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sábado, 25 de abril de 2009

Comemorar Abril com camaradas espanhóis

Os militares da organização clandestina anti-franquista Unión Militar Democrática (UMD), que foi criada no Verão de 1974, estão em Portugal para assinalar o 25 de Abril. O tenente-coronel José Ignacio Dominguez Martin-Sanchez foi um dos militares da UMD e à Agência Lusa referiu que a visita «pretende simbolizar a união que sempre existiu entre o MFA (Movimento das Forças Armadas) e a Unión Militar Democrática».
Para o militar espanhol, este regresso assinala a importância do 25 de Abril para Portugal, mas também para todo o mundo, sobretudo para Espanha. «O 25 de Abril teve uma importância transcendental para Espanha, não só para as Forças Armadas, mas também no movimento político em geral», afirmou o tenente-coronel. Ignacio Dominguez Martin-Sanchez acrescenta ainda que o 25 de Abril facilitou a mudança política em Espanha e afirma que «se não tivesse existido o 25 de Abril, provavelmente não existiria a UMD. Deu impulso à oposição contra o regime de Franco», realça.
Nesta visita a Portugal, vão estar ainda o coronel Luis Otero Fernandez, o coronel José Fortes Bouzan e o tenente-coronel Capitão Fernando Reilein, membros da UMD presos em Julho de 1975. Os militares vão estar sexta-feira e sábado em Portugal para visitar alguns dos locais mais emblemáticos da «Revolução dos Cravos».
In Portugal Diário

Histórias ainda por contar

Durante o jantar comemorativo do 35º aniversário do 25 de Abril, realizado ontem no antigo Quartel da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, a convite da respectiva Câmara Municipal, tive o prazer e emoção de reencontrar José Ignacio Dominguez que, em breves palavras, vos apresentarei pessoalmente.
No período em que me refugiei em Argel, entre 30 de Janeiro e Junho de 1976, e antes de obter em França o estatuto de refugiado político, conheci e convivi com o então Capitão Piloto-Aviador da Força Aérea Espanhola, José Ignacio Dominguez - que ali se encontrava na mesma situação - e era, à data, o porta-voz da União Militar Democrática [Espanhola].
Recordo com emoção que, para iludir o tempo feito de espera, jogávamos intermináveis partidas de xadrês ocupando a mente no campo de batalha comum em que cada um de nós, à sua maneira, procurava contribuir para a Liberdade e a instauração da Democracia na Península Ibérica, último e anacrónico baluarte das ditaduras fascistas na Europa que haviam sobrevivido à Segunda Guerra Mundial.



José Ignacio Dominguez e Álvaro Fernandes



Certificado de Refugiado político de Álvaro Fernandes
obtido em França após abandonar a clandestinidade em Argel


A 25 de Abril de 1974, os então capitães Nuno Santa Clara Gomes e Álvaro Fernandes, integrados num Centro de Apoio e Ligação (CAL 1) ao Posto de Comando do MFA, acabaram por ser chamados para a Pontinha e serviram de oficiais de ligação do Posto de Comando com as tropas que desenvolveram operações na região da grande Lisboa.
O CAL 1 funcionou - com indispensável ligação rádio ao Posto de Comando através de um emissor-receptor Racal TR 28 - em Campo de Ourique, na casa do Major Domingues Arruda (já falecido), e era constituído também pelos seguintes capitães: Nuno Pinto Soares, António Rosado da Luz, José Rosário Simões e Pedrosa Afonso.
O reencontro de ontem foi tanto mais emocionante quanto o Nuno Santa Clara Gomes era um dos oficiais destacados pela Associação 25 de Abril para acompanhar os nossos camaradas espanhóis.
Resta, para já, acrescentar que os Oficiais da antiga Union Militar Democrática criaram em Espanha uma associação que ontem assinou um protocolo de cooperação com a A25A.



Coronel Nuno Santa Clara Gomes, Tenente-Coronel Álvaro Fernandes e Tenente-Coronel (na Reforma) e Comandante da Ibéria, José Ignacio Dominguez

Texto de Álvaro Fernandes e fotos de Maria José S. C. Fernandes

sábado, 1 de novembro de 2008

O Jantar de Oficiais das Forças Armadas....

Forças Armadas: Vasco Lourenço deixa aviso e critica chefes militares
“Se não querem acabem com elas”
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A tensão que se vive nas Forças Armadas, devido à insatisfação dos militares pela forma como são tratados pelo poder político, foi ontem o tema de conversa entre cerca de uma centena de oficiais num jantar em Lisboa.
O presidente da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço, deixou, aliás, um claro recado ao Governo: "Ou querem umas Forças Armadas com todas as condições, ou então, se não querem, acabem com elas."
A iniciativa surgiu após o alerta lançado pelo general Loureiro dos Santos, que chamou à atenção para os actos irreflectidos de jovens militares "desesperados" que podem pôr em causa a democracia.
Mas o descontentamento não atinge só os mais jovens. Vasco Lourenço também teceu duras críticas à "insensibilidade do poder político e das chefias militares" para a actual situação das Forças Armadas. "Os chefes militares tinham a obrigação de fazer ver ao Governo as preocupações e os problemas dos militares", afirmou o coronel antes de entrar para o jantar-debate. "As Forças Armadas estão na primeira linha de intervenção na política externa mas depois tratam-noscomo simples mangas de alpaca."
A degradação dos salários e da assistência na doença e a falta de pagamento dos complementosde pensão aos militares são algumas das questões que mais motivam a preocupação dos militares.
O chefe do Estado-Maior- -General das Forças Armadas, Valença Pinto, reconheceu ontem que existem problemas na instituição militar mas alegou que são situações antigas e que têm de ser compreendidas no quadro geral de dificuldades do País.
"Tenho necessariamente de reconhecer que há, como certamente em todas as diferentes instâncias do País, problemas e dificuldades e coisas que têm de ser resolvidas", afirmou Valença Pinto. Uma posição que mereceu a concordância do general Loureiro dos Santos, que fez questão de marcar presença no jantar.
"O senhor general confirmou o que disse", afirmou o ex-chefe do Estado-Maior do Exército. Loureiro dos Santos assegurou ainda que "há uma clara vontade política para dar uma resposta positiva" às questões que preocupam os militares. "Quem está na Defesa está muito preocupado com esta situação de tensão nas Forças Armadas", concluiu.
O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) considerou que o jantar com oficiais no activo, na reserva e na reforma "é um sinal de que algo vai mal".
Alpedrinha Pires sustentou que a situação na instituição militar está "desastrosa e dramática", devido aos cortes orçamentais, e criticou o "secretismo" com que está a ser preparada a revisão das carreiras e o sistema retributivo.
"A noção existente é a de que vão ser questões fracturantes", concluiu.
in CM

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hoje...Jantar de militares...

Cem graduados reúnem-se hoje em Lisboa
Oficiais discutem tensão ao jantar
Cerca de uma centena de oficiais das Forças Armadas analisam hoje, num jantar à porta fechada, em Lisboa, a actual situação dos militares.
A iniciativa surge num momento em que o general Loureiro dos Santos alertou para o desespero de alguns militares, que os poderá levar a cometer actos que ponham em causa a Democracia. Por isso, avisou: "Quanto mais depressa o Governo resolver as situações de injustiça mais depressa será possível atenuar a tensão e o descontentamento na instituição militar."
O ex-chefe do Estado-Maior do Exército disse ao CM que os militares mais jovens, "sensíveis às injustiças, podem cometer actos ocasionais, de irreflexão, que não são próprios de uma democracia europeia".
A situação dos militares será hoje tema de debate num jantar organizado pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) a pedido de oficiais no activo, que decorre às 19h30 no restaurante Espaço Tejo.
O general Loureiro dos Santos, o ex-presidente do Supremo Tribunal Militar almirante Castanho Paes e o general Silvestre dos Santos estarão presentes na iniciativa, que reúne oficiais no activo, na reserva e na reforma, apurou o nosso jornal.
A degradação do sistema retributivo, as alterações à assistência médica e o não pagamento dos complementos de pensão aos militares são situações insustentáveis para Loureiro dos Santos. Ao CM o general disse ainda que "sabe que o Governo está a trabalhar no sentido de dar um sinal positivo a estas questões".
O presidente do Observatório de Segurança e Criminalidade, general Garcia Leandro, considerou ontem "importantes" os alertas lançados pelo general Loureiro dos Santos. "Não há desenvolvimento, progresso e bem-estar social se não houver estabilidade. A estabilidade vem da segurança, que é dada pelas Forças Armadas, pelas forças de segurança e pela organização do País", advertiu Garcia Leandro em declarações à TSF.
Também o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Vieira Matias, disse estar de acordo com as preocupações de Loureiro dos Santos: "Tudo isso recomenda precaução e estou esperançado de que haja cautela e bom senso na forma de tratar a carreiras dos militares, não usando de maneira nenhuma as limitações constitucionais para ultrapassar as legítimas expectativas dos militares".
in CM

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Encontro Nacional de Militares...

Caros camaradas,
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No próximo dia 18 de Outubro, pelas 15H00, em Lisboa, com início no Rossio, as ANS, AOFA e APA, vão promover a participação num Encontro Nacional "Pela Dignificação da Família Militar", aberto aos militares e aos seus familiares.
Saudações cordiais do
Sequeira Alves
CMG EMQ/Secretário-Geral da AOFA