segunda-feira, 19 de maio de 2008

A CONFIANÇA DOS PORTUGUESES


Professores são profissão em que portugueses mais confiam.

Os professores são a profissão em que os portugueses mais confiam e
também aquela a quem confiariam mais poder no país, segundo uma
sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial
(WEF).

Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses,
muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da
polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e
dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com
apenas 7 por cento.

Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder
no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por
cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e
policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com 6 por cento,
as estrelas desportivas ou de cinema.

A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos
resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos
inquiridos confiam nos professores, seguindo-se tal como em Portugal
os líderes militares e policiais, com 26 por cento.

Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento
dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um
quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os
jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento.

Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com 10 por cento.

A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior
confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes
religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18
por cento).

Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas 8 por cento dos
61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua
confiança.

Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que
as pessoas mais confiam.

Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos
em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos,
bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os
responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a
preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por
cento) e professores (18 por cento).

A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais
(30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial
voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais
(25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento).

A Gallup perguntou «em qual deste tipo de pessoas confia?», indicando
como respostas possíveis políticos, líderes religiosos, líderes
militares e policiais, dirigentes empresariais, jornalistas,
advogados, professores e sindicalistas ou «nenhum destes», tendo esta
última resposta sido escolhida por 28 por cento dos portugueses, 26
por cento dos europeus ocidentais e 30 por cento no mundo.

A Gallup questionou «a qual dos seguintes tipos de pessoas daria mais
poder no seu país?», dando como opções políticos, líderes religiosos,
líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, estrelas
desportivas, músicos, estrelas de cinema, intelectuais, advogados,
professores, sindicalistas ou nenhum destes.

A opção «nenhum destes» foi escolhida por 15 por cento em Portugal, 19
por cento na Europa Ocidental e 23 por cento a nível internacion

Diário Digital / Lusa

1 comentário:

pau de marmeleiro disse...

No "campeonato" que realmente interessa, o resultado é:
Professores 42, políticos 7
Militares e Polícias 24, políticos 7
Jornalistas 20, políticos 7
Líderes religiosos 18, políticos 7.
Será que nem assim Sócrates&Cia acordam e mudam de política?
Julgo que não.
Infelizmente, só despertarão para a realidade - que nada tem a ver com a imagem narcisista, arrogante e teimosa deste governo - quando lhe rebentar a castanha na boca.
A desgraça é que os estilhaços vão sobrar para todos nós.