
Os meus parabéns ao futebolista Cristiano Ronaldo.
Naquilo que sabe fazer, foi reconhecido e premiado o “Melhor do Mundo”, muito justamente. Se tivesse votado, também lhe daria o prémio que (e volto a repetir) ganhou com toda a justiça e mérito.
Entretanto, a nossa comunicação social, não se cansa de enaltecer repetidamente o feito; como se tivéssemos ganho outra batalha de Aljubarrota ou, mais simplesmente: o melhor jogador de futebol do mundo (2008) é português, logo ‘nós somos os melhores do mundo’!
Pegando no lamiré, aguardo ansiosamente ver outros compatriotas nossos serem reconhecidos mundialmente nas seguintes actividades:
- O melhor ministro da Justiça do mundo;
- O melhor ministro da Educação do mundo (até, neste caso a Dr. Lurdes, que seria ‘a primeira entre pares’);
-O melhor ministro das Finanças do mundo;
- O melhor, ministro da Saúde do Mundo (que, actualmente, também podia ser a Senhora que carrega a pasta, e cujo nome ainda não fixei).
Para tanto, julgo que bastava termos um melhor júri eleitoral, a nível nacional. Isto é: um eleitorado consciente que votasse em quem fosse capaz de desempenhar cabal e honestamente as suas funções públicas ou de Estado. Acontece que, há mais de 3 décadas, os portugueses decidiram votar e eleger as criaturas (sempre dos mesmos partidos) que nos conduziram ao descalabro em que vivemos. Com mais visibilidade no governo e respectivo primeiro-ministro, seguindo-se autarcas tipo…”estou condenado mas não me demito e até volto a ganhar eleições”, passando pelos presidentes da República que se sentem muito melhor na postura da rainha de Inglaterra, no que desempenho das competências que o regime constitucional lhes atribui.
Se assim fosse, também podíamos aspirar a ver eleito, por exemplo:
- O melhor banqueiro do mudo;
- O melhor empresário do mundo;
- etc…
Entretanto, os portugueses gostam do que têm. Ah! E, principalmente de se queixarem da situação em que vivem e…afinal, escolhem livremente desde que o 25 de Abril lhes devolveu a Democracia. É por isso que já não suporto as queixas de quem elege quem os explora. Sabem o que me apetece? Mandá-los ver Braga por um canudo e zarpar para sítios menos poluídos.
Reconheço que, ainda não o fiz, por ser cada vez mais difícil encontrá-los.

