Óscar Bento Ribas (Luanda, Angola, 17 de Agosto de 1909 — 19 de Junho de 2004) foi um escritor angolano.sexta-feira, 19 de junho de 2009
Óscar Bento Ribas...foi um Escritor Angolano...
Óscar Bento Ribas (Luanda, Angola, 17 de Agosto de 1909 — 19 de Junho de 2004) foi um escritor angolano.domingo, 17 de maio de 2009
Já se desconfiava
segunda-feira, 20 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Retornados, O Adeus a África, de António Trabulo
CUMPRIU-SE O MAR
E O IMPÉRIO SE DESFEZ
A História magoa. A independência das colónias forçou meio milhão de portugueses a regressar a Lisboa.
Quem vinha, trazia amargura na bagagem e teve de se adaptar a uma terra que, em muitos casos, não conhecia.
Este romance fala de retornados.
Foi escrito a pensar em homens e mulheres que ainda revisitam África nos sonhos
Fez a instrução primária e secundária em Sá da Bandeira (Angola) estudou Medicina em Coimbra.
É Neurocirurgião.
Publicou:
Mulemba, Contos de África - 2003
No tempo do caparandanda - 2004
O Diário de Salazar - 2004
Eu, Camilo - 2006
Os Colonos - 2007
A Última Profecia - 2007
A mesa que apresentou a obra
domingo, 22 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
É preciso sacar e meter ao bolso
| Festim neocolonial | | | |
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| As respostas à visita de José Eduardo dos Santos a Lisboa são uma fotografia de alguns dos debates ideológicos e políticos mais surpreendentes. A visita em si não teria história: Portugal tem relações diplomáticas e económicas com Angola e deve receber e conversar com os seus representantes. Mas o festim neocolonial que foi erguido com esta visita é revelador dos tiques da economia e da política portuguesa. Em primeiro lugar, impressiona o deslumbramento. Retiro desta consideração os militantes anti-coloniais que, tendo conhecido Angola e a guerra, apoiaram generosamente os movimentos de libertação - e os conheceram e respeitaram quando eram movimentos de libertação, dirigidos por pessoas da estatura de Amílcar Cabral e outros - e ficaram por isso emocionalmente ligados a esta história de luta. Para todos os outros, a visita de José Eduardo dos Santos suscitou um coro de entusiasmo, sobretudo nos homens de negócios. Trata-se de uma gigantesca operação publicitária e ideológica. Para Angola, todos e em força!, é a nova palavra de ordem dos empresários que esperam um lucro apetitoso ao virar da esquina. Os angolanos fazem como querem, diz Jorge Coelho, perguntado sobre a corrupção. Os negócios dizem que tem razão. E os empresários acotovelam-se nos jantares oficiais, ao lado dos que ainda acreditam que o governo angolano é um aliado da URSS e ao lado dos que já sabem que este governo é serviçal dos interesses de Washington no continente africano. Angola é a oportunidade. A filha de Dos Santos (com que dinheiro?) compra bancos portugueses. O porta-voz presidencial de Dos Santos compra o "Sol" (com que dinheiro?). A Amorim Energia faz uma parceria com a Sonangol para tomar conta de um terço da GALP (sabemos com que dinheiro), oferecida de bandeja pelo governo Sócrates. Há muito dinheiro em Angola. Por isso, em segundo lugar, impressiona a vertigem do negócio. Que explica tudo e desculpa tudo. Numa entrevista a um jornal económico português, um ministro angolano explicava a necessidade da corrupção: dizia que a burguesia europeia tinha feito a sua acumulação de capital com a pilhagem colonial e com a pirataria, e que a burguesia angolana também tinha que fazer pela vida. A franqueza é rara, mas é uma virtude: a corrupção endémica é a forma da acumulação de capital em Angola, para a constituição de uma elite de milionários em torno do poder do presidente. A corrupção foi por isso assunto tabu nesta viagem. Nenhum órgão de comunicação social se perguntou como é que o presidente angolano, há trinta anos no poder sem ser eleito, é hoje um dos homens mais ricos do mundo. Nem porque é que em Dezembro morreu uma centena de crianças em Luanda, de uma epidemia de raiva. Nem porque é que Portugal não coopera com a construção de um serviço nacional de saúde em Angola. Em terceiro lugar, impressiona o cinismo. Os que rasgavam as vestes de indignação pelo referendo venezuelano que, através do voto, decidiu que Chavez se pode candidatar a eleições presidenciais sempre que quiser, e ser eleito se ganhar a eleição, esses mesmos acham normal que José Eduardo dos Santos seja presidente angolano desde 21 de Setembro de 1979, há trinta anos, e que nunca tenha sido eleito para o cargo. De facto, da única vez que foi a eleições, há 17 anos, não chegou a haver segunda volta e, mesmo que a nova guerra civil tenha acabado há mais de dez anos, o presidente nunca se deu até hoje ao incómodo de convocar eleições presidenciais. E, como explicou ontem em Lisboa, também não vai ser este ano. O cinismo é parte da política e da diplomacia, dirão. Certamente, pelo exemplo fica demonstrado. Mas é preciso descaramento para atacar Chavez pelo crime de falta de democracia e elogiar Dos Santos pela falta de democracia. Mas o negócio não quer coerência, quer rentabilidade. No festim neocolonial em que se tornou esta visita, falou-se de tudo menos dos angolanos. Francisco Louçã |
11-Mar-2009
Recebido por email
Para Angola, à força...
O que vale é que está Sol e as pessoas começam a andar um pouco mais bem-dispostas. Os lusos, decididamente, não estão preparados para meia dúzia de dias chuvosos e outros tantos com os termómetros a marcarem temperaturas com apenas um dígito..
Valha-nos pois estes dias de Sol de Inverno para aguentar tudo o que se vai passando à nossa volta. Aguentar visitas de estadão de um presidente africano, recebido com passadeiras vermelhas e muita espinha dobrada em nome do dinheiro do petróleo.
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Aguentar discursos dos grandes estrategas do sítio com o dedo espetado a indicarem aos indígenas o rumo da Pátria. Já foi o dedo de António Guterres para os negócios com o Brasil, que ia derretendo alguns grupos económicos lusos, já foi o dedo do actual senhor presidente do Conselho voltado para Castela e a gritar Espanha três vezes, o mesmo dedo que agora descobriu que o destino está em Angola.
Tudo gente com uma enorme visão estratégica, tudo gente a quem o povo deve uma extraordinária qualidade de vida e um futuro verdadeiramente risonho.
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É por isso que estes dias de Sol fazem esquecer estes vendedores de banha da cobra, que nos vão entretendo com espectáculos ridículos e patéticos enquanto nos atiram mais um pouco de poeira para os olhos. É por isso que estes dias de Sol são importantes. São importantes para fazer esquecer as sistemáticas queixinhas do senhor presidente do Conselho a propósito de tudo e de nada, normalmente de nada.
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São as campanhas negras das forças ocultas do caso Freeport que o magoam e irritam muito, são os bota-baixistas da oposição à esquerda e à direita que só dizem mal da sua excelsa obra e não têm uma ideia para a lamentável e miserável situação do sítio, são uns 200 mil estúpidos manipulados por comunistas e trotsquistas que decidiram sair à rua a chamar-lhe aldrabão com todas as letras. Mas neste sítio manhoso, pobre, deprimido e cada vez mais mal frequentado, o Sol tem o efeito de amolecer as almas e as vontades e ajuda a aguentar os canastrões que nos entram todos os dias em casa a infernizar-nos a vida.
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Sinceramente, se não fosse este tempo maravilhoso e este bonito Sol de Inverno apetecia mesmo mandar estes canastrões e a sua corte de canastrinhas rapidamente para Angola. À força.
António Ribeiro ferreira
in CM
sexta-feira, 13 de março de 2009
Aldeia dos macacos...
Não me repugna que Portugal faça negócios com Angola: se excluíssemos os países autoritários da nossa lista de compradores (China, Marrocos, etc.), desconfio de que a balança comercial tombava de vez..
O que repugna é o rastejamento do Estado perante qualquer ditador ou torcionário. E, já agora, esta senda histórica de procurarmos lá fora a solução para os nossos dramas estruturais. Foi assim com os Descobrimentos, ou seja, com a África e a Índia, páginas gloriosas que enterraram o desenvolvimento sério da nossa agricultura e indústria, permitindo apenas um Estado perdulário e balofo.
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Foi assim com o Brasil. Foi assim com Bruxelas. E agora que Bruxelas dá sinais de crise, temos Angola.
Há 600 anos que andamos nisto: saltitando de galho em galho, até à queda final.
João Pereira Coutinho
in CM
domingo, 8 de março de 2009
Tudo bons rapazes
| A Intervenção de Angola na Guine Bissau – José Gama |






