sábado, 9 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Os bons e os maus...
Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa..
Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida.
Mas pode haver indícios ainda piores.
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Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais.
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Não havendo legislação censória está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência. O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas. Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem".
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Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores. Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.
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Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.
Mário Crespo
in JN
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Coisas do Arco-da Velha...Câncio queixa-se de jornalista...
Fernanda Câncio fez queixa à Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas (CCPJ) contra um jornalista do Correio da Manhã por este se ter referido a ela como "namorada de ..."O artigo em causa, publicado a 5 de Abril, versava sobre as críticas de Câncio proferidas no programa ‘A Torto e a Direito’, da TVI24, sobre a investigação jornalística ao caso Freeport, e mencionava, em antetítulo, "Namorada defende Sócrates"..
Jornalistas de outras publicações foram também alvo de queixas semelhantes. O CCPJ determinou a "abertura de procedimento disciplinar" invocando que "o referido comportamento é passível de configurar a violação ao disposto na alínea h) do nº 2 do artigo 14º do Estatuto do Jornalista".O qual defende "preservar, salvo razões de incontestável interesse público, a reserva na intimidade, bem como respeitar a privacidade de acordo com a natureza do caso e a condição das pessoas".
in CM
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Esta rapariga é tonta...afinal, é ou não é a namorada do engenheiro ???...
Ou é tudo só para "tapar o sol com peneira"???...
Isto de processos está a ser prática comum no nosso primeiro e "gajada" que o rodeia...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Tiro no pé
José Sócrates «conseguiu transformar Manuela Moura Guedes no grande problema do Governo. Com o país no estado em que está»
Quem o diz é Vasco Pulido Valente, na habitual crónica no «Público», esta semana dedicada a «uma guerra» que «desde o princípio» o primeiro-ministro lançou aos jornalistas.
«Para ele (Sócrates) a informação sobre o Governo tinha de ser pouca e calculada. Quanto menos fosse e quanto mais calculada, menos daria alimentação e oportunidade a críticas», escreve.
Sucede que «com o tempo as críticas vieram e Sócrates começou a exercer represálias sobre os críticos pelo velho e desastroso método do boicote: Se uma televisão ou um jornal por qualquer motivo o ofendiam ou, supunha ele, o prejudicavam, Sócrates fazia o possível (e o impossível) por não se aperceber da sua maléfica existência : recusava entrevistas, cortava as relações com os directores, não os convidava para viagens de natureza oficial e por aí fora».
Para o cronista, «se a relação entre o Governo e os jornalistas se tornou numa relação «pessoal» e «obsessiva», a culpa não é dos jornalistas. É de quem primeiro se mostrou «pessoal» e «obsessivo».
Perante a inevitabilidade do escrutínio da vida do primeiro-ministro, restava-lhe, diz Pulido Valente, «negar, sem paixão, o que valesse a pena negar e deixar o resto aos tribunais». «Sócrates resolveu partir em campanha contra o mundo», diz, desde logo, ao apresentar-se como «vítima de uma conspiração obscura e quase universal» e ao processar vários jornalistas.
O efeito conseguido foi, remata Pulido Valente, o previsível: «ninguém acreditou em conspiração alguma e os jornalistas acabaram por o processar a ele».
In Portugal Diário
Sócrates continua o campeão do tiro no pé.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sócrates e os jornalistas...
O jornalista João Miguel Tavares publicou um artigo crítico de Sócrates no Diário de Notícias. As críticas caíram mal em sua santidade que habita em S. Bento e o resultado foi um processo judicial..
O Artigo da discórdia:
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A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau.
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A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
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José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena".
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Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo?
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Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.
" Reparem bem: não podemos "consentir".
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O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
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À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático.
Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates.
Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.
domingo, 26 de abril de 2009
Sócrates e a "saída" da jornalista...
José Sócrates saíra da sala da “entrevista”, sorridente, com ar de quem passou com distinção na prova oral, e perguntou “Não foi mal, pois não?”, dobrando as folhas brancas com notas usadas nas respostas.E estava ali, a “dar sopa”, para os poucos jornalistas presentes.
Uma jornalista pergunta se se pode aproximar e fazer uma pergunta. “Claro, eu não mordo”, responde Sócrates sorridente.
“Não morde mas rosna. E às vezes rosna muito”, replica-lhe ela em voz alta.
O primeiro-ministro fica atrapalhado, responde que não é bem assim, ainda a rir, sem saber muito bem o que fazer, mas ela insiste com o “rosnar”.
Talvez pelo efeito surpresa, Sócrates nem se zangou, mas o caso cerrou alguns sobrolhos.
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Boa "tirada" da jornalista...mesmo na "mouche"...Só espero que não dê direito a mais um processo, mas não acredito...o menino de ouro do PS, não compreendeu a boca e ainda deve estar a pensar no significado...
Aquela cabecinha só dá para caspa...
«Sócrates fez de Moura Guedes o grande problema do Governo»...
José Sócrates «conseguiu transformar Manuela Moura Guedes no grande problema do Governo. Com o país no estado em que está»Quem o diz é Vasco Pulido Valente, na habitual crónica no «Público», esta semana dedicada a «uma guerra» que «desde o princípio» o primeiro-ministro lançou aos jornalistas.
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«Para ele (Sócrates) a informação sobre o Governo tinha de ser pouca e calculada. Quanto menos fosse e quanto mais calculada, menos daria alimentação e oportunidade a críticas», escreve.Sucede que «com o tempo as críticas vieram e Sócrates começou a exercer represálias sobre os críticos pelo velho e desastroso método do boicote: Se uma televisão ou um jornal por qualquer motivo o ofendiam ou, supunha ele, o prejudicavam, Sócrates fazia o possível (e o impossível) por não se aperceber da sua maléfica existência : recusava entrevistas, cortava as relações com os directores, não os convidava para viagens de natureza oficial e por aí fora».
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Para o cronista, «se a relação entre o Governo e os jornalistas se tornou numa relação «pessoal» e «obsessiva», a culpa não é dos jornalistas. É de quem primeiro se mostrou «pessoal» e «obsessivo».Perante a inevitabilidade do escrutínio da vida do primeiro-ministro, restava-lhe, diz Pulido Valente, «negar, sem paixão, o que valesse a pena negar e deixar o resto aos tribunais».
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«Sócrates resolveu partir em campanha contra o mundo», diz, desde logo, ao apresentar-se como «vítima de uma conspiração obscura e quase universal» e ao processar vários jornalistas.
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O efeito conseguido foi, remata Pulido Valente, o previsível: «ninguém acreditou em conspiração alguma e os jornalistas acabaram por o processar a ele».
in Portugal Diário
domingo, 19 de abril de 2009
Brasil...Jornalista demitida da TV...
É pena que não tenhamos em Portugal jornalistas ou apresentadores/as assim deste calibre!!! Será cobardia ou então comem todos do mesmo tacho.
Enfim... "vai-te mundo cada vez a pior"!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Viriato Teles...Jornalista e Escritor...
Viriato Teles (Ílhavo, 27 de Março de 1958) é um jornalista e escritor português.Frequentou sucessivamente o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Jornalista desde 1979, tem trabalhado como redactor ou colaborador de diversas publicações, programas de rádio e televisão. Entre 1981 e 1993 fez parte das redacções dos semanários Se7e e O Jornal, ligado essencialmente à área dos Espectáculos, para onde realizou a maioria das entrevistas que integram este livro.
Na Rádio, colaborou com a Antena I e destacou-se como «cronista de escárnio e mal-dizer», na TSF. Em Televisão já fez reportagem, escreveu guiões de ficção e realizou documentários.
É ainda co-autor de diversas canções e participou em festivais na Grécia (Salônica, 1992, com o tema que se classificou em primeiro lugar) e no Chile (Viña del Mar, 1994).
Integra, desde 2006, o Gabinete dos Provedores da Rádio e Televisão de Portugal.
Depois de, em 1998, ter reunido alguns poemas no volume Margem para Dúvidas, publicou em 1999 o livro Zeca Afonso: As Voltas de um Andarilho, nova versão muito aumentada do opúsculo homónimo editado originalmente em 1983 na colecção Cadernos de Reportagem.

Outras publicações:
Bocas de Cena (entrevistas), 2003
Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo (entrevista), 2003
Contas à Vida - Histórias do Tempo que Passa (entrevistas), 2005
A Utopia segundo Che Guevara (reportagem biográfica), 2005
Do que eu gostava mesmo era que (...), de uma vez por todas, Portugal deixasse de ser um país tristonho e percebesse que há outra vida que vale a pena viver para além da vida real dos hipermercados, das sms e das telenovelas de aquém e de além-mar. E que, de uma vez por todas, a dignidade humana deixasse de ser um privilégio para passar a ser um direito universal e, portanto, não sujeita às leis da competitividade - que, como bem aprendemos nos últimos anos, não só não rima com liberdade como dá cabo da língua."
quinta-feira, 26 de março de 2009
Luís Carlos Patraquim...Poeta, Autor teatral e Jornalista Moçambicano...
Luís Carlos Patraquim (Maputo, 26 de Março de 1953) é um poeta, autor teatral e jornalista moçambicano.Refugiado na Suécia em 1973, regressa a Moçambique em 1975, onde vai trabalhar no jornal A Tribuna. Encerrado o jornal, integra o grupo fundador da Agência de Informação de Moçambique (AIM) sob a direcção de Mia Couto.
De 1977 a 1986 trabalha no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique (INC) como autor de roteiros e de argumentos e como redactor do jornal cinematográfico Kuxa Kanema.
Em conjunto com Calane da Silva e Gulamo Khan, coordenou, entre 1984 e 1986, a Gazeta de Artes e Letras da revista Tempo.
Reside em Portugal desde 1986.
Colabora na imprensa moçambicana e portuguesa, em roteiros para cinema e escreve para teatro.
É coordenador redactorial da revista Lusografias.
Índice
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REMINISCÊNCIA
sábado, 14 de março de 2009
Francisco José Viegas...Escritor e Jornalista...faz hoje 47 anos...
Francisco José Viegas (Vila Nova de Foz Côa, 14 de Março de 1962) é um escritor e jornalista português.Viveu na aldeia de Pocinho, hoje a última paragem ferroviária do Douro, Vila Nova de Foz Côa, até aos oito anos, quando os pais, professores primários, se mudaram para Chaves, concluíndo aí os estudos secundários.
Licenciou-se em Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa e foi Professor de Linguística na Universidade de Évora, de 1983 a 1987. Homem religioso, abandonou o catolicismo da sua tradição familiar e converteu-se ao judaísmo.
Com actividade jornalística na rádio e na televisão, trabalhou em mais de dez títulos da imprensa portuguesa – Jornal de Letras, Expresso, Semanário, O Liberal, O Jornal, Se7e, Visão, Diário de Notícias, O Independente, Notícias Magazine, Record, Elle, Volta ao Mundo, Oceanos.
Foi director das revistas Ler, Grande Reportagem e Gazeta dos Desportos. A partir de Janeiro de 2006 foi director da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa; em Fevereiro de 2008 regressou à direcção da revista Ler.
Na televisão, foi autor e apresentador dos programas Escrita em Dia (SIC), Falatório (RTP2), Ler Para Crer (RTP2), Prazeres (RTP1), Um Café no Majestic (RTP2), Primeira Página (RTP1) e Livro Aberto (RTP-N). Apresentou na Antena 1 Escrita em Dia. É autor do blogue Origem das Espécies. Foi ainda director da Casa Fernando Pessoa.
Publicou obras de divulgação, poesia, romances, contos, teatro e relatos de viagens. Em 2006, Longe de Manaus (romance policial) recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores.
Tem ainda, publicado na imprensa crónicas assinadas com o heterónimo não assumido António Sousa Homem, algumas delas reunidas em livro ("Os Males da Existência - Crónicas de um reaccionário minhoto").
Autor do Blogue Origem das Espécies
Índice
1 Obras
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São assim os amigos, frágeis, como dunas.
Altas labaredas os consomem
e dizem nomes, recados de amor.
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Nada os habita quando damos as mãos,
os rostos recortados no frio azul
para reparar o que nos une e o que nos afasta.
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São assim os amigos, vêm
com uma ferida móvel entre os dedos
juto de mim. Perdidos eu os encontro,
aos amigos,ao que por ser frágil perdura
como uma claridade um nome branco.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Que estabilidade é esta?
Baptista-Bastos
Escritor e jornalista - b.bastos@netcabo.pt
Talvez esta modesta reflexão pareça, aos olhos dos meus leitores, arbitrária e até delirante. Não o é. Vejam vocês: o que se nos pede e, subtilmente, se nos propõe é o voto no partido que, segundo os seus trompetistas, garante a calmaria social, a tranquilidade nos espíritos, o sossego nas reclamações. Tem-se visto. Batucam esta tecla com intimidante teimosia. O próprio dr. Cavaco introduziu, no seu habitual e insípido discurso, a palavra obsessivamente repisada, acaso presumindo que ela detém uma irredutível integridade.
Há um tédio recíproco entre o partido que nos pede o voto na "estabilidade" e nós, amolgados pelo triste horror do dia-a-dia, e desalentados com a nossa própria imprevidência, que, um pouco levianamente, lhe deu, há quatro anos, a maioria absoluta. Por outro lado, no conclave de Espinho foi demonstrado que existe um fervor militante espantoso, o qual permitiu, à maneira de Kim Jong-il, um unanimismo jubiloso e compacto a apoiar o líder.
A "estabilidade" não resolve problema algum, num "país embebedado pela classe política", como disse, anteontem, na SIC, o prof. Medina Carreira. A "estabilidade", contida na tal maioria absoluta, é a escora de um edifício moralmente doente, socialmente inepto, politicamente vazio, desinteressado do bem comum. Esta maioria absoluta em que sobrevivemos dramaticamente pode servir de lição às nossas decisões próximas e futuras. A "estabilidade" é redutora: inibe o debate, impõe as regras de um jogo de antemão falsificado, e apenas consente quem obedece ao suserano.
O apelo à "estabilidade" pressupõe, praticamente, o confinamento das vozes dissentes. Cujas reivindicações só encontram limitado eco no Parlamento e numa que outra das televisões. E o espectro da "desestabilização" serve para atemorizar aqueles que pensam não haver alternativa. A verdade é que podemos proceder à alteração deste rotativismo, de tão exangues exemplos no século XIX. Portugal é governável sem maiorias absolutas. Os políticos têm, somente, de atender ao espírito de missão. O que me parece arredio dos cálculos desta gente.
In DN
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Baptista-Bastos...Jornalista e Escritor...Faz hoje 75 anos...
Armando Baptista-Bastos (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1934), jornalista e escritor português.Após a frequência da Escola de Artes Decorativas António Arroio e do Lycée Français Charles Lepierre, em Lisboa, inicia a sua carreira profissional na redacção de O Século tornando-se, de seguida, subchefe de redacção de O Século Ilustrado. `
Passou, assim, pelos quadros redactoriais de O Diário, República, Europeu, Almaque, Seara Nova, Gazeta Musical e Todas as Artes, Época e Sábado.
Durante duas décadas foi jornalista no Diário Popular. Foi redactor da Agence France Press, em Lisboa. Assinou ainda várias crónicas e colunas no Jornal de Notícias, A Bola, Tempo Livre e, como crítico, colaborou com o Jornal de Letras, Artes e Ideias, o Expresso, o Jornal do Fundão,o Correio do Minho e o Diário Económico.
Fundou ainda o semanário O Ponto, periódico que registou uma série de entrevistas semanais. Na rádio leu as suas crónicas, nomeadamente na Antena 1 e na Rádio Comercial.
Actualmente é colunista do Diário de Notícias, do Jornal de Negócios e do Jornal do Fundão.
O Cinema na Polémica do Tempo foi o seu primeiro livro de ensaio, publicado em 1959. Em 1969 lançava As Palavras dos Outros.
Popularizado pela televisão, apresentou na década de 1990, Conversas Secretas na SIC.
A convite do jornal Público, realizou uma série de dezasseis entrevistas sob a designação «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente publicadas em CD-ROM.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Valentim Magalhães...Jornalista e Escritor Brasileiro...
Antônio Valentim da Costa Magalhães (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1859 — 17 de maio de 1903) foi um jornalista e escritor brasileiro, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.Índice
1 Biografia
2 Poesia
-2.1 Versos
3 Bibliografia
4 Academia Brasileira de Letras
5 Fontes e referências
6 Ligações externas
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sábado, 8 de novembro de 2008
Teófilo Dias...Foi um Poeta e Jornalista Brasileiro do Séc.XIX...
Biografia
Filho do advogado Odorico Antônio de Mesquita, e da irmã do poeta Gonçalves Dias, D. Joana Angélica Dias de Mesquita. Sua formação inicial deu-se de 1861 a 74, em São Luís, capital do estado, no Instituto de Humanidades.
Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde morou, albergado no Convento de Santo Antônio, por cerca dois anos (1875-76), realizando os exames preparatórios para o curso de Direito, onde efetivamente ingressa, em 1877.
Cursando a Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, conclui a formação em 1881. Ao largo da advocacia, exerce o jornalismo, colaborando com os jornais Província de São Paulo e A República, e ainda na Revista Brasileira, de José Veríssimo. Em 1878 participa da chamada "Batalha do Parnaso", formada por escritores que, no Rio e em São Paulo, reagiam contra o romantismo, sob influência de Artur de Oliveira.
Foi, também, professor de Gramática Filosófica e Francês, no Colégio Aquino.
Casara-se, em 1880, com Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada, da família de José Bonifácio, com quem teve dois filhos: Gabriela Margarida e Teófilo.
Ingressa na política, pelo Partido Liberal, elegendo-se deputado provincial em 1885, em mandato que durou até o ano seguinte.
Sulcas o ar de um rastro perfumoso
sábado, 4 de outubro de 2008
Dinis Machado...Jornalista e Escritor Português...Faleceu ontem...
Viveu no Bairro Alto até 1963. Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa.
Organizou no princípio da década de 1960 os primeiros ciclos de cinema da Casa da Imprensa e publicou críticas na revista Filme.
Também escreveu poesia, fez entrevistas e publicou três romances policiais sob o pseudónimo Dennis McShade na colecção Rififi, então dirigida por ele: Mão direita do Diabo (1967), Requiem para D. Quixote (1967) e Mulher e arma com guitarra espanhola (1968).
O seu maior sucesso literário, tanto junto da crítica como do público, foi O que diz Molero, publicado em 1977 e que já foi traduzido para quatro idiomas (alemão, búlgaro, castelhano e romeno). A sua adaptação ao teatro, feita por José Pedro Gomes e António Feio, foi também um sucesso
Também é autor de Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez (1984), de Reduto quase final (1989) e de Gráfico de vendas com orquídea (1999).
domingo, 7 de setembro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Faz hoje um ano

Eduardo Prado Coelho (Lisboa, 29 de Março de 1944 — Lisboa, 25 de Agosto de 2007[1]) foi um escritor e professor universitário português.
Filho de Jacinto do Prado Coelho (professor catedrático da Universidade de Lisboa), licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou em 1983, com a tese a que deu o título de A Noção de Paradigma nos Estudos Literários, e foi assistente entre 1970 e 1983. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação.
Em 1975-76, foi Director-Geral de Acção Cultural no Ministério da Cultura, criado com a Revolução de Abril. Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Universidade de Sorbonne - Paris III. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris. Foi Comissário para a Literatura e o Teatro da Europália Portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na "Lisboa Capital Europeia da Cultura 94". Em 1997, tornou-se director do Instituto Camões em Paris.
Regressou a Portugal em Outubro de 1998, tendo voltado a ser professor na Universidade Nova de Lisboa. Foi o comissário da participação portuguesa no "Salon du Livre/2000".
Teve ampla colaboração em jornais e revistas e publicou uma crónica semanal no jornal Público até à data da sua morte. Foi autor de ampla bibliografia universitária e ensaística, em que se destacam um longo estudo de teoria literária (Os Universos da Crítica), vários livros de ensaios (O Reino Flutuante, A palavra sobre a palavra, A letra litoral, A mecânica dos fluidos, A noite do mundo) e dois volumes de um diário (Tudo o que não escrevi). Em 1996, recebeu o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores e, em 2004, o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom.
Foi membro do Conselho Directivo do Centro Cultural de Belém, ex-membro do Conselho Superior do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), ex-membro do Conselho de Opinião da Radiodifusão Portuguesa e ex-membro do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa.
Publicou nos seus últimos anos de vida Diálogos sobre a fé (com D. José Policarpo) e Dia Por Ama (com Ana Calhau), sendo Nacional e Transmissível (Guerra e Paz, 1ªedição 2006) o seu último livro editado.
Faleceu a 25 de Agosto de 2007 em Lisboa, como consequência de problemas cardíacos. [1]
Prémios
Foi premiado, em 2004, com o Prémio Arco-íris, da Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo na luta contra a discriminação e homofobia.
Ligações externas
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Jornal Público. Morreu Eduardo Prado Coelho.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O atleta-mor
Vasco Pulido Valente, o mais mal disposto comentador da nossa praça, dedicou a sua crónica de hoje, no jornal Público, aos jogos olímpicos.
Decepcionado com as novas modalidades representadas – afinal não tão novas como isso – reclama pelo facto de a natação estar “tão dividida” que, até um atleta sozinho, consegue ganhar oito provas. Para quem talvez nunca tenha molhado o pé fora da banheira e, com certeza, gostaria de praia se não tivesse tanta areia e muito mar, compreende-se o seu enfado. Para ele, boiar numa piscina é semelhante a nadar bruços ou mariposa…
Em contrapartida reclama pelo facto de o golfe, “com dezenas de milhões de praticantes no mundo inteiro” (sic) – esse sim, um desporto antiquíssimo, popular e indivisível - não tenha aparecido. Resta saber se Valente alguma vez pegou num taco de golfe ou teve valentia para acompanhar a par e passo esse empolgante desporto em que o atleta entrega a um servente o transporte dos ossos do ofício.
Afinal, o mal é geral. Não bastava o amadorismo de alguns atletas; agora temos críticos de bancada, ou melhor, de sofá, a perorar sobre matérias que evidentemente nunca conheceram, não conhecem e, estou em crer, têm raiva a quem as conhece, aprecia e pratica.




