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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dia de Cabo Verde celebrado com «amizade e admiração»

José Sócrates e José Maria das Neves assinalaram juntos os 34 anos de independência do país

José Sócrates e José Maria das Neves, primeiros-ministros de Portugal e Cabo Verde, assinalaram este domingo a «amizade e admiração» entre os dois povos. A celebração foi feita na residência oficial do primeiro-ministro, onde comemoraram os os 34 anos da independência daquele país.

O primeiro-ministro cabo-verdiano manifestou «emoção e orgulho» por poder comemorar o dia em Portugal, que considerou a «terceira ilha» de Cabo Verde.

«Sou um dos portugueses mais cabo-verdianos, tenho uma grande paixão e uma grande admiração pelo povo cabo-verdiano», afirmou José Maria das Neves, que considera que Cabo Verde «é hoje um país possível» graças à redução do desemprego e ao aumento do rendimento médio.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano esta construção só foi possível graças «à grande amizade» com os portugueses e também à cooperação de Portugal na área económica e política.

Sócrates agradece à comunidade cabo-verdiana

José Sócrates destacou que Portugal «é o principal parceiro económico de Cabo Verde», garantindo que a «relação está em franco desenvolvimento».

O primeiro-ministro português agradeceu à comunidade cabo-verdiana, afirmando que esta «tem feito muito pelo desenvolvimento de Portugal», realçando a sua «grande paixão e admiração» pelo povo cabo-verdiano.

Sócrates aproveitou para realçar os «laços de profunda amizade» entre os dois países e considerou que graças ao estatuto especial de Cabo Verde na União Europeia, «ganha Cabo Verde mas também a Europa, por ter uma ponte com África».
In Portugal Diário

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Portugal, Lusofonia e Europa

Enquanto movimento cultural e cívico, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO não apoiou, nem tinha que apoiar, nenhuma das listas que se apresentaram às eleições europeias, que decorrerão no dia 7 de Junho.

Nem por isso, porém, o MIL deixou de acompanhar a campanha eleitoral, na expectativa de que alguma dessas listas defendesse uma visão de Portugal e do Mundo próxima daquela que resulta da nossa Declaração de Princípios e Objectivos.

Sem surpresa, isso não aconteceu. Como já se tornou manifesto nos vários debates que decorreram, nenhuma das listas equaciona a integração de Portugal no espaço europeu em articulação com a nossa integração no espaço lusófono, como seria desejável. Mesmo aqueles que se assumem como mais reticentes à integração de Portugal no espaço europeu, não tomam tal posição em prol de uma maior integração no espaço lusófono, pelo aprofundamento, a todos os níveis, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Não sendo contra a integração de Portugal no espaço europeu, o MIL é assumidamente a favor de uma maior integração de Portugal no espaço lusófono, sendo, a nosso ver, a partir desta que aquela se deve equacionar. No mundo que sairá da crise global que atravessamos, o papel de Portugal na Europa será tanto mais forte quanto mais estreitos forem os laços com os demais países da CPLP. É nos momentos de crise, como o que vivemos, que mais importa ter em consideração, ao escolhermos os representantes de Portugal no Parlamento Europeu, qual é a visão estratégica para o país em que cada um dos candidatos faz assentar o seu programa.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Secção Portuguesa

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com quase um milhar de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.


--
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

Recebido por email

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PETIÇÃO EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU

Para subscrever esta petição, clique em:

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http://www.gopetition.com/online/26953.html

Versão Portuguesa:

A República da Guiné-Bissau, na África Ocidental, é um país multiplamente rico em História, recursos naturais e diversidade étnica, membro da CPLP, da UEMOA, da CEDEAO, da Francofonia, da União Africana e da ONU, além dos ACP, do MNA e da OCI.

Tendo acedido à independência em 1974, este país Lusófono vem sendo ciclicamente palco de erupções violentas e sangrentas, da responsabilidade de agentes do Estado desviados para comportamentos criminosos, bárbaros, denunciadores de um poder paralelo arrogante, usurpador, anti-social e contra-natura, que sitia o Estado, as personalidades e as instituições; impõe-se de forma ostensivamente grosseira à Comunidade Internacional; desafia os valores universalmente aceites pela Consciência Humana no século XXI; e favorece o narcotráfico e o terrorismo de Estado.

English Version:

The Republic of Guinea-Bissau in the West Africa is a multiple rich country, in its own History, natural resources and ethnic diversity, member of the CPLP, of UEMOA, of CEDEAO, of the Francophone community, of the African Union and the UN, also member of ACP, MNA and OCI organizations.

Having assessed through their independence as a sovereign State in 1974, this Lusophone Country, has been periodically the stage of current violent and bloodily social eruptions, which responsibility fall on its actual State Agents, deviating their obligations to their country fellow man to criminal and barbaric behaviours, denouncing a parallel power using arrogant, usurpation, anti –social and contra nature means, who besieges the State, their legitimate personalities and institutions; imposing themselves in a ostensible and grosser manner to the International Community; trampling over the universal most holly and accepted values of the Human Consciousness of the XXI century; favouring the illegal drug trade and State-sponsored terrorism.


Version Française:

La République de Guinée-Bissau, en Afrique Occidentale, est un pays multiplement riche de son Histoire, ses ressources naturelles et sa diversité ethnique, membre du CPLP, d'UEMOA, de CEDEAO, de la communauté francophone, de l'Union Africaine et de l'ONU, bien comme de l’ACP, le MNA et l'OCI.

Ayant obtenu l’indépendance en tant qu'État souverain en 1974, ce pays Lusophone est cicliquement sujet à des éruptions sociales violentes et sanglantes, de la responsabilité d’agents de l'État déviés aux conduites criminelles et barbares, manifestations d’un pouvoir parallèle arrogant, usurpateur, antisocial et contre-nature,, qui assiège l'État, les personnes et les institutions; qui s’impose d'une façon ostensivement grossière à la Communauté internationale; qui défie les valeurs universellement acceptés par la conscience humaine au siècle XXI; qui soutient le narco trafique et le terrorisme d'État.

Petition:

Versão Portuguesa:

Assim, face à total falência do Estado, na Guiné-Bissau nos seus vários vectores, designadamente no político ou de organização do poder, no económico, no administrativo, no social, no da ordem e no da justiça;

Em prol da construção de um Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau, para a exequibilidade da ordem, da segurança e do bem-estar sociais; para a realização da paz, da cidadania e do desenvolvimento; e para o respeito do mínimo ético-filosófico da sociedade contemporânea;

Pedimos e exortamos a todos os homens e mulheres ciosos da preservação da património civilizacional da Humanidade e a todos os Estados do mundo, em particular os Estados Lusófonos, que repudiem energicamente a situação vertente na Guiné-Bissau e accionem os dispositivos pertinentes da Carta das Nações Unidas com vista ao envio imediato de uma força multinacional de paz suficiente para assegurar, durante dez anos prorrogáveis, a conformidade do Estado com os seus fins próprios, bem como o saneamento, formação e disciplina cívica e democrática das Forças de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.

1º Subscritor: Francisco José Fadul
Ex-Primeiro-Ministro e actual Presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


English Version:

Thus, facing in the Guinea-Bissau the total and complete demise and irresponsibility of its State to their fellow citizens, now in the grip of few but powerful local terrorist leaders, seizing the Government in their several vectors, mainly in the politic, power organization, the economic, administration, social, public order and Justice;

In the support of the rebuilt of a Truly Democratic State in the Guinea-Bissau, based on the respect of the Human Rights, on the acceptance of the order, security, and the social well being; to the achievement of peace, the citizenship and development; and the minimal ethic-philosophic respect of the contemporaneous world society;

We ask and exhort to all men and woman, worried about the preservation of the of Human Civilization Inheritance and to all States of the World, particularly the States of official Portuguese language, that vigorously and explicitly repudiate the actual situation in Guinea-Bissau and to support concrete actions subscribed on the United Nations Chart, with the purpose to immediately put in the field, for 10 years with time prorogation, a Multinational Intervention Peace Force that could put to an end the danger situation and to restore the legitimate function of the State, which therefore could accomplish its normal purposes to its people, as also the contribution to the cleansing, military formation, civic discipline and democratic functioning of the National Defence and Security Forces of Guinea-Bissau.


1st subscriber :
Francisco Fadul
Former Prime Minister and current President of Court Accounting of Guinea-Bissau

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora


Version Française:

Ainsi, faisant face à la complète faillite de l’État en Guinée-Bissau dans ses divers domaines, notamment le politique et l’organization du pouvoir, l’économique, l’administration publique, le social, l’ordre publique e la justice;

Soutenant la construction d'un État de Droit Démocratique en Guinée-Bissau, basé sur le respect des droits de l'homme et l'acceptation de l'ordre, de la sécurité, et du bien-être social; l'accomplissement de la paix, de la citoyenneté et du développement; et le respect éthique-philosophique minimal de la société contemporaine;

Nous prions et exhortons tous les hommes et femmes engagés dans la préservation du patrimoine civilizationel de l’Humanité et tous les États du monde, en particulier les États Lusophones, de répudier explicitement l’actuelle situation en Guinée-Bissau et de mettre en marche les dispositifs pertinents de la Charte des Nations Unies, ayant pour but l’envoi immédiat d’une Force de Paix multinationale d’intervention capable d’assurer, pendant dix ans prorogables, la conformité de l’État avec ses propres fins, bien comme le rangement, la formation et la discipline civique et démocratique des forces de Défense Nationale et de Sécurité de la Guinée-Bissau.

1er subscripteur :
Francisco Fadul
Ancient Premier Ministre et actuel Président de la Cour des Comptes de Guinée-Bissau

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

De que está o nosso governo à espera?


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PETIÇÃO EM PROL DA CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO NA GUINÉ-BISSAU

A República da Guiné-Bissau, na África Ocidental, é um país multiplamente rico em História, recursos naturais e diversidade étnica, membro da CPLP, da UEMOA, da CEDEAO, da Francofonia, da União Africana e da ONU, além dos ACP, do MNA e da OCI.

Tendo acedido à independência em 1974, este país Lusófono vem sendo ciclicamente palco de erupções violentas e sangrentas, da responsabilidade de agentes do Estado desviados para comportamentos criminosos, bárbaros, denunciadores de um poder paralelo arrogante, usurpador, anti-social e contra-natura, que sitia o Estado, as personalidades e as instituições; impõe-se de forma ostensivamente grosseira à Comunidade Internacional; desafia os valores universalmente aceites pela Consciência Humana no século XXI; e favorece o narcotráfico e o terrorismo de Estado.

Assim, face à total falência do Estado, na Guiné-Bissau nos seus vários vectores, designadamente no político ou de organização do poder, no económico, no administrativo, no social, no da ordem e no da justiça;

Em prol da construção de um Estado de Direito democrático na Guiné-Bissau, para a exequibilidade da ordem, da segurança e do bem-estar sociais; para a realização da paz, da cidadania e do desenvolvimento; e para o respeito do mínimo ético-filosófico da sociedade contemporânea;

Pedimos e exortamos a todos os homens e mulheres ciosos da preservação da património civilizacional da Humanidade e a todos os Estados do mundo, em particular os Estados Lusófonos, que repudiem energicamente a situação vertente na Guiné-Bissau e accionem os dispositivos pertinentes da Carta das Nações Unidas com vista ao envio imediato de uma força multinacional de intervenção suficiente para assegurar, durante dez anos prorrogáveis, a conformidade do Estado com os seus fins próprios, bem como o saneamento, formação e disciplina cívica e democrática das Forças de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.

1º Subscritor: Francisco José Fadul
Ex-Primeiro-Ministro e actual Presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

*O governo português - com o sábio Sócrates à testa - está mais interessado em enviar tropas para o Iraque e Afeganistão, como tem feito, do que em perceber este apelo, e assumir as suas responsabilidades na CPLP.

Continua no seguidismo à administração Bushista Americana, à espera que Obama diga que vai retirar de lá as tropas, e está mais interessado na Paz Mundial do que na NATO. Mas isso ainda vai demorar algum tempo. O complexo militar/industrial americano não lhe vai tornar a vida fácil. O que Obama precisa para cumprir a sua missão é de aliados que se neguem a continuar a espalhar a e colaborar na guerra. O que a nova Administração Americana espera e precisa é de aliados que saibam dizer NÃO à continuação do desastre. E lhe apontem novos rumos para a pacificação e justiça social no mundo.

Entretanto, a nossa última petição, "EM PROL DE UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA", este algum texto inacessível, mas já está outra vez on-line
PARA ASSINAR A PETIÇÃO:
http://www.gopetition.com/online/26885.htm


* Comentário entrelinhas de Álvaro Fernandes



domingo, 12 de abril de 2009

Entrevista com Francisco Fadul


"ONU devia fazer da Guiné protectorado por dez anos"

por C DAVID BORGESHoje

Francisco Fadul foi, na Guiné-Bissau e num dado momento, uma figura de esperança. Acabada a guerra que se seguiu ao 7 de Junho de 1998, liderou um governo de salvação e projectou-se então uma ideia de futuro para o país, que parecia pronto para se levantar do chão. Porém, rupturas consecutivas e de todo o tipo, num ambiente de desvario e de violência, levaram a Guiné-Bissau para a beira do abismo. Fadul falou com o DN em Lisboa, onde está a recuperar após ter sido agredido por militares na sua casa em Bissau.


O que é que correu mal depois de 1998?

Ficou activa muita gente do tempo antigo e as eleições levaram Kumba Ialá e o seu partido, o PRS, ao poder.

De forma legítima…

A legitimação vem do voto popular e do que se faz com esse voto.

Então o problema resulta não das eleições mas da prática do poder…

Há um jogo diabólico no exercício do poder mas antes disso há o que posso chamar de "corrupção eleitoral".

Que é?

O condicionamento de uma população muito pobre, através de ofertas directas ou dos chamados "homens grandes", que são autoridades tradicionais ou religiosas com muito poder nas comunidades.

Dito assim, parece não haver solução para o país...

A solução existe, se a parte guineense tiver espírito de serviço e a comunidade Internacional actuar contra a má governação, a corrupção e o atropelo dos direitos humanos.

Como?

Fazendo da Guiné-Bissau um protectorado, como aconteceu com Timor-Leste, pondo a funcionar, num prazo de, por exemplo, dez anos, o Estado guineense.

E os guineenses aceitam?

Os que se aproveitam da actual situação, não. O povo, que ao fim de dois meses começaria a ver sinais de regeneração, sim.

E a CPLP?

Cheguei a sugerir um pacto de defesa, no âmbito da CPLP, quando, como primeiro-ministro, falei com o meu homólogo português de então, António Guterres.

Porque não pede a Guiné-Bissau essa ajuda externa?

Porque o país está sequestrado por poderes complementares e coniventes, com uma lógica de salve-se quem puder e quem tem a mão na massa já está salvo…

O que é a Guiné-Bissau hoje? Um Estado falhado? Um narco-Estado? Um país com rupturas étnicas?

É tudo isso. O Estado, ao falhar, abriu brechas e o tráfico entrou e instalou-se. E há sinais preocupantes de divisão étnica, por acção oportunista de políticos. Já Amílcar Cabral dizia queum político oportunista, é um tribalista…

Há quem negue a ideia de um narco-Estado.

Há episódios conhecidos e quem é que não sabe que o tráfico está instalado no arquipélago dos Bijagós? Estão lá as bases…

E quem garante essa instalação do tráfico na Guiné-Bissau?

O poder militar é que tem as armas e escapa à regulação de um poder civil, que não actua.

A morte do presidente Nino Vieira e do general Tagme Na Waie mudou alguma coisa?

O mal nunca construiu o bem e o crime jamais criou a paz. Há na Guiné-Bissau uma espécie de poder paralelo, que se congela ou descongela de acordo com os seus próprios interesses. Quando descongela actua de forma bárbara, como se viu comigo, como se viu com outros…

Sempre sem explicações e sem culpados?

Nunca há explicações e não quero crer que não se consiga chegar aos culpados.

Mas há indicações, pelo menos, de estarem identificados os autores da morte do presidente Nino e do general Tagme. ..

Mas quem mandou matar os dois? Esta é a pergunta central e o país quer saber.

O novo chefe do Estado Maior General das Forças Armadas guineenses, Zamora Induta, explicou que o presidente mandou matar Tagme e que forças leais a este retaliaram matando o presidente…

Disse-o logo a seguir a estas duas mortes, revelando grande poder de adivinhação….

Não admite que seja verdade?

O cenário foi o de um golpe de Estado. De onde surgiram Zamora Induta e o seu poder? O substituto natural do general Tagme Na Waie era o chefe do Estado Maior do Exército. Mas quem aparece é Zamora Induta, que logo garante a segurança do primeiro-ministro [Carlos Gomes Júnior] mas não a do Presidente...

Sugere uma ligação golpista entre o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e Zamora Induta?

Eram ambos inimigos do presidente...E Zamora Induta torna-se imediatamente interlocutor do governo. Terá sido porque o primeiro-ministro lhe ofereceu um jipe? E porque é que lho ofereceu?

Não vai ter novos problemas quando regressar à Guiné-Bissau [de onde saiu para Lisboa após ter sido agredido em sua casa]?...

Não sou eu quem tem de justificar a legitimidade de situações que ocorreram e responder às questões que todos colocam. E quanto ao regresso, Deus fez-me nascer guineense e tenho de viver na minha terra…

In DN

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Agostinho da Silva partiu há 15 anos

Capa do 3º número da revista Nova Águia, a lançar hoje



Agostinho da Silva em debate 15 anos após a sua morte


O legado de Agostinho da Silva estará em debate esta sexta-feira, dia 3 de Abril, num colóquio organizado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e em que participarão, entre outros, Adriano Moreira e António Braz Teixeira.
Organizado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e pela Associação Agostinho da Silva, o colóquio - «O legado de Agostinho da Silva: quinze anos após a sua morte» - tem agendadas diversas sessões ligadas aos estudos desenvolvidos pelo filósofo.
Renato Epifânio, docente do Departamento de Filosofia da FLUL, parte da Direcção da Associação Agostinho da Silva e um dos organizadores do colóquio, reconheceu à Lusa a dificuldade em centrar o legado de Agostinho da Silva «num só campo».
«Agostinho da Silva teve um pensamento complexo com múltiplas facetas», analisa.
Numa visão «mais pessoal», o docente descreve o «sentido de uma consciência lusófona» como o legado maior deixado pelos estudos de Agostinho da Silva, particularmente no que refere ao seu impacto enquanto «um dos mentores da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)».
Segundo o organizador, o colóquio a realizar sexta-feira tem «diversos objectivos diferentes».
«Do ponto de vista científico - assinalou - será apresentado o portal de Internet 'Agostinho da Silva', onde irão estar disponíveis algumas obras completas de Agostinho da Silva».
Outra das iniciativas será a apresentação do terceiro número da «Nova Águia: Revista de Cultura para o Século XXI», com «Agostinho da Silva em destaque», indicou ainda.
Agostinho da Silva, referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX, nasceu no Porto em 1906, tendo vindo a falecer em Lisboa em 1994, aos 88 anos de idade.
O colóquio «O legado de Agostinho da Silva: Quinze anos após a sua morte» decorre a partir das 10:00 no Anfiteatro I da FLUL e terá ao longo do dia participações de Adriano Moreira, António Braz Teixeira, Paulo Borges e Manuel Ferreira Patrício, entre outros.
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Situação continua dramática na Guiné-Bissau


APELO DO MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO


Na madrugada de ontem, a casa de Francisco José Fadul, ex-Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, foi assaltada, tendo ele, a esposa e o filho sido selvaticamente espancados, estando agora o actual Presidente do Tribunal de Contas às portas da morte no Hospital Simão Mendes de Bissau.

O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO vem mais uma vez apelar ao Governo Português e aos demais governos dos países da CPLP para que, de forma concertada, auxiliem este nosso povo irmão, desde logo garantindo condições mínimas de segurança, sem as quais não pode depois haver a desejável cooperação social, económica e política.

A esse respeito, o MIL manifesta publicamente o seu apoio à recente proposta cabo-verdiana de formação de uma força militar com os países da CPLP e da CEDEAO para a Guiné-Bissau, recordando, uma vez mais, a Petição "POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ", por si lançada, precisamente para responder a situações como esta.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO
Comissão Coordenadora

Nota de apresentação: O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico recentemente criado, em associação com a NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI, que conta já com mais de oito centenas de adesões, de todos os países lusófonos.
A Comissão Coordenadora é presidida pelo Professor Doutor Paulo Borges (Universidade de Lisboa), Presidente da Associação Agostinho da Silva (sede do MIL).
A lista de adesões é pública – como se pode confirmar publicamente (www.novaaguia.blogspot.com), são pessoas das mais diversas orientações culturais, políticas e religiosas, pessoas dos mais diferentes locais do país e de fora dele.

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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
Blogue associado: NOVA ÁGUIA: O BLOGUE DA LUSOFONIA (novaaguia.blogspot.com)
SEDE: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)




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MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (www.movimentolusofono.org)
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