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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tiro ao alvo


Nos últimos anos, lembro-me da gripe asiática, da SIDA, das vacas loucas, da gripe das aves e, já este ano, da crise financeira provocada por banqueiros corruptos, da crise económica que veio por arrastamento e, como se tudo isto não chegasse, temos agora a gripe suína.

Não há dúvida que estamos entregues à bicharada globalizada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ainda não repararam que já despertou?

Quando a China despertar... o mundo tremerá














Já agora que vos falo da China, lembrei-me dum livro já com muitos anos que foi escrito por um antigo embaixador de França na China, chama-se "Quando a China despertar... o mundo tremerá" e é da autoria de Alain Peyrefitte. Foi no seu tempo um livro premonitório que nos dá uma visão daquilo que viria mais tarde a acontecer e que nós hoje conhecemos muito bem. É a invasão do comércio chinês que vai afastando o comércio tradicional que se vai implementando e fortalecendo. O mesmo se passa noutros países e não só europeus, como é o caso de África, nomeadamente Angola, onde já existe uma forte comunidade chinesa e onde o governo chinês tem injectado grandes somas de dinheiro. São contributos para um melhor conhecimento mútuo dum país que cada vez mais se vai afirmando no mundo. A edição é da Editora Parceria e foi publicado em 1976.
posted by Formadores Certform 66 @ 9:47 AM

Como o tenho desde que foi publicado na minha pobre biblioteca, empresto-o a amigos que ainda não conseguiram lê-lo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Com o Carnaval à porta



À beira do Carnaval, esperamos todos que a folia programada nos distraia da realidade um tempinho mais, e tanto mais curto quanto os dias vão passando. Não sei se resolve alguma coisa. Aliás, acredito que não serve para mais nada do que adiar o inevitável. Isto é: a inevitável e trágica falência do sistema que ninguém se atreve a combater frontalmente, e destruir.

Se observarmos os que se passa… vemos o quê? Todos os países, dos Estados Unidos à chamada União Europeia, injectando dinheiro dos contribuintes para salvarem fortunas de vigaristas, mafiosos e associações de criminosos – já globalizados através dos paraísos fiscais em que tal canalha foge aos impostos através da banca e da bolsa privada - com o beneplácito dos respectivos governos e chamados bancos centrais, autoridades de verificação e controlo, tribunais, etc.

Para além disto – que respeita ao chamado ocidente capitalista – afinal o que se passa com a tal China “comunista”? Nada mais do que uma feroz ditadura de Estado, também tão capitalista e globalizada, que até invade e rebenta com as indústrias indígenas do tal ocidente, convidando os gananciosos capitalistas europeus e americanos a ‘deslocalizarem’ as suas fábricas e negócios para os países asiáticos que controlam e dominam. O que me espanta é a confiança que depositam em quem os atrai. Será que não perceberam o “barrete” que enfiam? Quando forem à procura do dinheiro, talvez recebam uma malga de arroz.

A velha Rússia, renascida dos escombros do império soviético, segue-lhe o exemplo. Não faltam milionários russos a investir e comprar tudo o que por esta Europa fora é rentável, até no futebol. Sem esquecermos, é claro, as máfias que para cá foram e vão exportando…e transformaram a “cosa nostra” italiana num bando de anjinhos.

Os árabes, detentores do petróleo que os americanos exploram, mantêm as mais violentas e despudoradas autocracias com total desprezo pelos mais elementares Direitos Humanos. Mas são aliados…enquanto quem os governa se portar dessa forma abjecta. Ou então, são invadidos, enforcados com transmissão televisiva universal, e deixados entretidos a assassinarem-se massiva e permanentemente em nome de facções religiosas, ou interpretações que cada uma faz das palavras do seu profeta.

A Índia vende os cérebros à informática e espera que os americanos a ajudem a livrar-se do Paquistão, talibãs e congéneres.

A África sem petróleo vai morrendo à fome, de doença, guerras tribais provocadas por quem interessa dizimar povos para ocupar terras férteis. E, a que o tem, lá o vai vendendo a quem mais garantias oferece para manter no poder cliques cleptomaníacas semelhantes às das arábias e, exactamente, com o mesmo desprezo pela miséria dos povos que governam.

E a América latina e do Sul? Será que já conseguiu deixar de ser o quintal dos gringos? Pesem algumas tentativas e resistências, não me parece.

Com o mal dos outros, podemos nós bem. Mas com o nosso?

Será que não somos capazes de correr democraticamente do poder as criaturas que nos governam, alinham e defendem isto tudo? Não temos capacidade para derrubar o governo que defende o sistema responsável pelo que acontece em Portugal, e também no resto do mundo?

Julgo que sim. Seremos capazes de o fazer, e não tarda muito.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O esplendor da banca



Bangster - sinónimo universal e actual de gangster.
Neologismo derivado dos velhos mafiosos e ladrões que assaltavam bancos.

Mudaram-se os tempos e, actualmente, são os banqueiros que roubam e assaltam as economias dos cidadãos que as confiam e depositam em contas bancárias.
Para manter os bangster no seu esplendor, o Estado salva-os através do dinheiro dos contribuintes, transferindo o dinheiro dos nossos impostos para os bangster puderem continuar a roubar-nos.

terça-feira, 27 de maio de 2008


Anarquia

Esta anarquia branda e mansa

em que vivemos

chamada economia global

ao serviço do capital

esta anarquia violenta e feroz

militar-industrial

em que as vítimas

somos todos nós

esta anarquia

sem rosto nem Estado

nasceu e vive

na superpotência

que a comanda e guia

esta anarquia imperial

esquecida da História

que não ignora

tece dia a dia

a corda que nos estrangula

agora

esta anarquia ditatorial

canta como um cisne

à beira do final

e afinal

nunca passará do escorpião

morto com seu ferrão

a estrebuchar no chão

sem pão

Álvaro

25 de Novembro de 2002

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A CRISE

A crise americana (explicação útil, fácil, simples e curta)

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pr’ó Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele comprometeu: comprou carro novo (alemão) pr’a ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 636 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em Agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez.

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma ideia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma ideia do Paul. Tinha casa pr’a vender como nunca.

Paul foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir.

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a insolvência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Biliões e biliões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel, preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A insolvência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de biliões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a insolvência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED (Banco Central Americano) começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injectar biliões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas acções levam meses para surtir efeitos práticos. Essas acções foram correctas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas.

Até que, recentemente, o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, bolsistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda-feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por acção. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul hoje afecta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando... Só o tempo dirá!

Recebido por email

segunda-feira, 28 de abril de 2008

JÁ REPARARAM?



Pergunta:

Qual é a mais correcta definição de Globalização?

Resposta:

Morte da Princesa Diana.

Pergunta

Por quê?

Resposta:

Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro, dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas; a princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros.

E isto foi enviado para você por um Português, usando tecnologia americana (BillGates), e, provavelmente, você está lendo isso num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por judeus, através de uma conexão paraguaia.

Isto é, caros amigos, GLOBALIZAÇÃO!