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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Levantamento de rancho em protesto...

Milhares de militares recusaram ontem almoçar nas messes em protesto contra aquilo consideram ser a “degradação” da carreira militar e prometeram endurecer as acções. Em causa está a passagem à reversa compulsiva de dezenas de sargentos, as “distorções” no sistema retributivo, a ausência de enquadramento legal das missões no estrangeiro e o novo Regulamento de Disciplina Militar (RDM).
Numa iniciativa promovida pela Associação Nacional de Sargentos (ANS), intitulada ‘Operação Carcaça’, milhares de militares por todo o País, segundo avançou a associação, almoçaram ontem fora das messes para uma “jornada de luta e reflexão”. “É vergonhoso o que está a acontecer [nas Forças Armadas].

terça-feira, 23 de junho de 2009

Costa Martins arrasa memórias de Vasco Lourenço...

O ex-ministro do Trabalho de Vasco Gonçalves classifica o livro de "ofensa ao 25 de Abril".
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Num extenso comentário enviado ao Expresso, o coronel Costa Martins disseca o livro "Do Interior da Revolução", uma longa entrevista de Vasco Lourenço a Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril e editado pela Âncora. Martins acusa Lourenço: "Em alguns casos, inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições".Piloto-aviador na reforma, Costa Martins também esteve envolvido no golpe de 25 de Abril, após o que foi ministro do Trabalho de todos os governos de Vasco Gonçalves. Membro dos conselhos de Estado e da Revolução, participou em muitos dos episódios referidos no livro por Vasco Lourenço, mas pertencendo a uma corrente político-militar diferente: enquanto este foi um dos operacionais do "grupo dos nove", Martins fazia parte da corrente "gonçalvista", alinhada com o PCP. Se Lourenço foi um dos vencedores do 25 de Novembro, Martins passou à clandestinidade e chegou a viver em Angola."Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo", escreve Costa Martins. "O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações. Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calúnias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do país".Segue-se, na íntegra, o texto do coronel Costa Martins (os subtítulos são da responsabilidade do Expresso).
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Uma ofensa ao 25 de abril
* Costa Martins
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No Expresso de 25-04-2009, foi publicado um artigo de José Pedro Castanheira alusivo ao livro de Vasco Lourenço, intitulado "Do Interior da Revolução" em que sou visado. À partida, senti relutância em ler o livro pelo facto de Vasco Lourenço não me merecer confiança e por estar farto das suas mentiras e calúnias. Contudo, algumas pessoas recomendaram-me que o lesse, e acabei por fazê-lo. E valeu a pena.A entrevistadora, no contexto das perguntas e com os seus profundos conhecimentos, refere aspectos importantes da História recente de Portugal.Vasco Lourenço, dissertando sobre tudo e sobre todos, faz declarações por vezes inéditas.Em alguns casos inventa factos; noutros - para fugir a responsabilidades, ou por ignorância - diz desconhecê-los; e em outros, manipula-os e subverte-os, chegando, por vezes, a fazê-lo de forma ridícula e até incorrendo em flagrantes contradições.Vasco Lourenço chega a declarar que Melo Antunes era o único que tinha um plano estratégico para o país, mas que "foi um benefício" a sua saída da Comissão Coordenadora, quando ele entrou!E afirma a seguir que: "o mesmo se passando com a substituição de Costa Martins por Canto e Castro". Não se tratou de substituição na Comissão Coordenadora, mas sim da usurpação do meu lugar no Conselho da Revolução, "cozinhada" de forma porca e suja, que então denunciei e o Expresso publicou.
Não somos burros dispostos a comer toda a palha
Vasco Lourenço mostra a sua verdadeira personalidade, sobre a qual não posso pronunciar-me em termos clínicos porque não sou médico da especialidade; mas posso e devo fazê-lo em termos de apreciação comum, ainda que, por agora, de forma não muito aprofundada para não me alongar demasiado - apesar de haver "pano para mangas"...Vasco Lourenço tem o direito de não entender que o mundo ultrapassa os limites do seu umbigo.O que não tem é o direito de ofender tudo e todos para dar largas ao seu exacerbado egocentrismo e à sua desmedida megalomania, parecendo usá-los como capa para mascarar as suas frustrações.Nem tem o direito de denegrir o bom-nome e a honra dos seus camaradas militares, com invencionices, deturpações e manipulações de factos, mentiras e calunias, espezinhando tudo e todos, muitas vezes dissertando sobre o que não sabe, ou não conhece, e atraiçoando a própria História do País.Na voracidade dos enganos vai ao ponto de nem sequer poupar a criança, seu neto, na dedicatória que lhe fez! Toma-nos a todos como se fossemos uns burros dispostos a comer toda a palha que nos quer dar.Certamente usando o dom da ubiquidade, esteve em todas as reuniões do MFA. Dirigiu e comandou tudo e todos, admoestou generais e pô-los em sentido. Ameaçou atirar pela janela quem se lhe opusesse, e reclamou camisa-de-forças. Vetou decisões que não lhe interessavam - ainda que, por vezes, contrariando a vontade de todos os outros. Impôs o que entendeu. Opôs-se a que existissem Generais na Junta de Salvação. Entendeu que seria ele "o comandante do 25 de Abril". Achou que os órgãos de comunicação social "tinham de estar disciplinados". E propôs-se vetar o resultado das eleições democráticas se entendesse que os eleitos eram "reaccionários"!Com um tal democrata, para quê ditadores?
No 16 de Março
À medida que avançava na leitura do livro ia-se-me aguçando o interesse por tropeçar no capítulo em que Vasco Lourenço tivesse ordenado a Deus que se afastasse, para que fosse ele a comandar o mundo. Mas não o conseguiu.E tudo por causa dos seus camaradas militares, porque uns são "cobardes", outros "tontos", outros "pobres diabos", outros "actores de palco", outros, "um bluff". Enfim, "uma cambada de incompetentes".E os spinolistas? Essa "cambada de inúteis e imbecis" que "Spínola tinha à sua volta" e que só se apercebeu disso quando ele lhe chamou a atenção durante um reparo que lhe fez.Foi por tudo isso que, logo no dia 16 de Março - já nos Açores - "sem saber exactamente o que se estava a passar" chamou "montes de nomes à malta do Movimento. Estúpidos. Deitaram tudo a perder! "Não fora a contenção imposta pelo seu profundo sentimento de camaradagem - que sempre alardeou - e teria muito mais epítetos para qualificar toda essa cambada de incompetentes, de inúteis e imbecis, estúpidos, tontos, cobardes, pobres diabos, actores de palco, bluffs, que, em vez de o ajudarem só o atrapalharam!E foi por causa deles que não conseguiu afastar Deus e tomar o comando do mundo! Mas, também se o tivesse conseguido, não tinha tido a possibilidade de, no 25 de Abril, nos Açores, apelar ao Aspirante Ramos para que rezasse!Isto, à cautela, não fosse o diabo tecê-las, porque apesar de ter deixado tudo preparado e todas as ordens dadas a todos antes de embarcar para os Açores, o Otelo podia não as ter entendido e resolver usurpar-lhe o palco - que era seu, exclusivamente seu!
No 25 de Abril
Já os fascistas, também estúpidos e incompetentes, nem discorreram que, se em vez de o terem mandado para os Açores em princípios de Março o tivessem feito alguns dias antes, não tinha havido 25 de Abril!E a coisa que não lhes perdoa "foi o impedirem que estivesse aqui no 25 de Abril" - embora confesse que sempre esteve disposto a seguir!A fls. 187 do livro, a propósito da sua ida para os Açores, faz mesmo a seguinte declaração: "Está bem. Eu embarco. Já fizemos o que tínhamos a fazer, aliás, eu sempre estive disposto a seguir"!Se em vez de sempre ter estado disposto a seguir, tivesse tido a determinação de ficar e a coragem de enfrentar o regime recusando-se a embarcar, teria cá estado no 25 de Abril. Mas preferiu o pseudo rapto, para show off e como forma de fugir às responsabilidades, "empurrando-as" para cima de outros, em vez de as assumir.Até porque, pouco tempo antes, um Capitão do Estado-Maior da Força Aérea, a quem fora imposta uma deportação, recusou-se a embarcar e, mesmo sem ter atirado indivíduos pelas janelas nem reclamado camisa-de-forças, ficou cá e participou activamente no 25 de Abril! Contudo, melhor fora que esse "tonto" não tivesse cá ficado.Então não é que ele, "incapaz de perceber o seu Princípio de Peter", no 25 de Abril ia deitando tudo a perder com a emissão de um NOTAM determinando o encerramento do espaço aéreo português, o que fez com que Vasco Lourenço se visse impedido de regressar de imediato a Lisboa para estar "aqui no Continente, no centro dos acontecimentos" - no palco! Crime de "lesa-majestade" que nunca mais lhe perdoou.Contudo, se tivesse recusado seguir para os Açores, Vasco Lourenço, não teria sabido que, "afinal [tinha] uma importância doida" - apesar de não ter sido nessa altura que pediu uma camisa-de-forças - só se tendo apercebido disso quando, no seu embarque, se deparou no Aeroporto com os "pides, com aqueles carimbos todos da PIDE, gabardina, óculos escuros, ar sinistro"..."pides por todo o lado"..."tantos!"Mas não foi só em relação à ida para os Açores que, em matéria de fuga às responsabilidades em momentos sérios e difíceis, Vasco Lourenço esqueceu a sua tão exibida frontalidade e procurou fugir às responsabilidades.
No PREC
No Verão de 1975, a dada altura houve reuniões do CR, no Alfeite, em dias sucessivos. Numa dessas reuniões, para me atacar, fez acusações graves relativamente a dois processos que corriam no Ministério do Trabalho.Não podendo exibir elementos, por não os ter naquele momento, limitei-me a manifestar profunda estranheza.No dia seguinte levei os respectivos dossiers à reunião e provei ser mentira tudo quanto Vasco Lourenço propalara na véspera.Por não estar disposto a tolerar calunias, dirigi-me ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República, que participavam da reunião, e apresentei a minha demissão - que o Expresso noticiou. E sugeri a nomeação de Vasco Lourenço para me substituir como Ministro do Trabalho. Porque o cargo não era "pêra doce", encolheu-se e esquivou-se a aceitar tais responsabilidades.Na sequência de insistentes solicitações do PR e do PM para que eu permanecesse em funções, acabei por aceitar, mas deixei bem claro que não admitiria críticas levianas e assentes em falsidades, para mais vindas de quem mostrava incapacidade para desempenhar as funções e assumir as inerentes responsabilidades.Também, mais tarde, no dia 25 de Novembro, quando o confrontei com as vergonhosas calúnias que propalara na entrevista publicada no República em 20-11-75, relativas à Cabala do "Dia do Salário, mais uma vez mentindo procurou fugir às suas responsabilidades, declarando que não tinha dito "nada daquilo", que fora tudo invenções dos jornalistas e que iria fazer o desmentido no dia seguinte. Nunca cumpriu, nem nunca se retratou!No 25 de NovembroCom todo o seu heroísmo, no 25 de Novembro, em vez de ter assumido as suas responsabilidades, indo para o Comando da Região Militar de Lisboa, da qual era o comandante, "[deu] instruções a Ramalho Eanes para ir para a Amadora", e resolveu ficar em Belém" debaixo das asas do PR - não fosse, desta vez, o diabo tecê-las, para mais com a agravante de não ter à mão o Aspirante Ramos para rezar.Mas há cerca de um ano teve o descaramento de declarar que no dia 25 de Novembro nunca me viu em Belém, apesar de se ter encontrado comigo nas duas vezes em que lá fui reunir-me com o PR, precisamente a propósito do 25 de Novembro! No livro faz a seguinte surpreendente declaração: "Eu ainda hoje não percebi qual foi a actuação do Costa Martins". Assim sendo, tem falado à toa, de forma irresponsável e inconsciente, quando sobre ela se tem pronunciado; para mais, fazendo-o geralmente à base de mentiras e calúnias!Aliás, para que Vasco Lourenço pudesse "perceber qual foi a minha actuação" teria de saber primeiro, o que verdadeiramente, esteve por trás do 25 de Novembro, por trás da sua azáfama, do "levar e trazer", do "diz que disse" e das tarefas sujas a que se prestou, mentindo e caluniando camaradas que, de boa fé, o consideravam amigo.É óbvio que eu - tal como a esmagadora maioria da população - não estava de acordo com os crescentes desmandos com que, no dia a dia, éramos confrontados, nem com o desnorte existente no País. Mas sabia que o que estava em causa não era o apregoado. E sempre estive contra a destruição dos Valores e Princípios Éticos, imprescindíveis ao relacionamento dos cidadãos na "prometida sociedade de rosto humano."
O exibicionismo da megalomania
Vasco Lourenço, na ânsia da sua desmedida ambição, parece ter corrido atrás de miragens acenadas por "aladinos" - qual coelho correndo atrás das cenouras - mas que, a final, em matéria de concretização se confinaram a duas efémeras estrelas, rapidamente apagadas quando os seus "brilhantes serviços" deixaram de "ter aproveitamento".E de pouco lhe serviu ter ido sentar-se na cadeira do Primeiro-Ministro, em São Bento, num dia em que o Governo reuniu em Belém.Parece serem essas as causas das suas incontidas frustrações bem espelhadas no livro, ainda que aparentemente camufladas pelo exibicionismo da sua megalomania e pela linguagem deselegante, grosseira e por vezes ofensiva, com que se refere a camaradas e se dirige publicamente a entidades respeitáveis, inclusivamente ao próprio Presidente da República, pensando que, assim, parece importante!
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.*Costa Martins Coronel piloto aviador, na reforma; ex-ministro do Trabalho dos II, III, IV e V Governos Provisórios; ex-membro da Comissão Coordenadora do MFA, do Conselho de Estado, do Conselho da Revolução e do Conselho dos Vinte.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Militares espanhóis da UMD em Lisboa

Estes nossos camaradas espanhóis comemoraram o 35º aniversário do 25 de Abril connosco


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Militares proibidos de usar tatuagens e maquilhagem...

Não há qualquer margem para dúvidas. Os militares do sexo masculino estão expressamente proibidos de usar maquilhagem e pintar as unhas. A norma consta de um despacho do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, que entrou em vigor no passado dia 1. O objectivo é claro: apertar as regras de apresentação e atavio dos militares.
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"Não é permitido o uso de qualquer tipo de maquilhagem." Esta é uma das normas destinadas aos militares do sexo masculino, expressa no documento a que o CM teve acesso, e onde nada foi deixado ao acaso. "As unhas devem apresentar-se limpas e cuidadas, não podendo ser pintadas e não devendo, em comprimento, exceder três milímetros, medidos desde a ponta dos dedos."
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Para as mulheres as regras são menos apertadas. É permitido o "uso de maquilhagem discreta" e as unhas podem ser "pintadas em tom discreto". O mesmo acontece com os adornos. As militares estão autorizadas a usar "um brinco no lóbulo inferior de cada orelha, de configuração discreta e sem fantasias ou pendentes".
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As regras apertadas e pormenorizadas causaram "momentos de boa disposição nas casernas", como relatou ao CM o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), António Lima Coelho. "Isto é cair no ridículo. Sempre imperou o bom-senso, não percebo a necessidade de se instituir regras que vão ao ponto de proibir a maquilhagem para os militares do sexo masculino. Até parece que não têm coisas mais graves em que pensar como o atrasa no pagamento dos diferenciais", afirmou.
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TATUAGENS E PIERCINGS
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O Exército proíbe ainda tatuagens, piercings ou outras formas de arte corporal que sejam visíveis quando uniformizados. Os militares na efectividade de serviço que ostentem tatuagens, sem estarem de acordo com o determinado e que não possam ser removidas sem recurso a um procedimento médico-cirúrgico, terão de declará-las no prazo de trinta dias. Mas as tatuagens com "conteúdos discriminativos em função do género, religião, raça, nacionalidade ou etnia (...) são obrigatoriamente removidas pelos meios adequados".
Questionado pelo CM, o Exército afirmou que todos os chefes militares "produziram despachos que uniformizam as normas e procedimentos a cumprir no que concerne à apresentação e atavio".
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TRADIÇÃO DE ÁFRICA
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Durante a Guerra Colonial, tornou-se comum o uso de tatuagens entre os militares portugueses, nomeadamente nos braços e nas mãos. As tatuagens, muitas feitas de forma rudimentar, recorrendo à tinta-da-china e a uma agulha, eram dedicadas à família ou simplesmente para registar a sua presença em África. "Amor de mãe" tornou-se, na altura, uma frase célebre.
in CM
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Continuo a gostar muito das chefias militares, em especial no Exército...
Sempre preocupados e empenhados com o moral e bem-estar dos subordinados e as grandes questões que se colocam às Fs`Armadas em pleno séc.XXI...
Chegam a ir ao "baú da recordações" buscar chorudas promoções para grandes e INTELIGENTES vultos militares na reforma, da história contemporânea...
Quando for grande gostaria de ter chefes assim...

terça-feira, 7 de abril de 2009

UMA JUSTA HOMENAGEM


O factor Tempo é tão belo como cruel para qualquer ser vivo.
Com ele, o Tempo, se nasce, cresce e morre.
O Major-General Carlos Manuel Costa Lopes Camilo, Vice-Presidente da Liga dos Combatentes acaba de cumprir o seu ciclo da vida.
Ontem, o alferes combatente batia-se nos Dembos.
Ontem, o capitão combatente batia-se pelo 25 de Abril.
Ontem, o Major-General combatente continuava a bater-se pelo Exército e pela Liga dos Combatentes.
Hoje, cumpre-nos a nós, seus camaradas e amigos, mantê-lo connosco e honrar a sua memória e dar testemunho da sua total dádiva voluntária na luta pela vida solidária e pela conservação das memórias e dos valores dos combatentes.
Dez anos passámos trabalhando em conjunto, ao serviço do Exército, no IAEM e ao serviço dos Combatentes, na Liga dos Combatentes.
Conhecemos o Homem e o Militar.
Homenageamos o Militar íntegro e o Homem de convicções profundas, elevado sentido patriótico, que desempenhou toda a sua actividade na Liga dos Combatentes numa perfeita sintonia com as orientações superiormente definidas, espírito de missão e lealdade, tornando-se um elemento excepcional na constituição da equipa da Direcção Central que tem vindo a dirigir a Liga dos Combatentes.
Possuidor de uma capacidade de trabalho invulgar, espírito de iniciativa, de uma dedicação extrema e profunda determinação na execução dos objectivos inerentes às missões de que estava incumbido, o Major-General Carlos Manuel Costa Lopes Camilo como coordenador do Programa Estruturante da Liga dos Combatentes, Conservação das Memórias, cujo objectivo é a dignificação dos cemitérios de militares portugueses inumados em todo o Mundo, desenvolveu um excepcional trabalho em proveito da Liga dos Combatentes, seus membros, suas famílias e do País.
Esteve em representação do Presidente da Direcção Central em várias acções de carácter interno e externo de que se destacam as visitas a Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e onde foram estabelecidas condições de lançamento e execução do Programa referido.
Dirigiu e coordenou superiormente no terreno, na Guiné, as operações de Guidage e Farim e a criação de condições de concentração, no cemitério de Bissau.
Privilegiando sempre a sua condição de militar na forma como encarava a vida pública, de caráter, inteligente e de fino espírito de humor, o Major-General Carlos Manuel Costa Lopes Camilo grangeou na Liga dos Combatentes respeito, consideração e profundas amizades.
Como Presidente da Liga dos Combatentes é com inteira justiça que considero que os serviços prestados à Liga dos Combatentes pelo seu Vice-Presidente devem ser considerados do mais elevado mérito, extraordinários, relevantes e distintos.
O Major-General Camilo faleceu ao serviço de Portugal.
"A Liga não esquece".
Joaquim Chito Rodrigues
Presidente da Direcção Central

O meu testemunho
É com emoção e pesar que acabo de transcrever esta justa homenagem do Tenente-General Chito Rodrigues, publicada na revista Combatente, ao meu saudoso camarada e amigo Carlos Camilo.
Convivemos durante quatro décadas, durante as quais as nossas carreiras se cruzaram várias vezes e estivemos lado a lado na preparação e execução do 25 de Abril e, depois, na fundação da Associação 25 de Abril.
Antes disso, haviamos feito juntos uma comissão de serviço em Angola, entre 1970 e 1972.
Ao longo desse longo período das nossas vidas - que sempre se pautou por inexcedível lealdade e camaradagem - fortaleceram-se os laços de amizade que acabaram por se estender também às nossas respectivas famílias.
Poucos dias antes da sua partida - e acabado de regressar da sua última e desgastante missão na Guiné - o Major-General Carlos Camilo fez questão de me visitar no Hospital Militar, aonde eu havia sido sujeito a uma intervenção cirúrgica.
Despedimo-nos com um "até amanhã", sem sabermos que seria o último.
Por isso te digo agora: até sempre Carlos Camilo.

Álvaro Henrique Fernandes
Tenente-Coronel na Reforma

domingo, 5 de abril de 2009

A Polémica está Servida...

Jaime Neves polémico 34 anos depois de 75
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Proposta de promover o coronel Jaime Neves a major-general, aprovada por todos os chefes militares, teve por base o apoio, entre outras figuras, de nomes como Ramalho Eanes e Rocha Vieira.
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A proposta de promoção do coronel Jaime Neves a major-general, que está na mesa do ministro da Defesa, teve por base um movimento de apoio que, entre outras figuras, integrou os generais Ramalho Eanes e Rocha Vieira, disseram ontem diferentes fontes ouvidas pelo DN.
A proposta, segundo fontes militares, assenta em critérios que "dão ênfase ao combatente" Jaime Neves, um líder dos Comandos com a Ordem da Torre e Espada que é reconhecidamente pouco consensual no universo castrense.
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A proposta teve origem na "iniciativa de entidades que hoje são civis" - como os generais Ramalho Eanes e Rocha Vieira, segundo várias fontes - e foi assumida há algumas semanas pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Pinto Ramalho. Aprovada "por unanimidade" em Conselho de Chefes, seguiu para o ministro da Defesa, a quem compete enviá--la para promulgação ao Chefe de Estado, Cavaco Silva.
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O porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Perdigão, limitou-se a dizer ao DN que o ramo "não faz comentários" ao caso nem explica as razões enquanto estiverem a "correr os trâmites legais".
Jaime Neves disse ao DN que "não [se] espanta" com as críticas de vários sectores militares à proposta e que cada um "tem o direito de dizer o que quiser". Para si, a decisão do Conselho de Chefes "só peca por tardia".
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Uma das figuras que contesta a decisão é o coronel Matos Gomes, um operacional dos Comandos. "Só se pode compreender se alguém quiser promover a tenente- -general o Otelo e o Vasco Lourenço", frisou ontem ao DN. "As Forças Armadas não se prestigiam promovendo um coronel que está há mais de 20 anos na reforma. Não se compreende", até porque "há vários oficiais com um comportamento idêntico ao Jaime Neves" e até "mais condecorados", adiantou, reconhecendo naquele oficial um "excelente comandante e homem muito corajoso".
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Posição semelhante tem o general Garcia dos Santos, um ex- -CEME do mesmo curso de Jaime Neves. Quem concorda são outros dois ex-CEME que entraram no mesmo ano para o Exército, os generais Loureiro dos Santos e Espírito Santo. "Acho bem, pelo seu percurso militar e pelo seu papel, tanto no 25 de Abril como no 25 de Novembro", observou Loureiro dos Santos, alertando, no entanto, para "outra figura que teve um papel relevantíssimo, Vasco Lourenço", a justificar a promoção.
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Vasco Lourenço disse ontem não ter nada a acrescentar ao publicado na véspera pela Lusa, a quem sustentou que "não há quaisquer razões políticas ou militares que justifiquem uma decisão dessas". "Vai contra todas as regras, o seu curriculum militar não o justifica e, se isto acontecer, estaremos perante um acto que em minha opinião indignificará o Exército e as Forças Armadas", acrescentou o antigo capitão de Abril.
in DN

sábado, 4 de abril de 2009

HAJA DECORO...Jaime Neves promovido a general...

Jaime Neves foi promovido a major general - o segundo posto mais alto da carreira militar - por proposta do Exército e com a aprovação das chefias de todos os ramos das Forças Armadas.
O responsável pelo 25 de Novembro e um dos mais medalhados comandos do Exército está reformado em coronel, desde os anos 80. As chefias militares consideraram que o seu "mérito e os serviços prestados à Pátria" justificam a "promoção por distinção".
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O ministro da Defesa deu o aval à proposta, que seguiu para Belém para ser confirmada pelo Presidente da República.
Esta prerrogativa, apesar de prevista no estatuto militar, nunca até hoje foi utilizada para promover um oficial na reforma e para mais a um posto de topo de carreira (o grau de marechal, atribuído por exemplo a Spínola e a Costa Gomes, são honoríficos).
A promoção só se torna efectiva depois de aprovada pelo ministro da Defesa e confirmada pelo Presidente da República, Chefe Supremo das Forças Armadas. Segundo o Expresso apurou, o processo já saiu do Gabinete do ministro da Defesa. Nuno Severiano Teixeira que recusou qualquer declaração por considerar que "as promoções não são objecto de comentário até chegarem ao seu término,".
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"A promoção foi decidida em Conselho de Chefes de Estado Maior, fundamentada em razões de natureza estritamente militar e por unanimidade", acrescentou a porta-voz do Ministério.
A notícia da promoção de Jaime Neves está já a causar grande polémica entre os militares, sobretudo por coincidir com as celebrações do 35º aniversário do 25 de Abril. E as críticas são tanto maiores quanto nenhum dos oficiais do 25 de Abril foi objecto de tratamento idêntico.
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Fonte militar afirmou ao Expresso que a iniciativa surgiu porque se entendeu que "havia mérito, dadas as qualidade operacionais demonstradas por Jaime Neve ao longo da sua carreira. O general Loureiro dos Santos concorda com os elogios às qualidade militares "em combate" reveladas por aquele antigo comando, que "esteve sempre do lado certo na luta pela implantação da democracia em Portugal, seja no 25 de Abril ou no 25 de Novembro".
No entanto, considera que, "aberto este precedente", também devia ser distinguido Vasco Lourenço, actualmente coronel na reforma, cujo contributo foi "relevantíssimo para a democracia".
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Vasco Lourenço, capitão de Abril e presidente da Associação 25 de Abril, critica duramente a "absolutamente inédita" decisão de promover Jaime Neves. Em declarações ao Expresso, disse não acreditar "que os responsáveis militares e políticos tenham tanta falta de bom senso e de decoro".
"Não há qualquer razão, quer de natureza militar, quer de natureza política, que justifique um decisão destas que vai contra todas as regras", afirmou, acrescentando que "o curriculum militar de Jaime Neves não o justifica. É um acto que indignifica o Exército e as Forças Armadas".
O militar de Abril aproveita ainda para criticar os responsáveis políticos, considerando que a promoção só se entende se "quiserem refundir Abril, substituindo Salgueiro Maia por Jaime Neves. Estão a hostilizar e a ofender profundamente os militares de Abril e o próprio 25 de Abril", conclui.
in Expresso
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Não há dúvidas...Os chefes militares continuam a entreter-se com assuntos de "lana caprina" e promoções mais que duvidosas, esquecendo os aspectos mais prementes da instituição, como a dignificação e moral da mesma...
São estas decisões, como a promoção do Jaime Neves e outras que tais, que levam cada vez mais ao descrédito dos pseudo-chefes e por arrastamento da própria instituição que dizem dirigir...
Enfeudados ao poder político, agem e actuam como os políticos que os nomeiam, esquecendo os valores e a ética que tentaram inculcar-lhes nos bancos das escolas militares...HAJA DECORO...

segunda-feira, 23 de março de 2009

General Norton de Matos...Foi Militar e Político...142º Aniversário do seu nascimento...

José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (Ponte de Lima, 23 de Março de 1867 — Ponte de Lima, Portugal, 3 de Janeiro de 1955) foi um general e político português.
Depois de frequentar o colégio em
Braga foi, em 1880, para a Escola Académica, em Lisboa.
Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em
Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura.
Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática.
O seu regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5ª divisão militar. Em
1912 tomou posse como governador-geral de Angola.
A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a Inglaterra, a Alemanha e a França.
Foi demitido do cargo em
1915, como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de ministro das Colónias, embora por pouco tempo.
Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em 1919. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola.
Na Primavera de 1919, foi delegado português à Conferência da Paz. Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar.
Foi, em
1929, eleito grão-mestre da maçonaria portuguesa.
Em
1948, participou nas eleições presidenciais de 1949, reivindicando a liberdade de propaganda e uma melhor fiscalização dos votos. O regime de Salazar recusou-se a satisfazer estas exigências. Obteve vastos apoios populares e apoio de membros da oposição.
Devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, ele acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Recruta...

Um General, casado há 35 anos, está na maior dúvida - se transar com a mulher dele, depois de tanto tempo, é trabalho ou prazer.
Na dúvida, liga pro coronel e pergunta.
- Para mim, transar com minha mulher depois de 35 anos de casado, é trabalho ou prazer?
O coronel liga pro tenente-coronel e faz a mesma pergunta.
- Para o General transar com a mulher dele depois de 35 anos de casado, é trabalho ou prazer?
O tenente-coronel liga para o major e pede para que responda se é trabalho ou prazer quando o General transa com a mulher dele, depois de 35 anos de casado.
E assim segue a corrente de ligações, até que a pergunta chega no sargento que pergunta para o soldado que está todo afobado, fazendo mil coisas ao mesmo tempo:
- Soldado, você tem dois segundos para responder; quando o General transa com a mulher dele, depois de 35 anos de casado, é trabalho ou prazer?
O soldado imediatamente, com convicção, responde:
- É prazer!
O sargento, impressionado pela agilidade e convicção da resposta da praça, indaga.
- O que? Como é que você pode responder isso com tanta segurança?
O soldado, que é recruta, diz:
- É que se fosse trabalho já me tinham mandado fazer a mim.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Atenção à burocracia

FAMILIA.DOC
2006-01-03
FICHA DE DADOS PESSOAIS



PARA SE ABERTO
QUANDO DO FALECIMENTO DE


NOME
(data de nascimento)

Feito em … (local), em … (data)



(caixa)

NOTA PRÉVIA

A experiência tem demonstrado que, por vzes, se torna muito difícil às famílias dos falecidos
(designadamente dos militares) assegurarem o rápido e correcto accionamento das formalidades
relativas ao funeral e bem assim ao recebimento das pensões e subsídios a que têm direito.
Tais dificuldades poderão ser bastante atenuadas se, em devido tempo, as pessoas compilarem
e reunirem numa pasta todos os elementos necessários ao regular andamento dos processos, o que
evitará despesas inúteis aos seus familiares e desnecessárias perdas de tempo ao militar nomeado
para os apoiar.
Para facilitar a organização desta pasta, foi elaborada uma FICHA DE DADOS PESSOAIS,
com todos os elementos em regra necessários, mas que poderá ser complementada com outros
dados de carácter pessoal que o interessado entenda conveniente incluir.
Entende-se que as informações constantes desta FICHA assumem carácter confidencial e pessoal,
pelo que a mesma deverá ser objecto do tratamento adequado.

Embora muitos dos Sócios da Liga dos Combatentes já não sejam militares, foi julgado de interesse
divulgar este tipo de informação, há muito difundido entre os militares, mas nem sempre do
conhecimento dos interessados e suas famílias.

Salienta-se que os processos assim organizados servem apenas para conhecimento e orientação de
procedimentos, não tendo, por isso, qualquer valor legal como testamento ou para o recebimento
de pensões, subsídios ou outros proventos a que a família do falecido (ou outras pessoas) se
julguem com direito, para o que devem ser usados os impressos e as formas regulamentadas por lei.


[CAPA]


APOIO À FAMÍLA
FICHA DE DADOS PESSOAIS

1. QUANDO OCORRER O FALECIMENTO DO TITULAR, este documento serve de guia e
de orientação para as disposições a tomar e para o accionamento das habilitações a que houver
legalmente direito.

2. Tem carácter PESSOAL e CONFIDENCIAL, devendo ser tratado com as reservas inerentes.

3. A sua existência deve ser do conhecimento da pessoa (ou pessoas) que o militar tenha designado
para tratar(em) dos assuntos decorrentes do seu falecimento.

4. Deve ser guardado em lugar fixo, do conhecimento dessa(s) pessoa(s) e que a ele tenha(m) fácil
e rápido acesso quando tal vier a tornar-se necessário.

5. Se o interessado expressamente o desejar, poderá incluir nos seus documentos de matrícula,
em envelope lacrado, um duplicado desta FICHA.

6. Escrever no exterior do envelope:
- Nome e posto (se militar)
- Local, data e assinatura
- Indicações bem visíveis
“FICHA DE DADOS PESSOAIS”
“PARA SER ABERTO QUANDO DO FALECIMENTO DO TITULAR”

7. Manter actualizado. Quando necessário, preencher nova FICHA e destruir a anterior.

------------------------- separador ou caixa --------------------------

DADOS PESSOAIS

A. ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO

Falecido:
Nome:
Posto … , NIM … (se militar)
Data de nascimento:
Conservatória e registo:
Naturalidade:
Filiação:
Estado civil: … (se casado, indicar regime de bens; se houve casamentos anteriores, indicar
forma de dissolução)
Residência:
Telefones: Casa … , Telemóvel … , E-mail …
N.º de Contribuinte: … , Bairro Fiscal …
Bilhete de Identidade Civil:
Bilhete de Identidade Militar (se militar):
Situação:
Apresentado em … (se militar)
Ficou mais ligado ao … (Unidade, se militar)

Esposa:
Nome:
Data de Nascimento:
Conservatória:
Residência:
Telefones: Casa … , Telemóvel … , E-mail …
N.º de Contribuinte: … , Bairro Fiscal …
Bilhete de Identidade:

Filhos:
1. Nome:
Data de Nascimento:
Conservatória:
Residência:
Telefones: Casa … , Telemóvel … , E-mail …
N.º de Contribuinte: … , Bairro Fiscal …
Bilhete de Identidade:

2., 3., etc.
(de igual modo)

Outros herdeiros hábeis
(de igual modo)


B. DISPOSIÇÕES COM INTERESSE IMEDIATO

1. Familiar, representante legal ou pessoa encarregada de accionar os assuntos
Nome, residência, telefones

2. Tipo de funeral
Exemplo: se Militar, honras militares (S/N), assistência religiosa (S/N), cemitério, talhão
dos Combatentes (S/N)


C. ACCÕES A DESENVOLVER PELA FAMÍLIA

1. Imediatamente após o falecimento, contactar a Unidade ou Estabelecimento Militar onde estava apresentado, para:
- Comunicar o falecimento.
- Indicar a data e hora do funeral, local de onde sai e cemitério de destino.
- Pedir a nomeação de um delegado militar para apoio aos familiares, registando a sua identidade e
a forma de o contactar:
Nome:
Posto:
Unidade ou local:
Contacto (telefones):

2. Logo que possível:
- Fazer entrega do Bilhete de Identidade Militar do falecido – no QG/GML.
- Comunicar o óbito à Conservatória do Registo Civil da área de residência do falecido e pedir 6 (seis) exemplares da certidão de óbito.
- Iniciar as diligências para habilitação aos subsídios e pensões a que haja direito, dentro dos prazos
legais. Em regra são necessárias certidões de óbito, certidão de casamento e certidões de nascimento
dos filhos.
- Proceder à entrega, no IASFA, do cartão de ADM do falecido e pedir a troca dos cartões dos
beneficiários. São necessárias 2 fotografias de cada beneficiário e 1 certidão de óbito.


D. SUBSÍDIOS E PENSÕES A QUE TEM DIREITO

1. Subsídio por Morte
Entidade pagadora: a que processa os vencimentos
Prazo de habilitação: 45 dias
Valor: o mês do falecimento, com os respectivos descontos. Mais 5 (cinco meses) de vencimentos,
sem descontos (só Imposto de Selo). Subsídio de Férias e de Natal, se a eles houver direito.
[Ver Unidade/Estabelecinmento Militar onde entregou o modelo 35/IN – data de entrega]

2. Subsídio para Funeral
Entidade pagadora: a que processa os vencimentos
Prazo de habilitação: ? ***

3. Pensão de Sobrevivência
Entidade pagadora: Caixa Geral de Aposentações ? ***
Prazo de habilitação: 18 meses
N..º de subscritor:
Valor: metade do valor da pensão de Reforma.

4. Subsídio do Cofre de Previdência das Forças Armadas (CPFA)
Entidade pagadora: CPFA
Prazo de habilitação: 1 ano
N.º de subscritor:
Valor: [ver e registar a data de entrega no CPFA do modelo 111]

5. Subsídio do Cofre de Previdência dos Funcionários do Estado (CPFE)
[Era o antigo Cofre de Previdência do Ministério das Finanças]
Entidade pagadora: CPFE
Prazo de habilitação: 5 anos
N.º de subscritor:
Valor: [ver e registar a data de entrega no CPFE da declaração do n.º 1 do Art.º 16.º dos Estatutos]

6. Outros subsídios e pensões
(Se houver)


E. OUTROS ELEMENTOS JULGADOS COM INTERESSE

1. Testamento
2. Outras disposições
3. Contas bancárias
[Caixa Geral de Depósitos, bancos, CTT (aforro), outras]
4. Seguros de Vida, PPR´s, outros seguros
5. Indicações complementares
Propriedades, acções, empréstimos (devedor e credor), etc.

------------------------- separador ou caixa -------------------------

CONTACTOS
[confirmar se estão correctos]

ADM / IASFA (Assistência na Doença dos Militares)
Rua Rodrigo da Fonseca, 180 – D
1099 - 033 LISBOA
Tel.: 213 853 070

CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES
(Caixa Geral de Depósitos)
Av. 5 de Outubro, 175
Apartado 1194
1054 - 001 LISBOA
Tel.: 217 918 000, Linha azul 217 807 807, E-mail cga@cgd.pt

COFRE DE PREVIDÊNCIA DAS FORÇAS ARMADAS
Rua da Mouraria, 64 – 3º
1100 LISBOA
Tel.: 218 882 616

COFRE DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS E AGENTES DO ESTADO
Rua do Arsenal, Letra E
1100 LISBOA
Tel.: 213 241 060, Fax: 213 470 476

IASFA (Instituto de Acção Social das Forças Armadas)
(antigos SSFA, Serviços Sociais das Forças Armadas)
Rua Pedro Nunes, 8
1069 - 023 LISBOA
Tel.: 213 194 600, Fax: 213 194 639, E-mail: relpub@iasfa.pt

QG/GML (Quartel General do Governo Militar de Lisboa)
Largo de S. Sebastião da Pedreira
1069 – 020 LISBOA
Tel.: 213 523 231 / 3 / 5 / 7

------------------------- separador ou caixa -------------------------

Feito em … (local) em … (data)
Assinatura:

(PARA COLOCAR NO ENVELOPE)


PESSOAL CONFIDENCIAL


APOIO À FAMÍLA
FICHA DE DADOS PESSOAIS

Para ser aberto
quando do falecimento de


(Nascido em DD.MM.AA)

Feito em Lisboa,
Em 06.08.2005


PESSOAL CONFIDENCIAL

Basta de ultrajes




De um "velho" Camarada recebi esta síntese da burocracia a que, as nossas Famílias, têm de sujeitar-se, sob pena de perderem todos os direitos adquiridos ao longo da nossa carreira de combatentes numa guerra que durou demasiado tempo.
Por ignorância, ou distracção, acontece, frequentemente, perderem apoios legais para os quais contribuímos sem falhas com os respectivos descontos.
Se este Estado e o respectivo Ministério fossem decentes, claro que nada disto aconteceria.
Ninguém, melhor do que eles, sabe quem somos e que direitos têm os que de nós dependem, depois de partirmos.
Não é, comprovadamente, o caso!
Temos assistido, desde que a guerra acabou, a um ataque sistemático aos direitos que nos cabem. Não só por termos estado na linha da frente - da guerra, à implementação do Estado Democrático de Direito em que é formal e constitucionalmente vivermos, como termos pago, através das devidas contribuições, o apoio social que ora nos é devido.
Apoio esse a que, sucessivos governos capitaneados por refractários, desertores e incapazes para o cumprimento do Serviço Militar, têm aproveitado - para resolver problemas complexos que Freud há muito explicou - para se vingarem, nos militares, das suas frustrações.
É por isso que importa difundir ao máximo esta mensagem do meu Camarada R.S.
No mínimo, porque a nossa paciência também tem limites.
Interessa-nos a todos, militares ou civis.
Como muito bem disse Mouzinho, na "Carta ao Príncipe Real":
"Este Reino é Obra de Soldados".
Não os desprezem!

Álvaro Fernandes

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Governo impõe silêncio a militares,,,

Lista de assuntos tabu assusta associações na proposta para o novo RDM
19/01/09
.
Se os militares já tinham que ter cuidado ao falar sobre os males que atingem a instituição, agora ainda mais. A proposta de Regulamento de Disciplina Militar é um acervo de proibições e vagas determinações a aconselhar silêncio.
Os principais receios de sectores militares ouvidos pelo JN derivam do artigo 21º da "Proposta de Lei nº 244/X/4ª" que está no Parlamento, titulado "Dever de Sigilo" e que, na prática, chega a proibir a um militar no activo ou na reserva, por exemplo, a simples referência ao número de homens ou ao número de blindados - algo que, no entanto, pode ser encontrado em qualquer publicação da Jane's, a prestigiada editora de assuntos militares.
O anterior RDM já era proibitivo, mas o novo diploma é bem mais explícito e enumera áreas proibidas. Com efeito, se a proposta de lei for aprovada integralmente pela Assembleia da República é proibida a divulgação dos mais simples dados numéricos como o "dispositivo, à capacidade militar, ao equipamento e à actividade operacional das Forças Armadas". E estende as proibições aos "elementos constantes de centros de dados e demais registos sobre o pessoal que não devam ser do conhecimento público" -, se bem que abra a porta a mais limitações, porque a lista é precedida da palavra "nomeadamente".
As proibições acabam por caber que nem uma luva às associações militares, que, pelo seu estatuto, têm vindo a denunciar um conjunto de falhas e lacunas nas Forças Armadas. E por vezes a simples abordagem de questões mais quentes se tem traduzido em reacções mais acesas do Ministério da Defesa, como apontaram fontes militares. Ainda no ano passado, por exemplo, a Associações de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) foi proibida pelo Ministério de realizar um simpósio sobre operações de paz.
Daí que as associações vejam com preocupação o diploma para o novo RDM.
A Associação Nacional de Sargentos (ANS) já pediu para ser recebida pelos partidos com assento parlamentar, tendo em conta o debate na especialidade, enquanto a AOFA está a abrir caminho com o mesmo objectivo. "Queremos perceber o que significa todo este conjunto de proibições, tendo em conta o nosso estatuto", apontou ao JN Lima Coelho, da ANS, confessando recear pelo futuro das associações.
A AOFA está igualmente peocupada e aponta as "imprecisões constantes do diploma. No capítulo dos deveres, por exemplo, do artigo 12º ao 24º, há bastantes 'designadamente'. Isto gera imprecisões e muita margem de manobra, o que não é admissível num texto legislativo. Tem que haver clarificação", aponta Sequeira Alves, da AOFA.
E uma e outra associação lembram também que não foram ouvidas pelo Ministério da Defesa para a elaboração do diploma, ao contrário do que é exigido pela lei em vigor.
Nem os reformados escapam
As sanções previstas para os militares que infrinjam os deveres são repreensão, repreensão agravada, proibição de saída, suspensão de serviço, reforma compulsiva, separação de serviço e prisão disciplinar.
Mas nem os reformados escapam à lista de "penas aplicáveis", podendo ser punidos com a repreensão e a separação de serviço, uma sanção que pode conduzir à perda direitos na assistência na doença e ser afastados do fundo de pensões militar.
Mas os militares estranham estas sanções, pois o novo diploma apenas obriga os militares reformados ao "Dever de Aprumo", resumido ao uso da farda, algo que tem sido apenas publicamente comum nas manifestações.
in JN

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Partiu Duarte Figueira

É com enorme pesar que vos reencaminho este e-mail em anexo, onde se dá conhecimento do falecimento do nosso sócio Duarte Figueira.

Cordiais saudações
Vasco Lourenço

Cumpro o dever, particularmente ingrato pelas relações de amizade que nos uniam, de participar o falecimento do sócio nº 1 da AOFA COR ART (REF) João António Duarte Figueira.
O corpo encontrar-se-á na Igreja Nova de Linda-a-Velha, a partir da tarde de hoje.
Amanhã, pelas 15H00, terá lugar a missa de corpo presente, seguindo-se o funeral para o cemitério de Carnaxide.
Os últimos meses do nosso camarada foram passados no meio de grande sofrimento, mas honrando até ao fim a única forma que ele conhecia de estar na vida: dando luta à doença impiedosa que o minava.
Em 1992, com centenas de outros oficiais, protagonizou a oposição declarada a um projecto de lei iníquo, que o Governo de então designava eufemísticamente por “racionalização de efectivos”, mas que visava, apenas e tão-somente, retirar das Forças Armadas, sem um mínimo de dignidade, oficiais e sargentos considerados excessivos face à reestruturação então operada.
O GEN Loureiro dos Santos, então CEME, demitiu-se inclusivamente das suas elevadas funções por discordar frontalmente do articulado originalmente proposto.
O processo desencadeado pelos nossos camaradas – que, é bom lembrá-lo, enfrentavam um quadro muito mais restritivo sob o ponto de vista do exercício de direitos de cidadania - passou, inclusivamente, por um abaixo-assinado depositado nas mãos do então Presidente da República, Dr. Mário Soares.
Por ser de justiça, devo recordar que o PR resistiu a todas as tentativas do Governo da época para que lhe fossem entregues as centenas de assinaturas constantes no abaixo-assinado.
O que é certo é que a luta dos nossos camaradas valeu a pena e o diploma que foi publicado, a Lei nº 15/92, de 5 de Agosto, que ficou conhecida como “Lei dos Coronéis”, era consideravelmente melhor que o projecto inicial.
Terminado o processo e por se terem apercebido que os oficiais tinham estado desamparados na defesa dos seus legítimos direitos e expectativas, doze camaradas, com o COR Figueira à cabeça, registaram notarialmente a AOFA em 12 de Outubro de 1992. Dos doze, quatro já desapareceram do nosso convívio.
“Para que nunca mais nos suceda o mesmo!”, era o seu lema.
De então para cá, o COR Figueira nunca deixou de estar ligado aos Órgãos Sociais da AOFA, de que foi Secretário-Geral, sendo agora membro do Conselho Deontológico.
E, mais do que isso, sempre acompanhou com muito interesse todas as actividades e iniciativas que a AOFA promoveu, mesmo fragilizado pela doença que o vitimou.
Em Junho deste ano, a AOFA prestou uma singela homenagem ao COR Duarte Figueira.
No entanto, sei que a homenagem que melhor receberia seria a de ter a certeza de que a AOFA continuaria o caminho iniciado em 1992.
Posso garantir que assim será!
Tasso de Figueiredo
COR TPAA/Secretário da AOFA/Sócio nº F-0064
Morreu vice-presidente da Liga dos Combatentes, major-general Carlos Camilo
Ontem às 14:06


Faleceu esta segunda-feira, em Lisboa, o vice-presidente da Liga dos Combatentes e capitão de Abril, o major-general do Exército português Carlos Camilo.
O corpo do major-general Carlos Manuel Costa Lopes Camilo, falecido esta segunda-feira, vai estar na igreja de São João de Brito, sendo o funeral na terça-feira, dia 30, no cemitério do Alto de São João.
Carlos Camilo nasceu em 1944 e esteve envolvido na «primeira grande reunião de capitães de Abril, a 9 de Setembro de 1973, em Alcáçovas, perto de Évora», como explicou o coronel e também capitão de Abril, Vasco Lourenço.
O major-general do Exército esteve na organização de um dos «principais batalhões que intervieram» na revolução dos cravos, que tomou o controlo da «zona do parque Eduardo VII e dos estúdios do Rádio Clube Português».
Recentemente, Carlos Camilo estava envolvido no processo de transladação de corpos de antigos militares da guerra ultramarina sepultados na Guiné para Portugal.
In TSF

Faleceu capitão de Abril Carlos Camilo
Faleceu, na madrugada desta segunda-feira, o vice-presidente da Liga dos Combatentes e capitão de Abril, o major-general do Exército português Carlos Camilo.
Carlos Camilo nasceu em 1944 e esteve envolvido na “primeira grande reunião de capitães de Abril, a 9 de Setembro de 1973, em Alcáçovas, perto de Évora”, de acordo com o capitão de Abril, Vasco Lourenço. A seu cargo ficaram as primeiras direcções da Associação 25 de Abril e a organização de um dos “principais batalhões que intervieram” na revolução dos cravos que e que tomou o controlo na “zona do parque Eduardo VII e dos estúdios do Rádio Clube Português”.
Nos últimos tempos de vida, Camilo envolveu-se no processo de transladação de corpos de antigos militares de guerra ultramarina da Guiné para Portugal. O corpo de Carlos Camilo estará esta segunda-feira na igreja de São João de Brito e o funeral realizar-se-á na terça-feira, dia 30, no cemitério do Alto de São João.
In Correio da Manhã

Também outros órgãos de comunicação social, incluindo estações de televisão noticiaram, desde ontem, a partida de Carlos Camilo.
Além de perder mais um Camarada, acompanhei hoje um Amigo e Companheiro de muitas lutas e combates, na despedida a que muitos de nós não faltaram.
Foram quatro décadas intensamente vividas da nossa História, em que a nossa relação se pode resumir a uma frase: a sã, fraterna e leal camaradagem em que sempre fomos capazes de saber que podíamos contar e confiar um no outro – mesmo quando divergimos de opinião.
Essa memória ninguém nos tira.
Até sempre, Carlos.

Álvaro Fernandes

terça-feira, 11 de novembro de 2008

CHEFES ENVIAM MENSAGENS AOS QUARTÉIS...

(MANUEL CARLOS FREIRE)
(DN de 07/11/2008)
O enfraquecimento da posição das chefias militares foi ontem revertido, pelo menos parcialmente, depois de o ministro reconhecer que estava avisado, pela hierarquia castrense, sobre as consequências negativas de o Governo não solucionar com rapidez alguns dos problemas socioprofissionais dos militares
As Forças Armadas viveram ontem um dia agitado, com mensagens das chefias às unidades militares e o ministro da Defesa a reconhecer que a hierarquia castrense já o tinha alertado para os problemas existentes nas fileiras.
Fontes militares disseram ao DN que os chefes de Estado-Maior da Armada (CEMA) e do Exército (CEME) enviaram mensagens internas aos seus subordinados, reafirmando a sua acção de comando em defesa dos "legítimos interesses" dos militares "nos momentos e sedes próprias". No caso da Força Aérea, o envio de um texto similar pelo chefe do ramo (CEMFA) "[era] uma possibilidade".
A posição das chefias foi tomada depois de verem a sua autoridade interna reposta com o assumir, pelo ministro Nuno Severiano Teixeira, de que "as chefias militares têm transmitido ao Governo as preocupações e as expectativas das Forças Armadas".
Recorde-se que a tutela, ao longo da última semana, disse desconhecer a existência de mal-estar ou "descontentamenteo generalizado" nas fileiras, o que fragilizou a posição dos chefes perante os subordinados.
O presidente da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço, frisou ao DN que as afirmações de Severiano Teixeira "põem em causa as declarações do secretário de Estado da Defesa", João Mira Gomes, no passado dia 30, horas depois de o general Loureiro dos Santos (reforma) alertar para a tensão existente nas fileiras, deixando uma ameaça implícita de uso da força por algum militar irreflectido devido à não resolução dos problemas.
"As chefias militares não nos transmitem qualquer informação" sobre quaisquer "movimentos de descontentamento a nível de qualquer escalão das forças militares", disse João Mira Gomes, acrescentando: "Não consideramos que haja qualquer tipo de clima de instabilidade nas Forças Armadas."
Uma fonte militar garantiu ontem ao DN que as afirmações de Mira Gomes levaram os chefes militares a alertar o ministro para a necessidade de as corrigir, por não serem verdadeiras e, nessa medida, minarem a sua posição dentro da instituição militar - situação só corrigida ontem, desconhecendo-se se as chefias voltaram a insistir junto da tutela.
No caso de Vasco Lourenço, este capitão de Abril manifestou ainda a sua "satisfação por saber que os chefes de Estado-Maior têm levado os problemas [dos militares] ao ministro da Defesa". "Lamento é que não esteja a dar resultado", acrescentou.
O PCP também tomou ontem posição sobre as declarações do ministro da Defesa. Em comunicado, os comunistas criticaram "a atitude autista e sobranceira do Governo perante o ambiente existente" nas fileiras.
Acresce que "[o ministro], que diz desconhecer o mal-estar nas fileiras, foi o mesmo que, numa recente ida à Comissão Parlamentar de Defesa, levou consigo" o texto feito pelas associações militares a denunciar o incumprimento de várias leis.
por email

sábado, 8 de novembro de 2008

O Ministro e a ADM...

"Assisti ontem (6 de Novembro) à entrevista que o Sr Ministro da Defesa deu à SIC Notícias (Jornal das 9), repetição, aliás, de igual entrevista dada dias antes ao Telejornal da RTP 1.
De entre as muitas surpreendentes afirmações, que mereceriam comentário, retive (por ser um elemento concreto) a informação de que as comparticipações da ADM estavam quase regularizadas, porquanto já estão processados os processos de Junho, Julho e parte de Agosto" (sic).
Admirado por não receber há mais de seis meses as comparticipações que me são devidas, dirigi-me à ADM, onde fiquei a saber:Os recibos enviados pelos beneficiários à ADM passam por um tratamento em três fases:
PROCESSADO - corresponde ao registo de entrada nos Serviços e ao cálculo da comparticipação a atribuir.
LIQUIDADO - corresponde à emissão da autorização interna para proceder ao pagamento.
PAGO - traduz-se no pagamento efectivo ao beneficiário (normalmente por transferência para a respectiva conta bancária).
Não espanta, assim, que o "processamento" seja rápido, só admira que ainda sejam necessários dois meses para o fazer...Quanto ao "pagamento" (que é o que interessa ao beneficiário e o que está verdadeiramente em causa) só pode ser efectuado "quando houver verba", o que não acontece com a celeridade que o Sr Ministro fez crer a quantos o ouviram.
Assim, o Sr Ministro não pode ser acusado de ter faltado à verdade.Mas o Sr Ministro faltou à ética.
A "sua verdade" levou os telespectadores a convencerem-se, uma vez mais, de que os militares não têm razão. Injustificavelmente impacientes, não aceitam "um atraso de dois meses" para cobrarem os seus "privilégios".A verdade dos militares é, porém, outra.
Continuam a receber, com injustificável atraso, as comparticipações a que têm direito. E a verem os responsáveis políticos contribuirem diariamente para o seu desprestígio perante a Nação.Verdade que os problemas velhos de dez a quinze anos (segundo o Sr Ministro) "estão a ser trabalhados".
Pode ser que daqui a mais dez ou quinze venham a estar resolvidos...
Mariz Fernandes
Major General na reforma

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Protesto: Militares recusam almoçar nos refeitórios...

Sete mil contra o Governo
.
Sete mil militares abdicaram ontem de comparecer à hora de almoço nos refeitórios dos vários quartéis do País, em protesto devido à insatisfação e mal-estar no sector, causados, acusam, pelas políticas do Governo, segundo dados avançados ao CM pela Associação Nacional de Sargentos (ANS), cujo presidente, Lima Coelho, diz que os números espelham "a instabilidade".
'A adesão foi muito positiva, denuncia bem a instabilidade existente', adiantou Lima Coelho, que estima que esta ‘jornada de reflexão’ tenha atingido 'índices de adesão muito elevados, acima dos 80 por cento [num universo de perto de nove mil militares ]'.
Cerca de sete mil militares deram assim resposta negativa ao secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, que, num comunicado divulgado na terça-feira, garantiu que não existe mal-estar nas Forças Armadas e apelou aos militares para não participarem neste protesto. Isto apesar de o encontro ter sido convocado por uma 'comissão de luta contra a insatisfação e o mal-estar'.
O presidente da ANS refere que esta manifestação foi uma forma de mostrar ao Governo que os militares 'não aceitam que os responsáveis políticos desvalorizem os seus gritos de alerta'.
Em resposta ao ministro da Defesa, Severiano Teixeira, que ontem assegurou que as associações serão ouvidas 'no momento próprio' e no âmbito da Lei, Lima Coelho afirmou: 'Esperamos que não se repita o mesmo de sempre, anunciam soluções para determinadas matérias e depois não há resultados concretos'.
Para o responsável, 'há um grande incumprimento' por parte do Governo com os militares. 'Não nos ouve, não apresenta soluções e não mostra sensibilidade com os problemas do sector.'
Opinião compartilhada pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), que diz que 'ouvir as associações da forma como o Governo tem ouvido é o mesmo que nada'.
in CM

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Comunicado da AOFA...

AOFA
COMUNICADO
(2008NOV03)

“INSTITUIÇÃO MILITAR: SINAIS PREOCUPANTES”
(GEN Loureiro dos Santos, in “Público” de 2008OUT25)
.
1. Na passada sexta-feira, teve lugar o jantar, proposto à AOFA por oficiais no activo, subordinado ao tema “Análise da situação”.
2. -Antes de mais, merece uma saudação especial o interesse e acompanhamento dado pelas Chefias dos Ramos das Forças Armadas ao evento, opção que, proporcionando-lhes um melhor e mais completo conhecimento da realidade, reforça incontestavelmente a sua capacidade de intervenção. Para a AOFA, a representatividade Institucional das Chefias Militares, as quais como é conhecido têm vindo a colocar as suas questões ao Governo e a ser envolvidas nas decisões em curso, é inquestionável.
3. -No jantar, confirmando-se todas as preocupações tornadas públicas pelo General Loureiro dos Santos, verificou-se existir, se é que isso se tornava necessário, um descontentamento profundo entre os oficiais e os militares em geral pela forma como o Governo os está a maltratar, quer através do incumprimento ou da alteração de disposições legais, quer a partir da imagem que deles transmite, ignorando aspectos essenciais do seu dever de tutela:
.Não cumprindo um número muito significativo de normativos legais, com especial relevo para o Estatuto da Condição Militar, naquilo que tem que ser interpretado como um inequívoco atentado ao Regime Democrático;
.Impondo-lhes piores condições de Assistência na Doença, do que naquela que é dispensada aos restantes cidadãos servidores do Estado;
.Agravando as situações de bloqueamento da progressão nas carreiras, que se verificam em todos os ramos;
.Não considerando, para efeitos da progressão retributiva nos escalões, o período de tempo em que esse dispositivo esteve congelado, agravando, ainda por cima, de forma muito significativa, as situações de bloqueamento dos fluxos de carreira;
.Não garantindo a equidade retributiva relativamente às categorias profissionais de referência;
.Não assegurando as verbas necessárias ao funcionamento normal dos Ramos das Forças Armadas (remunerações e operação), com uma insuficiência orçamental que se estima superior à do ano corrente, num valor aproximado de 10% / 100 Milhões de EUROS;
.Não mantendo o diálogo com as Associações Profissionais dos Militares e a sua adequada audição, o que implica:
-O incumprimento do estabelecido na lei sobre a representatividade das Associações Profissionais de Militares (APM), entidades autónomas e independentes da Administração, logo as únicas com legitimidade para conduzirem acções e expressarem a vontade dos que, através delas, desejem, livremente, fazer valer os seus direitos;
E, em consequência, a condução de iniciativas legislativas sem a participação ou contribuição das APM, no meio de um enorme secretismo, só por si gerador de enormes intranquilidade e insegurança, situação agravada pelo que se vai sabendo dos projectos através da comunicação social, com claros indícios da manutenção ou agravamento das injustiças e/ou discriminações já existentes;
Tudo isso propiciando o surgimento de situações de indignação e, até, de ruptura da indispensável coesão social dos militares.
4.
Ao proceder deste modo, o Governo, como foi consensualmente reconhecido no jantar, está obviamente a pôr em causa a motivação e o moral dos militares, com os irrecusáveis reflexos que daí advêm e de que a indignação é apenas a face mais visível.
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O PRESIDENTE
– Carlos Manuel Alpedrinha Pires
– Coronel de Artilharia