem o que é diplomacia económica, confundindo o que são actos e estratégias de promoção da economia - tão necessárias e úteis, sobretudo em momentos de crise - com a preservação da dignidade institucional exigível numa cimeira de chefes de Estado.
Uma coisa são as "embaixadas de Estado", que incorporam a componente económica e que, nos países de acolhimento, à margem ou complemento do programa institucional, organizam a promoção dos produtos portugueses, contando com o apoio ou mesmo a participação activa dos responsáveis políticos.
Outra coisa bem diversa é cair no ridículo de usar as reuniões formais e institucionais com os responsáveis políticos dos países anfitriões para abrir a barraquinha de vendedor da banha da cobra!...
A figura que a televisão mostrou envergonha e desprestigia o país. Mas também serve para mostrar a dimensão do homem que ocupa a chefia do Governo em Lisboa.
A figura que a televisão mostrou envergonha e desprestigia o país. Mas também serve para mostrar a dimensão do homem que ocupa a chefia do Governo em Lisboa.
Honório Novo
in JN
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
José Sócrates, Vendedor ambulante...
O Engenheiro na sua incursão pela América do Sul, tentou impingir o famoso Magalhães...Nem o camarada Lula escapou à sua "lábia" de vendedor de "banha da cobra"...
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domingo, 2 de novembro de 2008
Ainda o Magalhães...
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O primeiro-ministro aproveitou a Cimeira Ibero-Americana de El Salvador para tentar abrir um estreito comercial que permita a proliferação do Magalhães por terras de Colombo.
Diz-se que a operação pode favorecer o equilíbrio das nossas contas com o Mundo, portanto, oxalá o "estreito de Sócrates" abra novos caminhos ao mini-PC português. Só espero que ninguém do Ministério da Educação se tenha lembrado de adaptar à cor local os workshops de formação que por cá se tornaram memoráveis. Magalhães com salsa, rumba ou samba. Ou com música e letra do "Guantanamera": "Magalhãecito/Guajira Magalhãecito/Magalhãeciiiito/Guajira Magalhãecito...".
Outra ideia, para não ferir susceptibilidades, seria permitir que cada país importador pudesse rebaptizar o Magalhães de harmonia com a sua história ou posição geográfica.
O primeiro-ministro aproveitou a Cimeira Ibero-Americana de El Salvador para tentar abrir um estreito comercial que permita a proliferação do Magalhães por terras de Colombo.
Diz-se que a operação pode favorecer o equilíbrio das nossas contas com o Mundo, portanto, oxalá o "estreito de Sócrates" abra novos caminhos ao mini-PC português. Só espero que ninguém do Ministério da Educação se tenha lembrado de adaptar à cor local os workshops de formação que por cá se tornaram memoráveis. Magalhães com salsa, rumba ou samba. Ou com música e letra do "Guantanamera": "Magalhãecito/Guajira Magalhãecito/Magalhãeciiiito/Guajira Magalhãecito...".
Outra ideia, para não ferir susceptibilidades, seria permitir que cada país importador pudesse rebaptizar o Magalhães de harmonia com a sua história ou posição geográfica.
Por exemplo, El Salvador fica pertinho do Golfo de Fonseca - vendíamos Fonsecas a El Salvador. E vendíamos Bolívares à Venezuela (ou Hugos, ou Chávez...), Santiagos ao Chile, Chés a Cuba (ou Fideis), D. Pedros ao Brasil, Vikings à Dinamarca, Napoleões (ou Sarkozys) à França, Maradonas à Argentina, Ivans à Rússia (ou Putins) e - por que não? - Sócrates à Grécia.
Até se podia fazer uma atençãozinha no preço aos países que, menos ciosos da sua gesta, optassem por manter o nome original.
E assim o Magalhães, mais do que um mini-PC portátil destinado a crianças do ensino básico, tornava-se um símbolo por excelência da globalização.
E assim o Magalhães, mais do que um mini-PC portátil destinado a crianças do ensino básico, tornava-se um símbolo por excelência da globalização.
Talvez um dia tenhamos que ponderar - por referendo, é claro - a alteração de alguns versos do hino nacional. "Heróis do Magalhães, nobre povo, nação valente e imortal, levantai hoje de novo o computador de Portugal...".
Os versos que enaltecem as nações têm de se adaptar aos novos feitos heróicos dos seus povos, não é verdade?
Já não fazemos nada no oceano, a não ser pescar - e cada vez menos -, mas fazemos Magalhães, respiramos Magalhães, disseminamos Magalhães.
Queiramos ou não, somos a República do Magalhães. E quem diz Magalhães diz Fonsecas, Sarkozys, Putins, Sócrates...
Fernando Marques
in JN
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sábado, 1 de novembro de 2008
O Magalhães já começou a fazer estragos...
Autor: Pedro Carvalho Magalhães
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Senhor Primeiro Ministro:
Venho protestar veementemente através de Vª Exª pelo nome dado ao computador que os vossos serviços resolveram distribuir aos meninos deste país (os que sobrarem do seu negócio com o Hugo Chavez na troca do petróleo, bem entendido).
Eu, Pedro Carvalho de Magalhães, nunca mais poderei usar a minha assinatura sem ser indecentemente gozado pelos meus colegas de trabalho.
Sempre assinei PC Magalhães e, desde que Vªs Exªs baptizaram o tal computador, tive que alterar todos os meus documentos.
Uma coisa tão simples como perguntar as horas e a resposta que recebo é:- Atão Magalhães... vai ao Google...Se vou à máquina de preservativos, há sempre uma boca dum colega:- Para quê, Magalhães? Não te chega o anti-virus?Se vou ao dentista, a recepção é sempre a mesma:- Então o senhor Magalhães vem limpar o teclado...
A minha mulher, Paula Carvalho Magalhães, também sofre pressões indescritíveis no emprego: Ontem uma colega veio da casa de banho com um tampão na mão e gritou:
- Paula.... esqueceste-te da tua pen!Também o ginecologista não resistiu ao nome e, após a consulta, disse-lhe que tudo estava bem com as entradas USB!
Nem o meu filho, Pedro Carvalho Magalhães, escapa ao gozo que o nome veio provocar.
A Rita, a mocinha com quem andava há mais de 6 meses, acabou tudo com este argumento:- Magalhães.... vou à Staples procurar outro que a tua pega é muito pequena!
Quando, devido a tudo isto, apanhei uma tremenda depressão que me impediu de trabalhar, fui ao psiquiatra. Ele olhou para o meu nome e disse:- Pois é, senhor PC Magalhães. Aconselho-o a passar pelo suporte técnico da Staples... podem ser problemas de memória RAM!
Neste momento a minha mulher quer desinstalar-se e procurar alguém que tenha um nome 'decente'.
Senhor Primeiro Ministro... porque diabo não puseram o nome de Sócrates a esse maldito computador? Queria que o senhor visse o que custa!
Atenciosamente, assina
Pedro Carvalho M. (e não me perguntem o que é o M)...
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sábado, 18 de outubro de 2008
Educação - Acção de formação para 200 professores...
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Os professores coordenadores da área de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), envolvidos nas jornadas de formação ‘À descoberta do Magalhães’, foram aliciados a participar na criação de músicas e peças de teatro, com a realização de um sorteio de quatro computadores ‘Magalhães’.
Quem o garante é Paulo Carvalho, um dos professores presentes na acção de formação promovida, em Coimbra, pelo Ministério da Educação, e na qual participaram 200 professores.
"Uma das formadoras americanas disse que quem não participasse nas actividades da formação não ia poder ganhar um dos quatro computadores ‘Magalhães’ que estavam a sorteio", revelou ao CM Paulo Carvalho, para quem a formação não serviu de nada: "Não vou replicar nada daquela formação aos meus alunos. Vou ensinar-lhes o pouco que sei e da forma que sei, pois não aprendi nada de novo naquela formação."
Além desta situação, Paulo Carvalho dá conta da existência de formadores norte-americanos que não se expressavam em português. "Eram pessoas da INTEL que não falavam português.Existia uma senhora a traduzir, mas é claro que nestas condições as dificuldades de comunicação eram muitas", acrescentou.
Confrontada com esta situação, fonte do gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação (PTE), responsável por estas acções de formação em parceria com o Ministério da Educação, esclareceu que "os formadores seleccionados são especialistas das empresas INTEL, Microsoft e Caixa Mágica, os quais desenvolvem a sua actividade em Portugal, EUA e Brasil, tendo contudo sido assegurada a tradução por interpretes profissionais em todas as sessões que não decorreram em português".
"Uma das formadoras americanas disse que quem não participasse nas actividades da formação não ia poder ganhar um dos quatro computadores ‘Magalhães’ que estavam a sorteio", revelou ao CM Paulo Carvalho, para quem a formação não serviu de nada: "Não vou replicar nada daquela formação aos meus alunos. Vou ensinar-lhes o pouco que sei e da forma que sei, pois não aprendi nada de novo naquela formação."
Além desta situação, Paulo Carvalho dá conta da existência de formadores norte-americanos que não se expressavam em português. "Eram pessoas da INTEL que não falavam português.Existia uma senhora a traduzir, mas é claro que nestas condições as dificuldades de comunicação eram muitas", acrescentou.
Confrontada com esta situação, fonte do gabinete de comunicação do Plano Tecnológico da Educação (PTE), responsável por estas acções de formação em parceria com o Ministério da Educação, esclareceu que "os formadores seleccionados são especialistas das empresas INTEL, Microsoft e Caixa Mágica, os quais desenvolvem a sua actividade em Portugal, EUA e Brasil, tendo contudo sido assegurada a tradução por interpretes profissionais em todas as sessões que não decorreram em português".
A mesma fonte desvaloriza as críticas de Paulo Carvalho, sublinhando que "estas jornadas envolveram um total de 800 professores coordenadores".
Parte da acção de formação realizada a 25 e a 26 de Setembro, em Coimbra, acabou colocada na internet no blogue do professor Paulo Carvalho que a classifica de "completamente ridícula".
No vídeo disponibilizado é possível ver-se um conjunto de professores a cantar "esta vida de marinheiro", com letra adaptada ao computador ‘Magalhães’.
Num outro blogue, do professor Paulo Guinote, são colocados outros vídeos de professores envolvidos nas mesmas acções de formação. Aí, o repertório musical vai da adaptação de ‘Grândola’ a ‘Malhão’. "Quando recebemos formação de um manual, não nos colocam a cantar", referiu Paulo Guinote.
Magalhães, O Pagode Português!
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